EU SÓ QUERO É SER FELIZ!

“Eu só quero é ser feliz…”, é assim que começa o Rap da Felicidade (https://www.youtube.com/watch?v=z34HcBcqTas). Sermos felizes, será que é isso mesmo que queremos? Como é possível ser feliz, quando somos diariamente bombardeados com spams de informação que nos exigem a felicidade todo o tempo, o tempo todo?

Desde os tempos antigos, as pessoas buscam felicidade e muitos desejos como saúde, beleza, dinheiro ou poder são valorizados apenas porque acreditamos que nos farão mais felizes.

Não entendemos o que é a felicidade e não sabemos alcançar essa condição emocional, apesar de sermos mais saudáveis e longevos do que em qualquer outro momento da história. Será que sempre queremos mais do que alcançamos? Ou será que é aquela sensação de incompletude, uma espécie de mal estar generalizado, que estraga os momentos de felicidade? Quando nos sentimos mais felizes?

Após décadas de experiência, estamos voltados a uma observação menos ingênua e mais realista sobre nós mesmos. Estamos mais dispostos a nos conhecer, desenvolver a autoconsciência e enfrentar nossos medos e inseguranças.


As redes sociais contribuem para que vivamos numa espécie de reality show onde somos conduzidos a delírios de diversão e felicidade constantes. Nesse espaço virtual todos são felizes e estão no ápice da felicidade, que por ser público, é compartilhado e desnudado para quem quiser “dar uma espiadinha” na linha do tempo.

Mas tudo isso tem um custo.

A mente humana reage a todos os estímulos e nos enche com pensamentos, todo o dia, a todo o momento. As redes sociais transformam pessoas em imagens e informações dispostas em uma exposição de felicidade.


Quando a mente está cheia, perde-se o momento e tudo que está a sua volta, por isso devemos nos manter presentes. Se nos preocuparmos com o que foi ou o que será, viveremos a ilusão, criada pela mente, de que temos controle sobre o que acontece conosco.

Será que a felicidade está no controle que temos sobre nossas vidas?

O capítulo “Volto Logo” (“Be right back”) da série televisiva Black Mirror traz um conflito interessante sobre a realidade e a maneira como nos sentimos. Trata-se da história de uma mulher que perdeu o marido num acidente de carro e que passa a usar um programa, o qual reúne todas as informações postadas na internet pelo falecido marido, para simular a existência dele. O programa reage do mesmo modo que seu falecido marido reagiria, respondendo perguntas como se fosse ele, numa verdadeira simulação de consciência. Recomendo ao leitor que assista e tire suas próprias conclusões sobre o desejo e a felicidade. (http://www.imdb.com/title/tt2290780/)

Cena no capítulo “Be Right Back” – Black Mirror
Cena no capítulo “Be Right Back” – Black Mirror

Aceitar que não podemos controlar aquilo que nos acontece, mas termos controle sobre nossos estados emocionais ajuda a afastar a ansiedade, o medo e a insegurança de realizar as ações necessárias para alcançar o estado emocional da felicidade.

Vivemos numa sociedade que exalta a felicidade como um ideal cotidiano, onde não há espaço para a infelicidade. Vivemos na era do “don´t worry, be happy”, em que você deve sempre estar se divertindo, viajando, passeando, num verdadeiro delírio de felicidade.

Esse cruel e inalcançável patamar de felicidade é reproduzido pelas redes sociais, alimentando o ideal de buscar o impossível. E quando a realidade surge com as evidências do fracasso, nos sentimos frustrados.


Muitas vezes, existe uma distância entre o que a pessoa é e o que ela acredita que deve ser. Isso acontece, diariamente, com todos nós. Não há qualquer problema em não estar feliz, pois a maioria dos nossos dias são cinzas e não apresentam o colorido hollywoodiano com dolby surround sound demonstrado nas redes sociais.

A lógica do prazer, felicidade e entretenimento contínuos pode levar à depressão, pânico e transtornos alimentares. Quando desejamos um objetivo muito difícil, talvez não tenhamos, naquele momento, condição para alcançá-lo e, diante das dificuldades, falhamos e nos sentimos frustrados. Quando o objetivo é muito fácil, não desenvolvemos motivação suficiente para fazê-lo, pois não representa um desafio e, do mesmo modo, nos sentimos frustrados.

Quando somos realistas e fixamos objetivos desafiadores e realizáveis tudo fica diferente, pois encontramos alguma dificuldade para cumprir a proposta, garantindo um equilíbrio entre a motivação do e nossa capacidade em realizá-lo. Após alcançar o objetivo, nos sentimos mais capacitados para continuar a jornada da vida.

A superficialidade da obrigação em ser feliz e a ligação existente entre felicidade e consumo é um dos temas discutidos pelo historiador Leandro Karnal. O consumo tem gerado uma sensação de felicidade instantânea. A euforia do consumo desaparece rapidamente e a mente preenche o vazio com o desejo de consumir, o desejo de ser feliz novamente.

O consumo representa a felicidade e pode ser ilustrado com grandes campanhas publicitárias, como a Coca-Cola, que vende felicidade engarrafada: “sinta o sabor de Coca-Cola” e “sinta a felicidade”; ou o Mc Donalds que vende alimento com felicidade: “Amo muito tudo isso”.


Esse tipo de campanha não é exclusividade do setor alimentício, pois encontramos a felicidade como um produto, empacotada na forma de liberdade e exclusividade como nas campanhas da marca Harley-Davidson: “você no comando da sua vida”, “sua vida, suas regras”, “troque meras lembranças por momentos inesquecíveis”.

A felicidade é o produto comum distribuído em diversos setores empresariais. A diferença encontra-se na forma como ela é empacotada. O Banco Itaú empacota a felicidade com “feito para você” e várias outras empresas fazem o mesmo. Cada qual com seu pacote, mas o conteúdo continua sendo a felicidade.

