A FELICIDADE DE ISABELA

Acordei cedinho e fui dar uma volta pelo condomínio. Vi que não tinha ninguém na piscina, resolvi voltar para casa, colocar um biquíni e pegar um solzinho. Hoje não vou trabalhar, vantagens de ser profissional liberal (me dei folga).

E então eu estava lá deitada em uma espreguiçadeira quando elas chegaram. Uma menina pequena, com dois lacinhos cor de rosa na cabeça, chinelinhos combinando e uma boia em cada braço, biquíni azul, correndo e logo atrás, uma senhora de cabelos brancos, que tentava (sem sucesso) alcançá-la.

Resolvi entrar na piscina. Elas entraram também. Vieram para perto de mim. A pequena bem sorridente me olhando. Perguntei: “qual o teu nome?” Ela respondeu “Isabela”. Falei que era bonito. Ela riu. Perguntei quantos anos tinha, ela mostrou três dedinhos e começamos a conversar.

Isabela perguntou quantos anos eu tenho, pedi para ela adivinhar e ela disse “doze”. Fiquei toda faceira. Quem não ficaria? Isabela já conhece várias cores (tanto em inglês quanto em português) e fez questão de mostrar: “pode perguntar, tia!” E eu perguntei todas as cores que vi em volta. Ela sabe mesmo.

E me disse que está na creche, que gosta muito de lá “porque tem amiguinhos” e que a “tia” Cida é muito legal. Na sala dela estudam o Bernardo, a Sofia, a Helena e o Enzo, mas o Enzo “é namorado dela e não da Sofia”. Neste momento a avó nos interrompeu, para dizer que o “namorado” dela é o chinelo.

Rimos muito eu e a pequena Isabela. Resolvi “pegar no pé dela” e perguntar se o pai sabe que ela tem um namorado. Isabela disse que não tem pai. Neste momento fiquei tão constrangida, então a avó sorriu e explicou.

O pai da pequenina morreu 13 dias antes dela nascer. Foi um acidente de carro. Ela veio morar com as duas para filha poder trabalhar. Fica com a menina de manhã e à tarde a leva para creche.


Eu só ouvi. Continuei falando com minha nova amiguinha mais um pouco e pensando: coitada da mãe desta menina. Viúva treze dias antes do parto, criando a pequena com a ajuda da avó.

E olhando para filha dela jamais se poderia imaginar, tão esperta, tão saudável, tão visivelmente feliz… Como tem gente que passa trabalho neste mundo. E é só conversar um pouco com qualquer pessoa para ouvir uma história triste, um drama.

Nem tudo é perfeito como aparenta ser em redes sociais, mas todos os problemas podem ser superados. Com amor.

SAIBA SE VOCÊ PODE SER CONSIDERADA UMA MULHER ALFA

Ser uma mulher alfa significa ser inspiradora, imponente e tantas outras coisas. Inclusive, mulheres alfa se comportam de outra maneira, bem diferente das outras pessoas que não possuem esse tipo de personalidade.

Você sabe se é uma mulher alfa? Veja as características abaixo. Se a maioria condizer com sua personalidade, então sim, você é. Se não for, repare em suas amigas, colegas, mãe, tias e outras mulheres que convivem com você e descubra se alguma delas é uma mulher alfa!

Ela respeita regras necessárias e condutas com educação, mas sabe impor seu pensamento, suas opiniões e suas vontades. Luta pelo que acha correto e não aceita desrespeito.

Ela consegue se expressar muito bem, seja da forma que for, porque é confiante e segura de si. Justamente por ser alguém muito confiante e confiável, a mulher alfa costuma liderar outras pessoas. Seja no trabalho, na família, ou outras situações, sua personalidade forte impõe respeito e liderança.

Também costuma inspirar outras pessoas, afinal, sempre se mostra muito forte, não se desespera com os momentos de adversidade – ao contrário, a mulher alfa é aquela pessoa que irá acalmar as outras e pensará em alternativas viáveis para solucionar o problema, seja ele qual for.

Ela é absolutamente honesta, respeita os demais e, por isso, é respeitada. Em função dessa junção de características, tem bom relacionamento com praticamente todas as pessoas que tem convívio.

A mulher alfa sabe ser realista e racional ao mesmo tempo em que sonha alto para continuar crescendo e prosperando na vida. Ela é equilibrada, inteligente e perspicaz. Sabe que a única pessoa que precisa competir é ela mesma, justamente para que seu crescimento seja contínuo.

