FUNÇÃO MATERNA e PATERNA – SIGMUND FREUD – TERAPIA SISTÊMICA FAMILIAR – Parte 1 – PSICANÁLISE

TERAPIA SISTÊMICA FAMILIAR = TSF
FUNÇÃO MATERNA e PATERNA – SIGMUND FREUD – TERAPIA SISTÊMICA FAMILIAR – Parte 1 – PSICANÁLISE –
A maioria dos PROBLEMAS nas famílias aparecem devido à FORMA como os membros se relacionam, nunca existirá um único “CULPADO”, pois TODOS estão envolvidos e são RESPONSÁVEIS.
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FAMÍLIA é um HOLON (TODO), onde cada MEMBRO é um ON (partícula ou indivíduo), onde a MUDANÇA num membro implicará mudança em todos os outros.
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1o – O que é TSF:
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É um método de tratamento para compreender os membros p/ interagir uns com os outros, resolvendo conflitos existentes. E envolvera ora TODOS MEMBROS, ora somente o INDIVÍDUO sempre com o TERAPEUTA, assim atuará na comunicação dos relacionamentos (RESPEITADO VALORES ÉTICOS e MORAIS). __________________________________
PONTOS FORTES e FRACOS nas CRISE.
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2o – SISTÊMICA INTERAÇÃO
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Onde a base da família são questões do TODO ➕ SOMA das PARTES (cada parte só pode ser entendida no contexto do TODO). __________________________________

3o – Quando procurar?
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▶️ transtorno psíquico,
▶️ álcool ou drogas,
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▶️ iminência de uma separação,
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▶️ situações de luto,
▶️dificuldades de relacionamento,
▶️ apoio e orientação de questões na escola, TDHA, doenças, esquizofrenia, bipolar, depressão, etc.
▶️ crise financeiras
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▶️ conflitos q se repetem no dia-a-dia. ▶️transformação no CICLO de VIDA NORMAIS:
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👶🏻 👶🏻desenvolvimento, 👧🏼👦 adolescentes,
👰 ninho vazio – quando os filhos saem de casa. 👴🏻👵🏻 pais idosos.
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4o – TEMPO 🛋 2 a 6 meses, mas dependerá da situação específica de cada família.
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5o – O PSICÓLOGO para atuar de forma adequada nesta terapia, precisará da ESPECIALIDADE “SISTÊMICA FAMILIAR”.
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6o – Na TERAPIA de CASAL – como funciona?
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✅ acompanhamento em qq das fases do casamento e seus diferentes e vários conflitos.
✅ é um espaço para que o casal possa identificar a fonte de seus conflitos, buscando ‘ferramentas’ para que ambos trabalhem juntos na melhoria da comunicação, do afeto, da sexualidade, de todo o relacionamento em si.
✅ É uma oportunidade de verem a si mesmos, um ao outro e à sua relação de forma mais profunda.
✅ pode se iniciar antes do casamento.
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7o – Quem faz terapia de casal se separa ou fica junto?

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A terapia de casal não une nem separa. O uso de técnicas e intervenções na terapia facilita e ajuda o casal a entender as origens e soluções de suas dificuldades. Então, será sempre o próprio casal quem tomará suas decisões, e com a terapia, essas deverão ser mais centradas, ocorrendo nos momentos mais propícios, de forma a propiciar a ambos um caminhar com maturidade e menos sofrimento.
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PAZ EMOCIONAL

PESSOAS criam diversas situações onde a vida criará pelas repetições mente INCONSCIENTE feridas localizadas na bagagem EMOCIONAL.

EX – Uma ferida desde a infância que você fez quando foram vistos por seus pais. Você precisava de atenção, mas eles estavam ocupados.
HOJE – a criança em você, INCONSCIENTEMENTE repete:
“Ninguém me vê Eles são estúpidos porque eles não entendem o quão bom eu sou.”. A partir de então, você começa a interpretar a vida em relação a ferida que você tem.

