PSICANÁLISE E PSICOLOGIA

PSICANÁLISE é um campo CLINICO e de INVESTIGAÇÃO TEÓRICA da PSIQUE HUMANA independente da PSICOLOGIA, que tem origem na Medicina desenvolvido por SIGMUND FREUD, médico que se formou em 1881, trabalhou no Hospital Geral de Viena e teve contato com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.

Ele propôs este MÉTODO para a compreensão e ANÁLISE do HOMEM, COMPREENDIDO enquanto sujeito do INCONSCIENTE, abrangendo 3 áreas:

1 – Um método de investigação do PSIQUISMO e seu funcionamento;
2 – Um sistema TEÓRICO sobre a vivência e o comportamento humano;
3 – Um método de tratamento caracterizado pela aplicação da técnica da Associação Livre.

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A originalidade do conceito de INCONSCIENTE introduzido por Freud deve-se à proposição de uma REALIDADE PSÍQUICA, característica dos PROCESSOS INCONSCIENTES.

Não é possível abordar o INCONSCIENTE diretamente.

Só o conhecemos através de suas formações: ATOS FALHOS, SONHOS, CHISTES e sintomas diversos expressos no corpo. PSICANÁLISE refere-se à forma de ANÁLISE baseada nas teorias oriundas do trabalho de Freud é, assim, um termo + específico.
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Essencialmente é uma TEORIA da PERSONALIDADE e um procedimento de PSICOTERAPIA; a PSICANÁLISE influenciou muitas outras CORRENTES de pensamento e disciplinas das CIÊNCIA HUMANAS, gerando uma base teórica para uma forma de compreensão da ETICA, da MORALIDADE e da CULTURA HUMANA.
A essa definição elaborada pelo próprio Freud pode ser acrescentada um tratamento possível das NEUROSES, da PSICOSE e PERVERSÃO, considerando o desenvolvimento dessa técnica.

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Em linguagem comum, o termo “PSICANÁLISE” é mtas vezes usado como sinônimo de “PSICOTERAPIA” ou mesmo de “PSICOLOGIA”. Em linguagem + própria, no entanto, PSICOLOGIA refere-se à ciência que estuda o COMPORTAMENTO e os PROCESSOS MENTAIS e a PSICOTERAPIA ao uso clínico do conhecimento obtido por ela, ou seja, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo.

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No início, tinha apenas um único objetivo — o de compreender algo da natureza daquilo que era conhecido como doenças nervosas ‘funcionais’, com vistas a superar a impotência que até então caracterizara seu tratamento médico.

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Em sua opinião, os neurologistas daquele período haviam sido instruídos a terem um elevado respeito por fatos químico-físicos e patológico-anatômicos e não sabiam o que fazer do FATOR PSÍQUICO e não podiam entendê-lo. Deixavam-no aos filósofos, aos místicos e — aos charlatães; e consideravam não científico ter qualquer coisa a ver com ele.

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Por outro lado, analisando-se o contexto da época observa-se que sua proposição estabeleceu um diálogo crítico à proposições WILHELM WUNDT (1832 — 1920) da PSICOLOGIA com a ciência que tem como objeto a CONSCIÊNCIA entendida na perspectiva NEUROLÓGICA (da época) ou seja opondo-se aos estados de COMA ALIENAÇÃO MENTAL.

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O modelo PSICANALÍTICO da MENTE considera que a atividade mental é baseada no papel central do INCONSCIENTE DINÂMICO.

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O contato com a realidade teórica da PSICANÁLISE põe em evidência uma multiplicidade de abordagens, com diferentes níveis de abstração, conceituações conflitantes e linguagens distintas.

Mas isso deve ser entendido em um contexto histórico cultural e em relação às próprias características do MODELO PSICANALÍTICO da MENTE.

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Ainda segundo o seu criador, a PSICANÁLISE cresceu num campo muitíssimo restrito.

Após FREUD, muitos outros PSICANALISTAS contribuíram para o desenvolvimento e importância da psicanálise. Entre alguns, podemos citar MELANIE KLEIN, WINNICOTT, BION, ANDRE GREEN

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No entanto, a principal virada da psicanálise, que conciliou ao mesmo tempo a inovação e a proposta de um “retorno a Freud” veio com o psicanalista francês JACQUES LACAN.