Também sabe diferenciar muito bem as coisas, pessoas e sentimentos que ela precisa ou não dar valor. Por exemplo: ela não muda seu estilo ou personalidade por outras pessoas. Ela é do jeito que sua essência pede para ser.


É uma ótima amiga e muito companheira. Ajuda as pessoas que ama de todas as formas que pode e tenta ao máximo mostrar o valor que cada um tem para ela e para o mundo.

Mas, apesar de ajudar os outros e a expressar seu amor, a mulher alfa sabe ser feliz sozinha e não tem medo de não estar em relações amorosas, por exemplo. Ela entende que as relações complementam a felicidade, mas não podem ser o único motivo do sorriso de alguém.

A mulher alfa não tem medo de cair, porque sabe que cada queda é um aprendizado para você se levantar mais forte, atento e sábio. Tanto é verdade que não há medo de correr riscos.

Não há tempo para ter medo, há tempo apenas para viver e conquistar. Além disso, caso algo não dê certo, quedas não a distanciariam de seus objetivos, que são claros e estão sempre presentes em sua mente.

Mas, mesmo sabendo o que quer, a mulher alfa é humilde para admitir que não sabe de tudo e que pode aprender muito se souber ouvir e observar.

Com tantas características e aspectos fortes em sua personalidade, normalmente, a mulher alfa é sempre o foco dos demais, seja para falar dela, ou se inspirar nela, ou apenas observá-la.


A mulher alfa se sobressai perante seus amigos e, por que não dizer, perante a sociedade. Ela exerce liderança, seja profissional ou em qualquer outro âmbito da vida. É inspiradora e vence desafios, é respeitada e respeita os outros, é tolerante e sensível, racional, não deixa de ser quem é por ninguém, aprende com o passado, vive o presente, mas foca no futuro.

SERÁ PRECISO ABANDONAR A SUA IDENTIDADE PARA SER MÃE?

Quando os planos da maternidade começam as mulheres, e no melhor dos casos os casais (seja qual for a composição do casal), começam a pensar em todas as responsabilidades, fazem planos, estudam mudanças corporais, se estruturam financeiramente, decidem parto, escolhem médico e decoração.

Mas uma pergunta que, por vezes, negligenciamos diz respeito ä nossa – mulheres – identidade. Quando embarcamos na maternidade, é preciso “abandonar” a nossa identidade para assumir a identidade “mãe”?

Essa pergunta me acompanhou durante um jantar na casa de amigos, durante meu café da manhã no dia seguinte e, se eu for mesmo ser sincera, durante os últimos meses. Após ter lido sobre depressão pós parto e o medo da perda da identidade e espaço social por parte das mulheres que escolhem ser mães, e sendo eu uma delas, foi impossível ignorar o assunto. Afinal, o papel que se perde é escolha das protagonistas dessa história ou uma imposição social?

Meu objetivo com esse texto não é dicotomizar opiniões e nem tampouco imprimir um perfil “certo” ou “errado” de ser mãe. Minha necessidade de diálogo parte da vontade de trazer para o consciente o quanto sofremos de influências em um perfil valorizado de maternidade pela nossa comunidade.

Na medida em que conversamos sobre isso, acho que começamos a flertar com as nossas possibilidades e nos dar o direito ao prazer.

Olhando para tantas mulheres ao meu redor que escolheram ser mães, identifico várias versões: As que escolheram abandonar suas carreiras, aquelas que as preservaram, as que decidiram ser mães solteiras, outras que estão em parceria e muitas que começaram em parceria e continuaram “solo”.


Enquanto falamos de escolhas eu me sinto confortável, mas o que me trouxe para a escrita foi o desconforto do que não está no hall de escolhas possíveis. Explico: Sinto que ao nos tornarmos mães, nossas comunidades fazem de nós seres sagrados e imaculados. Segundo certos padrões, “mães” são aqueles seres que não bebem bebidas alcoólicas ou se encontram com amigas no bar.

Mães não se descabelam no show de qualquer coisa que decidiram ir, flertam no bar com um cara quando solteiras ou tem uma noite de prazer maravilhosa. Mães não têm tempo para nada: Não conseguem assistir filme, não conseguem se arrumar, não passeiam sozinhas ou tomam café da tarde na padaria preferida enquanto leem. Qual parceria falta para que na maternidade haja espaço para isso?

Já ouvi várias vezes que há uma “chave” que muda todas as suas prioridades e acredito nisso. Há um amor que surge na maternidade maior do que qualquer explicação possa ser possível. Mas eu vi/vejo mulheres odiarem a maternidade, sofrerem em silêncio com a depressão pós parto, rejeitarem os filhos e se arrependerem porque abandonaram “quem eram”. Quem escolheu isso por nós?