Reforça os pensamentos repetitivos e dor EMOCIONAL FÍSICA ocorre porque nossas EMOÇÕES são relacionada com todo o corpo…

A razão pela qual o PERDÃO é tão importante é que os PENSAMENTOS NEGATIVOS que vêm das feridas que surgem do cotidiano crescendo, criando novas situações semelhantes e feridas. — precisamos perdoar:

— NÓS mesmos e
— AQUELES que estão perto de nós, para torná-lo bom.

Todos nós precisamos entender esse mecanismo em nossa PSIQUE que devemos ter uma vida boa. AÍ assim acontecerá a PAZ INDIVIDUAL e assim mais PAZ MUNDIAL…

‘EU TE AMO’ ESTÁ MAIS RODADO QUE NOTA DE 2 REAIS

O que cabe dentro do ‘eu te amo’? Quantas vezes dizemos essas três palavrinhas querendo significar tanta coisa menos carinho, amor, gratidão?

‘Eu te amo’ virou ‘bom dia’, ‘boa noite’, ‘tchau’…

‘Eu te amo’ virou pedido de desculpa esfarrapada, naquelas situações que a pessoa pisou feio na bola pela 15ª vez e vem com aquelas frases do tipo: ‘apesar de tudo o que fiz, eu te amo’. ‘Eu te machuquei, mas eu te amo’. ‘Não te dou mais atenção, mas eu te amo tanto’.

‘Eu te amo’ também é tantas vezes usado para assegurar propriedade. Você mal conhece a pessoa, se encontraram poucas vezes, e ela vem dizendo ‘eu te amo’, aí sem perceber você assinou um contrato invisível de posse.

Agora, de certa forma, você pertence à ela. Afinal, a pessoa disse até ‘eu te amo’, agora você tem que cuidar do sentimento dela, você selou um contrato de responsabilidade.

‘Eu te amo’ pode ser jogo de poder, pode ser chantagem emocional, naqueles momento em que vem cheia de lágrimas nos olhos, diz um ‘eu te amo’ e amolece mais uma vez seu coração cansado.

‘Eu te amo’ tapa buracos, fica no lugar dos momentos não vividos, soluciona a falta de tempo com o parceiro, com a família, com os filhos. ‘Eu te amo’ preenche os espaços da nossa falta de criatividade, naquele cartãozinho de aniversário, naquela mensagem morna que chega à tarde.

‘Eu te amo’ virou ‘tudo bem’, mesmo naqueles dias que estamos péssimo s e alguém pergunta ‘como vai você?’, e respondemos ‘ta tudo bem’ por educação e para evitar contar nosso conflito.

‘Eu te amo’ também serve pra isso, para mascarar um ‘não ta tudo bem e eu não te amo mais’.

‘Eu te amo’ está mais rodado que nota de 2 reais.

Ah, como a gente gastou o ‘eu te amo’!

Ele inflacionou, ele anda por todas as bocas, mas poucos olhares encaram um ‘eu te amo’ de frente, entregue, firme, verdadeiro.

Ele sai assim sem empolgação, pela metade, meio sujinho. Ele sai com tantas emoções – choro, desespero, descaso – e poucas vezes com a emoção verdadeira do amor.

O ‘eu te amo’ está banalizado. Faz tempo que a gente já nem toma cuidado, já nem se dá conta. Vamos dizendo ‘eu te amo’ politicamente por aí, vamos usando como arma para tantas coisas.

Vamos criando laços de afeto quando não estamos preparados, e rompendo conflitos que deveríamos deixar surtir efeitos em nós para colhermos os aprendizados.

Os ‘eu te amo’ falsos atrasam o florescer do nosso amor próprio, e também do amor verdadeiramente partilhado.

Aquele que tem momentos de puro ‘eu te amo’ e outros de silêncio, contenção e ‘não, agora não te amo’, dessa forma, desse jeito, neste momento.

