O que faz um psicanalista

O psicanalista é um profissional com formação especializada na área da psicanálise, um método terapêutico cujo principal mentor foi Sigmund Freud. Na psicanálise existe um grande enfoque no papel e na compreensão do inconsciente.

São várias as tarefas de um psicanalista. Eis alguns exemplos:

  • Observar, investigar e analisar os processos psíquicos;
  • Interpretar as “mensagens” inconscientes transmitidas na escolha de palavras, na associação livre de ideias e nas próprias ações do paciente;
  • Facilitar o autoconhecimento;
  • Ajudar a lidar com conflitos internos e angústias;
  • Conduzir o paciente no tratamento das psicopatologias.

O psicanalista possui uma função diferente da do psicólogo, ou até da função do psiquiatra, embora haja uma certa complementaridade entre elas. Isto faz com que muitos psicólogos e psiquiatras venham a adquirir formação no campo da psicanálise.

Qual a diferença entre Psicólogo e Psicanalista?

Afinal, o que faz a diferença entre o Psicólogo, o Psicanalista e o Psiquiatra?

Uma dúvida extremamente comum envolve a diferenciação entre os profissionais que trabalham com o psíquico. Poucas pessoas têm certeza do que distingue os nomes psicanalista, psicólogo, psiquiatra ou psicoterapeuta; e por vezes ainda outros mais endossam a confusão.

Aparentemente, o psiquiatra é o profissional que as pessoas têm mais facilidade para diferenciar dos demais. A psiquiatria, sendo uma especialização da medicina, tenta delimitar os problemas do paciente a partir de uma perspectiva médica, orgânica, por isso, tem a prerrogativa de prescrever drogas para o tratamento dos sintomas. Acaba sendo mais raro, porém, alguns psiquiatras também oferecem psicoterapia, que é por regra, o trabalho que um psicólogo pode oferecer.

Atuar como um psicoterapeuta, acaba sendo uma descrição para uma prática comum ao psicólogo e ao psiquiatra. Será um psicoterapeuta, todo profissional que ofereça uma terapia que se baseie num entendimento sobre o funcionamento psicológico do paciente. Existe uma variedade enorme de psicologias que dão fundamento a esta prática. Muitas delas são derivadas da psicanálise, outras se aproximam da fisiologia, ou emergiram de propostas filosóficas, e variam muito em sua forma, mas todas conservam em comum um aspecto: toda psicologia possui uma maneira particular de descrever o que é o homem, (ou a mente, ou o sujeito psicológico, à seu gosto). Por isso, cada uma tem uma visão de mundo e de homem própria.

Quanto ao que é o psicanalista, ou simplesmente “analista”, poderíamos sintetizar sua descrição em um ponto básico do qual todos os outros são consequência: O psicanalista é o único clínico que trabalha considerando a presença e ação do Inconsciente. E alguém poderia se perguntar: “Mas como assim só a psicanálise aceita que o inconsciente existe se eu já ouvi psicólogos dizendo que fazemos coisas inconscientemente?”. Trata-se de que algumas psicologias podem considerar que as pessoas tenham pensamentos que não estão acessíveis à sua consciência, mas nenhuma se dedica a trabalhar estas questões ou as forças que fazem com que uma ideia permaneça inconsciente. O trabalho com essas forças, chamadas de recalque ou repressão, constitui o ofício do psicanalista.

Quando no fim do séc XIX Freud abandonou sua carreira de neurologista para inventar a psicanálise, a ocupação de psicólogo ainda não existia. Isso se manteve até meados dos anos 70, quando quase todos psicanalistas eram psiquiatras que optaram por mudar seus métodos, e os primeiros cursos de psicologia começaram a surgir em nosso país. Atualmente no Brasil, a maioria dos psicanalistas primeiro se graduou psicólogo em uma faculdade de psicologia para depois começar a estudar a psicanálise.

A seguir, temos um vídeo do psicanalista paulistano Jorge Forbes, falando um pouco sobre a diferença entre esses profissionais e apresentando uma opinião interessante sobre o trabalho do psicanalista:

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Ao terminar o curso, posso clinicar como PSICANALISTA?

SIM. A profissão como PSICANALISTA em nosso pais é LIVRE e qualquer pessoa que possua uma formação, em caráter livre, em psicanálise pode clinicar e trabalhar legalmente com a psicanálise. O que existem são pressões morais e não legais de alguns profissionais da área da saúde, principalmente médicos e psicólogos, que tentam impedir o trabalho profissional do PSICANALISTA, mas isto é somente algo de cunho político. Porque legalmente nada pode ser feito contra o exercício da PSICANÁLISE no Brasil.

