Afinal, O Que Há De Tão Ruim Na Morte?

“Afinal, o que há de tão ruim na morte?” — a pergunta é inocente, mas não deixa de ser provocante. Quando se trata de algum desconhecido, é curioso como distanciamento e apatia se encontram. Quando falamos de alguém próximo, a morte é acompanhada por aversão. Queremos evitar até a morte associada à carne que consumimos. As distâncias físicas e sociais entre o abatedouro e a nossa mesa nos isolam do medo e da dor que os animais sentem antes de morrer, pouco antes de se transformar em pedaços de carne.

Mas nosso isolamento da morte também vai além da indústria alimentícia. Ao acumular riquezas (fortuna, status, beleza ou conhecimento), ignoramos o fato de que são voláteis e, portanto, inúteis no final. “Dessa vida, nada se leva”, diz o ditado, mas o mundo, que nos induz à fixação em acumular, baseia-se na pretensão de que podemos levar tudo, e que essas riquezas têm real valor. A maioria das pessoas só percebe o que é realmente importante quando vê a morte de perto. A realidade da morte revela a completa loucura dos objetivos e valores convencionais, tanto coletivos quanto individuais, da sociedade atual.

Não é de se admirar, então, que a nossa sociedade, de uma riqueza sem precedentes, tenha desenvolvido um medo da morte igualmente sem precedentes. Prolongar e assegurar a vida se tornou mais importante que a própria maneira como vivemos. A área médica torna isso evidente ao considerar a morte como o pior cenário possível — pior até do que o prolongamento da dor. Percebe-se o mesmo tipo de pensamento entre universitários que optam pelo sofrimento prolongado, estudando assuntos que odeiam para conseguir aquele “bom emprego” que não gostam e, enfim, conquistar sua “estabilidade financeira”. Prevalece o medo de viver plenamente, de se arriscar a trabalhar em algo realmente divertido, empolgante e alinhado com seus propósitos. Por trás disso está a obsessão por segurança, ao ponto de tentarmos controlar o mundo para nos isolar ao máximo da morte. Tudo se resume ao ego, tentando tornar permanente aquilo que é temporário.

As raízes desse medo vêm da separação dualista entre corpo e alma, matéria e espírito, homem e natureza. O legado científico de Newton e Descartes diz que somos finitos, entidades separadas do todo, e que a vida e seus eventos são acidentais. O universo e a vida podem ser completamente explicados a partir da aplicação de leis objetivas ao que é inanimado, em partes elementais. Dessa forma, o significado da vida seria só uma ilusão, e Deus, uma projeção dos nossos anseios e pensamentos. Se o materialismo é tudo, e a vida não tem um real propósito, a morte não pode ser outra coisa senão a pior das tragédias.

Curiosamente, o legado religioso de Newton e Descartes não é tão diferente. Quando a religião renunciou à física seu papel de explicar como a natureza (universo) funciona, acabou se “recolhendo ao reino dos céus”. O espírito se tornou oposto à matéria — algo superior e separado. Assim, seus atos no mundo material já não fazem mais diferença, deixaram de ter importância, desde que sua alma fosse “salva”. Sob uma perspectiva dualista da espiritualidade, viver plenamente como carne e osso, no mundo material, se torna menos importante. A vida, portanto, se torna uma passagem temporária, uma distração inconsequente da “vida eterna” do espírito.

Porém, outras culturas enxergavam as coisas de outro modo. Acreditavam em um mundo sagrado, onde a matéria é preenchida por alma, ou melhor, deixando de lado o dualismo, todas as coisas são alma — a única diferença é a forma como se manifestam. Ora, se todas as coisas também são alma, então a vida em carne e osso, no mundo material, também é parte da vida eterna. Essas culturas também acreditavam no destino e na futilidade de querer viver além do nosso tempo. Assim, viver plenamente, no tempo que tivermos, é de extrema importância, e a vida, uma jornada sagrada.

Quando a própria morte, ao invés de uma “vida vazia”, é considerada a pior das tragédias, torna-se claro o motivo de tanto medo, repúdio e isolamento. Quando encaramos o significado da vida como ilusão, só nos resta o ego; a morte nunca será “justa”, parte de uma grande harmonia, um propósito maior, um contexto divino… pois não se acredita em nada disso. O universo se torna impessoal, mecânico e sem alma.

Felizmente, a ciência de Newton e Descartes tornou-se obsoleta. Seus pilares, o reducionismo e a objetividade, estão desmoronando sob o peso de novas descobertas em mecânica quântica, termodinâmica e sistemas não lineares — a ordem surge do caos; a simplicidade, da complexidade; a beleza, do nada e de tudo. Nesse universo, absolutamente tudo está conectado, e há algo sobre o todo que não pode ser compreendido através de suas partes.

Há um tempo para viver e um tempo para morrer, assim é a natureza. Pense bem, sofrimentos prolongados são naturalmente raros. É claro que sentimos dor e medo em relação à morte, assim como qualquer animal atacado por um predador, e isso é triste, sim. Muitas coisas na vida também são tristes, mas, além dessa tristeza, se encontram a alegria e a completude que não dependem em evitar a dor ou maximizar o prazer, mas em viver de forma consciente, com propósito, plenamente.

Quando vivemos plenamente, uma escolha de cada vez, o coração se torna mais leve — mesmo que a razão discorde e o ego proteste. Apesar dos esforços, somos incapazes de evitar o sofrimento, a perda e a morte. O que me conforta é saber que há mais na vida do que apenas “não morrer”.

5 Truques De Lavagem Cerebral Que Funcionam, Não Importa Quão Inteligente Você Seja

Sabemos que o mundo está infestado de pessoas que sofreram lavagens cerebrais e que acabaram fazendo coisas absurdas, como se matar ou matar a outros. É óbvio que isso nunca vai acontecer com você, que é bem educado e inteligente, não é mesmo?

É… O problema que não funciona assim. Mesmo os mais espertos estão sujeitos a apoiarem causas não tão espertas, por conta de truques como os a seguir:

5. Ideias não importam – as pessoas só se preocupam com o que “funciona”

Vamos falar de Cientologia, trata-se de um conjunto de crenças e práticas relacionadas a autoajuda. Enquanto seus cursos incluem conselhos interessantes, a cientologia também ensina que o governante do mal Xenu congelou bilhões de vítimas e escondeu-as em vulcões da Terra.

Por que cargas d’água as pessoas abraçam essa e outras mitologias aparentemente bizarras? Bom, porque tem coisas na cientologia que funcionam. Por exemplo, eles recomendam que as pessoas se concentrem em completar uma tarefa rapidamente e corretamente, esquecendo-se de todas as outras coisas que também precisam fazer. Então, uma vez que essa tarefa for concluída, as pessoas têm a confiança para avançar para a próxima e conseguem fazer tudo que querem.