Não subestimo e acredito que haja algo divino na possibilidade de trazer ao mundo um novo ser. Do seu corpo inteiro se alterar para atender as necessidades de sua fertilidade. Somos nós, mulheres, que vivemos oscilações hormonais e sangramos todo mês para manter a continuidade da espécie no seu curso. Há algo de divino em ser tomada por um amor profundo, e o desconhecido de parir. Há algo de divino em parir.


Mas não podemos negar que coisas que não queremos que mudem acabam mudando. Quantas de nós tentou retomar a carreira depois da licença maternidade (no tempo que nós decidimos que atendia melhor as nossas necessidades e de nossos filhos) e teve muita dificuldade?

Quantos relacionamentos não acabaram porque não tínhamos tempo de investir no nosso prazer com o outro e/ou o outro também não entendia as pressões que vivíamos? E mais ainda: O outro podia ir! Nós tínhamos que ficar. Quanto da nossa auto estima não abrimos mão?

Hoje consigo encontrar mulheres que se fizeram essas perguntas e, tornando-se conscientes de todas essas questões, agiram. Poderia citar tantas inspirações (vocês receberão mensagens de admiração e entenderão).

São mulheres que vão abrindo caminho para pensarmos novas maternidades. Um lugar de amor, de dedicação, de divino, mas apenas um dos papéis assumidos pelo nosso “eu”, pela nossa identidade. Outras escolheram a maternidade como eixo central de suas vidas e são felizes com essa escolha.

Há tantas questões para serem exploradas ainda nessa conversa. Há um equilíbrio tênue entre não negligenciar as necessidades dessa vida que surge de nós e mantermos nossa identidade.

Quando falo sobre termos espaço para assumirmos nossas identidades, não estou falando de não nos responsabilizarmos por um bebê. Estou falando sobre termos escolhas, termos rede de apoio, podermos transitar em outros papéis.

Há ainda a pergunta: “Quanto de responsabilidade projetamos em nossos filhos quando dizemos ä eles e ao mundo que largamos tudo por eles e que eles são nossa vida?”. Mais: “Nossa vida são outras vidas que terão suas vidas e irão embora?”.

O que acontece então quando nossos filhos vão embora? Será que estamos deixando que eles amadureçam e vão embora?

É possível uma maternidade em que eu preservo meus prazeres, minha identidade e as delícias de ser quem sou?

KARNAL: É INFANTIL ACHAR QUE O SUCESSO É DOS QUE PENSAM POSITIVO

Leandro Karnal (São Leopoldo, 1º de fevereiro de 1963) é um historiador brasileiro, atualmente professor da UNICAMP na área de História da América. Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo, tendo colaborado ainda na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.

Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, Karnal tem publicações sobre o ensino de História, bem como sobre História da América e História das Religiões.

 Nesta breve entrevista, Leandro Karnal fala sobre a “Meritocracia”, apontando-nos o risco de levar ao extremo essa teoria. Afirma o professor: “A ideia de que o sucesso pertence a quem tem pensamento positivo é uma ideia infantil. O sucesso pertence a uma pessoa por uma série complexa de ações, de determinações sociais, de oportunidade, de inteligência, de sorte, de acaso…”

11 IMAGENS QUE VÃO TIRAR QUALQUER PERFECCIONISTAS DO SÉRIO

Cada pessoa possui um tipo especifico de comportamento. Ele é adquirido através de fatores como, por exemplo, educação, o modo como são tratados pelos pais na infância, o perfil das pessoas ao seu redor, acontecimentos na vida, entre outros.

Embora muitas coisas vão mudando no comportamento da pessoa de acordo com as fases da vida, algumas permanecem para sempre. O comportamento está ligado à personalidade da pessoa e pode definir em partes o modo como uma pessoa é.

Há pessoas quietas, que falam muito, tranquilas, agressivas, relaxadas, perfeccionistas, entre outras. Uma única pessoa pode conter vários perfis juntos de comportamento.

Pessoas perfeccionistas são aquelas que possuem uma insatisfação em determinadas atividades, enquanto não conseguem fazer ou ver aquilo de forma que lhe agrade totalmente. Seja em casa, no trabalho, na escola, ou em qualquer outro lugar ou situação.