VALIDADE E REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO

No Brasil, a atividade psicanalítica não é regulamentada, ou seja, não possui curso de graduação autorizado pelo MEC nem Conselho Regulamentador da Profissão.

De modo que sua formação caracteriza-se por ser independente, de caráter livre e profissionalizante, sendo os seus profissionais formados por Sociedades Psicanalíticas e/ou Analistas Didatas.

Apesar de manter interfaces com várias profissões pela utilização de conhecimentos científicos e filosóficos comuns a diversas áreas do conhecimento, acaba sendo em algum momento tratada como área de especialização de alguns profissionais como por exemplo os Psicólogos, todavia não se limita a especialidade de nenhuma delas, constituindo-se em uma atividade autônoma e independente, podendo o profissional ser Psicanalista, mesmo não sendo Médico ou Psicólogo.

Sobre isto o Conselho Federal de Medicina no Processo-Consulta CFM n° 4.048/97 deixa claro que: “A titulação médico-psicanalista não tem amparo legal, não sendo portanto permitida a sua utilização.” mostrando assim que a Psicanálise é uma atividade totalmente distinta da Medicina.

Do mesmo modo que o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, em resposta ao Processo-Consulta n.º 13.518/90 informa que “O Conselho Regional de Medicina tem como atribuição a observância do Código de Ética Médica pelo médico no exercício da profissão, porém, a título de esclarecimento informamos ao consulente que a “psicanálise” é uma modalidade de tratamento psicológico usada por médico ou profissional de outra área, com formação psicanalítica, portanto, não sendo atribuição específica do médico.”

Em resposta a Carta 39/00 de 30/06/2000 o Conselho Regional de Psicologia do Estado de São Paulo diz: “Em resposta a sua solicitação, informamos que: A Psicanálise é uma modalidade de atendimento terapêutico, que é exercida por profissionais psicólogos, psiquiatras e outros que recebem formação específica das Sociedades de Psicanálise ou cursos de especialização neste sentido. Como atividade autônoma não é profissão regulamentada. O Conselho Regional de Psicologia tem competência para fiscalizar o exercício profissional do psicólogo, incluindo-se no caso a prática da psicanálise. Se o profissional que se diz psicanalista não é psicólogo registrado no CRP-SP não temos competência para exercer a fiscalização. Caberia no caso, investigar junto ao CRM ou mesmo junto à Sociedade de Psicanálise, qual o vínculo ou a formação do profissional referido.”

Após todo exposto acima, fica claro que a atividade Profissional do Psicanalista, não só no Brasil, mas em praticamente todo o mundo, é uma atividade vinculada às Sociedades Psicanalíticas e sua formação passada “artesanalmente” pelas clássicas Escolas/Sociedades de Psicanálise.

A atividade profissional do Psicanalista é lícita e reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego Brasileiro sob a CBO (CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES) número: 2515-50.

Ao reconhecimento da Psicanálise no Brasil também podemos acrescentar o Parecer n.º 159/2000 do Ministério Público Federal e da Procuradoria da República do Distrito Federal e o Aviso n.º 257/57, de 06/06/1957, do Ministério da Saúde, este último como marco histórico.

Em matéria de Direito, o exercício da Psicanálise no Brasil é garantido pela Lei Máxima de nosso País, a Constituição Federal, que, em seu Título II, artigo 5º, incisos II e XIII, deixa claro que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; e… é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.”

Importa salientar que o fato de a Psicanálise não possuir regulamentação não minimiza os rígidos padrões éticos e acadêmicos exigidos para a formação do Psicanalista, muito pelo contrário, um profissional para ser reconhecido como Psicanalista deve possuir não apenas vasto conhecimento teórico, técnico e prático do tema, adquirido em Escola ou Sociedade Psicanalítica idônea, como também e principalmente deve possuir boa formação e educação, conduta moral ilibada, caráter íntegro e atitudes éticas.

O papel desta Ordem é exatamente o de zelar pela qualidade da formação dos profissionais Psicanalistas no Brasil, reunindo em seu hall de membros aqueles que sejam dignos de serem chamados Psicanalistas.