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A partir daí outros importantes autores surgiram e convivem em nosso tempo, como:

FRANÇOISE DOLTO

SERGE ANDRÉ

J-D NASIO

JACQUES ALAIN MILLER

DAVID ZIEMERMAN

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AVANÇO DIS ESTUDOS:

Uma das recentes tendências é a criação da NeuroPsicanálise segundo Soussumi, tendo como antecedentes a fundação do grupo de estudos de NEUROCIÊNCIA e PSICANÁLISE no Instituto de Psicanálise em 1994 com a participação de ARNOLD PFEFER, e o neurocientista da Universidade de Columbia como JAMES SCHWARTZ, que a partir de 1996, fica sobre a coordenação de MARK

SEJA HUMILDE. NÃO SEJA CAPACHO!

Você sabe como é. Um sujeito diz o que pensa, o outro discorda, os dois discutem, se elevam, se exaltam, se zangam.

Na melhor hipótese se dão as costas e tomam cada um o seu rumo esbravejando baixinho: “fulano é um arrogante, sicrano é um metido”.

Acontece o tempo todo.

Pena. Um e outro perderam a chance de tornar este mundo melhor. Era só aceitar que cada um tem o direito de pensar o que quer, do jeito que bem entender, e que discordar não é um problema.

É só mais uma prova de que as pessoas ainda são livres para ser quem são. E quem não gostou que vá procurar a “sua turma”: aqueles com quem queremos estar.

Cá entre nós, eu acho que as coisas bem podiam ser assim. Mais simples. Cada um seria o que é e pronto.

Acontece que bater o pé e insistir em ser você mesmo quase sempre vai ser visto por aí como “falta de humildade”.

Faz o teste. Discorde de alguém convencido de que a verdade é uma só: ele vai dizer que você não é pessoa humilde. Que não sabe “ouvir”.

É que na cabeça dele, lá dentro, “saber ouvir” e “concordar” são exatamente a mesma coisa. Se você não aprovar sem ressalvas o que ele diz, é porque você “não sabe ouvir”.

Nestes tempos de valores invertidos, humilde é só quem aceita se dobrar ao argumento alheio, quem engole a vontade dos outros, concorda com tudo que lhe dizem, faz o que lhe mandam e cala a boca. O resto é afetado, pretensioso, convencido, prepotente, esnobe, pedante e essas coisas. Gente que padece de “falta de humildade”.

Olha, eu engulo sapos de toda sorte. De todos os tipos e todas as cores. Pequenos, médios e grandes. Sapos de texturas e temperaturas diversas escorregam pela minha traqueia e mergulham no meu estômago faz tempo. Faz parte. Mas esse eu não engulo, não.

Prefiro viver sozinho a aceitar o que não me agrada. E isso não me torna menos humilde. Só faz de mim um sujeito mais livre.

Humildade não é servilismo. É qualidade de gente simples. E ser simples não é ser simplório. Simplicidade, entre outras definições, é ausência de complicação. Falta de frescura, sem-cerimônia, franqueza. Coisa de quem tem mais o que fazer, que discorda ou concorda quando quer e não tem medo de cara feia.

Sejamos quem somos! Humildes, sim. Jamais capachos!

A DESCONSTRUÇÃO DO MACHISMO COMEÇA NA MULHER

Fui criado no meio de três mulheres de gerações diferentes sendo que a minha avó nasceu em 1915, época em que as mulheres eram subjugadas e inferiorizadas. Profissão? “Do lar”.

Cresci até minha adolescência vendo a mulher como um objeto ou como alguém que precisa e necessita de um “macho” para se reproduzir, apenas. Mas quando a gente cresce e amadurece e convive com mulheres e a opressão descomunal da sociedade, você muda sua forma de pensar.

A mulher hoje em dia já conquistou muita coisa, a mulher hoje sustenta uma casa, ela faz coisas que independente de ser mulher, independente de gênero, ela sustenta um papel muito importante na sociedade o que é visível e cada vez mais latente. Porém, jogar a ideia que o machismo acabou continua sendo um dilema.

Acho que o homem não tem como ser feminista e acho que ele precisa aprender muito com a mulher para se melhorar, por isso jogo a responsabilidade na mulher.

Porém, homens, atenção: estejam de cabeça aberta para aprenderem e ouvirem muitas histórias até que isso seja entendido.