A cientologia não inventou isso – provavelmente só adaptou essa ideia de tantas outras que existem e que funcionam há séculos. Mas aqui está a chave: quando um cientologista (ou qualquer outra pessoa que tenha qualquer outra crença) diz que isso funciona, é verdade. Funciona. A mitologia adjacente já não é tão importante – se dizem que a técnica funciona por causa de seres pequenos alienígenas que vivem dentro do seu corpo, beleza por você. Isso não muda nada.

Nós não temos espaço no cérebro para manter o controle de como tudo no mundo funciona – por isso, não estamos interessados em explicações científicas complexas sobre por que aqueles conselhos dão certo. Você pode se sentir superior a um cristão que não acredita em evolução, por exemplo, mas em algum lugar há um engenheiro que se sente superior a você por você não saber como funciona o seu iPhone. No fim das contas, a realidade é que você não sabe como o seu iPhone funciona porque saber isso não iria mudar o seu uso desse objeto no dia-a-dia. Da mesma forma, pensar que a Terra tem apenas 6.000 anos de idade não muda muita coisa no seu dia-a-dia, mas outros conselhos, como ter autodisciplina e paciência, podem de fato ajudá-lo, então você aceita o pacote inteiro e pronto acabou.

4. O outro lado é sempre pior

Você está assistindo um filme. De um lado da batalha, tem soldados, devidamente vestidos com fardas limpas e do outro lado, orcs com trapos de vestimentos e sujos.

Para quem você irá torcer? Fácil. Suponha-se que amanhã você topasse com um grupo de caras em um beco lutando contra orcs, você iria se juntar aos caras, sem sequer perguntar sobre a natureza da briga. Não importa – você iria lutar ao lado dos humanos, mesmo que eles fossem neonazistas.

É isso que acontece com a maioria das pessoas que você vê lutando por uma causa realmente terrível ao lado de pessoas terríveis: elas estão fazendo isso porque pensam que estão lutando contra um inimigo que é pior ainda.

As pessoas definem-se principalmente pelo que odeiam. É mais comum ouvir alguém falando mal de funk do que defendendo sua banda preferida, ou xingando um candidato político do que exaltando outro.

A verdade é que um grupo de pessoas de fato alimenta a adesão a outro grupo de pessoas com ideias opostas e há uma relação simbiótica estranha entre esses dois “lados”, que é o que garante a sobrevivência de ambos.

Esse também é o motivo pelo qual as pessoas sempre atribuem características negativas a seus “inimigos” que não são de fato relacionadas com quem elas discordam. Por exemplo, não é o suficiente dizer que os antifeministas estão errados ou equivocados; temos que dizer que eles são gordos frustrados assexuados (então a resposta desses gordos frustrados assexuados é que feministas são mulheres irritadiças e fracas ou homens efeminados). Os conservadores são caipiras ignorantes, os liberais são hippies sonhadores, e assim por diante – essa é a chave para manter o foco sempre em quão desumano o outro lado é, de modo que nunca temos de olhar para nossos próprios umbigos.

Nós vamos desculpar qualquer coisa dentro do nosso próprio movimento, porque não importa o quão errado, bisonho ou ilegal ele seja, pelo menos nós não somos orcs.

3. Pertencer a um grupo importa mais do que ter uma opinião sensata

Agora suponha um outro cenário. Você chega em casa e vê um estranho batendo em sua mãe, você não vai perguntar: “Senhor, qual é a natureza de sua disputa? O que ela fez para você?”. Não, você vai logo dar um jeito de defender a sua mãe. Naquele momento, a lealdade a sua mãe supera qualquer outra coisa.

Da mesma forma, se você conversar com alguém que esteve em uma guerra e perguntar-lhe como ele conseguiu fazer tudo o que fez, a pessoa provavelmente não vai dizer que foi o seu amor pelo país ou sua crença na causa (muitos soldados nem sequer podem articular a razão que levou às batalhas nas quais lutaram). Não. O soldado certamente vai responder que aguentou firme pelo cara que estava do lado dele. Ele precisava ajudá-lo, do mesmo modo que o colega o estava protegendo também. É assim que as pessoas em guerras sobrevivem e não pensam no que estão fazendo – porque precisam cuidar umas das outras.

É também a razão pela qual nós gostamos de torcer por equipes esportivas, é a razão pela qual adolescentes formam panelinhas e é a razão pela qual as pessoas se unem a gangues.

Queremos pertencer a um grupo, uma “tribo”. Desde que essa tribo não tenha qualquer crença que seja absolutamente repulsiva para você, qual é a crença em si não importa. Por exemplo, um ex-neonazista já contou que se juntou a um grupo de skinheads antes mesmo de saber que eles eram skinheads.

Antes apenas um grupo de pessoas que saíam juntos, foi como se eles tivessem decidido um dia que agora odiavam judeus. E esta é a chave: se alguém aparecesse e falasse para esse ex-neonazista que seus amigos eram idiotas vendedores de ódio, ele teria ouvido isso como uma crítica às pessoas mais próximas a eles. “Vendedores do ódio?!? Eu confio nos meus manos com a minha vida!”.

“Mas”, você insiste, “eu nunca odiaria todo um grupo étnico de pessoas só para agradar meus amigos!”. Talvez não, mas há maneiras mais sutis de ser arrastado para dentro de um grupo sem concordar totalmente ou sequer entender suas ideias e crenças. Seja honesto: você provavelmente nem conhece todas as propostas que seu candidato político fez, e votou nele mesmo assim. Pior: o defendeu mesmo sem poder dizer o que ele defendia.

Muitas vezes, quando uma nova controvérsia de qualquer natureza surge – biscoito ou bolacha? -, a maioria das pessoas não estuda cuidadosamente a questão para descobrir como se sente e o que pensa dela. Não. Elas apenas seguem sua tribo. Frequentemente, adotam opiniões alheias como suas (porque foi meu pai que falou, ou aquele amigo que eu acho que é inteligente!). Além disso, acham que entendem de algo porque viram uma única informação vinda de uma fonte conhecida (mas não necessariamente com credibilidade), quando a realidade é que provavelmente têm chocantemente pouco conhecimento sobre o assunto o qual estão opinando.

Meu ponto não é que todo mundo seja idiota e hipócrita. Meu ponto é que nós não temos espaço em nossos cérebros para manter controle de tanta informação, e nossa primeira prioridade é pertencer a um grupo – isso garante companhia, apoio, sobrevivência. Não é culpa de ninguém, mas significa que você não vai mudar a cabeça das pessoas apenas bombardeando-as com informações.