Algo que tem seu lado positivo e negativo. Diante disso, algumas pessoas só de verem uma imagem com algo que está errado, fora do lugar ou fora de ordem, ficam incomodadas diante daquilo e até estressadas. Com base nisso, veja a seguir algumas imagens que os perfeccionistas provavelmente sentirão certo incômodo.

TO ME NAMORANDO, NÃO VAI ROLAR

Não é que eu não goste de você, claro que gosto. Mas no momento, não vai rolar.

Não é exclusividade sua, estou numa fase muito minha. To me namorando, to me descobrindo, e não foi fácil chegar até este ponto. Foi preciso me desfazer, me reinventar, jogar fora tudo e começar do zero, ficar apenas com a essência, com aquilo que há de mais puro em cada um de nós.

To me tornando aquela pessoa que eu sempre quis ser, mas nunca consegui, nunca tive tempo de saber quem eu era, o mundo externo sempre parecia mais interessante do que o meu, me distraía.

Hoje eu me torno interessante, me presto atenção e fico, sem vontade de ir embora, e você sabe, não é fácil prender minha atenção.

Não é que eu não queira te convidar pra ir junto, mas gosto de sentar sozinho no bar pra ver o movimento, me convido pra comer um fondue, caminho até ficar cansado e tomo um sorvete, tenho tempo pra pensar e ver o mundo através dos meus olhos, em vez de querer o mundo olhando pra mim.

Sinto o vento que passa lentamente no meu rosto, olho pro céu e sinto que ele me pertence, o mundo é cada dia um pouquinho mais meu. Começo a me sentir parte do universo, como quem se enturma no colégio novo após mudar de cidade.

Aprendo a ser dono de mim mesmo, e a reconhecer o que acontece ao meu redor, identifico o que eu gosto e o que eu odeio, sem dualidades. Tomo partido, recuso convites que não me agradam ou até me interessam, mas aceito quando estou cansado demais pra eles. Aprendo a me afastar de pessoas que gostam pela metade, ou gostam com interesses, ou simplesmente estão ali, sem propósito algum. Tenho sentido convicção e segurança.


Não é que eu não queira te valorizar, mas antes disso, preciso aprender a fazê-lo, pois acredite, por mais que você ache que sim, eu não faria isso muito bem. É que meu mundo estava meio descolorido e desafinado, você sabe, problemas, trabalho, doenças, responsabilidades demais, suporte de menos. Por isso me esforço para trazer cor e harmonia, só assim terei algo bom para oferecer, entende?

To aprendendo a amar, é que eu nunca aprendi. Sentir o amor até se torna relativamente fácil com o tempo, mas saber amar, hoje em dia, pouca gente sabe. Parece que se trata de aceitar o universo alheio, de acrescentar e de apoio incondicional. Tenho procurado decifrar o enigma.

To aprendendo a ter paciência, a controlar minhas emoções, minha ansiedade e minha falta de bom senso. Percebo que se do tempo, das pessoas e do clima eu não tenho controle, das minhas forças e fraquezas internas, sim. To aprendendo a escutar e inclusive até a ficar calado. To focado, treinando todo dia, como quem se prepara para uma luta.

Só que ainda não cheguei naquele ponto que eu estou tanto me preparando, sabe? E mesmo depois de tudo isso, se você tiver paciência, se você não se afastar o suficiente e decidir ficar, terá o melhor de mim.

Se você chegar devagarinho, como quem não quer nada, chegaremos longe. Se você chegar perto, mas sem ultrapassar a linha, estaremos muito bem. É que hoje, eu to me namorando e, você sabe, fidelidade é tudo num relacionamento.

AS REPERCUSSÕES PSICOEMOCIONAIS DO LUTO NA VIDA ADULTA

A morte de um dos pais é um dos eventos mais difíceis que uma criança pode enfrentar. Ela expõe prematuramente à criança a imprevisibilidade da vida e a natureza tênue da existência cotidiana.

Estudos com adultos que apresentavam alguns distúrbios psíquicos e/ou mentais, especialmente depressão, revelam frequentemente lutos mal elaborados vivenciados na infância, sugerindo que tal perda pode contribuir para o agravamento de transtornos psiquiátricos e que esta experiência pode tornar uma pessoa emocionalmente vulnerável para a vida.

No trabalho Katie sofre pressão para conseguir um diálogo mínimo com a paciente que está tratando. Ela cria mecanismos para se aproximar de Lucy: desenhos, leitura, contação de histórias.

Diante do lago no parque Katie verbaliza o desejo de ser um pato e Lucy toca-lhe a mão, ambas permanecem sentadas e caladas. Ao comunicar à Lucy que ela será atendida por outra colega, a menina verbaliza “não, quero ficar com você”.