O “psiu” que a mulher ouve de um homem na rua ainda é perturbador, o homem ainda deseja a mulher como um objeto, a mulher muitas vezes se destaca na sociedade apenas pelo seu corpo, ou da forma que ela quiser, mas é um problema dela e não nosso.

Porque a mulher pode ser o que ela quiser e ninguém tem porque criticar. Aliás, quem somos nós, tão imperfeitos para criticar a atitude de alguém?

O pior tipo de machismo é o da mulher e o pior tipo de feminismo é o da mulher. Porque? Vai botar toda a culpa na mulher? Por que acho que a discussão de convivência se atenta aos dois.

Precisamos conversar – homem e mulher, para que as coisas ruins acabem. Não podemos excluir uns aos outros porque a maior aprendizagem se faz em conjunto. A mulher não é dona da verdade e nem o homem. Precisamos deter um acordo e só juntos podemos nos entender.

Se hoje muitas mulheres ficam com medo de saírem na rua, ou de usarem as roupas que elas querem usar, é culpa desse machismo, desse assovio que o homem com sua máscula faz sem perceber o dano que está causando numa mulher.

É preciso que ele tenha essa consciência de que a mulher não pode ser tratada com essa imbecilidade. Por isso, sou a favor, da mulher lutar pelos seus direitos e com ajuda dos homens de cabeça aberta – porque eles existem sim, lutarem por isso. Como assim uma mulher não pode sair com a roupa que ela quer, pois tem medo de ser estuprada?

Precisamos do prazer de ir a vir, principalmente a mulher. Não estou a inferiorizando de forma alguma. Mas cabe a nós homens avisarem ao coleguinha que o “psiu” dele não é legal. E porque eu acho que cabe a mulher essa desconstrução? Porque às vezes eu quero aprender ou dialogar com uma mulher sobre o tema e sou excluído. Nisso algumas mulheres pecam!

Precisamos saber o que elas pensam, precisamos não só entender a mulher – ou tentar, porque “entender” é algo muito complexo, mas ver que a desconstrução disso tudo pode ser repassada aos homens de cabeça aberta e que eles passem o problema a seus amigos. Com isso ajudando a mulher a ser respeitada.

Estamos em pleno século XXI e é só isso que eu peço.

Mulheres, queremos aprender com vocês. A gente merece uma chance?

O OUTRO LADO DA MESA DA DOLOROSA SÍNDROME DO NINHO VAZIO

Mães,

Escrevo isso como filha que se doeu lendo textos sobre como vocês se sentiram quando nós, filhas, saímos de casa.

A dor de vocês foi chamada pela psicologia de Síndrome do Ninho Vazio, mas a nossa ainda não ganhou nome.

Seria um outro ninho vazio? Não sei, mas venho falar sobre os medos, as angústias e as delícias de sair do ninho pro mundo, lugar para o qual vocês nos criaram.

Nosso primeiro ninho, o ventre materno, tinha tempo de estadia. Perto dos 9 meses, às vezes antes, nós sairíamos daquele lugar onde nada podia nos tocar. Nós, filhas, não lembramos da experiência de querer sair de lá.

Imagino que, em um certo ponto, começamos a nos sentir apertadas e desconfortáveis. Talvez algum questionamento do tipo “Mas o que tá acontecendo? Era tão gostosinho aqui antes!” tenha aparecido nas nossas cabeças. Quem sabe até uma mágoa “Por que ela não me dá mais espaço?”, assim ficaríamos mais um tempo por ali. Vocês, mães, por outro lado, não viam a hora de ver a nossa cara.

Nosso segundo ninho, o lar ao lado de vocês, nunca teve limite de permanência. Vocês não nos empurrariam para fora jamais. Foi ali que aprendemos tudo: comer, falar, andar, agarrar mãos e objetivos, dar risada, ir ao banheiro, ler, escrever… tudo. Passamos por fases fáceis e divertidas, difíceis e intermináveis.

Nós crescemos, vocês também. Assistimos suas crises existenciais, os conflitos com a idade, o amadurecimento como mãe e a beleza de ser o que se é todos os dias.

Vocês assistiram transformações, pernas crescendo demais, brinquedos aparecendo e depois sumindo da sala.

Começamos a sair por aí nos nossos voos curtos. Deixamos vocês sem dormir direito diversas vezes enquanto bebíamos em algum canto da cidade. Discutimos o motivo dos “nãos” para viagens para praia no carro do amigo do amigo da prima.