2. Geralmente, todo mundo tem o mesmo código moral, só que o usam de forma diferente

Faça uma reflexão e pense se você se considera moralmente superior às pessoas que costumavam queimar bruxas. Eu espero que sim – essas pessoas sequestravam homens e mulheres inocentes e os executavam com base em uma superstição ridícula.

Mas e se, em uma surpreendente reviravolta, nós descobríssemos que as bruxas não apenas são reais, mas que tudo dito sobre elas é verdade? Que elas de fato têm poderes mágicos obscuros que usam para torturar e assassinar pessoas em massa? E, uma vez que são mágicas, que a única maneira de pará-las é matando-as? Quero dizer, você aplaudiu quando Voldemort morreu, não?

Tá-dá! Fica claro que você não é, necessariamente, mais tolerante do que os caçadores de bruxas – você apenas não compartilha de sua crença em bruxas. Seu código moral pode de fato ser exatamente o mesmo do deles – você só discorda sobre esse fato em particular. E fatos podem estar certos ou errados, mas não podem ser morais ou imorais.

É isso que acontece em praticamente todo debate político. Ambos os lados concordam com o princípio moral de que a tirania do governo é ruim. Eles simplesmente discordam sobre se os ideais de um ou de outro são um exemplo de tirania do governo.

Mas não conseguimos ver claramente essa questão moral. A fim de preservar a narrativa “bem contra o mal”, muitas vezes as pessoas decidem que o outro lado do debate está simplesmente mentindo sobre o que acreditam. “Os caçadores de bruxas nem sequer pensavam que bruxas existiam, eles só queriam uma desculpa para mutilar mulheres!”.

Isso é sem dúvida verdade em alguns casos, mas não na maioria. Isso não impede ambos os lados de desejarem acreditar que o seu inimigo é realmente pior. Só não é o caso. As pessoas de lados opostos de certas questões na verdade geralmente possuem os mesmos valores morais, embora possam priorizá-los de forma diferente.

Se você quer um exemplo cotidiano disso, basta pensar naquele amigo chato que é excessivamente franco com suas opiniões, arruinando o bom humor alheio por onde passa. Não é que ele seja imoral; é que ele está priorizando um valor moral (honestidade) em detrimento de outro (minimizar danos emocionais). E torna-se ainda mais difícil odiá-lo quando você percebe que ele está realmente fazendo escolhas morais corajosas todos os dias – ele pode ter tomado uma decisão angustiante de dizer que sua camisa parece algo que um urso cagaria depois de comer um palhaço, porque viu isso como a coisa “certa” a fazer, de acordo com sua moral interna. Provavelmente, é o que ele gostaria que você fizesse por ele, caso um dia ele usasse uma camisa que parece algo que um urso cagaria depois de comer um palhaço.

1. A maioria das pessoas caem em sua “tribo” por acidente

Se você procurar livros que explicam por que as pessoas brancas são a raça superior do mundo, você vai encontrar uma coincidência surpreendente quando olhar para os seus autores: eles são todos brancos.

Louco, não? Qual a probabilidade???

Ano passado, a revista TIME fez um experimento onde antecipou com precisão as convicções políticas de americanos apenas pedindo-lhes que respondessem uma série de perguntas completamente não políticas, como “Você prefere gatos ou cães?” e “Seu espaço de trabalho é organizado ou bagunçado?”.

Outro estudo descobriu que você pode antever a posição política de alguém estudando como seu cérebro processa riscos.

É. Não é difícil prever o grupo no qual uma pessoa pensa que se encaixa. Geralmente, elas acreditam que a pior característica que uma pessoa pode ter é justamente algo que para elas é fácil não ter. Por exemplo, muitas pessoas em forma acham que os gordos são “lesmas preguiçosas” – para elas, as pessoas não estão no mesmo nível que elas por culpa própria. Muitos ricos também pensam que pobres são inferiores por serem vagabundos que não querem trabalhar ou estudar. E daí por diante.

Tudo isso pode parecer preconceito – e provavelmente é -, mas assim que é a vida: você apoia os grupos dos quais você por um acaso faz parte. Você pode pensar nisso como sua “Configuração de Padrão Moral”, e ela é em grande parte determinada por onde você nasceu, como você foi criado e em qual grupo de amigos você caiu.

Porque o preconceito é racional, natural e até moral

Se você quiser ver sua Configuração de Padrão Moral em ação, imagine que você e sua mãe foram visitar um país estrangeiro.

Na entrada, eles exigem que todas as mulheres removam suas camisas e sutiãs para que possam ser fotografadas para fins de identificação. Você acha isso nojento e misógino – secretamente, eles só querem ver tetas e são uma cultura estranha e machista.

E, no entanto, quando mulheres muçulmanas levantam essa mesma objeção quando precisam remover suas coberturas de cabeça para fotos de identificação em países estrangeiros, nós dizemos que SUA cultura é primitiva e misógina – porque as suas regras arbitrárias sobre quanto do corpo de uma mulher deve ser coberto em público são lógicas e respondem ao bom senso, enquanto as dos outros são o resultado de superstição e loucura.

Na realidade, ambos estão apenas reagindo ao seu “Ambiente Moral Padrão”, como se fosse uma verdade absoluta proferida na criação do universo. Que outras pessoas têm diferentes padrões – e acreditam neles tão fortemente quanto você – é um fato quase impossível de compreender.

Admita: você secretamente tem certeza de que se tivesse vivido no Brasil escravo como um homem branco, teria sido um dos menos racistas. Você também teria sido um dos jovens alemães que não foram sugados por Hitler. Ao imaginar-nos transportados para outro tempo e lugar, nós sempre assumimos que nosso Ambiente Moral Padrão de alguma forma viaja com a gente, porque não podemos conceber uma vida sem ele.

E esse ambiente é o que faz com que seja praticamente impossível realmente entendermos e respeitarmos uns aos outros. Quando você tenta fazer com que alguém desvie de seu próprio padrão, meu amigo, é quando todos os outros itens nesta lista reúnem-se em um único Power Ranger para se opor a você.

Você está pedindo a ele para A) abandonar o que funcionou para ele até agora, B) deixar os bastardos maléficos do lado oposto ganharem, C) trair seus amigos e D) abraçar o que ele vê como imoralidade.

Muitas pessoas preferem, literalmente, morrer do que desviar de sua Configuração de Padrão Moral, também conhecido como mudar de opinião.

O Incrível Mundo Dos Solteiros Exigentes

Antes de mais nada a solteirice não tem nada a ver com a incompetência de se relacionar, mas sim, na escolha de amar a si mais do que ao prazer momentâneo.

Entretanto a realidade é bem distinto.