Lucy estabeleceu um vínculo e não quer ser abandonada pela terapeuta também. E o tratamento segue, ela a ensina a andar de bicicleta e a enfrentar a dor que a perda traz.

A cena em que ocorre a despedida entre a paciente e a terapeuta é terapêutica para ambas. Katie conta que seu pai também morreu quando ela era ainda criança, passando a morar com a tia e os primos.

A tia estava separada, pois fora traída. O filme não narra a convivência na casa da tia, que enfrenta um duplo luto, o da perda da sua única irmã e a separação por traição. Não fica claro, mas a narrativa sugere que a tia é alcoólatra.

Após o diálogo no parque, Katie revisita sua história, assimila sua biografia pessoal, suas dores, não mais negando ou evitando a dor para não sofrer. Decide assumir seus sentimentos e se reaproxima do parceiro.


Nossas feridas emocionais são por vezes abertas na tenra idade, às vezes causadas por perdas dos genitores. É preciso compreender que perdas fazem parte do processo de viver e elas podem ocorrer em qualquer idade; é da natureza humana perdermos pessoas, objetos, relacionamentos….

Passar a vida sem expressar os sentimentos mais profundos que um processo de luto nos remete pode nos causar sérias dificuldades em estabelecer vínculos mais significativos, pois por medo da perda não nos vinculamos. Sempre corremos o risco de perder quando nos vinculamos a alguém, correr riscos é viver.

O luto vivenciado na infância, muitas vezes, deixa cicatrizes emocionais profundas que podem ser experienciada por décadas e pode ter diversas ramificações. Diversas reações relacionadas à perda normalmente serão revitalizadas, revistas e analisadas repetidamente em sucessivos níveis do desenvolvimento humano.

Por isso, ao lidar com crianças que sofreram uma perda significativa, é importante estar ciente da natureza especial do luto infantil. Elas também precisam expressar seus sentimentos e sua angústia interna.

Atenção e uma escuta ativa e afetiva podem ser fatores de proteção importantíssimos para que esta criança não desenvolva sintomas psicopatológicos na vida adulta.

POR QUE AS ASSISTENTES VIRTUAIS SÃO PREDOMINANTEMENTE FEMININAS

Siri, Cortana, Google Assistant e Alexa: o que essas tecnologias criadas para auxiliar os usuários de dispositivos eletrônicos têm em comum?

Todas possuem vozes femininas. De acordo com um estudo da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, o motivo dessa escolha é que vozes de mulheres são mais acolhedoras.

Empresas como Google e Amazon encontraram essa mesma resposta em suas próprias pesquisas.

No entanto, um estudo realizado pela Universidade de Standford pode nos fazer pensar um pouco melhor nesse assunto, pois revela que a preferência por vozes masculinas ou femininas depende do assunto.

A pesquisa mostrou que as pessoas tendem a preferir uma voz masculina quando vão aprender algo sobre computadores, mas quando o tema é amor e relacionamentos, a preferência é por vozes femininas. Curiosamente, essas mesmas preferências foram encontradas entre homens e mulheres.

A maioria dos serviços citados no começo do texto, com exceção da Siri, da Apple, não apenas colocam a voz feminina como padrão, mas também não oferecem outra opção além da “mulher” que já responde todas as suas perguntas no app.

Embora alguns estudos relacionem isso com a sensação de conforto supostamente oferecida por vozes femininas, não podemos negar a relação com uma herança cultural em que mulheres são vistas apenas em funções subservientes – e uma assistente virtual não está fazendo nada mais do que trabalhar para você e responder aos seus comandos.

BEBIDAS ALCOÓLICAS PRECOCES ENTRE JOVENS PREOCUPAM ESPECIALISTAS

A ingestão precoce de álcool é a principal causa de morte de jovens de 15 a 24 anos de idade em todas as regiões do mundo. O dado está no Guia Prático de Orientação sobre o impacto das bebidas alcoólicas para a saúde da criança e do adolescente, lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

No carnaval, período em que há forte estímulo para a ingestão de bebidas alcoólicas, o principal objetivo do documento é alertar pediatras, pais, professores e os próprios adolescentes para os prejuízos do consumo precoce.

A iniciativa é do Departamento de Adolescência da SBP, que pretende mobilizar entidades, educadores, familiares que atuam com crianças e adolescentes na prevenção do uso de álcool na fase de desenvolvimento e promover hábitos saudáveis entre os jovens.