Ficamos as duas desconfortáveis com as conversas que mães e filhas têm que ter. Mentimos para vocês e vocês mentiram para nós. Choramos num quarto, vocês no outro.

Perto dos 20 anos, às vezes antes, às vezes depois, o ninho começou a ficar apertado de novo. Nossas vontades e sonhos não cabiam mais ali.

Era óbvio que sairíamos um dia: para morarmos sozinhas, para um intercâmbio, para morar com uma amiga ou um amigo, com uma companheira ou um companheiro. A hora ia chegar, mas nenhuma de nós sabia quando. Por fim, saímos, e o ninho ficou vazio.

As primeiras noites chegando em casa sem ter quem nos esperasse foram estranhas tanto quanto para vocês. O beijo na testa antes de dormir fez falta. O cheiro do café quando saíamos do quarto prontas para fazer o que tínhamos que fazer, o lembrete para levar a blusa e o guarda-chuva.

Mãe, eu continuo levando a blusa e o guarda-chuva.

O cheiro do meu café fica cada vez mais parecido com o cheiro do seu. A primeira vez lavando o meu banheiro foi engraçada: organizei os produtos de limpeza, prendi o cabelo e vesti a roupa “de fazer faxina” como você sempre fez. Liguei o rádio e lembrei do som dos dias de faxina, as suas músicas preferidas.

O arroz grudou, a roupa ficou mais ou menos limpa, coisas estragaram na geladeira, eu cheguei em casa tarde demais, dormi pouco, fiquei doente, te liguei perguntando como cozinhar alguma coisa e para saber como lavava a roupa direito.

Coloquei uma foto sua perto da cama. Fiz planos durante a semana para que o final de semana ao seu lado fosse aproveitado da melhor maneira possível. Aprendi a me cuidar sozinha, a comer melhor, a deixar a roupa limpa, a organizar meus horários e a casa.

O amor, a essência da nossa relação, permanece igual. Mudaram os hábitos, a vida, o caminhar das coisas.

Mãe, eu descobri que o ninho nunca foi um espaço físico, foi sempre o seu coração – e de mim ele nunca ficará vazio.

Via nossa página parceira: LadoM
Autora: Natália Belizario

NÃO É IGUAL A VOCÊ? E DAÍ?

Quantos não são os preconceitos e críticas que diariamente nós praticamos e nem percebemos. “Aquela piadinha de ‘preto’ é tão engraçada”, “apesar dele(a) ser homossexual, canta muito bem”, “ah! eu gostava dele(a) quando era gordinho(a) porque era mais engraçado(a)”.

Todos estes comentários trazem consigo uma carga preconceituosa e discriminatória camuflada em senso de humor ou até mesmo opinião. O que difere uma opinião de um julgamento é uma linha tênue, chamada bom senso.

Quando você opina a respeito de algo é porque tem domínio sobre o tema e mais importante, respeita o que o outro tem a dizer, principalmente quando o outro diz algo que vai contra aquilo que “acreditamos ser o correto”.

Quando você opina porque acha que é a única verdade e não aceita nada que não se ajuste à sua opinião, sinto lhe informar, mas você, na verdade, está julgando.

Sim, julgando o outro, uma vez que este não se adequa aos seus padrões de pensamentos, opiniões, atitudes e aparências.

Caetano Veloso já dizia “é que Narciso acha feio o que não é espelho”, e é essa síndrome narcisista que carregamos conosco explicitamente no nosso dia a dia.

O que é normal ou anormal? Nem mesmo a ciência da psicologia tem essa definição. O que nos remete ao próximo passo, respeitar aquilo que não nos é ideal.

Se fulaninho gosta de sicraninho, se beltrana não está na onda fitness e seu IMC diz que ela está com sobrepeso, se seu vizinho não tem o mesmo tom de pele que o seu; nada disso os torna piores ou melhores do que você, apenas diferentes. E não há nada melhor do que as diferenças para serem apreciadas e respeitadas.

Portanto, a perfeição está nos olhos de quem vê.

Saber apreciar as coisas, pessoas e situações faz com que tenhamos uma vida mais leve. Nem tudo o que à primeira vista é
negativo, realmente é ruim, ou seja, tudo é aprendizado.

