COMPLEXO ÉDIPO acordo com SIGMUND FREUD considerado o PAI da PSICANÁLISE

COMPLEXO ÉDIPO acordo com SIGMUND FREUD considerado o PAI da PSICANÁLISE, todo ser humano deve sua origem a um pai e a uma mãe, não tendo como escapar dessa triangulação que constitui o centro do conflito humano.
Essa triangulação perpassa por toda a vida do sujeito, sendo esse acontecimento que definirá a estrutura psíquica do indivíduo.

Freud instituiu o COMPLEXO ÉDIPO como uma fase universal na infância do sujeito em que há uma TRIANGULAÇÃO na CONSTITUIÇÃO FAMILIAR que poderá definir a ESTRUTURA PSÍQUICA do INDIVÍDUO.
Ao entender a partir da teoria FREUDIANA, bem como compreender o processo de DISSOLUÇÃO do COMPLEXO ÉDIPO..

Assim a construção do entendimento em PSICANÁLISE é bem como esclarecer para desmistificar esse processo.
_______________________________________________

_______________________________________________

O COMPLEXO ÉDIPO foi um conceito que teve como base a MITOLOGIA GREGA do ÉDIPO REI.

MITOLOGIA – nesse cenário, Édipo, sem saber que Jocasta é sua mãe, casa-se com ela e assassina o próprio pai, INCONSCIENTE do grau de parentesco familiar. Quando descobre a verdade, Édipo, cega a si mesmo e sua mãe se suicida.

Esse conceito é universal na PSICANÁLISE, visto que desperta sentimentos de AMOR eÓDIO direcionados para aqueles que lhes SAO mais próximos, os pais.

O COMPLEXO ÉDIPO ocorre quando a criança está atravessando a FASE FÁLICA, ou seja, quando descobre que ao atingir 3 anos de idade passa a ser alvo de varias PROIBIÇÕES que para ele eram DESCONHECIDAS.

Nesse momento, a criança não pode mais fazer o que bem entende, a FAMÍLIA e aSOCIEDADE começam a impor REGRAS, LIMITES e PADRÕES.

Nesse sentido, quando a criança percebe que está nesse momento da vida e reconhece a DISTINÇÃO entre ela eSEUS GENITORES, ela ingressa em uma das FASES mais importantes de sua vida, tendo em vista que definirá seu comportamento naIDADE ADULTA, principalmente referente na ESFERA SEXUAL.

Sendo assim, o COMPLEXO ÉDIPO é um dos conceitos mais famosos na teoria FREUDIANA, ao passo que o fundador da PSICANÁLISE passou anos a fio elaborando e repensando até chegar ao conceito final.

O COMPLEXO ÉDIPO se referia a uma ESCOLHA OBJETAL, mas, lentamente, torna-se um processo central para o desenvolvimento do conceito de identificação.
_______________________________________________

_______________________________________________

ENTENDENDO o COMPLEXO ÉDIPO

Inicialmente, o termo nem sequer aparecia na primeira elaboração da teoria da sexualidade infantil, embora Freud, em uma carta a Fliess, desde 1897, relate “ter descoberto em si mesmo impulsos carinhosos quanto à mãe e hostis em relação ao pai, estes complicados pelo afeto que lhe dedicava” (MEZAN, 2003: 189).

O termo ÉDIPO surge desde o início dos estudos de Freud, porém, só ganha uma elaboração mais definitiva no momento em que Freud finaliza sua obra.
_______________________________________________

_______________________________________________

COMPLEXO ÉDIPO nos MENINO – se desenvolve através de um investimento objetal para com a mãe, dirigido, primeiramente, para o seio materno, modelo anaclítico de espelho objetal.

A sua relação com o pai é de identificação.

Esses dois relacionamentos não têm longa duração, pois logo os desejos incestuosos do menino pela mãe se tornam mais intensos, e o pai passa a ser visto como um obstáculo a eles; disso se origina o COMPLEXO ÉDIPO.

Logo, a identificação com o pai carrega-se de hostilidade, e o desejo de livrar-se dele predomina, bem como a ideia de ocupar seu lugar junto à mãe.

A ambivalência inerente à identificação, desde o início, se manifesta dominando a relação com o pai.

