ComportamentoCotidiano 8 Atitudes Que Fazem Com Que Seu Dia Seja Arruinado

1 – Tomar um monte de decisões

Por mais garra e força de vontade que você tenha, é preciso saber que esses dois fatores são limitados, e se você se obriga a tomar muitas decisões ao mesmo tempo, acaba cada vez menos satisfeito com as próprias escolhas e, por consequência, menos feliz.

É verdade que somos absolutamente ocupados com os afazeres cotidianos, mas é preciso estabelecer uma relação de prioridade, para que não tenhamos muitos problemas de grande intensidade para lidar ao longo do dia. Só o fato de organizar o que precisa ser feito já garante que você se sinta melhor.


Uma vez que você já tenha tomado as decisões necessárias, pode deixar que outra pessoa decida o local do happy hour da turma do trabalho ou, inclusive, o sabor da pizza que você e a galera vão pedir. Pode parecer bobagem, mas decidir tudo é algo que causa estafa mental.

2 – Ser carrasco com você mesmo

Ok, de vez em quando a gente quer mesmo é bater a cabeça contra a parede, especialmente depois de fazer algo muito errado. O que não pode é cobrar muito de você mesmo – quanto mais você se cobra e se xinga, mais chances tem de cometer mais erros.


Estudos feitos recentemente comprovaram que ter compaixão de si mesmo e perdoar os próprios erros são atitudes que melhoram nossa autoestima e diminuem sintomas de depressão, inclusive, promovendo uma saúde melhor e mais satisfação pessoal.

A questão é basicamente assumir a responsabilidade pelo que se fez, mas sem ficar obcecado com isso. Dê a você mesmo um tempinho para surtar, mas depois se lembre que você é um ser humano capaz de cometer erros de vez em quando, assim como todas as pessoas no planeta.

3 – Checar o telefone a cada minuto

É fato: estamos o tempo todo com o celular em mãos, checando mensagens, emails, redes sociais, notificações e, de vez em quando, atendendo a alguma ligação – sim, ainda tem gente que liga.

O problema é que essa constante vigilância telefônica está diretamente ligada ao aumento da ansiedade e da depressão.


No caso específico de adolescentes, sabe-se que a checagem constante de redes sociais pelo celular está diretamente relacionada ao aumento de estresse, à agressividade, à depressão e à distração. O negócio é encontrar uma maneira mais saudável de gastar o seu tempo.

4 – Culpar outras pessoas

Quando algo na sua vida não vai muito bem, é até normal que você busque algum culpado além de você mesmo, mas isso é uma grande cilada.

É cientificamente comprovado que culpar os outros pelo que acontece de errado em nossas vidas só nos faz mais mal – por outro lado, é comprovado também que assumir responsabilidades e o controle pela própria vida é algo que nos deixa felizes e satisfeitos, o que, veja só que bom, aumenta nossa produtividade em termos de trabalho e estudos.


Coisas ruins simplesmente acontecem e nem sempre há algum culpado por isso. Vida que segue.

5 – Ficar obcecado

Ruminar sentimentos e pensamentos é uma das chaves desencadeadoras de depressão, sabia? Ou seja: mergulhar naquilo que nos deixa mal só nos faz mais mal ainda. Analisar a própria vida é bom e saudável, mas ficar repensando tudo a todo o momento não é legal, até porque, quando ficamos com algo martelando em nossas cabeças, geralmente o foco é alguma situação negativa.


Da próxima vez que você perceber que está mergulhando demais em sua introspecção, pense se isso tem feito você resolver seus problemas. Se não, já sabe a resposta: de nada está adiantando, e o jeito é desapegar.

6 – Tentar se sentir melhor

Durante um dia difícil, é comum e compreensível que nosso maior desejo seja o de ficar melhor. Por mais paradoxal que seja, a verdade é que buscar a felicidade incansavelmente é algo que nos deixa mais infelizes. É normal da natureza humana que, quanto mais valorizarmos a felicidade, menos felizes fiquemos.