DEFINIÇÃO DE PSICANÁLISE

Ao contrário do que muitos pensam, a psicanálise não é uma ciência, mas sim uma arte, que tem como objetivo a investigação e compreensão do inconsciente e é considerada como uma forma de tratamento das psiconeuroses que acometem os seres humanos. Seu método de tratamento consiste em:

1 – LIVRE ASSOCIAÇÃO DE IDÉIAS

2 – INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS

3 – ANÁLISE DOS ATOS FALHOS

Para Freud a psicanálise é “uma profissão de pessoas leigas que curam almas, sem que necessariamente sejam médicos ou sacerdotes”.

A psicanálise não é psicologia e/ou medicina. Porém o médico e/ou psicólogo podem ser psicanalistas, mas não é exclusividade deles o exercício da psicanálise.

Para ser psicanalista é necessário uma formação especifica, através de cursos LIVRES.

A psicanálise surgiu em 1890 através do médico SIGMUND FREUD que centrou seus trabalhos nos pacientes com sintomas neuróticos e/ou histéricos. Ao falar com seus pacientes Freud acabou descobrindo casualmente que a maioria dos seus problemas eram originados nos conflitos culturais, sendo então reprimidos seus desejos inconscientes e suas fantasias sexuais.

O principal método da psicanálise é a interpretação da transferência e da resistência com análise da livre associação.O analisado em uma postura relaxada passa a contar tudo o que vem em sua mente, incluindo sonhos, desejos, fantasias etc, bem como as lembranças dos seus primeiros anos da sua vida. O psicanalista somente escuta fazendo breves comentários que leva o paciente a se auto-conhecer. O papel do psicanalista é de neutralidade, um mero “espelho”.

A originalidade do conceito de inconsciente introduzido por Freud se deu devido a proposição de uma realidade psíquica, característica dos processos inconscientes.

Muitos colocam a questão de como observar o inconsciente. Se a Freud deve-se o termo “inconsciente”, pode-se também perguntar como foi possível a ele, Freud, ter tido acesso a seu inconsciente para poder ter tido a oportunidade de verificar seu mecanismo, já que é justamente o inconsciente que apresenta as coordenadas da ação do homem na sua vida diária. É nesse sentido que Freud formulou a expressão Psicopatologia da vida cotidiana.

A pergunta por uma causa ou origem pode ser respondida com uma reflexão sobre a eficácia do inconsciente. Que se faz em um processo temporal que não é cronológico e sim lógico.

Diversas dissidências da matriz freudiana foram sendo verificadas ao longo do tempo, desde a fundação da psicanálise.

A visão da psicanálise de Sigmund Freud trouxe avanços importantes para os estudos mais atuais. Podemos observar isso na aprendizagem, cura de fobias e traumas, medos, estado emocional e outras contribuições de problemas originados no processo emocional.

A contribuição de Freud para o conhecimento humano e para os estudos mentais são inegáveis. O verdadeiro choque moral provocando pelas idéias de Freud serviu para que a humanidade rompesse seus tabus e preconceitos na compreensão da sexualidade. Sendo assim, a psicanálise estuda de forma aleatória a mente do ser humano baseado em seus relatos.

A Psicanálise já completou mais de um século como a ciência do inconsciente. A Psicanálise, apesar de não ser ciência no sentido cartesiano, é um método de tratamento dos transtornos psíquicos e, inclusive, um método de pesquisa. A fonte teórica inicial da Psicanálise é a Neuropatologia. Após Freud, muitos outros psicanalistas contribuíram para o crescimento do corpo teórico da Psicanálise, pois todo o conhecimento científico é acumulativo e progressivo.

A formação de um psicanalista é um processo lento, longo e difícil. É feita em Institutos, sociedades escolas e afins relacionados a Psicanálise. Entretanto é comum confundirem psicólogos com psicanalistas.

A sexualidade humana, berço da vida e do amor, pode ser ao mesmo tempo o inicio das neuroses, psicoses, desvios narcisistas de personalidades e também a nascente da Psicanálise. A sexualidade em Freud deve ser entendida em seu sentido amplo e não restrito, ou seja, a sexualidade como manifestação do prazer no organismo.

A cura psicanalítica, segundo os psicanalistas, é um processo lento e gradativo. Quando uma pessoa precisar de um psicanalista, deve recorrer a uma Instituição Psicanalítica que lhe indicará alguns nomes para a sua escolha.