O que fazemos para sermos felizes? Se felicidade é consumir, estimulados pela emoção do pacote, consumimos e nos endividamos. Esse ciclo de compra do produto felicidade tende a gerar muitos problemas, trazendo profundas frustrações.


Sou da época que a TV tinha 4 canais: Globo, SBT, Manchete e Bandeirantes, e colocávamos bombril na antena da TV para melhorar a imagem da transmissão. Hoje temos imagem Nano Cristal de Ponto Quântico, quase tão real como a vida, e mais de uma centena de canais televisivos, além do conteúdo infinito de informações contido na internet.

Tecnologicamente, temos uma variedade tão grande de informações que fica muito difícil escolher. Por isso, muitas pessoas passam horas na frente da TV zapeando o controle sem assistir a nada. O acesso a todo esse conteúdo não possibilita um consumo significativo, no entanto, o fato de termos acesso já é suficiente para nos trazer a sensação da felicidade.

Se a sensação passar, a fornecedora de canais poderá lhe oferecer mais uma outra centena de canais, que você também não conseguirá assistir, mas o acesso lhe trará nova sensação de felicidade.

A forma como essa realidade se apresenta para nós no universo televisivo está migrando para o mundo digital na internet. O número de crianças e adolescentes que escolhem a internet para alcançar conteúdos que antes eram exclusividade das redes televisivas cresce em proporção inacreditável.

O mercado digital é influenciado por pessoas que estrategicamente transformam suas vidas numa plataforma on-line, atraindo a atenção de milhões de seguidores. Infelizmente, há uma grande massa de conteúdo que aplica a mesma lógica do ser feliz sempre, a todo custo.


Na internet, as pessoas escolhem conteúdos com os quais sintam conexão e identificação. Para isso, as redes sociais estão produzindo conteúdos cada vez mais profissionais, contando com vinhetas, entrevistas e tecnologia.

Fica cada dia mais difícil deixar de desenvolver algum transtorno ou distúrbio com a imagem que temos de nós mesmos em um mundo que dita sobre o corpo que você deve ter, que roupa você deve usar e que viagem você deve realizar.

Vivemos em uma era de adaptação tecnológica, pois nosso comportamento tem sido continuamente atualizado diante da realidade pulsante e mutante da nossa tecnologia. O futuro do consumo de informação na internet é orientado pelos novos hábitos de consumo, adquiridos pelos mais jovens, como minha filha de 10 anos, Rafaela, e seus amigos.

Há poucas décadas, as crianças tinham acesso ao conteúdo de um programa infantil, se esperassem o início na frente da TV. Ir ao banheiro durante o programa era o mesmo que perder parte dele, pois não havia a possibilidade de pausá-lo.


Hoje, o conteúdo está na internet, alocado em canais do Youtube, à disposição para ser acessado instantaneamente. A produção do conteúdo é feita por um número incomensurável de pessoas, gerando preocupações em relação à proteção de crianças e adolescentes. Isso significa que podemos encontrar desde conteúdos excelentes e adequados à idade, ou mesmo informações perversas e sádicas.

O meio televisivo passará nos próximos anos por uma revolução, pois estamos consumindo informação, cada vez mais, pela internet.

Isso mostra que as pessoas estão desenvolvendo novos hábitos, que podem ter resultados excelentes como no exemplo citado ou resultados perversos, como no suicídio do adolescente Vinícius Gageiro Marques. O caso chama a atenção não pela perversidade, mas pelo meio utilizado, onde o sadismo é protegido pelo anonimato virtual.

Dois meses antes do suicídio, Vinícius estava em internação domiciliar por determinação de seu psicanalista. Tratava-se de um adolescente descrito como “extraordinariamente sensível e inteligente”; filho único, alfabetizou-se em francês quando morou em Paris com os pais, o pai é professor universitário e a mãe é historiadora e biógrafa de Jacques Lacan. O mundo doía para o adolescente onde a questão não era morrer, mas a de fazer a dor parar.


Para isso, o adolescente enganou os pais, dizendo que gostaria de fazer um churrasco para convidar uma garota, que estava interessado, e não queria os pais por perto. Para não levantar suspeitas, comprou ingressos para um show musical que aconteceria depois de sua morte e iniciou um tratamento de pele, simulando um futuro onde que não pretendia estar.

No mundo virtual, o adolescente estava pedindo instruções para pessoas na internet, sobre o melhor método de suicídio. Ninguém tentou dissuadi-lo ou forneceu ajuda. Vinicius morreu em 2006 por asfixia, auxiliado e estimulado por pessoas anônimas na internet. Esse caso torna-se emblemático, por ser inédito no Brasil e por mostrar que muitos adolescentes e jovens habitam dois mundos, em que muitos pais estão alcançando apenas um.

O mundo virtual contém os mesmos perigos do mundo real. É possível diminuir os riscos, mas eliminá-los é um trabalho de Sísifo. Na mitologia grega, Sísifo foi um dos mortais mais astutos, pois enganou Tânato, o Deus da Morte, duas vezes. Quando morreu de velhice, foi condenado por toda a eternidade a rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha; e toda vez que estava chegando ao cume, a pedra rolava, impulsionada por uma força irresistível, montanha abaixo até o ponto de partida. Por isso, tentar eliminar completamente os riscos da internet é iniciar um longo e repetido esforço fadado a um inevitável fracasso.

Ademais, seria muito inocente de nossa parte, imaginar que os filhos nunca terão a curiosidade de passear em locais virtuais que nós não aprovaríamos. A curiosidade faz parte de todos nós e dizer para um jovem que ele não deve fazer algo, muitas vezes induz ao comportamento que se quer evitar.