A solução? Manter o foco em tarefas agradáveis e satisfatórias, que, na verdade, nos agradam no tempo presente e nos fazem ter a sensação legítima de bem-estar. Ficar imaginando metas inalcançáveis, como aquela ideia de “eu seria feliz mesmo se ganhasse na loteria” só nos deixa mais depressivos.

7 – Não ter uma alimentação saudável

Vida adulta às vezes é um porre: você tem contas para pagar, trabalhos para fazer, prazos a cumprir, família para administrar, casa para organizar e, no meio de tudo isso, acaba passando horas sem se alimentar direito. É muito comum, inclusive, que pessoas acabem pulando a hora do almoço para dar conta de tantos afazeres e, bem, um corpo sem combustível não é um corpo com energia para tudo isso.

Nossa alimentação está diretamente relacionada com nosso humor e, quando nos alimentamos, o estômago “conversa” com o cérebro, de modo que o órgão pensante possa produzir hormônios de satisfação e bem-estar. Ou seja… Comer bem é fundamental, assim como é fundamental não pular refeições.


Outro fator importante é tentar não manter uma vida sedentária, afinal o corpo humano foi programado para se movimentar. Passar horas sentado no trabalho ou estudando, não se alimentar direito e depois se jogar no sofá quando chega em casa é uma péssima combinação. Mexer o corpo é algo que reduz os níveis de depressão e ansiedade, então tente encontrar uma forma prazerosa de praticar atividades físicas.

8 – Não dormir direito

Se você é do tipo que, ao deitar a cabeça no travesseiro, fica ruminando seus problemas e pensando em como resolvê-los, temos uma má notícia: esse é um dos piores negócios que você poderia fazer em termos de buscar uma vida saudável.

Dormir mal e por pouco tempo é algo que está diretamente relacionado a um péssimo dia seguinte, incluindo aumento de preocupações, mau humor, instabilidade emocional e, em longo prazo, obesidade, diabetes, doenças cardíacas e até mesmo morte prematura.


O segredo aqui é não levar a tecnologia para a cama. Faça do seu quarto um lugar aconchegante e escuro e só vá para a cama quando já estiver com sono. Se mesmo assim você tiver dificuldades para dormir, e se isso for um problema constante em sua vida, não deixe de procurar ajuda médica e terapêutica.

Agora nos conte: quais dos seus hábitos são capazes de arruinar o seu dia? Você acha que consegue mudá-los?

Você Está Fazendo O Teu Possível Ou O Teu Melhor?” – Mario Sergio Cortella

“Na tua atividade, na atividade que você tem no executivo, na prefeitura, no Estado… Você está fazendo o possível ou o melhor?

Não é o melhor do mundo. É o teu melhor, na condição que você tem enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda. Pergunto de novo, mas não responda: Você está fazendo o possível ou o melhor? Insisto, Não é o melhor do mundo. É o teu melhor, na condição que você tem enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda.

Porque se você ou eu podendo fazer o meu melhor, me contento com o possível, eu caio num lugar perigoso chamado ‘mediocridade’. Uma pessoa medíocre é aquela que é morna. Que está na média. Que não é quente e nem fria.

Lembra quando você chegava da escola que tinha o boletim escrito, o pai olhava: 6,0 em português, 5,5 em matemática, 4,0 em história… e você dizia: ‘ Pai, deu pra passar’.

Medíocre! – ’Deixa, eu toco a minha vida’ – Isso é mediocridade. Insisto: uma pessoa medíocre é aquela que podendo fazer o melhor se contenta com o possível. Exemplo: Mediocridade é falta de capricho.

Sabe o que é capricho? Capricho é você fazer o teu melhor na condição que você tem enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda.

Exemplo: minha mãe e eu moramos na mesma rua em São Paulo, por coincidência, e às vezes eu passo na casa dela no fim da tarde e mãe conhece. Às vezes ela me olha pra mim as 5 da tarde e pergunta: ‘você não almoçou ainda, né?’, aí eu falo para ele “Não, comi um negocinho na Universidade” – e ela falo – ” Espera aí que eu vou fazer um negócio pra você”. E aquela coisa meio mágica de algumas mãe, em cinco minutos aparece uma coisa para eu comer.