Portanto, o complexo de Édipo positivo do menino se caracteriza por uma atitude ambivalente em relação ao pai e por uma relação objetal afetuosa com a mãe (CARVALHO FILHO, 2010).

Segundo Freud (1900, p.261), durante a infância, “apaixonar-se por um dos pais e odiar o outro figuram entre os componentes essenciais do acervo de impulsos psíquicos que se formam nessa época”

“Se a satisfação de amor no campo do COMPLEXO ÉDIPO deve custar à criança o pênis, está fadado a surgir um conflito entre seu interesse narcísico nesta parte de seu corpo e a catexia libidinal de seus objetos parentais.

Nesse conflito, triunfa normalmente a primeira dessas formas: o ego da criança volta as costas ao complexo de Édipo” (FREUD, 1990).

Portanto, o fim do complexo de Édipo é correlativo da instauração da lei.

É pelo medo da castração que o menino começa a desistir de sua paixão incestuosa, iniciando o processo pelo qual acabará por identificar-se com a Lei do Pai, assim para Freud a lei repousa na interdição do incesto. “Os investimentos objetais são abandonados e substituídos por uma identificação.

A autoridade do pai introjetada no ego forma o núcleo do superego, que assume a severidade do pai e perpetua a proibição deste contra o incesto, defendendo o ego do retorno da libido” (FREUD, 1977, p. 221).

Ao mesmo tem

O AMOR NÃO MORRE QUANDO A PRESENÇA ACABA

‘Dorme que passa’,

dizia a amiga, dizia a mãe, dizia a revista, a mulher na televisão, o livro de autoajuda de cabeceira.

E os olhos inchados e não passava nada, nada daquela história passava, nada dele passava. Passavam sim os dias, passavam rios de lágrimas, passavam as falas das pessoas que já não aguentavam mais falar que tudo passa, passavam mais noites mal dormidas e mais dias sem sentido e mais vontades repentinas rompidas por lembranças masoquistas.

Passavam filmes, todos os filmes nossos passavam na minha cabeça, e se repetiam pelos dias em ininterruptas sessões, os dramas, as comédias, os água com açúcarr, os épicos. E vinham doces amargar meus pensamentos.

‘Dorme que passa’

Como passa se no sono é onde ele mais habita? Sonho com tempos bonitos, acordo cega pela cortante luz da realidade. Aqui ele não está mais.

Dormir não faz passar nada, dormir faz tudo permanecer. Então eu não dormia para ver se passava. E nem assim passava, eu conversava comigo mesma, eu tentava diferentes técnicas, aprendi a cantar alto quando seu sorriso surgia na minha cabeça, eu entrei na Yoga, no cross fit, na aula de mandarim, no tinder. Tudo para criar barulhos mentais que pichassem sua imagem, que ensurdecessem a eloquência do seu silêncio, que recolorissem as paredes do meu coração tatuadas com seu nome.

E não passava, porque eu não deixava, porque quer saber, eu não queria que passasse, a gente não tem que morrer na mesma hora que a outra pessoa. Não era só a presença de seu corpo que fazia nossa história.

O amor não se alimenta apenas de contatos, beijos, falas, mãos dadas, cheiros (quase choro de novo ao lembrar do seu cheiro). O amor se alimenta de sonhos, de lembranças, de pensamentos. O amor é planta que sobrevive muito tempo depois de cortada as raízes, as fontes de alimentação.

‘Dorme que passa’

Não passa, mas hoje eu durmo, porque dormindo eu o reencontro, em cada esquina de cada um dos meus sonhos. E eu já não desvio das esquinas, dos sonhos, da saudade, do amor.

Digo a mim mesma:

‘Dorme e deixa o amor crescer, deixa o amor respirar, deixa o amor ser até aonde ele conseguir. Deixa ele ser assim mesmo, triste, entre risos e lágrimas, mas deixa ele estar, sereno, até que se dilua nos dias, no meio de outras coisas boas que surgirem. Devagar, no seu compasso, ele fica um pouco, ele passa um pouco.’

(Autora: Clara Baccarin)
(Fonte: clarabaccarin.com)

SIM, A VIDA SEGUE: REVISITANDO MINHAS MEMÓRIAS

“A árdua tarefa de compor uma vida não pode ser reduzida a adicionar episódios agradáveis. A vida é maior que a soma de seus momentos” – Zygmunt Bauman –

Eu republiquei um texto que havia escrito em 2015 para ajudar as pessoas em processo de luto a passarem pelas festividades do final de ano com mais leveza.