Um momento de crise nos obriga a ser mais criativos e proativos; um rosto imperfeito nos faz enxergar os sentimentos.

Se algo ou alguém não está dentro dos nossos padrões, quem nos garante que nós estamos nos padrões dos outros?

A DIFICULDADE EM OLHAR AOS OLHOS NOS TORNA SERES ISOLADOS NO MEIO DA MULTIDÃO

Para os que moram nas grandes metrópoles, é cada vez mais difícil o contato visual com o outro.

Andando pelas ruas as pessoas estão interagindo com seus smartphones, cabisbaixas “admirando” a calçada, olhando para um ponto no horizonte infinito como se estivessem em uma passarela do SPFW e, na maioria das vezes acabam por desviar os olhos da pessoa que passa na direção contrária.

O medo, as preocupações com questões laborais ou familiares ou a tecnologia não podem ser responsabilizadas por este comportamento que o indivíduo optou; se fechar no próprio mundo, seja este ideal ou virtual, cria o distanciamento social em tempo real.

O metrô é um excelente observatório do comportamento social. De forma geral, a relação é bem fria, porque os passageiros buscam enxergar seu entorno pelo vidro do vagão. A sensação que se tem é de que estão espreitando o outro. E quando olhares se cruzam nesta espreitada, logo desviam, como se algo errado tivesse feito.

O relacionamento interpessoal está escasso e isso é nítido quando se observa na mesa de um bar um grupo de amigos conversando e atualizando suas redes sociais simultaneamente, à espera de likes e comentários virtuais, olvidando a comunicação não verbal que o olhar pode traduzir.

Além de sinal de respeito com o outro, há uma interação cognitiva entre os indivíduos se a conversa ocorre olhando aos olhos. “Olho nos olhos, quero ver o que você diz” já nos alertava Chico Buarque.

Os seres sociais se cobriram com uma carapaça e não perceberam isso, o que gera a ausência do contato visual que induz ao monólogo entre duas pessoas. As duas falando, mas nenhuma escutando (SILVA, 2000).

As mães são um ótimo exemplo quando o assunto é comunicação não verbal. Enquanto amamentam, olham aos olhos de seus bebês e neste momento um incrível diálogo começa, uma relação de confiança e carinho se estabelece.

Edgar Allan Poe disse “os olhos são as janelas para a alma”, e nós estamos perdendo a oportunidade de admirar e conhecer outras almas que estão ao nosso lado, tão isoladas quanto nós, à espera de um olhar amigável.

Façamos diferente, busquemos olhar aos olhos dos que se apresentarem pelo nosso caminho. Fazer o contato visual com o outro é se permitir ver o jardim de outras almas, que com nós estão no percurso evolutivo.

QUANDO TUDO DER ERRADO… ABRACE SEU CÃO

Os cães não costumam gostar quando os abraçamos. No entanto, quando você tem um dia ruim e tudo parece dar errado, quando tudo mais falhar… abrace seu cão, ou melhor apoie-se nele.

Quem já teve a oportunidade de passar um tempo com um cão sabe que eles são terapêuticos.

Seja através de uma lambida, trazendo um brinquedo para você ou simplesmente repousando a cabeça em sua perna, seu cão vai ajudá-lo a superar um dia ruim.

Tenha em mente que os cães são muito bons interpretando humores, então eles vão saber exatamente quando devem te consolar.

A seguir, apresentamos algumas recomendações sobre como seu cão pode te reconfortar, sem que isso acabe sendo opressivo para ele:

  • O contato físico

Na maioria das vezes, quando vemos nossos cães e nós tivemos um dia ruim, o nosso primeiro instinto pode ser fazer um carinho na cabeça deles.

No entanto, isso acaba sendo uma ação que ele pode vir a interpretar mal porque, para os cães, tocar na cabeça é um sinal de dominação e, sabendo que ele já te considera líder, ele pode facilmente ficar estressado.

Portanto, se você quer acariciar seu animal de estimação, sugerimos outras maneiras. Em vez de dar tapinhas na cabeça do seu cão, tente algo menos ameaçador, como um carinho embaixo do queixo, atrás das orelhas ou na barriga. Você vai perceber que a linguagem corporal do seu cão mudará completamente quando você tiver um contato físico com ele desta forma.