Amamos a liberdade, colocamos quase como ideologia ser livre e abrimos mão, muitas vezes, da oportunidade de conhecer mais internamente alguém.

Sabemos tudo sobre o amor, mas nunca nos relacionamos além dos toques físicos e superficiais. Contraditório não?

Infelizmente somos incapazes de perceber a importância de se envolver, trazendo para nós um vazio que não pode ser preenchido com álcool, vícios ou práticas egoístas.

Queremos alguém perfeito! Como se chegássemos perto de ser. Aliás, se fôssemos nem estaríamos caminhando nesse plano terrestre.

Engraçado como nós agimos e queremos que os outros ajam.

Paremos para refletir e quem sabe perder essa mania de levar conosco uma perfeição que inexiste. Temos nossas características e os outros carregam o que possuem, respeite.

Não tente encontrar alguém que você deseja, mas alguém que tenha condições de aceitar os seus defeitos, as suas limitações. E quem sabe, COM SORTE, te ame mesmo assim.

Se Você Estiver Cansada E Sentindo-Se Mal Essas 10 Perguntas São Para Você

Há momentos em que estamos tão cansados que acabamos querendo desistir, entregar os pontos. Queremos dormir e acordar quando tudo estiver resolvido, mas tendo em vista que nada disso é possível, precisamos aceitar a realidade e buscar as soluções, afinal talvez um de nossos grandes problemas seja o nosso hábito de focar só no problema e pouco na solução.

Pensando nisso, Yana Gorbovskaya, divulgou esse pequeno guia para o blog “Harmony Seeker”. Ela sugere que você se faça estas 10 perguntas quando estiver sentindo-se mal.

1- Quando foi a última vez que você bebeu água?

Se já faz mais de trinta minutos ou uma hora, beba um copo de água e simplesmente respire fundo. É um passo simples que pode fazer diferença.

2- Quando foi a última vez que você comeu?

O velho ditado que diz que saco vazio não para em pé, tem o seu fundamento, então se a última vez foi há mais de duas a três horas, coma algo. Mas por favor, que não seja doces, e sim algo que contenha proteína.

É surpreendente quantos dramas se resolvem após uma refeição. Nosso cérebro é esquisito. Quando temos fome, em vez de nos fazer ir até a lanchonete mais próxima ou à geladeira, nosso corpo começa a trazer à tona problemas existenciais ou sociais. Se você já assistiu a algum desses reality shows de sobrevivência, deve ter percebido como, após alguns dias sem comida, o humor muda e muita gente chega a ter crises de choro sem explicação aparente. Falta de comida!

3- Quando foi a última vez que você se exercitou?

Já batemos diversas vezes na tecla do sedentarismo, lembrando vocês que ele é uma espécie de maldição que invoca o demônio da depressão e do cansaço. Talvez você pense que, ficando parado sempre no mesmo lugar, sem movimento, sua energia deveria estar no máximo, e até mesmo acumulando-se. Só que não. A evolução nos obriga a estar em movimento, porque a energia do nosso corpo não aparece do nada.

Portanto, a forma mais simples de dar um pouco de felicidade e força é correr e fazer exercícios durante uns quarenta minutos. Se tiver uma academia perto de casa, matricule-se. Aproximadamente uma hora depois de um treino, seu cérebro produz uma dose dos hormônios associados ao bem-estar, fazendo com que você se sinta melhor consigo mesmo.

4- Quando foi a última vez que você concluiu uma tarefa?

Em alguns momentos, podemos nos sentir impotentes, quando nos vemos resultado em nossos esforços. Mas existe um truque que pode ser usado nessas horas: mantenha o foco em outro tipo de atividade, que você possa completar rapidamente.

Escreva uma carta. Faça uma playlist. Limpe seu quarto. Faça algo que devolva a sensação de controle e lhe faça sentir-se útil: “Como eu fiz isso bem!”.

5- Quando foi a última vez que você comeu frutas?

Infelizmente, os benefícios desta solução não se percebem tão rapidamente, mas até mesmo comer uma maçã, uma pera ou outra fruta agora mesmo poderá fazer com que você se sinta melhor.

6- Quando foi a última vez que você elogiou a si mesmo?

Geralmente, esperamos um elogio ou aprovação dos outros assim como esperávamos dos nossos pais durante a infância. Porém, quando crescemos, precisamos ser nossos próprios pais. Não há nada de errado em querer a aprovação alheia, mas também não há problemas em elogiar a si mesmo.

Você precisa ser alguém que você goste, caso contrário, nunca haverão pessoas o suficiente que façam com que você se sinta amada (o).

7- Quando foi a última vez que você dormiu horas o suficiente para descansar?

Se você acaba de acordar, mas não dormiu ao menos seis horas, adie todos os seus compromissos, até os mais urgentes, para poder dormir oito horas.

Se, para você, é impossível evitar tomar decisões, peça ajuda a um amigo que tenha dormido bem e a quem você possa recorrer em casos de emergência. Ainda que o conselho dado lhe cause irritação, a possibilidade de que ele tenha razão e de que você precisa apenas dormir um pouco mais é muito alta (nosso corpo sobre muito quando dormimos mal).

8- Quando foi a última vez que você disse algo bonito a alguém?

Não irei revelar o segredo deste truque, mas ele funciona tanto quanto o do coelho na cartola. Encontre alguém, seja pessoalmente ou via on-line. Observe-o bem ou lembre-se de algo que aquela pessoa faz com perfeição. Encontre um motivo para elogiá-lo sinceramente, de todo o coração. Faça-o com honestidade. Tome uma xícara de chá e prossiga com suas tarefas.

9- Você abraçou alguém nos últimos dois dias?

Os abraços são uma das partes mais importantes da vida. As crianças que são pouco abraçadas crescem ansiosas e irritadiças. Os adultos que ninguém abraça adoecem e cansam mais rapidamente.

Se faz tempo que você não abraça a ninguém, não tenha vergonha de pedir um abraço aos amigos. Ou então abrace seu cão ou seu gato. Cinco minutos de abraços apertados podem salvar o mundo, sem falar no bem que faz ao seu ânimo e energia.

10- Você anda cansado ultimamente (física ou psicologicamente)?

Muitas tarefas no trabalho, um treino intenso na academia, discussões com os entes queridos: tudo isso pode não parecer muito importante, mas a verdade é que são coisas que nos esgotam aos poucos. Se você já trabalhou muito ou encarou situações de estresse, beba água, encontre uma superfície horizontal e deite-se.

Respire: inspire lentamente e conte até 5, prenda a respiração e expire contando até 8. Repita. Fique deitado repetindo este processo por 10 minutos, dando atenção à respiração e tentando deixar a mente vazia.