Via nossa página parceira: clarabaccarin.com
Autora: Clara Baccarin

NÃO ESPALHE ESPINHOS PELO CAMINHO, SEU RETORNO PODE SER DESCALÇO

É muito comum conhecermos pessoas negativas, e até ser próximos de pessoas que só reclamam e sempre proferem palavras e ações negativas. Mas, e se você for essa pessoa?

A forma que você trata as pessoas pode explicar muito como você se sente e como as coisas acontecem para você. A vida retribui e não ao acaso.

Uma mente e ações negativas só podem retornar a você pessoas e coisas negativas. A forma como você interage afeta a vida das pessoas. Então não queira receber flores, se você só doa espinhos.

Como esperar gentileza se tudo o que você profere é aspereza? Como esperar resultados diferentes, se quem não muda é você?

Devemos reconhecer quando estamos errados, saber quando somos indelicados, e pedir desculpas ao espalhar ingratidão.

Se espalhamos coisas ruins, logo colheremos coisas ruins. A vida tarda, mas não falha ao devolver nossa forma de ser. Por isso, não espalhe espinhos pelo caminho pois seu retorno pode ser descalço.

Ninguém gosta de estar perto de pessoas sem inspiração. Pessoas que demonstram insatisfação com tudo, e nunca tem um comentário positivo para doar. E o melhor é manter a distância de pessoas negativas, para que você não se torne uma.

Saiba se afastar de pessoas que não desejam o seu bem e espalham negatividade, mas saiba reconhecer quando essa pessoa é você.

Ao aprender ser uma pessoa que irradia amor e esperança, você se sentirá desconfortável ao lado de pessoas que alimentam inveja, raiva e rancor, pelo simples fato de não estar na mesma frequência. Agindo positivamente, você pode influenciar as pessoas de forma positiva.

Por isso, não seja aquilo que você não gosta de ter por perto. Se esforce para não julgar e condenar, e aprenda a perdoar os outros. A gratidão é um imã de coisas boas.

Felizes são aqueles que apreciam o barulho da chuva e um dia nublado tão bem quanto o ensolarado. Que curtem os momentos sem se preocupar tanto com o tempo. Que são gratos pela vida, simplesmente por acordar e poder enfrentar mais um dia, pois muitos dos problemas acontecem devido a forma que o encaramos.

Sem entusiasmo, a vida perde a graça. A natureza perde a cor, e as pessoas perdem a essência. Seja aquilo que você almeja estar ao lado.

DESCULPE, MAS CASAMENTO NÃO VEM COM DISPOSITIVO ANTIBRIGA

Desafio você a me dar um exemplo de um único padrão de relacionamento em que não haja conflitos.

Pai & filho? Nem pensar! Irmãos? Menos! Bom, toda família tem suas discussões, então passemos a outra área… Amigos? Colegas de escola, trabalho? Chefes? Clientes? Irmãos da igreja? Sócios? O motorista ao lado? Não, impossível. Uma hora ou outra, sempre aparece um bate-boca aqui, outro acolá. Nada sério, mas acontece.

E por que você acha que seria diferente com seu par? O que teria de específico um relacionamento amoroso (termo meio impróprio, porque amorosos são todos os bons relacionamentos) para tornas inadequadas, impróprias, pecaminosas até, as brigas e discussões?

Bom, que um casamento tem suas especificidades, todo mundo sabe. Mas, lamento dizer, nenhuma delas foi projetada para abafar os conflitos. Não há num relacionamento afetivo-sexual qualquer dispositivo “antibriga”.

E a razão para isso é simples: um casamento – ou namoro, ou qualquer outro nome que se dê – é uma relação entre indivíduos e, como tal, implica, a um só tempo, um choque de egos e diferenças.

Muitas vezes, felizmente, esse choque é resolvido pela conversa; noutras, mais raras, um dos dois (ou três – alô, poliamor!) acaba cedendo, abafando seus pontos-de-vista ou opiniões. Mas sempre haverá as ocasiões em que nenhum arredará o pé e, com as paixões humanas à flor da pele, escalarão os atritos até chegar à discussão.