A maior parte dos seres humanos tem histórias para contar sobre traquinagens e perigos na infância e adolescência. Fato é que essas histórias eram exclusivas do mundo “real”, da experiência vivida. Hoje, a mesma curiosidade e hábitos foram transferidos para o mundo virtual e, a cada dia que passa, fica mais difícil distinguir o “real” do virtual, pois tudo afeta nossa vida social e pessoal.

A melhor proteção que podemos fornecer às pessoas é a autoconsciência e o autocontrole. Desenvolver um senso crítico próprio sobre o conteúdo apresentado na internet para selecionar e usufruir das informações.

Olhe ao seu redor e reflita por um momento a quantidade de tempo que as pessoas passam conectados no Facebook e no WhatsApp. Agora imagine a quantidade de informações que são transmitidas por esses meios de comunicação e como passamos a agir e desenvolver hábitos a partir de seu uso. Estamos em ascensão direta a um novo patamar da comunicação humana.


Vivemos um momento de transição, onde nossas vidas são intensamente afetadas pelas redes sociais. Estamos preparados para enfrentar os desafios relacionados à fusão do mundo virtual no mundo “real”? Será que estamos aptos a enfrentar os efeitos dos nossos novos hábitos de acesso ao WhatsApp, Facebook e outras formas de comunicação?

Estar apto a enfrentar a nova realidade é ter desenvolvido valores subjetivos que funcionarão como referência de nossa própria felicidade. Trata-se de realizar aquilo que se quer e não o que os outros querem que realizemos.


O Universo está em constante mudança e, da mesma forma, os conceitos sociais daquilo que é bom ou mal, do que me faz feliz ou infeliz, daquilo que julgamos adequado ou inadequado são mutantes e permeáveis a mudanças culturais e sociais.

O conhecimento dos nossos desejos, capacidades e limitações, combinado com a coordenação equilibrada e prática desses elementos garantem uma mente menos reativa aos elementos externos, aumentando a consciência para enfrentar, sem hesitação, as vicissitudes da vida.

A felicidade não passa de um conjunto de decisões individuais arbitrárias na construção de uma vida subjetiva e satisfatória, dentro dos limites do ser-humano. Esse conjunto é orientado por hábitos e motivação. Isso significa que atribuir infelicidade a elementos externos é uma das fugas produzidas pela nossa mente, com o objetivo de ofuscar uma difícil verdade: a de que somos os únicos responsáveis pela nossa própria felicidade.


O afastamento dessa zona de conforto desnuda a realidade e nos faz crescer, pois, no curso da vida, desenvolvemos respostas para solucionar problemas existenciais e lidar com o mundo. As respostas estão ligadas às necessidades da pessoa, originadas das interações entre sistema neurológico e estímulos externos.

Todos temos a tendência de mudar nossa psicologia para atender novas condições de existência. Esse processo é intercalado por infinitos intervalos de mudança, ou para tentar ajustar as condições externas à nossa necessidade individual, ou para nos adaptar diante das condições externas.

Na primeira situação, temos um sistema de autoexpressão, e na segunda um sistema de negação (negar a si mesmo). A oscilação entre os dois sistemas dá o aspecto cíclico e dinâmico, já que se alternam entre o mundo externo e as tentativas de mudá-lo e o mundo interno e as tentativas de encontrar paz, o que pode significar uma mudança na previsão do curso provável de vida daquela pessoa.

E tudo isso acontece pois tomamos decisões e o fazemos por razões emocionais, não racionais. Quando alguém toma uma decisão, é guiado pelo estado emocional justificado pela racionalidade e lógica próprias. A razão é o convencimento interno para emocionalmente nos sentirmos bem.


Somos convencidos de que, para nos sentirmos bem, precisamos viver e mostrar o sucesso que não alcançamos, transformando a vida numa exposição de falsificações do nosso verdadeiro eu.

Nossa vida é nossa obra prima e deve ser genuína para funcionar. A aplicação de uma fórmula de felicidade é o mesmo que trancafiar o poder artístico de viver, por sentir vergonha em expor quem verdadeiramente somos. Viver feliz nos dias de hoje exige aumento da autoconsciência, da resistência à frustração e perseverança na execução dos projetos de vida.

A recompensa é uma exposição permanente e exclusiva, na qual sua Obra Prima ficará exposta apenas para um visitante, você.

A Solidão É O Meu Momento De Recarrego

Às vezes tudo o que eu preciso é de mim mesma.

Dou muito valor aos momentos que eu consigo estar sozinha, no meu canto, no meu ritmo, quieta, desconectada. Acompanhada de um livro, um café fresco, um chinelo velho…

Depois de uma semana corrida, de tanta gente falando, de tantas impressões de mundo, de tanto barulho dos carros, das ruas, dos bares, das notícias nas televisões e das mensagens no celular, é tão importante parar, acordar devagar, sem olhar a hora, os e-mails, a agenda.

Tão renovador deixar o meu corpo comandar o dia quando os pensamentos finalmente me dão um pouco de sossego e eu me permito respirar, comer devagar, dormir muito se precisar, cuidar do gato, tomar um banho longo, sentar na varanda com uma xícara de chá.

Eu gosto de ouvir o silêncio, de não estar em nenhum outro lugar a não ser neste momento, de não fazer nada e não pensar em nada, de não me afobar por querer da vida mais do que apenas isso mesmo.

Eu gosto de colocar as roupas pra lavar, de podar as plantas e colher amoras, de fazer um almoço criativo com as sobras da geladeira, de entrar no mundo da imaginação e escrever uma estória.

Eu gosto de esquecer das horas e quando vejo, o dia foi embora, o dia passou como uma nuvem leve e levou com ele todo o sobrecarrego, todos os entendimentos de mundo, o que os outros pensam e ficou aqui dentro apenas eu mesma.

Sozinha eu me curo, eu me desintoxico, eu me recarrego, eu me esqueço do resto, eu ganho meu tempo com linhas de livros e não conversas sem sentido, eu me resgato, encontro o melhor de mim e aí então, volto a sentir prazer em me compartilhar com o mundo.