Cuide-se!

Talvez você pense que todas as dicas dadas aqui sejam muito simples para fazer diferença em sua vida agora, já que tudo parece tão complicado, no entanto, devemos começar pelo simples até o mais complexo para alcançarmos o que queremos.

Diga-Me Como Você Se Exibe E Eu Lhe Direi Qual É O Seu Vazio!

Quais são as formas que expressamos nossos vazios? Existe um motivo para o exibicionismo físico? Ou para a exibição daquilo que se tem em bens materiais? A exibição exagerada de dotes intelectuais? De sociabilidade? De excesso de simpatia? Ou ainda de “sex appeal”?

Tudo na vida segue em busca de equilíbrio. E assim, para se analisar uma pessoa ou situação, basta perceber se há equilíbrio em todas as partes que compõe este alguém ou momento.

O simples fato de uma pessoa precisar se exibir já demonstra falta de equilíbrio. Quando alguém está inteiro e balanceado, não possui necessidade de aparecer. O mesmo acontece como consequência e de forma natural, na intensidade que tem de ser.

Chegamos todos nesta vida sem manual de instrução sobre como seguir em frente. Passamos esta trajetória em busca de nós mesmos e de respostas que permeiam nossa consciência do início ao fim.


Entre um momento e outro, extravasamos nossas dúvidas e faltas de respostas de inúmeras formas. Muitas que doem e nos marcam profundamente.

É na infância que construímos os nossos valores, crenças e princípios. E toda falta de amor, compreensão e qualquer dificuldade que se tenha tido nesta fase, irá se manifestar mais tarde, quando jovens ou adultos. Muitas vezes passa-se a vida na busca pela compensação de um fato do passado, sem sucesso ou sem qualquer consciência disso.

A busca desenfreada pelo amor de alguém, por exemplo, que acaba refletindo em diversos relacionamentos, um atrás do outro, ou em vários ao mesmo tempo, deixa clara a falta de afeto na infância.


Uma mágoa em relação ao pai ou à mãe, ainda que inconsciente, faz com que o ser humano se sinta tão profundamente só, que o mesmo se perde na busca pela compensação de amor num parceiro ou parceira. Como nada, nem ninguém substitui este amor, a busca torna-se infinita e mal sucedida.

Todo excesso de nós mesmos ou de algumas de nossas características vem demonstrar uma falta de equilíbrio. Assim como a necessidade de exibição dessas características.

A exibição e ostentação de dinheiro mostra uma ausência de valores amorosos. Assim como a exibição e humilhação através da posse de dotes intelectuais, mostra a necessidade de subjugar o outro, compensando uma provável subjugação do passado. O excesso de sociabilidade, escancarando a necessidade de ser aceito, quando de forma inconsciente não há a aceitação por parte de si mesmo. E daí por diante.

Toda falta gera em nós um vazio, que em nós permanece de forma inconsciente, e na maioria das vezes por muito tempo. Anos a fio. É pelo despertar de consciência, pelo autoconhecimento, o se olhar para dentro, que nos permite finalmente preencher esses “buracos” de forma adequada.


Não mudamos a história de nosso passado, mas somos capazes de mudar o que sentimos ao lembrar de nossas histórias. Transformamos nossas mágoas e dores em compreensão e aceitação. A partir daí, toda e qualquer necessidade de se sobressair desaparece.

Uma vez donos de nós mesmos, não importa o que o mundo pensa ou o que o mundo fala. Só importa a paz finalmente encontrada no melhor lugar possível: em si mesmo!

Não Quero Alguém Que Me Dê Coisas Caras, Quero Alguém Que Me Dê Valor

Não preciso ter a meu lado alguém que possa gastar milhões a “fazer-me feliz”, preciso de alguém que entenda que para fazer-me feliz, basta amor.

Não procuro alguém que pague as minhas contas, não procuro alguém que me leve a passear até ao outro lado do mundo, quero alguém que saia da rotina, que chegue com uma rosa a minha casa só para dizer “amo-te”.


Quero que alguém me surpreenda, que se interesse por mim, que me pergunte como foi o meu dia, que se interesse pelas minhas coisas, que planeie comigo e que não se limite a dizer “sim, claro” ou um “depois vemos”.

Quero que exista alguém com quem eu possa ser totalmente transparente, a quem possa dizer-lhe o que me atormenta e o que me enche de alegria, alguém que me conte da sua vida, dos seus problemas, que me veja como o seu apoio, como o seu confidente.


Não quero alguém que faça parecer que tudo na vida é perfeição. Quero que alguém elogie as minhas qualidades, que ao me ver sorria, que busque a minha mão, que busque abraçar-me, não alguém a quem eu tenha que roubar um beijo.

Quero alguém que se sinta orgulhoso de mim, que sinta ciúmes se alguém me estiver a rondar, que valorize o que sou e que se eu lhe disser “amo-te” me presenteie com um sorriso.

Procuro alguém que saiba que prefiro um guardanapo onde diga “tu encantas-me” a um presente mais caro. Eu não preciso de ter a meu lado alguém que possa gastar milhões a “fazer-me feliz”, preciso de alguém que entenda que para fazer-me feliz, basta que esteja apaixonado por mim.

Uma Mulher De Atitude Não É Para Qualquer Um!

A verdade é que mulher de atitude é aquela que abriu mão.

Abriu mesmo, sabe? Não, ela não se maquia mais como antes, nem está sempre de salto. Se libertou de qualquer relação afetiva com seu cabelo.

Definitivamente, não nasceram um para o outro. Se curou da sua compulsão por etiquetas em roupas, sapatos, bolsas. Argh! O problema não eram os objetos, mas as etiquetas. Assim que ela as tirava, não os tinha com o mesmo prazer que os via. Agora está a salvo.

Abriu mão da postura imaculada, da cara amarrada. Passou a sorrir mais para estranhos, fazer mais amigos e menos contatos. Abriu mão da regalia exposta, se apaixonou pelo simples, pelo menos. Pelo dela, por ser ela. Um preço que quase ninguém quer pagar.

Cansou dessa ciranda de sorrisos plásticos. Se mulher direita é assim, ela é assado; esquerda liberalista. Errada, contrariada. Ela é o oposto, o desgosto. Geralmente identificada como a louca. Não liga. Louca lhe cai bem, afinal.


Uma vez, ouviu de colega que ela devia “assustar os homens com seu jeito”, prontamente respondeu que selecionava os homens com seu jeito. Ela fala palavrão mesmo, e é escandalosa, conversa com deus e o mundo, teima em ser o centro das atenções. Em termos de bebida, ela coloca muito macho no bolso. Mas também sabe fazer outras coisas das quais eles se orgulhariam.

