Talento ou superação?

Entre elogiar os talentos, por um lado, ou as histórias de superação, por outro, a imprensa brasileira deu clara preferência às histórias de superações, nesses Jogos Olímpicos do Rio.

Mal sabíamos qual era o esporte do atleta, de tanto que nos informavam, a todos nós espectadores, de suas dificuldades familiares, de sua penúria econômica, ou de suas antigas lesões orgânicas. Todas elas ultrapassadas com esforço, dedicação e disciplina exemplares. Por que essa preferência? Por que não dar peso semelhante ao sorriso maroto do talentoso corredor, em relação aos seus esforçados adversários esportivos? Provavelmente porque o esforço é democrático e o talento não. As histórias de superação são contadas com o objetivo de dar a ideia que as conquistas dependem em primeiro lugar do seu próprio esforço, que elas são meritocráticas. Somos todos iguais, a priori, as chances são equivalentes, só nos diferenciamos pela vontade e pelo esforço. Os talentosos, por sua vez, ficam relegados ao banco das injustiças divinas, pois eles têm uma vantagem que escapa ao mérito. O talento é uma vantagem não democrática.

Ledo engano, no entanto, pensar que a conquista por mérito é mais valiosa que a conquista pelo talento.  Aqueles que assim pensam, não sabem o custo que uma pessoa paga para se responsabilizar pelo próprio talento. A primeira das faturas é a da exclusão do grupo, pois o talentoso é bicho raro e acaba não tendo lugar na turma.

A psicanálise sabe que o sofrimento por uma qualidade pode ser maior que aquele originado por um defeito, pois o defeito é solidário e a qualidade é solitária.

Parabéns aos superados, mas também, parabéns aos talentosos.

Auto-Sabotagem

Uma questão muito interessante no mundo das inter-relações pessoais é aquela que diz respeito a pessoas maduras, de alguma forma traumatizadas por relacionamentos vivenciados ao longo dos anos, que, de uma forma aparentemente inexplicável, agem contraditoriamente, quando se vêm diante de uma possibilidade real de ser feliz, num segundo casamento, por exemplo.
Em geral, esse universo de pessoas é composto por indivíduos que vivenciaram muitos sofrimentos, às vezes lutos, às vezes decepções por relacionamentos acabados; quando vislumbram a possibilidade de voltarem a ser felizes.
Tais indivíduos, quando percebem que encontraram um novo alguém especial, ficam tão embalados pelo sonho de felicidade, que acabam ficando ansiosos demais, em virtude do excesso de expectativas que lhe sobrevêm.
Tudo isso é um mecanismo inconsciente, mas funciona mais ou menos, assim:
A pessoa começa a sentir medo da própria felicidade que está sentindo, em razão do outro medo, que é de perder o objeto amado (no caso, a outra pessoa), o que ela não suportaria. Então, a sua mente inconsciente conspira contra ela e a ansiedade, gerada pelo medo de perder a pessoa querida fica tão grande, que se torna insuportável.
Nesse ponto, a fim de ver-se livre da ansiedade (lembre-se de que tudo isso é inconsciente), ela acaba boicotando a própria possibilidade de ser feliz, “dando um jeito” de desagradar e magoar o objeto amado, e terminar, assim a relação, para ver-se livre da terrível ansiedade. Mas, com isso, acaba perdendo também a possibilidade de ser feliz.
Essa é a descrição daquilo que os psicoterapeutas costumam chamar de auto-sabotagem.
As pessoas que se perceberem vítimas dessa situação precisam procurar ajuda psicoterapêutica, a fim de não inviabilizarem a própria felicidade.
Afinal, ser feliz, é objetivo de todos nós.

Conquistando Sonhos

“O pensamento é o ensaio da ação.”

(Sigmund Freud)

Se parássemos, por um momento, para refletirmos sobre todas as coisas mais valiosas e importantes que conseguimos na vida, as conquistas que levamos anos para atingir; os sonhos, que, por vezes, demandaram décadas para serem atingidos, chegaremos, sem sombra de dúvida, à conclusão de que Freud, mais uma vez, acertou, quando formulou em palavras, a afirmação acima.

De fato, para ele, pensamento e sonho são palavras muito próximas e estão intimamente relacionadas. Freud sabia que o ser humano, para atingir um objetivo, teria que sonhar com ele. E, sonhando com ele, teria que pensar muitas vezes a respeito. Isso acabaria por inundar o campo de sua vontade consciente, transbordando para o inconsciente. E, uma força inconsciente, torna-se poderosíssima!