Se Você Estiver Cansado De Tudo, Por Favor, Leia Isso

Quando falamos em cansaço, logo vem à mente o cansaço físico, mas não é nesse sentido que continuaremos esse texto, porque às vezes, o cansaço psicológico machuca tanto quando o cansaço do corpo.

Existem momentos em nossas vidas que nos esgotamos de tal maneira que acabamos ficando sem forças, querendo simplesmente pular um período da vida, dormir e acordar quando tudo estiver melhor.

A vontade é manter distância do mundo, porém acabamos descobrindo que essa não é a melhor opção, pois está longe da solução.

O mundo em que vivemos é extremamente cansativo. É muito ingrato. É possível cansar simplesmente por viver nele e assistir diariamente tantas coisas ruins acontecendo, você passa olhar só o lado negro. Você está cansado de amar muito, dar algo ao mundo que nunca lhe dá nada em troca. Você está cansado da incerteza e da monotonia da vida cotidiana.


Talvez você costumasse acreditar, talvez vivesse cheio de belas esperanças, pensando que o otimismo superava o cinismo e se sentia pronto para recomeçar. Mas, após ter o coração despedaçado, promessas não cumpridas e planos fracassados, você sente que perdeu tudo.

O mundo nem sempre lhe tem sido bom, você perdeu mais do que ganhou e agora não sente absolutamente nenhuma inspiração para tentar novamente. Entendo.

No fundo, estamos todos cansados. Cada um de nós. Ao chegar a uma certa idade, não somos mais do que um exército de corações partidos e almas doloridas buscando desesperadamente pela harmonia. Queremos mais, mas estamos cansados demais para pedir. Não gostamos de onde estamos agora, mas estamos com muito medo de começar algo do início. Temos de assumir riscos, mas sentimos medo de ver como tudo em nosso entorno pode simplesmente desmoronar. No final, não temos certeza de quantas vezes podemos começar tudo de novo.

A verdade é que, às vezes, cansamos uns dos outros. Estamos cansados dos jogos que jogamos, das mentiras que contamos a nós mesmos, da incerteza que semeamos entre nós. Não queremos usar máscara, mas tampouco queremos continuar a ser tolos e ingênuos. Temos de jogar nossos odiados papeis e fingir sermos alguém, porque não temos certeza da nossa escolha.


Sabemos o quão difícil é seguir fazendo algo ou fingir fazer novas tentativas, quando já estão acabando as forças mentais. E aqueles ideais otimistas que estavam tão próximos parecem inatingíveis e ilógicos. Mas já que você está tão perto de desistir de tudo, pedimos uma coisa:tente de novo, com todas as suas forças!

Uma grande verdade é que somos muito mais resistentes e alegres do que podemos imaginar e isso é uma verdade inquestionável. Somos capazes de dar mais amor, mais esperança, mais paixão do que damos hoje. Queremos resultados imediatos e desistimos se não os vemos. Estamos desapontados com a falta de respostas e deixamos de tentar.


Você entende que nenhum de nós consegue estar inspirado todos os dias? Todos ficamos chateados e cansados. O fato de você se sentir exausto e cansado da vida não significa que esteja imóvel. Cada pessoa que você já admirou, quando buscou seus sonhos, também já falhou algum dia. Mas isso não o impediu de alcançar seus objetivos. Não desista, não importa o que você esteja fazendo, seja uma tarefa comum ou planos grandes e magníficos.

Quando estiver cansado, vá devagar. Mova-se com calma, sem pressa. Mas não pare! Você está cansado por razões objetivas. Sente-se esgotado porque está mudando e fazendo muitas coisas. Está exausto porque está crescendo. Algum dia este crescimento poderá realmente lhe inspirar.

Sou Gordinha E Daí? Brasileira Magrinha É Importação

Uma amiga bailarina me confidenciou indignada, que está usando blusinhas mais soltas porque a barriga está saliente. Olhei para ela e soltei: para com isso, quem gosta de magreza é passarela e revista de moda. Senti seu olhar preocupado demais com detalhes de menos. Eu acredito que ser feliz ainda é o segredo para se viver bem, porque o corpo modifica o tempo todo.

Eu fico triste com quem se apega a modismos, se entrega a convenções e acredita que a aparência é o segredo para conquistar alguém ou ser feliz. Não é! Por mais que tentamos fechar a boca, contar as calorias para manter o peso e gastar horas do dia em uma academia, não é a salvação para se viver de bem com a vida.

Toda gordinha é charmosa, gostosa, e muitas se vestem melhores do que muitas magras. Elas tem um humor melhor porque não fazem dieta e amam seu corpo. Algumas tem cintura fina, seios avantajados lindos, rosto perfeito ou sorriso que encanta. O charme não está no tamanho do corpo, mas o que está na alma.

Fazer dieta para melhorar a saúde ou a autoestima, se faz necessário para uma vida melhor, mas não deve ser sacrifício para ser interessante, ou estar em forma, ou ser um mulherão. De propaganda enganosa, a mídia está cheia, então pare de se achar gorda e sem graça, talvez, o seu problema seja você.

Ao invés de contar calorias, conte sorrisos e invista no que você tem. Explore mais as suas curvas, seu rosto de boneca e sua comissão de frente impecável, porque os homens não distinguem mulheres esguias, saradas e curvilíneas, eles prestam atenção nos detalhes mais visíveis e no contexto quando se apaixonam.


Não vamos manter um corpo magro uma vida toda, porque nós, brasileiras, somos feitas de miscigenações. Com o tempo vamos ganhando peso devido a idade, então não é preciso neura, é preciso aceitação e amor próprio.

Nos apegamos em detalhes pequenos demais, nos preocupamos com coisas banais ao invés de ter dias mais suaves. Mesmo magras, temos quadris largos, talvez seios grandes, porque brasileira magrinha é importação.