Se toda casa tem que ter um homem, ela dispôs a ser ele desde cedo. E não é só isso: ela liga no dia seguinte, puxa papo e se der na telha, também dá em cima. Paga a própria conta, – e a dele – dá um jeito pra qualquer mau humor, mas principalmente, mau olhado. Se tem uma coisa que não se preocupa nem um pouco é como está sendo vista – ou falada.

De fato, encontrar alguém a sua altura é difícil. Não por ela, não lhe entenda mal. Mas por eles. Eles não querem uma mulher que seja pau a pau, que domine, que leve pra sua roda de amigas, que saia pra tomar sua cervejinha sozinha, que não o espere em casa assistindo novela enquanto ele está na pelada. O que eles querem é a Sandy. A submissa, a quietinha, a que tenha um passado que não lhe condene. O dela arde em chamas; ela é o capeta de saias.


A mulher de atitude é um desafio, dá trabalho. Os clichês não lhe convencem, é preciso ter essência. Dispensa compatibilidade de gostos, o que ela busca são planos que se casem. Se quiser mantê-la não a prenda, nem sequer seus cadarços são amarrados. Se me a vir partir não a pare, se lhe convir, ela vai voltar sem aviso prévio. Rejeita a premissa de carência afetiva, não se pode sentir falta do que nunca se teve.

Ela não é reflexo, é ato. Não é vulgar, mas tenho o sal que falta nas mulheres doces.

Já abriu mão daquela história de príncipe encantado, de cara certo, de opostos que deveriam se atrair. Seu santo não tem o pau oco, é recheado de memórias. Tem um orgulho inenarrável de todas as conjecturas talhadas pela vida, por amores roubados, por amizades perdidas, por dinheiro gasto.

Ela é pesada, ainda traz no lombo o fardo de suas asas cortadas. Não se esquece a dor da noite pro dia, é preciso senti-la e vê-la partir. Não pode fingir que não viveu tudo que já fez. Seria uma imensa grosseria com todos os anos cicatrizados na pele como marcas de sol. Não apagaria seu passado nem se pudesse. É dela, tão ela, quanto cada sorriso que guarda na lembrança de qualquer passo atravessado.


A verdade é que ela abriu mão. Abriu mesmo, sabe? Não, não se maquia mais como antes, pois procura por quem não tenha medo de ver seus olhos fartos. Nem está sempre de salto, já tem a cabeça na lua enquanto seus pés saltitam pela rua.

Ela dispensa homem sem coragem. Antes um vida só do que uma mentira a dois.

Mulher Que Fica Nervosa Por Tudo É A Que Mais Vale A Pena Em Um Relacionamento

No complexo mundo dos relacionamentos, brigas e discussões acabam fazendo parte da rotina dos casais.

Tudo perfeitamente natural, pois a convivência diária nem sempre é muito prazerosa e de vez em quando, os nervos ficam à flor da pele.

Mas se você é daquelas que sempre fala amém para tudo, não briga por nada e não tem voz ativa, saiba que você não é uma pessoa muito confiável para uma relação.

Segundo dados de uma recente pesquisa norte americana, mulheres ditas mais brigonas são as melhores para se ter ao lado, ao contrário daquelas que falam pouco e aceitam tudo. O fato é que aquelas mulheres que brigam e questionam tudo é porque elas apostam e acreditam na relação, visando sempre o bem estar do casal.


O principal motivo, segundo a pesquisa, é a importância que seu parceiro tem para elas e o real desejo de um futuro promissor ao lado do amado. Essas mulheres mais brigonas prezam por um equilíbrio na relação, ao contrário de outras mais mansinhas, que qualquer coisa que homem diga ou faça, está de bom tamanho.

Geralmente mulheres que não se importam com nada e que deixam o homem livre para fazer o que quiser, não são muito confiáveis e se você tem uma mulher assim, é melhor repensar sua relação antes que seja tarde demais. Mulheres desse tipo gostam de uma relação superficial e sem muito envolvimento afetivo e nunca fazem plano com o parceiro.

O motivo é simples, pois quando se cansarem de você, fica mais fácil desfazer os laços, sem choros nem velas. Todo cuidado é pouco.


Se a sua namorada ou companheira é brava e falante ao extremo, dê graças aos céus e a mantenha do seu lado, sempre. O diálogo nesse ponto é muito importante e vale a pena escutar o que ela tem a dizer até mesmo pela segurança emocional dela, ou por outro motivo.

O homem que tem uma mulher brigona deve valorizá-la ao máximo, porque é uma prova de ela realmente se importa com você e preza pela relação. Além de demonstrarem sinceridade no que dizem, podem ser eternas apaixonadas e fazer o homem feliz.

Uma Paixão De Verão

O verão por excelência é a estação das mais loucas e ardentes paixões.

Temperaturas elevadas, corpos mais expostos, dias mais longos, pele bronzeada, cabelos mais claros, banhos de mar gelados, férias, sorvete, noites estreladas, churrasco com amigos, água de coco gelada, cerveja gelada, esportes ao ar livre…

Verão é época de curtição, de liberdade, de sensualidade… É época de maior absorção de vitamina D e, consequentemente, de maior bem estar e aumento da imunidade.


Há alguns estudos que também comprovam que a libido aumenta nesta estação, um dos motivos seria que o calor dilata os vasos sanguíneos, intensificando a irrigação de sangue nos órgãos sexuais.

As pessoas dispostas a viver isso não estão preocupadas com quanto tempo vai durar, não alimentam expectativas futuras; estão apenas interessas em aproveitar ao máximo a companhia um do outro.


Mas toda paixão de verão tem que necessariamente acabar? A resposta é não. Algumas se transformam em namoros, casamentos… em Amor! Tenho um casal de amigos que se conheceram e começaram a namorar no carnaval de Salvador, por que não?

Mas e se essa paixão de verão não sobreviver a outras estações, quer dizer que não valeu a pena?

Mas é claro que vale! Sempre! Aqueles 2 minutos que seu coração bateu mais forte já são suficientes para valer muito a pena. Inclusive, todos deveriam viver um romance assim uma vez na vida.


Essas paixões são repletas de momentos mágicos, de aventuras, de adrenalina. São relações leves, simples, fáceis, sem joguinhos, sem mimimi, sem o peso de ter que dar certo.

Ao viver isso você entende que não precisa de “para sempre” para ser inesquecível, não precisa de promessas para ser verdadeiro e nem precisa de saber toda a vida da pessoa para confiar. Você simplesmente confia, simplesmente olha nos olhos, simplesmente vive e simplesmente fica feliz. Ah, o verão…

A formação (e/ou produção) do analista e seus inúmeros obstáculos.