Eu como filho de italianos, uma coisa comum, um pouco de talharim com azeite e sal em cima, mais nada. E com a fome que eu estou naquela hora comeria o prato vazio. Portanto, ela pode fazer qualquer coisa mas sabe o que ela faz? Faz o macarrão com azeite e sal mas antes de servir ela pega um tomatinho cereja, corta em quatro e põe em cima.

Capricho. Capricho é você fazer o teu melhor na condição que você tem enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda.

Eu no Paraná, quantas vezes, caipira, ia até a roça visitar a casa de alguém, quem aqui conhece sabe, na roça aquela casa que a gente chama de pau-a-pique, casa de barro com madeira trançada. Entrava na casa, chão de terra, tudo varrido. Capricho! ‘Ah, mas o chão já é de terra” Capricho!! Fazer o teu melhor na condição que você tem enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda, para não ser medíocre.

Pedia eu para tomar um gole d’água na roça, a mulher corria pegar uma canequinha, daquela de alumínio, toda amassada… areada. Passava areia em volta. ‘Ah, mas já é pobre mesmo’ – Êpa!! É pobre, mas é limpinho. E tem gente que não é pobre e limpinho não é e tem gente que é pobre e não é limpinho. Medíocre!


Pobre na roça tem roupa de ver Deus, vai à igreja, pode a roupa não ser nova, às vezes tem remendo mas está limpinha e põe no sol para “quarar”.

Quantas vezes eu, como secretário de educação na capital ia visitar uma escola municipal, teto caindo, água escorrendo, culpa nossa do poder público, mas a escola toda arrumada, limpinha, as carteiras em ordem, velhinhas mas todas em ordem. Florzinha, sala dos professores. Capricho! Capricho é você fazer o teu melhor na condição que você tem enquanto você não tem condições melhores para fazer melhor ainda.

Tem gente que é medíocre e aí a obra fica medíocre. ‘Ah, mas do jeito que me pagam; ah, mas do jeito que é; ah, mas eu não tenho condição…’.

Há pessoas que, em nome da condição, degradam a ação. Ao invés de ter um trabalho que é concomitante, luta para melhorar as condições e vai fazendo o melhor com aquelas que tem”.

Permissão Para Chorar

Eu estava trabalhando mas não conseguia me concentrar.

Estava em casa. Sozinho. Na frente do computador, eu tentava me concentrar mas não conseguia ordenar meus pensamentos.
Eu sentia um vulcão dentro do meu peito.

Na verdade não sabia se era um vulcão, um maremoto, ou um furacão. Só sabia que tinha alguma coisa dentro de mim que precisava ser olhada.


Era como se meu peito gritasse por atenção.

Eram emoções e sentimentos.

Eu tentei fugir deles. Tentei ignorá-los. Tentei fingir que nada estava acontecendo. Tentei focar na minha produtividade.


Coloquei um fone de ouvido pra ver se eu parava de escutar. Mas quanto mais eu ignorava, mais forte ficava.
Aí e não aguentei mais.

Levantei da cadeira. Coloquei mantras no som. Deitei no chão. Fechei os olhos. Voltei minha atenção pra dentro. E comecei a chorar.

Foram alguns minutos. E aí eu senti um alívio.

Às vezes só o que a gente precisa é dar uma choradinha. Minha amiga Paula Belleza me falou isso uma vez e eu sempre penso muito nisso toda vez que tenho vontade de chorar.

O choro é uma espécie de descarga. É tão natural quanto fazer xixi. É colocar pra fora aquilo que precisa sair.

Nossa sociedade não permite que a gente chore. Temos que engolir o choro. Ou pedir desculpa quando começamos a chorar.


Eu até sinto um pouco de vergonha enquanto escrevo isso. São anos e anos de programação que me fazem achar errado um homem chorar. Ou que não posso demonstrar fraqueza. Mas eu não caio mais nessa.

Chorar é normal. Faz bem.