A barriga vai aumentar com a idade, a celulite vai começar a gritar mais ainda, talvez algumas estrias decidem arrebentar, os vasinhos vão mapear as pernas, a flacidez vai assumir sua posição, o peso vai oscilar e, quem sabe, mudar o tamanho do seu manequim, isto tudo acontece para quem se atreve a viver uma vida longa. Então, é assumir ou decepcionar.


Tem gente que já nasceu mais gordinha, outras ganharam peso na adolescência e nunca mais emagreceram, e daí? Eu sei que é dolorido entrar na loja e não achar uma roupa que caia bem, ou não ter o número que te cabe, mas ainda é melhor do que ter uma doença. O corpo ainda pode emagrecer com dietas, mudança de hábito e cirurgia, mas quem está em tratamento talvez não vai ser curado.

Excesso de fofurice apenas incomoda quando não há autoaceitação. Uma brasileira de corpo e alma, jamais vai ser esguia, porque esse padrão são das europeias. Eu odiei quando eles trouxeram para o Brasil as calças de cinturas baixas e baixíssimas, pois essas foram feitas para mulheres sequinhas e além disso ainda causa pneuzinhos, mesmo em quem é magrinho. Temos bumbuns avantajados e cinturas finas…

Pensar na dieta e na redução de estômago, fazem bem para o ego, desde que não seja tortura, porque você não vai conseguir. Emagrecer deve ser meta e vontade própria, caso contrário fica tudo para a segunda-feira, para a próxima lua cheia ou para o próximo milênio.

Não existem gordinhas mal vestidas, desajeitadas, feias, o que existe é a vontade de se feliz e amar o que você tem. Como já escrevi antes, amor próprio é libertador, porque retira suas negatividades, não dá ouvidos a indignações e deixa de lado as dificuldades. Amor próprio é vontade de recomeçar mesmo que gordinha ou cheinha.

Você pode ser quem quiser e ter tudo o que desejar, desde que não insista em ficar sentada esperando que o mundo faça acontecer. Não se esqueça: um alguém que te quer bem, vai prestar atenção no que você tem para oferecer, porque quilinhos a mais ou excessos, são muito pequenos e pouco para um coração que ama.


Corra lá para o espelho, despe sua alma e vista a felicidade. Quem te quer bem, é você mesma antes de qualquer outra pessoa. Está gordinha? Que bom! Tem alguém, agora, neste exato segundo, que queria seus quilos para sobreviver.

Eu sei, não é fácil se aceitar, mas ninguém é perfeito e todo mundo é insatisfeito. Apenas carregue com você, todos os dias, barrinhas de como viver melhor. Um corpo é um corpo, que muda o tempo todo, e você precisa se adequar ou fazer o seu melhor.

Pesquisadores Afirmam Que Manter Amizade Com Ex É Sinal Que Você Seja Psicopata

O fim de um relacionamento é sempre difícil. E cada relacionamento é um relacionamento, nunca um é igual ao outro.

Tem relacionamentos que você sofre por dias, pede pra voltar e aí desencana.

Tem alguns que você mal termina, fica mal por um dia e no outro já está beijando outras bocas. E tem aqueles relacionamentos que por mais que acabem, você continua pensando naquela pessoa por anos.

Mas também há casos de relacionamentos que acabam, mas “a amizade fica”.

Você com certeza tem aquele ou aquela ex que ainda conversa, ainda tenta manter uma certa proximidade por tudo que a pessoa significou pra você, né?

Pois bem, pesquisadores da Universidade de Oakland, da Califórnia, EUA, descobriram que pessoas que tentam manter amizade com seus ex são… Psicopatas.


Os resultados sugerem que elas podem, também, ter traços de personalidade que incluem narcisismo e maquiavelismo.

Segundo informações do site “Metro”, pessoas que fazem isso, fazem por motivos que podem soar bastante desagradáveis.


Sim, às vezes é até mesmo só por sexo… Ou pior, por dinheiro.

“As nossas descobertas sugeriram isso. Essas amizades que ocorrem após o fim do relacionamento, geralmente proporcionam tais oportunidades para os ex trocarem algo que seja de seu interesse. Exemplificando de maneira clara: Dinheiro, sexo, informações pessoais após o fim da relação afetiva“.

Como Descobrir Se Seu Amigo É Um Psicopata

Dentro de cada um vive um psicopata adormecido, à espera de um sinal. Tudo o que você precisa é acreditar em uma ideia – e fica fácil cair nessa quando uma autoridade maior (o presidente ou seu chefe) te dá as coordenadas.

Mas tem gente que nem precisa de um líder – nasce com o lado psicopata bem mais aflorado. E esconde muito bem (como todo psicopata).

Mas a ciência te ajuda a desmascarar esse pessoal, já que eles têm algumas características em comum… começando pela escolha da profissão.

Dá para sacar quem são essas pessoas só pelo cargo que exercem. Isso porque psicopatas tendem a tolerar mais ambientes estressantes. E se saem melhor quando precisam tomar decisões frias e objetivas ou quando vivem em um mundo profissional cheio de glamour, status e poder.


Aí, segundo pesquisa do psicólogo Kevin Dutton, da Universidade de Oxford, eles se sentem melhor ao exercer esses cargos/profissões:

1. Presidentes de empresa
2. Advogados
3. Profissional de rádio e tevê
4. Vendedor
6. Jornalista
7. Policial
8. Pastores e padres
9. Chef de cozinha
10. Funcionários públicos

Fora a escolha profissional, os psicopatas também dividem outro traço em comum: a dificuldade em diferenciar cheiros. É o que pesquisadores australianos descobriram ao pedir para 79 jovens responderem a um teste de personalidade e cheirar 19 aromas (couro, café e etc).