Pela produção do nome – próprio.

Clarissa Lago MoebiusPrezados colegas; com uma certa dificuldade, predisponho a escrever, objetivando escutar vocês após esta leitura e, com meus pares, poder pensar algo proveitoso para terminar o texto a ser apresentado no Fórum Institucional, terça-feira, 02 de junho deste ano.

Não sei se vocês observaram o movimento de quando entrei no Espaço Moebius como Membro Inscrito, em 2008, aos dias atuais. Evitando apresentações públicas; ano passado os únicos trabalhados apresentados foram: “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 minutos: 45 + 45 = 90. Entre a Clínica do ato ao ato” que por uma não uma coincidência¹, sou psicanalista e falo sempre deste lugar, o trabalho foi apresentado em uma Jornadinha e acredito que vocês possam imaginar o porquê.

No dispositivo das nossas Jornadinhas temos para além da possibilidade de apresentar trabalhos inacabados, elas acontecem aos sábados pela manhã, sendo assim, é de se pensar: “faz-se necessário muita transferência de trabalho para estarmos aqui! Salvador – Bahia – Brasil – “solzão”, verão o ano inteiro, mas, como somos operários assíduos e decididos em prol de uma causa psicanalítica – estamos presentes!

Além da Jornadinha, como de costume, apresentei o trabalho na Jornada de Final do ano, cujo tema em 2014 foi “O tempo”; meu texto – trabalho: “Nós que aqui estamos por vós esperamos”, não apenas versava sobre uma análise fílmica do documentário de Marcelo Massagão, bem como tecia articulações entre as pulsões de vida, pulsões de morte e considerações da prática clínica. Uma jornada de fim ano, possibilita ao analista refletir um ano de trabalho clínico e institucional.

Penso, ser dever do analista, praticante da psicanálise, para além das quatro paredes do consultório, ser responsável por um trabalho de transmissão e de forma constante dar depoimentos da sua prática; pensando neste sentindo, defendo: Um dos lugares onde o analista deve estar são nas instituições psicanalíticas, não apenas nas Universidades.

Então, o que pensar, de 2008 aos dias atuais? Por que uma inibição, sintoma e angustia se fez presente?

Claro, vocês como psicanalistas e eu também, estou a me perguntar: Por que será que isto esta acontecendo? Também sabemos que na psicanálise questões simples, não são tão simples assim.

Antes, de explicitar o sintoma da psicanalista que escreve; torna-se válido pontuar: Um analista se faz presente institucionalmente. Uma instituição psicanalítica qualquer que seja comporta os restos de um final de análise. Assim sendo, “desses” restos uma instituição não escapa, produzindo (ou reproduzindo) sintomas.

Leticia Patriota da Fonseca Moebius

Como a psicanálise é uma prática cruel e sempre volta as questões para o sujeito que fala ou escreve; pensar alguns aspectos; deixando os sintomas institucionais para posteriores escritas. Hoje nosso dispositivo são apenas dez minutos para apresentação, mas saliento: Motiva-me avançar nesses estudos, bem como pensar e reescrever novas formas de saber.

No que tange ao meu lado, posso pensar; aos poucos estou saindo da condição da “jovem psicanalista”, no que se refere ao tempo cronológico, já discutimos em fóruns anteriores que cabe ao analista um tempo alógico e atemporal. Este lugar cronológico de uma certa juventude ocupo na instituição, ainda não sei bem o que acontece aqui, ou na psicanálise, mas estou sempre a me perguntar: Por onde anda os psicanalistas nascidos na década de oitenta?

Claro, que após 2008, entraram outros membros inscritos, entretanto, todos cronologicamente com mais tempo de vida, isso não significa, mais tempo de vida = mais tempo de clínica = praticante da psicanálise. Estas coisas são distintas.

logo espaço moebiusEm 2008, quando tornei-me membro inscrito² por uma transferência de trabalho. Era chamada por alguns colegas: “uma psicanalista jovem”! E como todo jovem é destemido, sem muita preocupação em cair no ridículo, logo, qualquer Fórum ou Seminários que me convocassem para falar na instituição, ia sem “muitas restrições” Hoje em dia? Não mais.

Faço minhas as palavras de Olivetto (2014) quando este nos diz a seguinte questão: “o bom de ser precoce e começar a trabalhar cedo, é que na fase em que você cai no ridículo, é possível e até apreciável que se caia no ridículo. Depois de um certo tempo seu senso crítico fica cada vez mais apurado e você acaba por ser tornar mais rígido consigo mesmo.”

Essa frase de Olivetto (2014) tem total sentido na Universidade, mas, em uma instituição psicanalítica? O que se pensar? Uma vez que a psicanálise emerge no ridículo da cena, de um ato, de uma palavra, de um gesto….a psicanálise emerge no ridículo. Na merda ….e quem de nós nunca escutou em nossos consultórios analisantes nos dizerem: “cheirei a merda” …”fui tirar a prova dos 9 e cheirei o ralo”….”caí na merda”…”deu merda”…dentre tanto outros exemplos que aparentemente são significantes qualquer mas para o sujeito que fala, emerge várias outras coisas.

Esta semana aqui no Moebius, tivemos a possibilidade de assistir um documentário, onde 10 anos da Flip era revisitado e autores em suas formas singulares expressavam como a produção da sua escrita acontecia.

Particularidades dos escritores à parte, há algo em comum que promove um elo de identificação com eles. Um escritor, pode nunca ter sido, nem nunca vir a ser um psicanalista, entretanto não raro, um psicanalista acaba por se tornar um escritor, até porque em um percurso de análise na passagem do analisante para o analista, foi capaz de reescrever a sua própria h(y)stória. Escrever, psicanalisar, são ofícios!

Como Hugo Fernandes, um dos escritores em seus depoimentos, detesta trabalhar – faço minhas as palavras dele! E o acrescendo no que se refere ao significante trabalho.

O que no século XX era trabalho, ao fazer uma releitura de ARENDT (2003), quando a autora distingue labor e trabalho, penso que hoje no século XXI talvez não tenhamos mais essa distinção – tudo acaba por virar ao mesmo tempo trabalho e labor, pois se

Laborar significa ser escravizado pela necessidade, escravidão esta inerente às condições de vida humana. Pelo fato de serem sujeitos às necessidades da vida, os homens só podiam conquistar a liberdade subjugando outros que eles, à força, submetiam à necessidade. A degradação do escravo era um rude golpe do destino, um fado pior que a morte, por implicar a transformação do homem em algo semelhante a um animal doméstico (p. 94)

Arendt (2003) ainda distinguia trabalho e labor. Nos dias atuais, devemos ir para além dessa filósofa e acredito, quando escrevemos, pensamos, falamos e praticamos a psicanálise, estamos nos referindo ao ofício – jamais com a visão romântica ou qualquer coisa parecida a sacerdócio, mas sim, em ter um ofício a cumprir, significando um dever a realizar onde devemos sempre insistir e persistir.