Não, cara(o) amiga(o), não sou adepto do entre-tapas-e-beijos. Longe de mim! Acho odiosa qualquer tipo de violência. Não é disso que se trata.

Mas, pense comigo: não seria um bom começo reconhecer que as discussões são uma parte inescapável dos relacionamentos e, a partir daí, saber usá-las a seu favor, como uma forma saudável de melhor conhecer o outro, não apenas por meio daquilo que nos une, mas, também, do que nos separa? Afinal de contas, não há no universo alma tão gêmea à nossa que não guarde ao menos uma diferença, por ínfima que seja, em relação àquilo que somos e pensamos.

Há algum tempo, ouvi de uma amiga terapeuta que o tipo mais perigoso de casal é aquele que chega ao consultório e, de peito estufado, vai logo anunciando: “a gente se dá tão bem que nunca briga!”

Demorei um pouco para entender a razão do comentário, mas percebi que uma frase assim mal consegue disfarçar um relacionamento fracassado, porque, das duas, uma: ou perdeu-se o interesse mútuo, ou uma das partes não está disposta a dar a conhecer suas ideias, vontades, opiniões, desavenças – o que, no fundo no fundo, dá no mesmo.

Quer algo mais prático? Pense na última discussão que teve com seu/sua parceiro(a). Aposto com você que, se parar para enxergar os porquês, vai descobrir que ali tem um profundo interesse seu, ou dele(a), em vocês dois (três, quatro, não importa).

Foi porque ele esqueceu o aniversário do primeiro beijo? Foi porque ela te deu um chá de cadeira para se arrumar e fez vocês perderem o melhor da noite? Foi porque ela não cortou com rispidez a cantada sem vergonha do colega de faculdade? Foi porque ele ficou até tarde no trabalho e a macarronada que você preparou esfriou? Foi porque ele não defendeu você na frente da mãe dele?

Não sei. Mas, puxe pela memória e analise com mais calma. Você vai descobrir que por trás de suas brigas (ou, queira Deus, boa parte delas) está o amor que sentem.

Mas, se Deus não quis, é porque certamente não estamos falando de uma discussão saudável. E o problema, aí, não é a discussão, mas o próprio relacionamento.

Sabe aquela história mal contada de revista “o casamento está em crise? Leve o gato para uma pousada para um fim de semana de sexo incrível”? Pois é, lamento dizer, mas é balela. Sexo não resolve crise, e discussão muito menos.

Agora, se vocês têm um relacionamento excelente, mas, vira-e-mexe, se envolvem em briguinhas ou discussões que põem vocês de cara amarrada um com o outro, está tudo bem com vocês! Nada com que se preocupar.

E da próxima vez que fizerem as pazes, que tal, em vez de trocarem juras de “nunca mais vamos brigar, tá, amor?”, tentarem algo mais realista, mas não menos romântico, como “obrigado por ter brigado como alguém que realmente me ama.

A RESILIÊNCIA QUE DÓI

Após assistir ao filme “Precisamos falar sobre o Kevin”, por alguns momentos me conectei com a personagem principal.

Eva sofreu uma tragédia em sua vida. E não carregava apenas a dor de uma grande perda, mas a culpa que toda a sociedade lhe impunha, além da dela mesma. Em suas lembranças, quase sempre o dia fatídico de seu maior trauma.

Eva vive seu dia-a-dia apenas com sua dor e sua perda. Processa ainda o passado em busca de qualquer rendição. Isolada por todos e repelida pela maioria, Eva aceita que batam em sua face, sem absolutamente qualquer reação. Dentre outras situações, quando sua dor é tão grande, a resiliência é apenas um ato natural.

Muitas vezes, o ser resiliente é somente um exercício de sabedoria, de alguém que busca a evolução de si mesmo e a melhora como ser humano. Outras vezes, se torna algo natural, pelo fato do esforço da resiliência ser menor do que a dor que se sente internamente e, portanto, leve diante do sofrimento que se carrega.