Quanto mais psicopata, maior era a dificuldade para identificar odores. Culpa do córtex orbitofrontal: em pessoas menos empáticas essa região parece funcionar com menos frequência.

Ou seja, se um amigo seu for jornalista ou advogado e tiver o olfato ruim, corra! Ele talvez seja um psicopata.


Se for extremamente racional, não acreditar em nenhum tipo de crença, aí o risco aumenta. Uma pesquisa americana mostrou que os ateus tendem a apresentar mais traços de psicopatia do que os religiosos.

Segundo eles, essa galera costuma ser mais manipuladora e menos empática – e mais inteligentes.

6 Hábitos Comuns De Pessoas Infelizes

Se você conhece alguém que recentemente tornou-se deprimido ou simplesmente infeliz em geral, então pode querer ver estes seis maus hábitos, para identificar que tipo de problemas comportamentais essa pessoa está sofrendo e como pode ajudá-la a superar essas lutas.

Estar deprimido e infeliz pode ser um processo que constantemente te drena, roubando sua motivação.


É importante que você o lembre de ter paciência, para restaurarem a sua felicidade mais uma vez.

1.Preocupação com o futuro

As pessoas que estão deprimidas ou infelizes geralmente têm um senso de preocupação com o que pode acontecer no futuro. Elas nunca estão realmente vivendo no momento e escolhem olhar muito à frente em suas vidas, pensando em todos os resultados horríveis que poderiam acontecer.

É importante tentar lembrá-las que devem viver plenamente o presente, caso contrário, nunca serão verdadeiramente felizes com o que está acontecendo no futuro. Concentre-se no aqui e agora, o que pode melhorar e como pode superar esses sentimentos.


2.Não se liberta do passado

As pessoas deprimidas ou infelizes muitas vezes habitam sobre seus erros do passado e lamentam um monte de coisas que fizeram. Isso leva ao primeiro hábito, de não realmente viver no momento presente.

Para superar isso, precisam amenizar a dureza consigo mesmas por erros anteriores que nunca serão capazes de corrigir. Elas devem ser capazes de perdoar a si mesmas, bem como o que aconteceu, para que possam seguir em frente oficialmente.

3.Negatividade extrema

As pessoas deprimidas ou infelizes recorrem a vícios negativos extremos. Geralmente comida ou, por vezes, substâncias mais terríveis, como drogas e álcool para se aliviarem.

É importante as ajudarmos, para que superem seus hábitos desagradáveis e iniciem o processo de recuperação de todas as coisas horríveis que consumiram nos últimos anos ou do tempo em que estiveram infelizes.

4.Impulso de compras

Esse é geralmente um dos hábitos mais óbvios de pessoas deprimidas e infelizes. Elas impulsivamente compram coisas por uma chance de sentirem uma paz interior temporária.


Isso pode ser muito autodestrutivo, às vezes as pessoas não sabem como parar, e gastam muito dinheiro em coisas que nunca sequer precisaram.

5.Duras consigo mesmas e/ou com outros

As pessoas que estão deprimidas ou infelizes são frequentemente duras consigo mesmas, e também com os outros. Elas acham críticas desnecessárias para libertar a si mesmas e deliberadamente dizem aos outros o que estão fazendo de errado, sem dar qualquer conselho amigável depois.

É importante lembrar-lhes que todo mundo é diferente e que não é uma competição.


6.Queixas consistentes

Essas pessoas tendem a queixar-se quase tudo. Elas têm dificuldade em encontrar o lado positivo nas coisas que querem desfrutar, sentem a necessidade de que os outros saibam o quão infelizes estão com tudo o que está acontecendo. Mesmo que seja o menor dos detalhes, às vezes elas podem exagerar o quão grande o problema realmente é. É importante lembrar que, mesmo que as coisas não sejam perfeitas, pelo menos, ainda têm a oportunidade de experimentar algo que nunca tiver

Toda Mulher Precisa Enlouquecer De Vez Em Quando, Ou Acaba Por Enlouquecer De Vez

Curiosamente, um mundo loucamente imperfeito nos exige perfeição o tempo todo. De todos nós, de fato, mas, em se tratando de mulheres, as exigências são ainda mais exorbitantes e cruéis.

O mundo espera de nós o que, talvez, sequer saibamos se é possível – e que muito provavelmente não é.

O mundo espera que sejamos bonitas, acima de tudo. Lindas, se possível. Bem cuidadas, magras, torneadas, gostosas e sexys. E tenta nos convencer que não somos bonitas se não vamos ao salão de beleza semanalmente.

Uma mulher “perfeita” para o mundo atual tem que trabalhar o dia inteiro – porque precisa ser independente – estudar – porque precisa ser culta – fazer dieta, ir à academia e manter os cabelos com um brilho espetacular. Ir à manicure, sorrir para a sogra e, depois de tudo isso, ter disposição para fazer um sexo memorável a qualquer hora, para que o mundo – e, em alguns casos, excepcionalmente o seu companheiro – a considere uma mulher que vale a pena.

E ainda é preciso encontrar tempo pra rezar pra não ser trocada por outra – por que, como já ouvi incontáveis vezes: homens disponíveis estão mesmo difíceis de encontrar. E depois de nos aterrorizar com toda essa história de que precisamos agradar nossos homens, muito mais, até mesmo, do que sermos nós mesmas, ele nos cobra lucidez. Segurança. Serenidade.

A verdade é que o mundo nos cobra equilíbrio quando tudo o que ele faz é nos desequilibrar. Nos cobra segurança quando tudo converge para que acreditemos que não somos nada sem um homem ao lado, nos cobra união enquanto, culturalmente, nos lança umas contra as outras, fazendo-nos uma cruel lavagem cerebral que tenta nos convencer de que somos desunidas e competitivas.

E os homens de nossas vidas – pais, companheiros, amigos – embora, muitas vezes, cheios de boas intenções, acabam por nos atribuir uma responsabilidade que talvez sejamos incapazes de assumir: a de sermos boas o suficiente o tempo todo.