Insistimos e persistimos em nosso ofício diário como analistas. E estas questões se fazem presente em diversos aspectos:

1) No primeiro momento – nos longos e árduos período de análise que em quatro paredes de um consultório – “aprendemos” psicanálise com um outro analista que irá lhe formar e/ou produzir psicanalista. Ao meu ver, nunca consegui aceitar uma aprendizagem psicanalítica que aconteça apenas por formação teórica.

2) Depois, passado um horror de uma análise concordo com as palavras de Veigh (1990) – “o final de uma análise não é o sujeito realizado, mas o sujeito advertido daquilo que o impede sua realização” (p.45). Passamos a ter um convívio melhor com o nosso inconsciente, estamos mais advertidos, possamos a conhecer caminhos evitando feridas. Já a ideia do inconsciente alegre? Isso ainda questiono e tenho dúvidas.

Guaciara Coelho Moebius3) Enfim, após esses tópicos anteriores, a pergunta que não quer calar é: Somos psicanalistas???? Calma…muita calma nessa hora. Os analisantes chegarão ao nossos consultório por diversas vias, mas com eles, um detalhe importante. Penso que quem irá promover essa passagem de paciente para analisante é o psicanalista. E nesse aspecto sou obrigada a concordar com Lacan (1998[1958]) quando afirmou: “A clínica é a clínica do analista” e no seminário 8 A transferência, na aula de novembro de 1960, Lacan não só deixa claro que a resistência está do lado do analista bem como é o desejo do analista que sustenta a sua própria clínica.

4) Ser psicanalista teórico, não basta, é dever do psicanalista ser o praticante da psicanálise. A psicanálise acontece em uma prática clínica. Insisto nisso, pois os pares institucionais podem até validar seu trabalho, porém, são com os analisantes que a prática clínica acontece e na verdade são eles que lhe reconhecem como psicanalista.

Assuntos estes que aprofundarei no Fórum Institucional na terça feira, 02 de junho de 2015, cujo título do trabalho é: A metáfora do amor ou o Amor da Metáfora?

Concordo com Menezes (1998) quando disse que o rigor da psicanálise requer uma formulação exigente, precisa e insistente, para melhor dizer e cernir a ambiguidade e a imprecisão inerente à condições da prática clínica, e não para ampliá-las , num discurso típico técnico – científico, necessariamente redutor.

A técnica psicanalítica é algo que se aprende e apreende, não havendo como escapar disso um exercício solitário. Cabendo ao analista, ser um operário insistente, assíduo e decidido.

Penso que: aonde houver um analista disposto a escutar e um analisante disposto a falar – nessa díade analista – analisante; analisante – analista, uma análise pode e deve acontecer. Tendo como o dever do analista um manejo cuidadoso e delicado na transferência com determinado analisante que sempre é da ordem do o singular. Para cada analisante – um analista!

E cabe ao analista – ao longo do seu percurso clínico, se autorizar, responsabilizar – se como opera, com quem opera, para quem opera, tendo o dever de escrever e inscrever o seu próprio nome como analista, bem como ser responsável pela produção de novos analistas.

Até o momento a única pontuação que posso assegurar é: quem lhe reconhece como analista e quem irá lhe encaminhar mais analisantes – são os analisantes com quais se opera e desenvolve um bom trabalho. Ainda que a psicanálise, conduza ao mal, ao terror, ao pior….mesmo no pior, é possível sim extrair o melhor!

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Texto apresentado na Jornada de Outono do Espaço Moebius Psicanálise – Salvador/BA, em 30 de maio de 2015.
Autora: Clarissa Lago - Psicanalista Membro do Espaço Moebius Psicanálise. 
Fotos: Helenita Yolanda Monte de Hollanda. Médica, Escritora, Participante do Espaço Moebius Psicanálise.

¹ Para a psicanálise não acreditamos no “acaso”, muito menos em coincidências. 
² Torna-se válido pontuar que há diferença em ser participante e membro inscrito de uma instituição. O participante não tem devidas obrigações. Algumas instituições psicanalíticas inclusive chamam os participantes de “alunos”. O Membro Inscrito precisa ter uma série de requisitos para entrar em Instituição Psicanalítica (ao menos na minha). No ano em que entrei em 2008, regia o estatuto daquela época que para ser membro inscrito do Espaço Moebius Psicanálise, teria que ter freqüentado por no mínimo dois anos a instituição como participante, ter apresentado trabalhos em Fóruns e Jornadas da Instituição bem como pagar o dízimo regularmente. Além desses requisitos só poderia passar da categoria participante para Membro Inscrito, desde que um psicanalista membro inscrito lhe convidasse para fazer parte daquela comunidade. Seria então a esse psicanalista, que a sua carta de intenção deveria ser dirigida, apresentada em assembleia para os demais psicanalistas institucionalizados decidir (ou não) sua permissão como Membro Inscrito.  – Este tema também motiva-me posteriores escritas! 

Referências:

ARENDT, Hannah. “O Labor nosso corpo e o trabalho de nossas mãos” In: ARENDT, Hannah. A condição Humana. 10 ed. – Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003. (p.90 – 104) 

FLIP 10 ANOS - UMA PALAVRA DEPOIS DA OUTRA: A ARTE DA ESCRITA. Direção: Gustavo Rosa Moura. Produção: Vitrine Filmes. Idioma: Português pais de produção: BRASIL Legenda: Português formato da tela: Widescreen 16X9áudio original: DOLBY DIGITAL 2.0 tempo de duração: 167 MINUTOS

LACAN, Jacques. A direção do tratamento e os princípios do seu poder. In: Lacan, Jacques. Escritos. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1998. (p.591-642).

LACAN, Jacques. O seminário livro 8 – A  transferência. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992. 

Olivetto,Washington. Documentário entrevista aberta em 2014. In: http://jornalirismo.com.br/videos/documentario-entrevista-aberta-com-washington-olivetto/ acessado em 27 de maio de 2015.

MENEZES, Luiz Carlos. Prefácio. In: FÉDIDA, Peirre: A Clínica Psicanalítica: estudos. – São Paulo: Editora Escuta, 1998. (p.9-19) 

Vegh, Isidoro. A lógica do ato na experiência da análise. In: Revista da Associação Psicanalítica de Porto Alegre/Associação. Psicanalítica de Porto Alegre. - Vol. 1, n. 1 (1990). - Porto Alegre: APPOA, 1990. (p.20-29)