É certo que percorremos aqui o caminho inverso daquele buscado para a cura das neuroses visto que, para se curar uma neurose, o caminho inverso é que deve ser feito: o conflito inconsciente precisa tornar-se consciente para que a cura aconteça.

Mas, neste post, falamos de ação, de conquista de sonhos. Não de neuroses.

Portanto, se você deseja de todo o coração uma grande conquista, seja ela de que ordem for, pense! Pense muito nela e…sonhe com ela. Se tiver a capacidade de não abandonar o seu sonho, por inúmeros que possam ser os percalços que irá enfrentar, você o conquistará.

Não duvide disso, e voe como águia. Parta em busca de seu ideal.

Quais os benefícios da psicanálise

A motivação na busca da Psicanálise pode surgir quando a pessoa percebe que está diante de alguns acontecimentos e fatos na sua vida que parece estar causando um “desprazer”significativo que o leva a um considerável sofrimento aparentemente inorgânico.

Quando parece que a vida não tem mais sentido ou não existe mais gozo, prazer que satisfaça sem sofrimento; fazer análise pode ser bom para o analisando. Embora não exista anestésico ou mágica alguma em fazer análise, é importante pois é uma empreitada do “conhecer-se a si mesmo”. Em algumas situações mesmo que tudo pareça estar normal e sob controle, ainda que se tenha família, amigos e sucesso no trabalho; muitas pessoas sente-se tristes e com uma série de limitações na sua vida. Seja pelos sentimentos de ansiedade, depressão, solidão, ou um quadro de diversas doenças e alergias que podem ter como pano de fundo o psicossomático.

Daí, muitas vezes a necessidade de recomendar ao analisando que faça exames clínicos e procure seu médico de confiança periodicamente conforme for recomendado, investindo assim em prevenção e qualidade de vida. A Psicanálise jamais vai substituir exames médicos e clínicos. Algumas pessoas apresentam sintomas como, medos irracionais, baixa auto-estima, pensamentos repetitivos e rituais (próprios seus) e acabam virando escravos disso; seja em casa, no trabalho ou nas suas relações familiares e sociais. A análise psicanalítica consegue levar a pessoa ao mergulho e elucidação dos conteúdos do inconsciente humano, e lá pode ser encontrado grandes tesouros ou também grandes fantasmas. Fazer a travessia sem mergulhar no conteúdo submerso e quase que infinito do seu inconsciente, pode transformar a caminhada em tudo, menos em Psicanálise. É no inconsciente que pode existir um quadro de repreensões, desejos reprimidos, recalques, traumas com algumas penalizações extensivas (até para o Hoje de cada um).

Há pessoas que podem apresentar dores ou sintomas físicos sem que uma causa orgânica ou patológica clínica venha justificar esses sintomas; há ainda os que vivem em desânimo, são solitários com dificuldades para trabalhar, ou que experimentam repetidos fracassos profissionais ou até mesmo em suas relações afetivas. Muitos vivem numa tensão permanente nas relações pessoais/afetivas, a desconfiança é quase que constante com respeito às demais pessoas, a incapacidade para manter relações amorosas mais duradouras e ainda as dificuldades na área da sua sexualidade; tudo isso são sinais de alguma neurose que pode ser conhecida e conseqüentemente analisada. Nem sempre esses distúrbios surgem como sintomas conscientes e racionais no tempo e em sua forma de viver o dia-dia de cada um que chega ao consultório. Pois a própria queixa inicial do analisado pode ser um “mecanismo de defesa” que só é transgredido após a parceria psicanalítica. O psicanalista poderá observar se há também certos traços peculiares na maneira de ser da pessoa.