Passamos por fases na vida em que nos sentimos desacreditados, desenganados pela vida. Como se esperança não fosse algo possível de se alcançar. Nesses momentos, aceitamos toda ofensa e humilhação sem reação. Insuportável dor que se carrega no peito, que nada do lado de fora é capaz de nos diminuir ainda mais.

Em cada fase da vida, uma idade, uma maturidade e uma sabedoria. Em nossa trajetória somos muitos de nós mesmos. Não é nada fácil olhar para trás. E menos ainda para dentro. Mas como tudo na vida, nada que é fácil parece ter muito valor. Mas quando olhamos para o passado e aceitamos nossos erros, temos mais chances de acertar. E quando nos enxergamos por dentro, como realmente somos, adquirimos a oportunidade de resolver o que nos fere a alma.

A resiliência é algo que chega na vida com o tempo e com a sabedoria adquirida através dos erros cometidos. Em outras palavras, é de tanto sofrer, que finalmente entendemos que aceitar, na maioria das vezes, é o melhor que se tem a fazer. Sem reclamações, sem protestar ou julgar. Se aceita o que dói e por vezes até o que parece ser injusto.

Cansados e fadados pela vida, simplesmente aceitamos o que antes parecia inaceitável. Por fim temos a certeza, de que mesmo a dor, quando não rejeitada, passa por nós de forma menos dolorida e também mais rápida.

Quem já sofreu na vida, deve entender bem esses parágrafos. Frase que me chamou a atenção recentemente nas redes sociais foi a seguinte: “Quem pouco tem, se alegra com quase tudo e de nada reclama. Quem tudo tem, não se alegra com quase nada e de tudo reclama”.

Já viu um pobre reclamar de garçom? Ou da água da piscina? Quem tem tudo na vida, tem a sorte de não conhecer a dor da falta material, mas sem saber, sofre a ausência de empatia, resiliência e humildade. Como consequência, sofre sem saber por quê.

De um jeito ou de outro, ninguém passa pela vida sem sofrimento algum. O que falta apenas é a compaixão pela dor alheia. Sem ela, nos resta somente a resiliência.

Palavra da moda e comum nas redes sociais, poucos são os que a entendem na prática. Mas mais dia, menos dia, todos iremos entender a importância de seu significado. Na vida, tudo que vai, um dia volta. Ação e reação. Ou seja qual for o nome que se entenda para o fato de que aqui colhemos o que plantamos, quer se perceba, quer não.

Por mais injusta que pareça uma situação ou uma fase de dor, vale bem a resiliência estar presente. Antes estar do lado que se aceita demais, do que do lado de que muito se julga.

Dor não é agradável para ninguém, mas ao mesmo tempo é inevitável.

Resiliência pode até doer sim, mas nos permite plantar a humildade perante a vida, para se colher no futuro os desejados momentos de paz e felicidade plena.

Fonte: carolinavilanova.com.br
Autora: Carolina Vila Nova

A MELHOR MANEIRA DE RECUPERAR ALGUÉM QUE SE PERDEU É ESQUECÊ-LA

Todos nós já passamos por separações mais ou menos dolorosas que nos causaram sofrimento, carência e solidão.

Não é fácil terminar uma relação, porque com ela vão também as expectativas, um passado e um futuro em comum.

Com a relação vai muita coisa, mas fica muita coisa também.

Por um lado fica o vazio que é preciso preencher com coisas novas que nos façam bem, mas fica também a esperança numa relação melhor, num futuro melhor.

Embora seja o mais acertado usarmos essa dor emocional como catalizador para construirmos uma melhor versão de nós mesmos em vez de tentarmos voltar, em alguns casos as separações ocorrem por razões banais, do dia-dia e no qual pode ainda haver uma oportunidade para reacender o que se apagou.

Muitas vezes, carentes e magoados emocionalmente, temos a tendência de voltar atrás, reatar as coisas, insistir na pessoa. Curiosamente também, reparamos que quanto mais tentamos, menos nos sentimos correspondidos e acabamos sempre mais insatisfeitos e tristes do que propriamente alegres e amados.