O texto foi compartilhado e lido por milhares de pessoas e, por conta disso, eu recebi dezenas de e-mails e mensagens de pessoas que gentilmente dividiram comigo suas histórias e, consequentemente, suas dores e fragilidades. Histórias estas que muito me comoveram, como a de uma mãe que há 1 mês perdera sua filha aos 20 anos.

Conforme eu ia lendo as mensagens e respondendo com orientações e dicas de leitura, para auxiliar na compreensão desse momento de extrema fragilidade, eu voltei no tempo e comecei a revisitar as minhas próprias memórias.

Olhar e cuidar da dor do outro me permitiu refletir sobre a vida e sua continuidade, apesar das perdas e dos lutos vivenciados ao longo de minha existência.

O ano era 1990. Num fatídico dia do mês de agosto o coração de minha mãe resolveu parar e, assim, ela parou de viver dois dias após completar 66 anos.

Lembro-me perfeitamente do momento exato em que a médica chamou a mim e meu irmão e nos informou sobre a morte. Ela o fez de forma muito gentil e delicada. Mas neste momento, por mais gentilmente que a notícia possa nos ser dada, a dor é cortante e temos a sensação de que as palavras que anunciam a morte são bolas de chumbo arremessadas contra nossos tímpanos.

Há uma confusão de emoções e sentimentos e/ou isolamento quando uma mãe morre. Naquele instante eu iniciava mais uma jornada pela dolorosa experiência de estar enlutada por alguém que eu amava e que me amava.

Exatos quatro meses após a morte de mamãe chegou o Natal, data tão aguardada pelas crianças da família. Todos nós sabíamos, inclusive as crianças, que aquele Natal seria muito diferente de todos os outros, afinal a matriarca dos de Paula não mais estaria lá fisicamente.

Perder um ente querido deixa tudo muito diferente. Mas a vida pode ser e é, na maioria das vezes, surpreendente. No início de dezembro fomos agraciados com um belo presente, minha amada sobrinha Milena nasceu. O nascimento daquela menininha linda fora como um bálsamo, que nos permitiu sentir uma certa leveza novamente.

Ao olhar para ela eu tive a constatação de que vida e morte caminham juntas, quer queiramos quer não, e ambas nos trazem grandes aprendizados. Mas, precisamos estar receptivos a estes ensinamentos.

Um dos mais preciosos ensinamentos que aprendi fora que o amor – amor incondicional, não conhece fronteiras; ele nunca será perdido, independentemente da distância e/ou tempo.

Seguindo a tradição, no dia de Natal nos reunimos. Minha irmã preparou um delicioso almoço. Havia um misto de tristeza com saudade, mas também havia a alegria que emanava do sorriso ingênuo das crianças. Aliás, que poder mágico tem o sorriso de uma criança para curar as dores da alma.

A cada ano a tristeza cedia lugar à saudade e, como escreveu Adélia Prado, “o que a memória amou, fica eterno”. Como a memória é imperecível, aquela senhora que eu tive a honra de ter como mãe viverá eternamente por meio da nossa memória. A vida seguiu seu curso e, assim, se passaram vinte e seis anos. A família ganhou novos membros e, hoje, são os filhos dos meus sobrinhos que me propiciam um novo encantamento pelo viver.

Com delicadeza – esta é a palavra-chave quando tocamos a alma de um enlutado – tentei sinalizar a cada pessoa que me escrevera que as festividades de final de ano podem remeter uma pessoa enlutada a um estado de profunda dor, mas tendo paciência para com seus sentimentos e vivenciando um dia de cada vez, esta pessoa um dia “morreria” para a condição de “ser só dor” e renasceria para a condição de “ser com a dor”.

No momento em que a pessoa consegue ressignificar o propósito de sua vida, ela pode novamente se encantar pelo viver. Claro, será um viver diferente, mas esta nova maneira de viver pode ser repleta de sentido, se ela permitir que o vazio deixado pelo ente querido seja preenchido com novos afetos, novos vínculos, novos olhares e perspectivas.