Ontem eu chorei e depois de chorar fiquei mais forte. Senti alívio por permitir. E meu corpo agradeceu.

É Preciso Ter Fé, Acreditar E Seguir

É preciso ter fé, acreditar e seguir. Fé é saltar de paraquedas mesmo com medo de voar, é se agarrar em ilusões absurdas, é abraçar o que não é concreto, é acreditar sem ser visto ou tocado. Fé é acreditar sem ver, é o mistério que incomoda a razão.

Assistindo a um episódio de Mad Men, me vi em uma das cenas: uma mulher desesperada com um resultado de exame, tentava manter a serenidade para a família. Naquele momento, percebi que fazer algumas cenas são difíceis até mesmo na tv, e ser atriz na vida real, é pior ainda, mesmo com muito talento.

É difícil segurar o choro contido e o desespero instalado. É difícil manter a aparência quando uma catástrofe inóspita desarranja nosso destino.

Sinceramente não sei o que é pior, nos vermos no fundo do poço ou termos a esperança de um fio de luz no fim do túnel.

Não sei o que é mais pavoroso se sentir em perigo ou sentir a vida caminhando para o fim. É muito devastador sentir a vida por um fio, a pior sensação que alguém possa ter ou pode ser sem explicação, porque os absurdos não tem noção do que é sofrimento.


Eu entrei naquela cena do seriado sem muita explicação, talvez eu estivesse mais sensível. Naquele momento, eu senti a dor da personagem e tive a sensação de querer arrancar aquele problema dela. Ficava imaginando se fosse comigo, se fosse com alguém próximo… Se fosse… Mas não é! Na mesma hora, eu me levantei do sofá, abri a janela do meu quarto e pedi a Deus uma vida longa com saúde, pode até soar mesquinhez e é.

Os contratempos da vida nos arrastam para mais perto da fé, do amor e da paz. Somos tão esquisitos que precisamos levar uma rasteira para que possamos ser melhores, mais pacientes e até mesmo mais carinhosos. Na hora do desespero, abraçamos a fé para nos aliviar, fingimos ser positivos, inventamos sorrisos no lugar dos rancores. O desespero é o soco na soberba e, a humildade, é o primeiro passo para o recomeço.

Por que nos tornamos melhores e mais maleáveis quando o mundo cai e a ponte desaba? Fiquei pensando nisso. Por que aquela mulher precisava de um diagnóstico fatal para reatar com a vida e com a família? Um sorriso gratuito e da alma, é melhor do que palavras mal amadas. Por que somos ruins ao invés de sermos felizes? Por que? Não tenho as respostas, mas conclui que não quero uma vida fajuta e infeliz.

Não vou sair por aí fingindo que me converti ou exalando bondade. Não vou! Vou ser eu mesma mais lapidada. Quero apenas que minhas palavras sejam amigas, que meu sorriso seja descontraído, que eu tenha mais paciência com a família e meu filho. Quero ser alguém mais humana, sem ser oportunista.


Em pé na janela refleti a vida olhando para a igreja e, para ser sincera, pensei apenas. Não estava buscando respostas e nem me igualava com uma personagem de ficção, embora a vida seja uma ficção. Então, ali respirando ar puro em um noite chuvosa, me lembrei que amanhã posso levantar um pouco mais tarde porque é sábado, e que já era tarde demais para pensar coisas absurdas.

Olhei para a minha cama, fechei meus pensamentos desconexos e decidi viver com fé, mesmo que às vezes, eu fuja dela. Andar com fé eu vou que a fé não costuma faiá.

Adultos Com Síndrome De Peter Pan

Não é preciso ir muito longe para encontrar alguém que evita as responsabilidades ou adia os passos, dos quais já foram adiados mais de uma centena de vezes.

Alguns chamam de procrastinação, mas essa, na realidade, é uma característica dessa síndrome.


Crescer e viver, é assustador às vezes, concordo, mas ficar e estagnar-se é deprimente. São pessoas que negam amadurecer e que são dependentes.