O que o leva a repetir padrões de comportamento que limitam suas potencialidades e a capacidade de usufruir e gozar a vida com mais harmonia, equilíbrio e domínio de si. Uma vez formado o “par analítico” , após algumas sessões, qualquer uma dessas situações de conflito emocional-psíquico do analisado pode ir se elucidando gradativamente. Já que não existe prazo de validade e de garantia na análise, mesmo que durem meses ou até anos; o analisado só vai mudar aquilo que ele mesmo julgar “conveniente” “per-si” já que o Psicanalista não é seu (patrão, pai, chefe, Deus), o livre arbítrio do analisado é sempre e eticamente respeitado. A função da psicanálise é levar o analisado conhecer-se a si mesmo; isto é, leva-lo ao auto conhecimento. Não existe nenhuma restrição médica ou clínica para a pessoa não ser psicanalisada; desde que possua a capacidade de pensar, falar e raciocinar livremente suas idéias (entre a inteligência e imaginação) e estando em sua normalidade mental. A Psicanálise não possui efeitos colaterais ou indesejados à saúde física e mental; ela não prescreve medicação alguma, apenas lida com o conteúdo submerso no inconsciente humano, no intento de re-orientar o ser humano.

Descobrindo assim suas neuroses e com liberdade de pensamento e verbalização das emoções e desejos reprimidos; a pessoa estará habilitada para re-organizar e re-orientar a sua vida. A persistência e freqüência nas sessões também pode ser um fator decisivo. Psicanálise só não é indicada para quem não quer mudar nada e que não queira conhecer-se! Fazer análise é ter coragem para fazer uma travessia de ida e volta ao nosso “Céu” ou ao nosso “inferno” sem querer aqui dar uma conotação religiosa aos termos, mas sim filosófica. Fazer análise nos ensina como melhor lidar com as “próprias” neuroses e aflições humanas! Na análise há a verdadeira possibilidade da libertação do “humano mais humano” que reside dentro de cada um. O trabalho de “cura psicanalítica”, consiste em tornar possível o advento da palavra no lugar do sintoma; o ser humano fisicamente é um mamífero e psiquicamente, é um ser de filiação lingüística.

O Psicanalista trabalha com o ouvir sem julgo, preconceitos, castigos, punições (sejam elas culturais ou religiosas) que morem no inconsciente humano ou faça parte do seu cotidiano. O Psicanalista é o maior de todos os ouvidos do inconsciente humano; ele ouve “o que ninguém mais quase sabe ou aprendeu a ouvir” ele vê o que a pessoa comum é ensinada a não ver. A máxima de Freud é a associação livre das idéias e é nisso que o analisado vai elaborando com o seu Psicanalista uma travessia de confiança e libertação das suas neuroses. Assim poderá ser o “divã” um verdadeiro altar sagrado para o Psicanalista!

História da Psicanálise

A psicanálise é uma ciência e ao mesmo tempo uma arte que tem como objetivo a transposição inconsciente/consciente e é considerada como uma forma de tratamento das neuroses denominadas de “PSICONEUROSES”. Seu método de tratamento consiste em:

1 – LIVRE ASSOCIAÇÃO DE IDÉIAS

2 – INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS

3 – ANÁLISE DOS ATOS FALHOS, denominados de PARAPRAXIAS.

Para Freud a psicanálise é: ” uma profissão de pessoas leigas que curam almas, sem que necessariamente sejam médicos ou sacerdotes”.

A psicanálise não é psicologia e/ou medicina. Porém o médico e/ou psicólogo podem ser psicanalista, mas não é exclusividade deles o exercício da psicanálise. Para ser psicanalista é necessário uma formação especifica, através de cursos LIVRES.

A psicanálise surgiu em1890 através do médico SIGMUND FREUD que centrou seus trabalhos nos pacientes com sintomas neuróticos e/ou histéricos. Ao falar com seus pacientes Freud acabou descobrindo casualmente que a maioria dos seus problemas eram originados nos conflitos culturais, sendo então reprimidos seus desejos inconscientes e suas fantasias sexuais.

O principal método da psicanálise é a interpretação da transferência e da resistência com análise da livre associação. O analisado em uma postura relaxada passa a contar tudo o que vem em sua mente, incluindo sonhos, desejos, fantasias etc, bem como as lembranças dos seus primeiros anos da sua vida. O psicanalista somente escuta fazendo breves comentários que leva o paciente a se auto-conhecer. O papel do psicanalista é de neutralidade, um mero “espelho”.

A originalidade do conceito de inconsciente introduzido por Freud se deu devido a proposição de uma realidade psíquica, característica dos processos inconscientes.

Muitos colocam a questão de como observar o inconsciente. Se a Freud deve-se o termo “inconsciente”, pode-se também perguntar como foi possível a ele, Freud, ter tido acesso a seu inconsciente para poder ter tido a oportunidade de verificar seu mecanismo, já que é justamente o inconsciente que apresenta as coordenadas da ação do homem na sua vida diária. É nesse sentido que Freud formulou a expressão Psicopatologia da vida cotidiana.