Antigamente as consultas de psicanálise eram excessivamente caras e somente possíveis para pessoas de alto poder aquisitivo. Porém, nos dias atuais com a popularização da psicanálise e a possibilidade das formações de mais profissionais, cada dia mais os preços das consultas psicanalíticas estão se adaptando a realidade da população brasileira. Além da percepção cada vez maior que a sociedade tem tido da importância do trabalho profissional do psicanalista.

É obvio que a formação do psicanalista evoluiu e se aliou aos novos conceitos existentes nos dias atuais. Mas sua formação continua LIVRE e seu exercício profissional é destinado a todos aqueles que fizeram um curso LIVRE de FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE.

É PRECISO TER CURSO SUPERIOR PARA SER PSICANALISTA?

A Psicanálise não é uma Profissão Regulamentada no Brasil, e em nenhum outro país do mundo, o que quer dizer, entre outras coisas, que não existe nenhum Curso de Graduação Superior em Psicanálise autorizado ou mesmo reconhecido pelo MEC. Por outro lado, quando o Ministério do Trabalho e Emprego reconheceu a ocupação de Psicanalista no Brasil, conforme CBO n.º 2515-50 não fez nenhuma exigência quanto à necessidade de Curso Superior para que estes profissionais pudessem desempenhar esta atividade. O que há é um consenso geral entre as Sociedades Psicanalíticas, que, visando manter elevado o padrão intelectual de seus cursos, normatizaram que apenas seriam aceitos como alunos, pleiteantes com Graduação Superior em qualquer área do saber, todavia, não há nenhuma Lei que faça esta exigência ou mesmo defina este pré-requisito. Sabemos que o Profissional Psicanalista deve ser dotado de boa educação, requinte, amplos conhecimentos gerais, elevados padrões de conduta ética e moral, além de sólidos conhecimentos da Teoria e Técnica Psicanalítica, contudo, não é o fato de ter ou não um curso superior que tornará o candidato apto para ser um Psicanalista, sobretudo quando avaliamos a formação oferecida no Ensino Superior Brasileiro e vemos que já não forma mais cidadãos como no passado, mas sim, mão de obra, logo, o posicionamento da Ordem Nacional dos Psicanalistas é fundamentado num dos princípios básicos do direito que diz “tudo é licito até que exista uma lei que proíba”, de tal forma que enquanto não existir uma normativa legal que torne a Graduação Superior uma exigência para “Ser Psicanalista”, entendemos que ter uma Graduação é o IDEAL, mas não é OBRIGATÓRIO, assim sendo, qualquer ação coerciva, punitiva, repressora ou discriminatória à Profissionais Psicanalistas não-graduados, será uma afronta direta aos direitos constitucionais estabelecidos pela Lei Máxima da Nação, a Constituição Federal Brasileira que em seu Título II, artigo 5º, deixa claro o fato de que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” e também que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”, incisos II e XIII respectivamente.

É PRECISO SER MÉDICO OU PSICÓLOGO PARA EXERCER A PSICANÁLISE?
Absolutamente não! Apesar de a Psicanálise manter interfaces com várias profissões pela utilização de conhecimentos científicos e filosóficos comuns a diversas áreas do conhecimento, e, por isso, acaba também se tornando área de especialização de alguns profissionais, a exemplo dos Psicólogos, todavia a Psicanálise é uma área do saber totalmente distinta e autônoma, e, portanto, não se limita à ser especialidade de nenhuma outra área, constituindo-se em uma atividade independente, podendo o profissional ser Psicanalista, mesmo não sendo Médico ou Psicólogo. Quanto a isso, o próprio fundador da Psicanálise, Dr. Sigmund Freud, deixou claro em diversas partes de sua obra literária que “um médico pode ser tão ignorante em matéria de psicanálise quanto um leigo em medicina”, assim sendo, um médico pode ser também Psicanalista; um Psicólogo pode ser também Psicanalista; um Pedagogo pode ser também Psicanalista etc, mas um Psicanalista não precisa ser nada além de Psicanalista para poder exercer a Psicanálise.