De fato este não é o caminho. O caminho é apenas um: construir uma melhor versão de nós mesmos – Investir em nós – quer se queira voltar quer não.

Quando sentimos a falta de alguém, tentamos demasiado – e quando tentamos demasiado elevamos as nossas expectativas demasiado também.

Uma relação como em qualquer outra coisa na vida está sempre assente numa dualidade entre quem dá, mas também recebe. E quando estamos emocionalmente carentes não nos apercebemos disso, dando muitas vezes mais do que aquilo que recebemos.

Coloque-se no lugar do outro: como acha que a pessoa iria se sentir se tivesse alguém constantemente a abordá-la para combinar encontros, tentar reatar a relação, estar sempre recebendo mensagens de carinho sem ter feito nada para o merecer? – acha que essa pessoa lhe iria dar valor ou desvalorizar?

Iria respeitá-la, ou sentir-se-ia sempre numa posição superior já que é ela que tem “a faca e o queijo na mão” – como se costuma dizer na minha terra? – “Deus dá nozes a quem não tem dentes” diz-se por aí..

Esta situação acontece constantemente em muitas relações nas quais um dos indivíduos dá muito mais do que recebe porque procura constantemente conquistar alguém que acha que não precisa de fazer o mesmo esforço. E no jogo da sedução isso não é nada sedutor.

A sedução tem que estar sempre presente em todas as relações. O casal deve reconquistar-se todos os dias para que a chama não se apague.

Quando se quer voltar para alguém, esse jogo tem também que estar bem vivo para que ambos sintam necessidade e atração um pelo outro.

Então o que devemos fazer?

A melhor maneira de recuperarmos alguém que perdemos é simplesmente esquecer.

Depois de manifestarmos ao outro a nossa disponibilidade em voltar, devemos afastar-nos não insistindo mais.

Todas as pessoas são, em alguma parte do seu íntimo, inseguras – procuram assim segurança, direção e afeto nos outros, procuram no outro algo que não têm, que não possuem.

Por isso, as pessoas que são extremamente seguras de si mesmas, que sabem exatamente o que querem da vida são as mais atraentes aos olhos de quem as rodeia.

Tentar recuperar alguém que se perdeu torna-se assim uma questão de poder, que deve ser equilibrado já que se não o for, dificilmente terá sucesso e colocar-se-à na mão do outro, “às suas ordens”, vivendo mediante a sua real vontade e prazer. Será como um escravo dessa pessoa.

É essencial então que aproveite o tempo que passa sozinho e o utilize para se melhorar, para se desprover de qualquer necessidade do outro, para se construir mais forte.

Quando isso acontecer, do nada pode cair uma mensagem no celular (quem sabe) e o poder estará do seu lado novamente – use-o com sabedoria!

Pode agora, provido da melhor das suas capacidades, decidir se essa pessoa é ideal para você ou não.

A ausência encarrega-se de ensinar o que a sua presença não consegue.

QUANDO VOCÊ ACEITAR SEUS DEFEITOS, NINGUÉM PODERÁ USÁ-LOS CONTRA VOCÊ

Ninguém está livre dos defeitos e nem caminha pelo mundo envolvido por uma redoma de perfeição absoluta.

Ser capaz de ver o próprios defeitos e aceitá-los nos ajudará não só a respeitar aos demais, mas também evitaremos que eles possam usá-los contra nós.

Muitos de nós passamos metade da vida tentando esconder o corpo ou maquiar alguma ou outra “imperfeição”.

São detalhes que nós mesmos qualificamos como “incômodos defeitos”, desses capazes de acabar com nossa autoestima quando, na realidade, não são mais do que aspectos que definem nossa totalidade como pessoas e que deveríamos aceitar o quanto antes.

Os autênticos defeitos do ser humano não são alguns quilos a mais, nem um nariz torno, ou seios pequenos ou muito grandes, nem uma incipiente calvície.