A pergunta por uma causa ou origem pode ser respondida com uma reflexão sobre a eficácia do inconsciente. Que se faz em um processo temporal que não é cronológico e sim lógico.Diversas dissidências da matriz freudiana foram sendo verificadas ao longo do tempo, desde a fundação da psicanálise.

A visão da psicanálise de Sigmund Freud trouxe avanços importantes para os estudos mais atuais. Podemos observar isso na aprendizagem, cura de fobias e traumas, medos, estado emocional e outras contribuições de problemas originados no processo emocional.

A contribuição de Freud para o conhecimento humano e para os estudos mentais são inegáveis. O verdadeiro choque moral provocando pelas idéias de Freud serviu para que a humanidade rompesse seus tabus e preconceitos na compreensão da sexualidade. Sendo assim, a psicanálise estuda de forma aleatória a mente do ser humano baseado em seus relatos.A Psicanálise já completou mais de um século como a ciência do inconsciente.

A Psicanálise, apesar de não ser ciência no sentido cartesiano, é um método de tratamento dos transtornos psíquicos e, inclusive, um método de pesquisa. A fonte teórica inicial da Psicanálise é a Neuropatologia. Após Freud, muitos outros psicanalistas contribuíram para o crescimento do corpo teórico da Psicanálise, pois todo o conhecimento científico é acumulativo e progressivo A formação de um psicanalista é um processo lento, longo e difícil. É feita em Institutos,sociedades escolas e afins relacionados a Psicanálise . Entretanto é comum confundirem psicólogos com psicanalistas.

A sexualidade humana, berço da vida e do amor, pode ser ao mesmo tempo o inicio das neuroses, psicoses, desvios narcisistas de personalidades e também a nascente da Psicanálise. A sexualidade em Freud deve ser entendida em seu sentido amplo e não restrito, ou seja, a sexualidade como manifestação do prazer no organismo.

A cura psicanalítica, segundo os psicanalistas, é um processo lento e gradativo. Quando uma pessoa precisar de um psicanalista, deve recorrer a uma Instituição Psicanalítica que lhe indicará alguns nomes para a sua escolha.

Antigamente as consultas de psicanálise eram bastantes caras e somente possíveis para pessoas de alto poder aquisitivo. Porém nos dias atuais com a popularização da psicanálise e a possibilidades das formações de mais profissionais, cada dia mais os preços das consultas psicanalíticas estão se adaptando a realidade da população brasileira. Além da percepção cada vez maior que a sociedade tem tido da importância do trabalho profissional do psicanalista.È obvio que a formação do psicanalista evoluiu e se aliou aos novos conceitos existentes nos dias atuais. Mas sua formação continua LIVRE e seu exercício profissional é destinado a todos aqueles que fizeram um curso LIVRE de FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE.

Posso fazer o curso?

NÃO SOU PSICÓLOGO, PSIQUIATRA OU MÉDICO. MESMO ASSIM, POSSO FAZER O CURSO?

Sim, qualquer pessoa com uma graduação completa pode se matricular no curso e estudar psicanálise, este será reconhecido com um analista leigo, aquele que não é da área médica, mas que possui conhecimentos psicanalíticos.

Roudinesco retratou a condição atual da psicanálise: “A psicanálise passou a ser praticada não apenas por médicos e psiquiatras, mas por psicoterapeutas formados em psicologia. Depois de ter sido engolida pela psiquiatria, ela corria o risco de ser tragada pela psicologia e confundida com diferentes psicoterapias. Por isso, os psicanalistas reafirmaram vigorosamente a existência de suas próprias instituições, as únicas capazes de definir os critérios da formação psicanalítica”.

O que é curso livre?

Curso Livre significa não existe a obrigatoriedade de: carga horária, disciplinas, tempo de duração, e diploma ou certificado anterior.

Existe no Congresso Nacional há anos um projeto de lei para regulamentar os cursos livres no MEC, mas não existe consenso, pois há diferentes métodos, currículos e material didático; tornando-se difícil criar um padrão pelo MEC.