Afinal, assim como um rio, a vida continua a seguir seu curso perenemente…

O FENÔMENO “AM I PRETTY”: O QUE ESTAMOS FAZENDO COM NOSSAS MENINAS?

“Am I Pretty?” (Eu sou bonita?) é o novo fenômeno no YouTube: inúmeras meninas, muitas delas entre 6 e 10 anos, lançam essa pergunta para os internautas: “Ao me olhar, você me vê como uma pessoa bonita?”.

Se já consideramos isso uma pergunta estranha quando feita por uma pessoa adulta, imagina quando ela é feita por uma menina de 5 anos ou então de 11?

A busca por um ideal de beleza é incansável para muitas mulheres. Se estamos acima do peso, nos sentimos mal por não termos o corpo de praia. Se estamos abaixo, somos anoréxicas. Preciso perder peso em X dias. Preciso usar aquela receita pra secar a barriga. Preciso ter o nariz perfeito.

Tenta-se diariamente satisfazer uma onda de informações que bombardeia mulheres e meninas cada vez mais jovens.

O Youtube é um dos meios principais para esse tipo de informação: tutoriais, dicas, confissões, questionamentos. O bom e o ruim trafegam livremente, aumentando ainda mais as inseguranças de jovens do mundo todo. As meninas não deveria questionar sua aparência negativamente com apenas cinco anos de idade – na verdade, com nenhuma idade.

Essa pergunta existe há anos no vocabulário feminino. Uma pesquisa rápida no Google mostra inúmeros sites de testes para analisar seu rosto, quizzes e vídeos que apenas repetem “Eu sou bonita?” como um mantra de negatividade.

Talvez não nos perguntemos em voz alta, mas ela paira sobre nossas cabeças como uma nuvenzinha negra. E quando vemos meninas tão novas fazendo essa mesma pergunta, não podemos evitar ver nós mesmas nelas, e nos preocuparmos com isso.

Com 11 anos, 8 anos, a última coisa que desejamos que elas pensem é sobre sua aparência. Elas terão os anos futuros para isso, mas neste momento queremos que elas sejam exatamente o que elas são: crianças. Não pequenas mulheres com inseguranças.

Queremos que joguem bola na rua, que brinquem do que elas quiserem e não fiquem olhando para elas mesmas diante do espelho ou questionando sua aparência.

Meninas, vocês são lindas, independente de como são. Coisas como a honestidade, lealdade e a inteligência são imensamente mais importantes do que ter um cabelo sem frizz.

Sei que anos de doutrinação são difíceis de apagar, mas, se não mudarmos as coisas, cada vez mais meninas – e cada vez mais novas – duvidarão de seu potencial e questionarão quem elas são.

Não é um teste que te dirá o quão bonita você é, mas sim você mesma. Não deveríamos precisar do aval de ninguém para isso, e muito menos de estranhos que não nos conhecem além do que veem. Somos muito mais que isso.

NÃO DESPERDICE SEU TEMPO TENTANDO MUDAR ESSAS 6 COISAS!

Como a maioria das pessoas em seus vinte e poucos anos de idade, eu fiz minha parte na busca de alma, enquanto tentava me tornar um adulto plenamente funcional. Uma das questões mais difíceis que tive de superar em minha jornada foi perceber quando agir e tentar mudar as coisas, mesmo quando a batalha não é minha.

Há alguns meses, tive uma experiência especialmente forte que abriu meus olhos, envolvendo uma pessoa da qual estava perto. Ela tinha tanta negatividade e amargura, que desgastou todos os meus esforços para brilhar e ser diferente.

O momento de clareza veio quando todas as minhas intenções foram torcidas e transformadas em algo completamente oposto. Foi aí que percebi que as pessoas veem as coisas como o reflexo de quem são. Não importa o quanto você tenta ajudá-las, é inútil até que elas se tornem dispostas a mudar sua perspectiva.

Não me interpretem mal. Sendo persistente e trabalhando duro para atingir nossos objetivos e mudar as coisas que podemos, ainda é uma maneira muito eficaz para alcançar qualquer coisa.