QUAL A FINALIDADE DE ME FILIAR À ORDEM NACIONAL DOS PSICANALISTAS?
A Ordem Nacional dos Psicanalistas é uma Associação Civil de Direito Privado que agrega em seu hall de membros apenas Profissionais Psicanalistas (formados ou em formação), de modo que, se filiando à ONP, o profissional passará a participar de um Grupo de Profissionais que trabalham diariamente e constantemente em benefício da Classe dos Psicanalistas Brasileiros (no Brasil ou Exterior), apenas por isso, o profissional já passa a ter mais segurança para exercer seu ofício, pois sabe que não está sozinho, mas que existem centenas de Psicanalistas que a qualquer tempo se mobilizarão ou se posicionarão em seu favor. Ainda no que se refere à benefícios de se tornar membro da ONP estão a possibilidade de aprimorar-se constantemente através de nossos cursos, palestras e outros eventos exclusivos para membros. A Ordem Nacional dos Psicanalistas emite a seus membros uma Credencial, que, dentre outras coisas, pode ser utilizada para comprovar legalmente suas práticas com a Psicanálise, busca através de seu Código de Ética desenvolver em seus Membros um elevado padrão de conduta ética e moral, tornando-lhes não apenas Profissionais melhores, mas Seres Humanos melhores, e por fim, a Ordem Nacional dos Psicanalistas enquanto Instituição Jurídica tem a prerrogativa de lutar pelos direitos de seus membros e defende-los sempre que necessário. Por tudo isso, ser um Psicanalista filiado à Ordem Nacional dos Psicanalistas, fará toda a diferença em sua carreira e prática profissional.

QUAL A VALIDADE LEGAL DA ORDEM NACIONAL DOS PSICANALISTAS?
Quanto a Ordem Nacional dos Psicanalistas, embora a nomenclatura seja “ORDEM”, sua natureza jurídica a partir da Constituição Federal de 1988 é de “ASSOCIAÇÃO”, o que torna importante reproduzi-la e dissecá-la para evitar qualquer possibilidade de dúvidas e alocá-la dentro do ordenamento jurídico constitucional, uma vez que sua previsão legal está expressa no Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais / Capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, assim descrito:
“XVII – é plena a liberdade de Associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar.
XVIII – a criação de Associações e, na forma da lei, a de cooperativas independentemente de autorização, sendo vedada à interferência estatal em seu funcionamento.
XIX – As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado.
XX – Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.
XXI – As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, tem legitimidade para representar seus filiados judicialmente e extrajudicialmente.”
Pela importância do regime e sistema que a constituição da República representa, não podemos isolar um Título porquanto aquele estará sempre envolvido nos chamados princípios de soberania, os quais são, dentre outros, da dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, garantir o desenvolvimento nacional, prevalência dos direitos humanos, o que nos leva a um feixe de relações que ao utilizarmos o mecanismo de interpretação sistemática e teleológica, podemos perceber que a Ordem Nacional dos Psicanalistas, bem como as demais instituições Psicanalíticas assumem papel relevante na prática de assegurar que os mencionados direitos não sejam lesados, e como garantia há expressa proibição de ingerência do Poder Público.
Dentro deste contexto, o legislador constituinte ao inserir a associação como Entidade que representa direitos e garantias, facultando-lhe inclusive legitimidade de estar em Juízo, em nome próprio, defendendo o direito de seus filiados, pretendeu gerar uma pessoa de direito privado cujo beneficiário imediato são os seus filiados e o beneficiário mediato é o próprio Estado vez que qualquer atividade a que venha ser desenvolvida, alcançará um beneficio social, mesmo que o seu objeto esteja inserido dentro de uma categoria específica. [Parecer Judiciário da Dra. Maria Lúcia Rangel Janini, OAB/RJ 51064, à cerca do projeto de Lei número 2.347, de 2003, de autoria do Deputado Federal Simão Sessim que visava Regulamentar a Psicanálise no Brasil. Adaptado para atender a realidade da Ordem Nacional dos Psicanalistas]