Quando você for se relacionar com alguém que vive no passado; fala sempre em hipóteses; acredita ainda ter idade para repetir erros bobos; não aceita uma opinião diferente da sua batendo o pé de birra; meu conselho? Corra.

Pessoas assim transformarão a relação amorosa em indispensável, e cá entre nós, você não precisa de um “apêndice” inseguro pendurado em você. Elas possuem medo de enfrentar o futuro, então continuam com hábitos dos “bons tempos”, entre porre, pegação e indiferença, existe uma camada de receio, insegurança e imaturidade. Tudo isso para manter a esperança de que o tempo não transcorra e ela possa ser assim para sempre.


Essas pessoas precisam crescer sozinhas e não é responsabilidade sua ser pai ou mãe de uma criatura dessas.

Sabe aquela criança que esperneia no meio do supermercado por desejar algo que não pode ganhar? É isso que se tornará a relação se você se submeter a se envolver com esse tipo de pessoa. Briga quando não tem o que quer, chora quando desespera, grita na discussão para não ouvir a verdade, igualmente como uma criança mimada.

Se você diagnosticar essa síndrome em alguém é melhor se afastar logo, pois como criança, elas se aproximam e cativam mais rápido do que possamos imaginar.

Sua Vida Vai Mudar Se Passar Um Mês Inteiro Sem Reclamar

Mais de mil pessoas se uniram a uma iniciativa que propõe deixar de reclamar

Queixa vem do latim, de quassiare, de quassare, que significa golpear violentamente, quebrantar, e expressa uma dor, uma pena, o ressentimento, a inquietação…

Um amplo espectro de sensações, mas com um nexo comum: seu caráter negativo. E esse leva ao ódio e, como é bastante sabido, o ódio leva ao lado escuro.

Com isso em mente, os amigos Thierry Blancpain e Pieter Pelgrims decidiram estabelecer o projeto Complaint Restraint February. Um mês de 28 dias em que não poderiam reclamar por besteiras.

“Pieter e eu somos amigos há 10 anos, e temos trabalhado juntos em muitos projetos e, no inverno de 2010, tivemos a ideia de deixar de nos queixar por um mês”, conta Blancpain, por e-mail.

Esse suíço criador de tipografias não sabe de quem foi a sugestão, mas diz que um dos dois estava dando aborrecimento e o outro pediu que se calasse durante um mês. “Como depois nos sentimos mais felizes, decidimos repetir no ano seguinte”. Em 2014, perguntaram a alguns amigos se queriam se juntar e, depois de verem que também sentiam os efeitos, em 2015 abriram ao público com um site para que divulgassem o experimento. Esperavam ter 50 inscrições. No fim, foram 1.750.


Depois de esclarecer que reclamar não é ruim por si só, Blancpain explica que sua ideia é deixar de reclamar por coisas pequenas que, na verdade, não importam.

“A chuva, o bebê que chora no restaurante, o chefe que te faz ficar uma hora a mais no escritório, o ônibus que você perdeu na hora de ir trabalhar”. Acontecimentos que “vistos com perspectiva não têm importância, e que reclamar é uma perda de tempo e de energia”. “Se temos comida, casa, família, amigos… não deveríamos ser felizes?”.

Segundo Blancpain, os benefícios dessa atitude têm duas caras. Por um lado, aumenta “a sensação de felicidade” e diminui a de “estar esgotado”. Por outro, adquirimos “conhecimentos sobre a forma como nos comunicamos e como se comunicam as pessoas do nosso entorno”. Durante esse mês, afirma que se dá conta de que certos conhecidos são muito negativos e o fazem mais infeliz. “Pode soar duro, mas acho que não é razoável passar tempo com uma pessoa com a qual nos sentimos pior depois”.

Sem serem especialistas em psicologia, Blancpain e Pelgrims têm o conhecimento resultante de anos de prática. Um truque é transformar reclamações em sugestões positivas.


“Se alguém vem e me conta alguma pequena coisa negativa sobre seu trabalho, pergunto se não acha que seu chefe horrível é sinal de que deve procurar um novo emprego”.