No entanto, precisamos ser sábios o suficiente e saber quando aceitar certas coisas do jeito que são. Aqui está uma lista de 6 coisas:

1.Nem todo mundo vai gostar de você

Não importa quão duro isso possa parecer, é a verdade. Tentar fazer com que todos gostem de você só vai torná-lo invisível, pois você vai bloquear suas cores verdadeiras tentando usar a máscara perfeita para a situação. Permitir que as pessoas vejam e conheçam o seu verdadeiro “eu”, irá levá-lo a amigos, parceiros e colegas de trabalho certos para você. Portanto, você não precisa da aprovação do mundo inteiro.

2.Culpa não mudará nada

Sentir-nos culpados por alguns erros que cometemos não mudará nada, apenas nos impedirá de avançar. Em vez disso, devemos aceitar, reconhecer nossos erros e aprender com eles, já que eles existem para nos ajudar a crescer.

3.Você não pode mudar ninguém

Qualquer esforço para mudar uma pessoa que não está disposta a desistir de seu comportamento destrutivo ou crenças só será contraproducente, uma vez que seus mecanismos de defesa vão criar uma parede tão grande que nenhuma de nossas palavras gentis poderão quebrar. A única maneira de ajudar alguém é deixá-lo ser, e perceber que tem seu próprio caminho, e que vai lidar com suas questões em seu próprio tempo e termos.

4.Você não é imortal

A maioria de nós coloca o nosso trabalho em primeiro lugar, e no ciclo vicioso de sempre alcançar mais, esquecemos de descansar, cuidar da nossa saúde, e desfrutar do tempo gasto com os nossos entes queridos. Achamos que temos todo o tempo do mundo. Devemos realmente perceber que não vamos ficar neste planeta para sempre. Quanto mais cedo chegarmos a um acordo com esta verdade, mais cedo pararemos de trabalhar nossos corpos até a exaustão e começaremos a apreciar a vida que estamos vivendo, cuidando de nossa saúde mental, física e espiritual.

5.Você só está competindo consigo mesmo

Comparar o seu próprio sucesso, riqueza e aparência com o dos outros só fará você perder-se no processo. Você é único, e como tal, não deve e não pode competir com qualquer outra pessoa, além de seu eu anterior. Você não deve se preocupar com a vida das outras pessoas, deve se preocupar em estar melhor do que ontem.

6.Você é responsável pela maneira como se sente

Nada que alguém diz ou faz pode ter qualquer impacto sobre nós, a menos que deixemos. Não podemos controlar os pensamentos ou ações de outras pessoas, mas podemos escolher como isso nos afetará. Aprender a não deixar que as reações dos outros afetem o modo como se sente, te ajudará a economizar energia para investir em seu desenvolvimento pessoal.

(Autor: Ana Erkic)
(Fonte: lifehack.org)

DESCULPE, MINHA MÃE. MAS SER SOZINHO PARA MIM É UMA CONQUISTA E NÃO UM FRACASSO

Ô, minha mãe! Senta aqui um pouquinho, faz um esforço. É só ouvir um minuto ou dois.

Tenha a bondade. Eu sei que é duro, sei como é difícil guardar aí consigo as suas opiniões e seus conselhos tão definitivos e importantes, mas você precisa escutar.

Não, eu não sou triste porque vivo só. Tal e qual todo mundo, sinto tristeza de quando em vez, mas nunca é porque não me casei de novo.

Ser sozinho, para mim, deixou de ser um fracasso há muito tempo e virou uma conquista preciosa. Um prêmio pelo trabalho duro de olhar a mim mesmo com respeito e com apreço.

Foi fácil, não. Não quando a gente cresce ouvindo que quem não casa é “encalhado”, “solteirão”, “fica para titio” e essas maldades próprias da crueldade familiar. Perversões bem intencionadas.

Você me desculpe a ingratidão, mas essas “lições” caseiras só me fizeram mal. Demorou, mas eu consegui: juntei todas elas, joguei no lixo e senti uma alegria tão grade, minha mãe!

Você não imagina a minha felicidade quando me dei conta de que não preciso agradar a você e aos outros mas só a mim mesmo. Não sabe o tamanho do meu alívio quando percebi que já não me afetava mais o seu olhar de piedade pelo filho que “não deu certo com ninguém”.