  • Não se esqueça dos limites

Embora você tenha regras para o seu cão, há dias, especialmente aqueles dias quando você não quer lidar com qualquer coisa, que você decide deixá-lo no sofá, não pede “sentar” antes de atravessar a rua ou deixa restos de comida de sua comida na mesa ou prato.

Enquanto para nós quebrar um pouco as regras de vez em quando seja bom, até mesmo saudável, ter que quebrar as regras, por vezes, é realmente confuso para um filhote de cachorro.

Cães realmente se sentem mais seguros quando existem regras e limites consistentes. Se esses não forem impostos, alguns problemas comportamentais podem aparecer.

A melhor maneira de mostrar seu amor para seu cão é permanecer consistente, firme e quente no tom de sua voz e nas suas ações. Claro, isso não significa que você deva ser distante e frio com ele.

Ser carinhoso com o seu cão vai ajudar a dissipar a mente e produzir endorfinas que fazem você se sentir feliz. Além disso, se você fizer isso, vai aumentar a confiança do seu cão e o agradará com mais frequência.

  • Te estimula a socializar

Algo que você pode fazer para se acalmar, e seu cão vai adorar, é encontrar um lugar que aceite a presença de animais de estimação. Felizmente, esta é também uma ótima maneira de mostrar ao seu cão que você o ama.

Os cães são criaturas sociais e absolutamente adoráveis, amam sair com você para conhecer outras pessoas ou outros cães, se eles forem bem socializados, é claro, e vão te acompanhar com muita boa vontade aonde quer que você vá.

  • Um momento a sós

Os cães realmente anseiam seu tempo e atenção, mas isso nem sempre significa que você tem que sufocar seu cão com beijos. Em geral, isso significa tempo sentados calmamente ao lado do outro ou brincar com seu animal até sentir que seu braço vai cair.

Prestar atenção às necessidades do seu cão realmente vai te ajudar a construir um vínculo forte, e ele vai saber como retribuir no momento em você mais precisar, porque ele vai te conhecer melhor.

  • Brincadeiras, terapia para os dois

Se nós estamos correndo ao lado deles ou se escondendo debaixo de um cobertor, o ideal é que ambos tenham um bom tempo.

No entanto, nem todas as brincadeiras são boas. Encher ele de coisas ou ficar em cima dele reafirma o domínio que você tem sobre o seu cão e, às vezes,pode aumentar o estresse que ele pode ter.

O ideal é procurar jogos que melhorem a confiança entre vocês ou aqueles que ajudem a desenvolver a inteligência. Você vai ver como o cão resolve problemas e você esquecerá os seus em um piscar de olhos.

(Fonte: meusanimais.com.br)

APRENDI A SER FELIZ À MINHA MANEIRA, E NÃO COMO QUEREM OS DEMAIS

No campo da felicidade não é preciso se adaptar às exigências da sociedade nem a suas diretrizes. Cada um tem uma fórmula própria para ser feliz.

Poucas coisas são tão desejáveis e complexas como o simples fato de ser feliz. Para muitos, longe de uma preocupação, a felicidade e o bem-estar são uma constante em suas vidas.

Por outro lado, a maioria busca respostas nos livros e tenta, por sua vez, elucidar o que acontece ao seu redor e em sua própria mente para que seus dias tenham sempre este tom apagado, para que o estresse e as preocupações sejam estes companheiros tão incômodos e frequentes.

Não é fácil. Acreditemos ou não, é muito complicado desfrutar esta tranquilidade interior onde podemos dizer “estou bem, não quero nem preciso de mais nada.”

É preciso ter em conta dois aspectos essenciais:

  • Não há uma fórmula mágica para ser feliz.
  • O segundo aspecto que devemos recordar é igualmente básico: você deve ser feliz à sua maneira.

As mesmas coisas não funcionam para todos, e ninguém tem direito de dizer como você deve ser feliz.

O bem-estar é um caminho íntimo e pessoal que nós mesmos devemos descobrir, escolher e criar. Compartilharemos algumas chaves sobre o tema a seguir.

Chaves fundamentais para ser feliz

A psicologia positiva nos lembra estes “maus” costumes que muitos temos: esperar durante toda a semana para que seja sexta-feira e possamos nos divertir, aguardar as férias para descansar, e sonhar com o parceiro perfeito para descobrir o que é o amor.

Se nos limitamos a esperar, a adiar e a programar a nossa felicidade, o que teremos enquanto isso? Este é um dos problemas mais comuns que muitas pessoas costumam ter.