SENDO MEMBRO DA ORDEM NACIONAL DOS PSICANALISTAS EU POSSO CLINICAR?
O que determina se um Profissional Psicanalista poderá ou não Clinicar não é a Ordem, mas sim, a FORMAÇÃO que ele teve. Entendemos que um Psicanalista que está apto à cuidar de vidas é aquele que concluiu a formação com base no “tripé psicanalítico” formado pela Teoria, Técnica e Clínica Psicanalítica, em outras palavras, o Profissional que pode clinicar é aquele que assimilou todo o conteúdo teórico da Psicanálise e foi aprovado nesta etapa de sua formação após conclusão e apresentação de Trabalho de Conclusão de Curso (Artigo Científico ou Monografia na área), passou pela experiência de ser paciente de um analista e concluiu a quantidade de horas que sua escola exigiu para sua formação e por fim realizou atividades práticas Supervisionadas por um Analista Supervisor e por tudo isso, está em condições de lidar com as diferentes situações que um processo psicanalítico pode proporcionar no decurso de uma Análise, lembrando que entender e tratar da mente e comportamentos humanos não é algo que se aprende só com teorias e conjecturas, mas quando colocamos as teorias em prática e aprendemos com as vivências e experiências advindas delas. Assim sendo, a Ordem Nacional dos Psicanalistas realiza uma rígida análise curricular e documental de seus egressos, no intuito de classificá-los em uma das 3 (três) categorias de Membros, a saber: Aprendiz, Pleno ou Sênior. O Membro Aprendiz é aquele Acadêmico de Psicanálise que ainda encontra-se em processo de formação ou ainda aqueles Profissionais Psicanalistas que ainda não concluíram as etapas de Análise Didática e/ou Supervisão Clínica inerentes à suas formações, e, por esta razão, não estão autorizados por esta Ordem à Clinicar. Os Membros Plenos, são aqueles que comprovam a conclusão e aprovação nas 3 etapas da formação com base no “tripé” e estão autorizados por esta Ordem à exercer a Psicanálise Clínica, porém não estão autorizados à Supervisionar ou realizar Análise Didáticas em Acadêmicos de Psicanálise. Os Membros Sêniors, além de autorização para Clinicar, estão autorizados por esta Ordem à oferecer serviços de Supervisão e Análise à outros Psicanalistas em formação.

TENDO CONCLUÍDO APENAS O CURSO TEÓRICO EU POSSO CLINICAR?
DE MANEIRA NENHUMA! Conforme conteúdo exposto no item imediatamente acima, fica claro que tanto a Ordem Nacional dos Psicanalistas, como qualquer Sociedade Psicanalítica idônea, jamais autorizaria um indivíduo tratar de outrem sem estar devidamente formado, neste caso, tendo apenas o conhecimento teórico da Psicanálise. Isso não apenas seria irresponsável, como também desumano, pois “…nas mãos dos ignorantes, a Psicanálise é tão prejudicial quanto um bisturi nas mãos de um leigo. Seus resultados, nesses casos, são absolutamente negativos. Muitas vezes, aleijam a alma para o resto da vida. Em lugar de promover a libertação de recalques, essa prática que Freud denomina ‘selvagem’, tem a desvirtude de, se assim podemos dizer, perturbar o psiquismo do paciente, introduzindo-lhe na cabeça impressões e ideias mórbidas, das quais até então não tinha a menor noção. Tais “especialistas” são verdadeiros criadores de enfermidades mentais, em vez de serem os seus libertadores.” [CONSELHO BRASILEIRO DE PSICANÁLISE. TÉCNICA DA PSICANÁLISE. Autor: Dr. Gastão Pereira da Silva]

QUAIS AS LEIS QUE GARANTES O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO PSICANALISTA NO BRASIL?
O PSICANALISTA dentro das leis brasileiras é um profissional que trabalha em consultório, clínicas, escolas e outros, seguindo os postulados teórico-técnicos desenvolvidos por Freud ou pelos seus seguidores (neo-freudianos). Os Psicanalistas no Brasil são formados através de CURSO LIVRES DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL, e são enquadrados na CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES (CBO) do MINISTERIO DO TRABALHO, Portaria número 397/MTE de 09/10/2002, sob número 2515.50 que reconhece e autoriza o exercício legal da atividade profissional do PSICANALISTA em todo o Território Nacional.

COMO DEVO PROCEDER PARA RETIRAR UM ALVARÁ PARA MEU CONSULTÓRIO PSICANALÍTICO?
De posse de sua Credencial (apenas nas categorias de Membro Pleno ou Sênior, pois apenas estas categorias possuem na credencial autorização para clinicar), juntamente com o comprovante de pagamento da anuidade vigente, contrato de locação do imóvel com firmas reconhecidas (ou Escritura caso seja um imóvel próprio) e carnê do IPTU devidamente quitado, dirija-se à Prefeitura de sua Cidade e procure o departamento de Alvará de Licença de Estabelecimento e dê entrada no requerimento anexando todos os documentos exigidos. Será gerado um boleto para pagamento de uma taxa, que deverá ser pago e anexado comprovante de pagamento juntamente com o restante da documentação no requerimento. Após o prazo estabelecido pela Prefeitura, e uma vez aprovado seu pedido, estará pronto o documento que deverá ser exposto em local visível em seu espaço de atendimento.