É claro que você não tem culpa, mãe! O mundo a fez aceitar o inaceitável, que toda gente tem de “ter alguém” a qualquer custo, inclusive o da infelicidade conjugal, das brigas na frente dos filhos, da reclusão, da submissão e da angústia por uso continuado. Mas eu não. Eu tô fora.

Agradeço a preocupação mas me permito me ocupar de outras coisas, inclusive “envenenar” as minhas primas e sobrinhas e parentes e a quem mais interessar possa contra a sua ladainha familiar bem intencionada do “encontre um moço bom, case e tenha filhos”.

Isso não funciona pra todo mundo, mãe! Deixe as meninas serem felizes como quiserem. Deixe o povo escolher o que é melhor a si mesmo!

Agorinha ainda, minha mãe, uma multidão de machões com o cérebro de um mexilhão agarra à força mulheres sem companhia masculina tentando cumprir a recomendação de suas mamães.

Desprovidos de discernimento, eles acreditaram que ninguém nasceu para ser sozinho e não se conformam que moças estejam sós porque querem ou porque as opções andam sofríveis. Logo, avançam contra elas com sangue nos olhos e uma faca nos dentes, como zagueiros desferindo carrinhos por trás, decididos a ganhá-las de qualquer jeito e exibi-las mais tarde, como troféus, no almoço da família.

Deus me livre! Honestamente, prefiro ser o “caso perdido” da ótica materna tradicional.

Compreendo que toda mãe deseje a felicidade de seus filhos. Mas felicidade é tarefa pessoal e intransferível. Cada um constrói a sua. E a minha passa longe da sua concepção do assunto.

Estou só, minha mãe, porque errei e acertei o suficiente para deixar e ser deixado por alguém. Porque respeito o outro tanto quanto a mim mesmo. Porque sou livre para trabalhar e fazer escolhas. Livre para errar e acertar. Livre para me arrepender e corrigir. Livre para novas tentativas. Livre até para, quem sabe, caminhar de novo ao lado de alguém tão livre quanto eu.

CONQUISTE UM CANTINHO ZEN NA SUA CASA E REDECORE A SUA ALMA

Empurrar as tralhas para o lado, dando, doando ou vendendo o que não usa mais já é, por si só, um ato de desapego. Me diz prá que guardar coisas que já estão há mais de um ano lá..sem qualquer serventia?

Desocupar ambiente físico é desobstruir espaço mental, o que, por consequência, conduz a uma psique com menos negatividade e um pensar mais leve.

Mude o cenário arquitetônico do seu lar! Remova os móveis daquele quarto inutilizado. Forre almofadas com cores, ou fique no cru mesmo e jogue-as no chão. Faça futons, são ótimos para sentar com as pernas cruzadas.

Tire os quadros da parede e pinte-a de outra cor. Doe os que não fazem mais sentido para sua vida. Outras pessoas podem adorar o presente.

Para dar um clima suave abuse das velas, alguns seixos de rio, e vasos com bambu, lembrando que a luz indireta dá um ar bem mais aconchegante. Aquelas cascatinhas de água feitas em artesanato não devem ser tão caras e podem ser muito úteis para os momentos de introspecção.

Faça uma playlist de músicas para relaxar.

Escolha um horário em que o movimento da casa está mais desacelerado e SE desacelere.. Pare..respire..silencie..medite. Busque-se. A meditação é o caminho e a cura da ansiedade, da angústia, e reduz substancialmente o pensamento acelerado. É a fórmula mais barata para se conectar com a sua própria verdade.

Quando estiver respirando calmamente e bem relaxado pergunte então o que precisa saber. Na hora certa, e ao seu tempo, virão todas as respostas.

Portanto, perceba o quanto é importante primeiro você fazer o movimento de abrir um espaço na sua vida, na sua casa, e segundo, presentear esse espaço para sua alma se expandir.

É no silêncio de um cantinho só seu que a tranquilidade vai acontecer. Mas veja, não se ocupe demais com a decoração externa. Se ela for no estilo moderno, contemporâneo, hippie chique, clássico ou rústico, vintage, minimalista ou não, isso não faz muita diferença.

Mudar do lado de fora serve apenas como relembrança de que o que precisa mesmo ser redecorado é você por dentro. O novo cantinho zen é apenas uma moldura do seu universo, que vai ajudar a inspirar você a fazer mais intervalos para dar uma pausa na sua louca rotina.