No entanto, outro dos mais comuns é que, muitas vezes, entendemos a felicidade com base em fatores externos, ideias que outras pessoas e a própria sociedade nos projetaram e incutiram.

  • A obrigação de ter que “ter coisas” para ser feliz: um bom trabalho, uma casa, um celular de última geração, muitos sapatos, móveis, computadores…
  • A ideia de que para ser feliz é preciso ter um parceiro, filhos, muitos amigos…

Pouco a pouco caímos em uma espécie de materialismo psicológico e nos convertemos não apenas em ansiosos “consumidores”, mas também em eternos buscadores desta felicidade que os outros constroem para nós.

Não é o adequado. Coloquemos em prática estas dimensões sobre as quais podemos refletir.

E você? O que toma para ser feliz? Decisões

É assim que funciona um dos segredos mais eficazes para construir dia após dia a nossa felicidade.

Para ser feliz é preciso tomar decisões, aquelas que nós classificarmos como convenientes e não as que os outros tomam por nós pensando que são a coisa certa a fazer.

  • Se para você felicidade é ficar em casa em um final de semana lendo e em tranquilidade, deixe de lado os que comentam que você é chato.
  • Se para você felicidade é amar a si mesmo, sem ter a obrigação de buscar alguém que o ame, deixe de ouvir aqueles que repetem que chegou a hora de encontrar o parceiro ideal.
  • Se para você felicidade é ter um trabalho que o apaixona, não escute quem diz que você precisa procurar outro emprego que pague mais.

Fui ser feliz, não sei quando voltarei

“Vá ser feliz”. É simples assim. Em alguns casos nos prendemos a certos locais, costumes, coisas e pessoas que nos encalham, de forma que deixamos de enxergar quais são as nossas prioridades.

  • Caímos em pequenos círculos viciosos onde dizemos a nós mesmos que é melhor a rotina do que o imprevisto, o mau conhecido do que o bom por conhecer, que é melhor se ajustar ao que os demais esperam de nós do que decepcioná-los.
  • Tudo isso, ainda que você não se dê conta, vai criando uma infinidade de mecanismos de defesa que nos convertem em prisioneiros. Deixamos de nos atrever a ser felizes porque pensamos que é melhor nos adequarmos aos caminhos que os outros criaram para nós.
  • Como fazer, por exemplo, algo que nossa família não espera? Como reagir de uma forma que nossos amigos não entenderiam? Como dizer ao meu parceiro que já não sou tão feliz quanto antes?
    Decida ser coerente consigo mesmo. Vá ser feliz.

Meu plano para hoje: ser feliz

Comentamos no início: a felicidade não deve ser adiada até a sexta-feira, nem as férias, nem para quando tivermos uma casa maior ou um parceiro ideal.

A vida é agora, neste mesmo instante. Fica claro que todos temos obrigações e que sempre teremos uma pessoa que nos dirá que “não se pode ser feliz enquanto tivermos horários a cumprir e um trabalho a fazer todos os dias.”

No entanto, é necessário reinterpretar estas ideias de forma adequada. Busque um trabalho que faça você se sentir bem. Tenha responsabilidades que o enriqueçam pessoalmente. Consiga fazer com que suas rotinas sejam significativas e úteis para você.

Faça o que fizer, permita que se adeque aos seus interesses, que nada lhe faça se sentir utilizado, manipulado ou infeliz. No final das contas, só temos uma vida. Assim, por que não aproveitá-la ao máximo?

(Fonte: melhorcomsaude.com)

POR UM PRAZER MENOS EGOÍSTA

O prazer é por natureza egoísta; é uma satisfação ontologicamente individual e, portanto, jamais poderá ser absolutamente altruísta ou desprendido.

Ninguém poderia sentir por nós o prazer de um café quente, de uma refeição farta, de uma fragrância agradável, de um sexo bem feito, nem nós poderíamos nos alienar totalmente das sensações físicas e psíquicas que envolvem o prazer.

No entanto, o egoísmo do prazer assumiu contornos extremos nos últimos dois séculos e meio. As teorias política e econômica do liberalismo do século XVIII, que forneceram as bases ideológicas do ocidente contemporâneo, enfatizavam a promoção do bem-estar e das liberdades individuais como forças-motrizes da sociedade.