Por esse fato, nenhum curso livre tem vínculo nem reconhecimento pelo MEC/CAPES, eles têm validade legal para diversos fins, porém não podem ser convalidados, validados ou chancelados por escolas reconhecidas por essas instituições, além disso, todas as escolas de curso livre são proibida de oferecer graduações como OFICIAIS reconhecidos pelo MEC/CAPES e, nem emitir diplomas como SUPERIOR. 

O que faz um psicanalista

O psicanalista é um profissional com formação especializada na área da psicanálise, um método terapêutico cujo principal mentor foi Sigmund Freud. Na psicanálise existe um grande enfoque no papel e na compreensão do inconsciente.

São várias as tarefas de um psicanalista. Eis alguns exemplos:

  • Observar, investigar e analisar os processos psíquicos;
  • Interpretar as “mensagens” inconscientes transmitidas na escolha de palavras, na associação livre de ideias e nas próprias ações do paciente;
  • Facilitar o autoconhecimento;
  • Ajudar a lidar com conflitos internos e angústias;
  • Conduzir o paciente no tratamento das psicopatologias.

O psicanalista possui uma função diferente da do psicólogo, ou até da função do psiquiatra, embora haja uma certa complementaridade entre elas. Isto faz com que muitos psicólogos e psiquiatras venham a adquirir formação no campo da psicanálise.

Qual a diferença entre Psicólogo e Psicanalista?

Afinal, o que faz a diferença entre o Psicólogo, o Psicanalista e o Psiquiatra?

Uma dúvida extremamente comum envolve a diferenciação entre os profissionais que trabalham com o psíquico. Poucas pessoas têm certeza do que distingue os nomes psicanalista, psicólogo, psiquiatra ou psicoterapeuta; e por vezes ainda outros mais endossam a confusão.

Aparentemente, o psiquiatra é o profissional que as pessoas têm mais facilidade para diferenciar dos demais. A psiquiatria, sendo uma especialização da medicina, tenta delimitar os problemas do paciente a partir de uma perspectiva médica, orgânica, por isso, tem a prerrogativa de prescrever drogas para o tratamento dos sintomas. Acaba sendo mais raro, porém, alguns psiquiatras também oferecem psicoterapia, que é por regra, o trabalho que um psicólogo pode oferecer.

Atuar como um psicoterapeuta, acaba sendo uma descrição para uma prática comum ao psicólogo e ao psiquiatra. Será um psicoterapeuta, todo profissional que ofereça uma terapia que se baseie num entendimento sobre o funcionamento psicológico do paciente. Existe uma variedade enorme de psicologias que dão fundamento a esta prática. Muitas delas são derivadas da psicanálise, outras se aproximam da fisiologia, ou emergiram de propostas filosóficas, e variam muito em sua forma, mas todas conservam em comum um aspecto: toda psicologia possui uma maneira particular de descrever o que é o homem, (ou a mente, ou o sujeito psicológico, à seu gosto). Por isso, cada uma tem uma visão de mundo e de homem própria.

Quanto ao que é o psicanalista, ou simplesmente “analista”, poderíamos sintetizar sua descrição em um ponto básico do qual todos os outros são consequência: O psicanalista é o único clínico que trabalha considerando a presença e ação do Inconsciente. E alguém poderia se perguntar: “Mas como assim só a psicanálise aceita que o inconsciente existe se eu já ouvi psicólogos dizendo que fazemos coisas inconscientemente?”. Trata-se de que algumas psicologias podem considerar que as pessoas tenham pensamentos que não estão acessíveis à sua consciência, mas nenhuma se dedica a trabalhar estas questões ou as forças que fazem com que uma ideia permaneça inconsciente. O trabalho com essas forças, chamadas de recalque ou repressão, constitui o ofício do psicanalista.

Quando no fim do séc XIX Freud abandonou sua carreira de neurologista para inventar a psicanálise, a ocupação de psicólogo ainda não existia. Isso se manteve até meados dos anos 70, quando quase todos psicanalistas eram psiquiatras que optaram por mudar seus métodos, e os primeiros cursos de psicologia começaram a surgir em nosso país. Atualmente no Brasil, a maioria dos psicanalistas primeiro se graduou psicólogo em uma faculdade de psicologia para depois começar a estudar a psicanálise.

A seguir, temos um vídeo do psicanalista paulistano Jorge Forbes, falando um pouco sobre a diferença entre esses profissionais e apresentando uma opinião interessante sobre o trabalho do psicanalista:

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