De não mexer no celular dele. De deixá-lo ver futebol em paz. De não sentir ciúmes da amiga gostosa. De se portar dignamente, elegantemente, graciosamente. De não enlouquecer nunca – e se você aceita um conselho, toda mulher precisa enlouquecer de vez em quando, ou acaba por enlouquecer de vez.


Se cada homem no mundo pudesse escutar a minha voz, o único conselho que eu daria é: deixe-nos enlouquecer quando quisermos. Porque não há amor sem uma dose de loucura. Porque equilíbrio absoluto numa relação jamais foi um bom sinal. E toda mulher tranquila e que nunca te interroga sobre o seu atraso pode não ser tão equilibrada assim: ela pode, simplesmente, não te amar.

A intensidade é parte de cada passo nosso. A insensatez eventual nos é necessária e característica. E se não lhe tivermos um pouco de loucura, certamente não lhe temos sequer um pouco de amor.

Não Se Diminua (Pra Caber Em Gente Pequena)

Não seja menos do que você pode ser. Não aceite amor menor do que você merece ter. Não se diminua pra caber em gente pequena.

Cada dia que você passa se limitando por alguém é um pouco de você que morre. Não morre um pouco de quem você é, não. É pior. Morre um pouco de quem você poderia ser.

Quando você deixa de fazer o que fazia. Quando você deixa de querer o que queria. Quando você deixa de sonhar o que sonhava.

Até o ponto que você deixa até de ter suas vontades pra ter as dele, só as dele. É onde você morreu.

Mas isso só acontece com sua permissão. Seja você cedendo pra tudo, seja você se diminuindo em tudo.

Não viva um relacionamento medíocre. Não viva aquela relação meia boca, meio termo, sem tempero. Esteja com quem realmente te estimule a ser melhor, a ser mais. E quem você igualmente sinta vontade de fazer crescer.


Não dá pra viver algo intenso como paixão de adolescente o tempo todo, eu sei. Mas se acomodar num marasmo? Aceitar a mediocridade é aceitar que “melhor que tá não fica”.

Não faz isso. É desperdício de vida. É limitar o que você tem pra viver.

Não viva um relacionamento bosta também. Esse é um conselho meio óbvio mas algumas pessoas insistem. Não fica com quem te atrasa a vida, te coloca pra baixo, te coloca âncoras. Você tem que estar com quem vai te dar asas, não quem vai dizer que você não é capaz.


Não é justo consigo mesma se deixar convencer que você não é boa o suficiente (seja no que for). Ou que você não tem potencial suficiente (seja pro que for).

Fuja de quem contribui pro seu mal dizendo que tá fazendo pelo seu bem. Se afaste disso. É abusivo. Vá embora sem olhar pra trás.

Não se limite. Não se sabote. Não abra mão de você por ninguém.

Se você tem pressa de viver, viva! Se você é intensa, seja intensa! Se você quer infinitos por que reduzi-los ao de quem só fala sobre as mesmas coisas?

A vida é curta. Então por que perder tempo não sendo tudo o que você pode ser? Por que não viver tudo o que pode viver?
Por que não falar de tudo que você puder falar? Por que não ter a melhor relação que você poderia ter? Por que se contentar com migalhas?


Algumas pessoas se acostumaram a viver pela metade. Não conhecem outra coisa que não a sua vida limitada e criticam quem vive por inteiro.

Pra essas pessoas bonito mesmo é quem se contenta com pouco. Essas pessoas vão querer te arrastar pro mundo raso delas. Eu não as culpo.

Tem gente que é acomodado a viver raso porque só conhece o raso. O fundo é infinito e assusta mesmo.

Você pode tentar mostrar que existe muito mais que aquele mundinho pequeno que ela vive. Mas ela só vai se ela realmente quiser ir. E se ela não quiser, deixa ir.

Vá você com a melhor companhia, a sua. No caminho você encontra alguém querendo ir tão fundo quanto você.

Você é um oceano. Por que tentar caber num copo raso?

4 Fatos Da Vida De Quem Decide Tocar O Foda-Se (E Ser Feliz!)

Acho curioso como tanta gente acredita que eu sou super feliz e risonha o tempo todo.

“Como você consegue rir tanto?” ou “como “Consegue ser tão boba e feliz?” são perguntas até que recorrentes.

Bem, eu tento. Me esforço pra ser feliz porque ser feliz é uma escolha.

E como a vida real não é como no Facebook ou no Instagram, existem dias bons, assim como outros horrendos, nos quais me sinto o ser humano mais desprezível da Terra.

De qualquer forma, acredito que felicidade é algo construído e por isso segue abaixo minha receitinha. Isso envolve alguns ingredientes:

– 2 colheres de cara de pau raladas na hora;
– Risadas a gosto;
– 4 xícaras do estilo de roupa que você preferir;
– 2 colheres de sopa da maquiagem que te deixar mais a vontade (ingrediente opcional);
– 1 balde de zueira ou bobices, o que preferir;
– 2 bacias de autoexpressão (pode ser por meio da pintura, dança, canto etc);
– Pelo menos 1 hora diária de autoconhecimento;
– Quando necessário, acrescente quantidades a gosto de lágrimas ou xingamentos;
– 1 xícara de ‘foda-se’ ou quantas forem necessárias à receita;
– E por fim e não menos importante: 5 colheres de sopa de LIMITES ÀS PESSOAS QUE NÃO SABEM OUVIR “NÃO”.


Este último ingrediente é essencial. De verdade. Eu não sei você, mas fui criada para ser a mocinha boazinha que sempre faz tudo o que os outros querem, desde ir na padaria ou no shopping com a amiga; imprimir 20 páginas de um arquivo qualquer em casa pra uma pessoa que não tenho intimidade ou ir com uma moradora de rua na farmácia e deixar ela pegar tudo o que queria (e deixar a conta bem maior do que meu orçamento no momento permitia).