Quando você está mal e não pode estar na rua, sugere ir “ver um filme”. Alguns vão um pouco mais longe e levam um elástico ao redor do punho com o qual causam dor cada vez que se queixam alto, para se condicionar. “No mínimo ajuda, mas o importante não é deixar completamente [isso Blancpain considera impossível], e sim se dar contar e redirecionar essa energia” para aspectos positivos.

Em 2015 foi o primeiro ano que abriram ao grande público. Estimam que foi um êxito. Alguns enviaram e-mails assegurando que tinham tornado suas vidas melhores, outros comentaram que viram um efeito negativo em suas vidas ao se dar conta de que tinham pessoas muito negativas em seu entorno.


O sucesso os pegou de surpresa, de forma que na próxima edição pensam em preparar materiais, artigos, experiências… para ajudar a quem quiser se unir.

Escolheram fevereiro por ser o mês mais curto do ano, e seria mais fácil de conseguir, mas parar de reclamar não está limitado a esse período. “Pode deixar de reclamar agora mesmo, esteja onde estiver, e ter um melhor março, abril ou junho”. Só lembre que, se algo “realmente ruim” acontecer em sua vida, melhor “contar a seus amigos”. Supõe-se que tem que se sentir feliz, não miseravelmente sozinho.

Pelo Que Vale À Pena

Tem dias que a gente acorda e a paisagem é cinza. Dias em que tudo está nublado. Fora e dentro da gente. Dias que parecem durar meses e antecipam o que a gente não quer enfrentar.

Tem dias em que o ânimo foge. Tira folga sem avisar a chefia. Arruína a rotina. Faz nevar no verão.


Tem dias que uma cratera se abre. Engole a gente, ressuscita nossos medos, atenua o bom pra fortalecer o ruim. Parece não ter saída, não ter resgate.

Mas, algo lá dentro, no fundo, aciona a luz de emergência. Ainda há esperança.

Se o dia está cinza, é hora de pintar a paisagem. Colorir com spray. Olhar direito. Olhar com carinho. Restabelecer contato com o sagrado: olhar para o céu, para o infinito que nos brinda todo dia, trazendo luz mesmo por detrás das nuvens.

Se o ânimo fugir, recupere-o. Enxergue o que vale à pena. Lembre das coisas boas. Do mar, das flores, das risadas, das pessoas que fazem a diferença. Lembre do que vale à pena sorrir. E o ânimo volta, com vontade de ficar pra sempre.


Se a cratera se abrir, trabalhe. Trabalhe arduamente para fechar. Seja seu melhor operário e não perca tempo.

Embora rachaduras possam se abrir dentro da gente nos dias difíceis, que não assistamos ao seu crescimento. Mas que façamos crescer a vontade de estar inteiro. De estar de bem. De estar de boa.

O Poder De Um NÃO

“A palavra mais necessária nos tempos em que vivemos é a palavra não. Não a muita coisa, não a uma quantidade de coisas que eu me dispenso de enumerar. “ – José Saramago

Vamos aos fatos: quantas vezes na vida você se arrepende em não ter dito “não”? Com todas as letras e sons que ele pode proporcionar?

Agora pense em que rumo sua vida teria tomado se você tivesse dito.


Ótimo, agora controle esse sentimento de querer voltar no tempo e mude a partir de hoje.

A dificuldade em dizer não, faz com que permissões sejam dadas apenas para agradar aos outros e concessões que nunca deveriam ter sido feitas, sejam adotadas como prioridades.


Infelizmente, muitos desconhecem que o significado da palavra “não”, vai além do encontrado no dicionário. Baseiam-se, apenas, no sentido literal da palavra e esquecem dos livramentos que a palavra pode trazer.

Sentir-se aceita em um grupo de pessoas, por medo da rejeição ou o desejo de carregar a fama de boazinha são um dos motivos que faz com as pessoas permitam atitudes que nunca deveriam.

Sinto dizer, mas o fato de aceitar tudo não faz de você uma pessoa querida e agradável, o que faz isso é sua inteligência, seu caráter e sua postura equilibrada diante das situações. Então, simplesmente, pare!