Os autênticos defeitos são a incompreensão, a falta de respeito, a crítica, o egoísmo ou a agressividade. Isso é o tipo de coisa contra a qual todos deveríamos lutar. Convidamos você a refletir sobre isso.

Seus defeitos, meus defeitos: nossas virtudes

Costuma-se dizer que somos uma sociedade de eruditos racionais, mas de analfabetos emocionais.

Pode soar dramático, não há dúvidas, mas na realidade, algo que percebemos em nosso dia a dia é que são escassos aspectos como a empatia, a reciprocidade ou o reconhecimento do outro como alguém que também tem necessidades e medos.

Nas escolas ainda não é introduzida com efetividade a disciplina da inteligência emocional.

Ao invés de dar este enfoque como um aspecto multidimensional capaz de estruturar todas as disciplinas e onde os professores deveriam ser os melhores modelos, continua-se ensinando de forma isolada por algumas poucas vezes na semana (ou inclusive, em alguns lugares, nem é ensinado).

Tudo isso faz com que continuemos dando ao mundo crianças inseguras com baixa autoestima, adolescentes que veem defeitos neles mesmos até o ponto de se transformarem em autênticos buracos negros que os outros usam contra eles.

É algo complexo e delicado que devemos saber enfrentar.

A anatomia da autoestima

Quando apresentamos baixa autoestima esperamos que os outros, com suas palavras e ações, nos ofereçam o que nos falta: confiança e segurança. Que nos presenteiem com agrados e nos digam que não somos tão “feios” como pensamos, que nos digam que “somos pessoas melhores” do que pensamos.

  • Precisamos entender que os outros não nos dão e nem nos tiram nada. O resto do mundo não está aí para preencher nossas carências e nem para dar segurança para os nossos temores.
  • Não devemos projetar necessidades próprias nos demais, precisamos ser capazes de construir nossas próprias seguranças e de racionalizar o que nós mesmos etiquetamos como defeitos.
  • Se eu qualifico meu rosto com sardas como defeito ou meu nariz um poco torto como algo horrível, as pessoas se darão conta disso e em algum momento vão usar isso contra mim.
  • Agora, é necessário nos darmos conta de que o autêntico “defeito” nestes casos é a baixa autoestima, capaz de dizer-nos que, por esses simples detalhes, devemos nos comportar com timidez e olhar baixo..

O resto das pessoas não atacará esses supostos detalhes físicos, atacará nossa vulnerabilidade pessoal. Por isso, é vital fortalecer nossa autoestima para transformar os defeitos em “virtudes”

Defeitos: virtudes que nos tornam especiais

Voltamos a incidir no que foi assinalado no início: o autêntico defeito está no coração capaz de agredir, humilhar ou causar dano nos outros.

  • O aspecto físico, a forma de pensar, de sentir ou de viver, jamais será um defeito ou algo reprovável enquanto existir respeito.
  • O problema de tudo isso está no fato de que passamos grande parte de nossa existência mais preocupados com o exterior do que com o interior.
  • Validamos nosso aspecto físico baseados na moda, no que os outros valorizam como “bonito”. Se não nos encaixamos nesses modelos nos “autoexcluímos”. Não é o adequado.
  • Só quando nos aceitamos nos damos conta do quão valiosos somos.
  • As pessoas capazes de ver um detalhe especial diferente do resto como uma virtude são as que vivem mais felizes, porque se consideram autênticas.

Ser muito alto, muito baixo, ter uma pinta na bochecha, nascer com um cabelo crespo e rebelde, ou ter um peito menor do que o outro… Que importância tudo isso tem?

A beleza das pessoas está em sua variedade, em sua originalidade. Querer que todos sejam iguais é cortar as asas da nossa essência e da nossa beleza. Não vale a pena.

Não há pessoas com defeitos, existem mentes com vazios. Foque sua vida de outro modo e comece a atender mais a sua autoestima, sua forma de ser, sua beleza única e particular.

Fonte: Melhor Com Saúde