Eu fui criada num meio pra agradar todo mundo. TODO MUNDO MESMO, desde meus pais, aos professores, amigos, namorado, pedintes e desconhecidos que pedem favores ou atenção. Até agora foi assim. Mas convenhamos, não da para ter uma vida própria e autêntica só dizendo “sim” pros outros e “não” para si mesma.

Então o que tem acontecido? Eu, por mais que queira acionar o foda-se, sofro quando digo não às pessoas, quando às decepciono. E, simultaneamente, sofro quando sou alvo de chantagens emocionais quando não faço o que elas querem.


Talvez você saiba do que estou falando: sabe a mãe /avó que só falta se jogar da janela caso você diga que não quer jantar ou não gostou da comida? Ou talvez a amiga ou amigo que não se conforma com seu distanciamento e começa a criticar suas escolhas ou falar do fim da amizade? Ou quem sabe o ex que não aceita o término do namoro e começa a fazer chantagens diversas?

Acontece. E neste processo de voltar-se para o próprio desenvolvimento, comecei a reparar, mesmo que tardiamente, alguns aspectos interessantes na caminhada de ir em busca da própria essência:

As críticas surgirão – e serão muitas!

Começar a falar “sim” para mim mesma e deixar um pouco de lado as necessidades dos outros tem sido algo complicado. Qualquer coisa é alvo de críticas, desde um projeto ao modo como gasto meu próprio tempo. É bem provável que as pessoas não queiram, não gostem e não aceitem suas mudanças. Isso é bem chatinho, mas é normal.


Quem está no processo de autoconhecimento é você, não elas, então pra elas deve ser um choque ver uma mudança não esperada. Aceite com compreensão e tenha paciência, MAS, acima de tudo, NÃO DÊ OUVIDOS se a sua intuição estiver te guiando pra outro caminho. Se lá no fundo você sentir que está fazendo a coisa certa, continue e tampe os ouvidos.

Você será vítima de chantagens emocionais

Sabe as críticas que eu acabei de dizer? Talvez elas de fato não funcionem com você, então é provável que algumas pessoas apelem pra chantagem emocional pra fazer com que você desista do seu propósito e continue a ser como era antes (boazinha, submissa, enfim, o que era mais confortável para elas).

Sim, vai ter gente falando que você não é mais a mesma amiga de antes ou que você mudou por algum motivo (namorado, mudança de emprego, estilo de vida, religião etc) e que isso não te faz bem. Talvez estas pessoas estejam corretas, mas se você sente que sua escolha é saudável, te faz bem e está te fazendo progredir, prossiga nela e não dê ouvidos às ladainhas dos chantagistas.


É válido lembrar que a chantagem traz bastante sofrimento, então seja forte, porque das duas uma: ou você cede ao que a pessoa quer e se mantém presa ao que era antes (e aí a pessoa fica feliz e você não) ou diz “não” à pessoa, lida com a frustração dela e continua sua caminhada.

Por fim, é super válido ressaltar que, por mais que elas estejam sofrendo com sua ausência, você não é responsável pela vida ou felicidade de ninguém, nem mesmo dos seus pais, melhores amigos ou namorado(a). Ok? Eles que lidem com os próprios sentimentos e se empenhem na busca da própria felicidade.

As pessoas somem

Quero dizer, algumas, mas não todas. Depois de podar um monte de gente, seja dizendo não às chantagens, ignorando as críticas ou dando limites às pessoas (tipo não dando muita atenção pro pessoal que só quer atenção ou vem pedir ajuda, mas que não te acrescenta nada de bom), um monte de gente some.

E isso é lindo e assustador ao mesmo tempo.


Por um lado, é estranho não ter tantas pessoas exigindo tantas coisas ao mesmo tempo, seja atenção, amor ou amizade, mas, por outro lado, justamente pela liberdade de não haver tanta cobrança, sobra muito mais tempo pra poder focar em si mesma, olhar pra dentro e ver o que precisa de luz. Enfrentar os próprios monstros, encarar os próprios medos.

Mas uma coisa é certa, depois de tudo isso, só as pessoas que REALMENTE importam permanecem. E isso é lindo, precioso.

Você descobre um montão de coisas sobre si mesma

Acabei de falar isso no tópico anterior, mas é válido ressaltar novamente. Não perder tempo ou energia emocional e mental com gente que só vem despejar lixo em você é muito bom. E assim, fica muito mais fácil focar naquilo que a sua própria vida merece de maior atenção e cuidado.


Veja bem, não estou dizendo para você ser egoísta e ignorar o mundo à sua volta, mas sim para dosar o quanto se doa pelo mundo e o quanto você se doa por si mesma. Isso é igualmente muito importante.

É, por exemplo, deixar de ir comprar um sapato com uma amiga que não gosta de sair sozinha pra poder ler um livro que fala exatamente sobre o que você gostaria de aprender naquele momento. Ou quem sabe, não passar o final de semana em família pra ter a chance de encontrar outras pessoas incríveis que podem mudar seu dia ou sua jornada de alguma forma. É fazer as próprias escolhas.

E acabar descobrindo um mundo interno riquíssimo, cheio de belezas, sombras, desafios e muito mais histórias do que Game of Thrones ou Senhor dos Anéis.


As pessoas sempre cobrarão e ficarão mais felizes se você fizer o que elas querem. Sempre. E normalmente preferirão a mulher boazinha, já que é muito mais fácil controlá-la. Eu não sei você, mas cansei de me sentir apagada e calada por querer dizer “sim” pra todo mundo e acabar dizendo “não” pra mim mesma.

Bora deixar essa sua essência linda aflorar? Um monte de gente vai reclamar, mas eu te garanto que será lindo. Você é uma deusa, todas nós somos! É só descobrirmos.