Até que ponto, a opinião de pessoas que não conhecem sua história, é importante para você? Por que tem que ser aceita por elas? Ninguém é perfeito, sabia? Nem aqueles que você julga ser. Então, seja equilibrado: diga sim quando sua razão disser que você deve dizer e não pelo mesmo motivo.


Ninguém agrada a gregos e a troianos (ainda bem)! Entenda que onde tudo é aceito ou concordado, há algo errado.

Incomodou, fale! Não está de acordo com seus princípios, desista! Ninguém tem tempo a perder com consequências ruins na vida! O peso do “sim” é o mesmo do “não” ou você aprende a usá-los ou viverá as consequências (nada boas) da autossabotagem.

Tenho Medo De Quem Fala Mal Dos Outros E Pavor De Quem Elogia Demais A Si Mesmo

Deus nos livre de gente autorreferente. Eu, hein! Não gosto, não. Assumo.

Desconfio de quem começa uma frase com a máxima “eu costumo dizer que…”, como quem tenta atribuir um valor enciclopédico a ideias repetidas, banais, verdades prontas e cansativas tungadas de todo canto. Não dá! Tal como os alérgicos a camarão e lactose, eu tenho alergia a pessoas afeitas a falar bem de si mesmas.

Gente que não perde uma oportunidade de anunciar o quanto se preocupa com o outro, o quanto paga seus impostos corretamente, o quanto defende a liberdade, a igualdade e a fraternidade me dá coceira e me dá medo.

Quem faz o que acha certo não precisa dizer o que faz. É só fazer e pronto! Quem diz maravilhas demais sobre si próprio me dá mais pavor do que quem fala horrores sobre os outros. Fujo de um tanto quanto do outro.

Não, eu não estou defendendo a autoesculhambação sem medida. Não acho que todos os seres capazes de falar mal de si mesmos sejam poços de virtudes. Eu só tenho a impressão de que o autoelogio é um péssimo hábito. Puro e simples cabotinismo, jeito rasteiro de chamar a atenção: puxando o próprio saco.

Quem se presta a elogiar os próprios feitos tenta provar a seus interlocutores que eles estão diante de um dos melhores exemplares da espécie humana. E isso, cá entre nós, é masturbação com plateia. Patético!


Não é por nada, não. A liberdade de expressão garante a qualquer um o direito de exaltar suas próprias maravilhas. Mas eu acho que gente boa de verdade prefere investir o seu tempo em coisas boas de verdade. Não em tagarelar por aí o quanto é especial. Amor próprio é bonito. Autopropaganda é exagero.

Ninguém devia falar bem de si mesmo para provar isso ou aquilo. Se o sujeito é pessoa boa, basta ser o que é, uma pessoa boa, e deixar os outros concluírem o que quiserem. O que há de difícil nisso?

E como cansa essa ladainha do “ó, eu acredito num mundo melhor… ó, eu choro quando vejo uma injustiça… ó, eu divido tudo o que tenho… ó, eu distribuo cestas básicas…”. Tudo isso para nada presta se não vier acompanhado de gestos práticos, atitudes e ações que dispensam o discurso.

Quem é bom mesmo não precisa dizer, repetir, alardear. A gente sabe. O mundo se dá conta e agradece de seu jeito. Mesmo que ninguém vá lhe oferecer a chave da cidade, um título de cidadão honorário e outros gestos tão úteis quanto distribuir capas de chuva na seca nordestina. Quem faz uma coisa boa não o faz porque espera que alguém reconheça e lhe dedique uma estátua em praça pública. Faz porque acha que deve fazer. Ou não?


Do mesmo jeito que ninguém precisa falar mal dos outros para dizer bem de si mesmo, ninguém carece mergulhar no autoelogio para provar o seu valor. Isso é chato, enfadonho, serve apenas para fazer a vida passar mais rápido.

Você não me leve a mal. Mas eu acho que quem precisa tanto falar bem de si mesmo tem das duas uma: ou uma imensa ignorância ou uma tremenda culpa no cartório. Deus nos livre de um e de outro.