Quanto maior a felicidade individual, maior o bem-comum social. O consumismo exacerbou esse processo, ao colocar na prateleira, e de forma customizada, para todos os gostos, a satisfação de nossas necessidades e vontades.

A sexualidade, campo por excelência do prazer, não ficaria imune a essa tendência. Aprendemos desde cedo que o orgasmo é o objetivo, e quanto mais intenso, melhor. Fomos aos poucos nos afastando do fazer e nos aproximando do obter – fazer amor ou sexo passou a ser sinônimo de obter orgasmo.

É como aquela máxima segundo a qual a felicidade não está no fim do caminho, ela é a própria caminhada. No sexo, inverteu-se a lógica. Pior: segregamos o prazer por gênero. Não é apenas cada vez mais egoísta, mas é também masculino. Um teste: quantas cenas de filmes eróticos acabam com uma mulher tendo orgasmo?

Livros, revistas, artigos – e até o consultório ou o divã – viraram meios para a discussão sobre como fazer a mulher alcançar o orgasmo.

Mais do que fatores biológicos, o que explica essa suposta dificuldade é uma construção social que relega o prazer feminino a segundo plano. A transa acaba quando o homem ejacula. E ponto. E isso se reforça com o egoísmo do prazer: seu prazer importa menos que o meu.

É por isso que para muitos é tão difícil entender qualquer fantasia ou prática sexual que não privilegie o orgasmo. Estão aí para prová-lo o sexo tântrico e a menos conhecida karezza (do italiano carezza, carinho), que se concentram na
troca de estímulos entre os(as) parceiros(as) e entendem o prazer como experiência emocional e sensorial muito além do clímax.

Mais enigmáticas ainda são, também para muitos, as fantasias como o voyeurismo. Afinal, qual seria o sentido de assistir o ato sexual entre outras pessoas, conhecidas ou estranhas? A resposta é simples, mas, para muitos, insatisfatória ou incompreensível: meu prazer pode, sim, estar no prazer alheio.

Não se trata de um mundo sem satisfações pessoais ou de total abnegação do deleite; trata-se, isso sim, de ampliar a definição de prazer e entender que o prazer do outro não é distinto do nosso, mas, antes, seu complemento.

Felizmente, parecemos caminhar para um compreensão mais abrangente do sexo, que inclua uma definição holística e altruísta do prazer.

É uma revolução e tanto: estamos demolindo os pilares rígidos de conceitos sociais que balizam a
sexualidade há décadas – senão séculos.

É, também, uma descoberta fascinante: afinal, explorar o prazer alheio é ter diante de si um universo infindável de possibilidades, anseios, desejos, fantasias.

No amor como no sexo, somar é muito melhor do que dividir.

A GENTE SE DESPEDE QUANDO PERCEBE QUE NÃO FAZ MAIS SENTIDO FICAR

Um dia, a gente, finalmente, se despede. Descobre que ir embora não é mais difícil do que ficar onde não é bem-vindo. A gente se veste de coragem, cata os verbos soltos pelo chão, as juras de amor e as promessas de ocasião.

Um dia, a gente compreende que, estar por estar onde quer que seja, não leva a lugar nenhum. É como ser qualquer coisa num cenário abandonado. E ser qualquer coisa em qualquer lugar não é ser nada.

Um dia, a gente descobre que se despedir é olhar de relance para tudo o que fica, para todas as coisas nascidas da comunhão de um instante que já foi eterno.

Mesmo com essa lembrança, a gente não quer ficar porque não se sente mais em casa. O coração está adormecido e não se emociona com a risada do outro que antes era sol e abrigo.

Um dia, a gente, simplesmente, cansa de tentar arrumar a casa, ajeitar a mobília quebrada. A gente cansa de doer sozinho e sofrer por tantas ausências premeditadas. No fundo, a gente quer que tenha reciprocidade, a gente quer ser lar em beira de estrada, mas também quer ser luz acesa no coração do outro.

A gente percebe que era só um nome avulso numa folha qualquer, um ancoradouro para abrigar alguns cansaços. Um estepe. Um talvez.

A gente se despede quando percebe que não faz mais sentido ficar se o coração do outro só se ressente, não perdoa e não ama mais. A gente se resgata indo embora sem olhar para trás, sem tentar lembrar que partir pode ser um erro imperdoável, mas que ficar não pode ser mais nada.