Segundo estudos científicos citados no guia, quase 40% dos adolescentes brasileiros experimentaram álcool pela primeira vez entre 12 e 13 anos, em casa. A maioria deles bebe entre familiares e amigos, estimulados por conhecidos que já bebem ou usam drogas.

Entre adolescentes de 12 a 18 anos que estudam nas redes pública e privada de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool.

As pesquisas mostram que o tipo de bebida mais consumida entre os jovens varia de acordo com a região. No Norte e Nordeste do país, a preferência é pela cerveja, seguida do vinho, enquanto no Centro-Oeste, Sudeste e Sul há consumo maior de destilados, como vodca, rum e tequila. Essas últimas, geralmente são mais consumidas em “baladas”, onde é comum a mistura de álcool a outras bebidas não alcoólicas, como refrigerantes ou sucos.

Os médicos ressaltam que quanto menor a idade de início da ingestão de bebida alcoólica, maiores as possibilidades de se tornar um usuário dependente ao longo da vida. De acordo com pesquisas, o consumo antes dos 16 anos aumenta significativamente o risco de beber em excesso na idade adulta.


Para especialistas, o consumo precoce pode levar a uma série de consequências nocivas. Os adolescentes que se expõem ao uso excessivo de álcool podem ter sequelas neuroquímicas, emocionais, déficit de memória, perda de rendimento escolar, retardo no aprendizado e no desenvolvimento de habilidades, entre outros problemas.

O custo social do uso abusivo de álcool também é elevado. Os adolescentes ficam mais expostos a situações de violência sexual e tendem a apresentar comportamento de risco, como praticar atividade sexual sem proteção, o que pode levar à gravidez precoce e à exposição a doenças sexualmente transmissíveis.


O alcoolismo entre 12 e 19 anos também eleva a probabilidade de envolvimento dos jovens em acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e incidentes com armas de fogo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem a cada ano no mundo devido ao consumo excessivo de álcool. O índice chega a 4% do total da mortalidade mundial e é maior do que as mortes registradas em decorrência da aids ou tuberculose.

O guia traz ainda dados de pesquisas internacionais que mostram que nos Estados Unidos, a bebida alcoólica está mais associada à morte do que todas as substâncias psicoativas ilícitas, em conjunto.

Segundo o manual, os acidentes automobilísticos associados ao álcool são a principal causa de morte entre jovens de 16 a 20 anos, mais que o dobro da prevalência entre os maiores de 21 anos.

Os especialistas que elaboraram o documento afirmam que o consumo de álcool e drogas durante a adolescência está associado a vários fatores, como a sensação juvenil de onipotência, o desafio à estrutura familiar e social, à curiosidade e impulsividade, necessidade de aceitação, busca de novas experiências e baixa autoestima.

O documento chama a atenção para a forte influência de amigos que usam drogas e de um ambiente familiar conturbado e desestruturado como fatores determinantes para o envolvimento precoce de crianças e adolescentes com o álcool.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, regulamentado pela Lei 13.106/ 2015, vender ou oferecer bebida alcoólica para menores de 18 anos é crime que pode resultar em detenção de dois a quatro anos do vendedor, aplicação de multa de até R$ 10 mil ou interdição do local de venda.


A lei não limita as punições aos comerciantes. Qualquer adulto, inclusive familiares ou amigos que oferecem bebidas alcoólicas a criança ou adolescente, está sujeito às sanções.

A legislação brasileira também restringe o horário de veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas em emissoras de rádio e televisão. Segundo a Lei 9.294 (1996), propagandas de incentivo ao consumo de álcool só podem ser exibidas das 21h às 6h e não devem estar associadas à ideia de maior êxito e desempenho em qualquer atividade, como esporte, condução de veículos ou sexualidade.

A Sociedade Brasileira de Pediatria ressalta, contudo, que no Brasil a falta de aplicação da lei e a permissividade das famílias têm estimulado o consumo precoce de álcool. Diante das graves consequências do uso abusivo do álcool na infância e na adolescência, a Sociedade Brasileira de Pediatria faz diversas recomendações aos médicos, educadores e familiares.

Entre outros pontos, a entidade defende o fortalecimento da articulação entre as áreas de saúde e de educação para promover ações que estimulem hábitos mais saudáveis.

A SBP destaca a participação escolar, dos médicos e a estruturação do ambiente doméstico como estratégias de proteção da criança e do adolescente. Por meio do diálogo e do estabelecimento de limites, a família, o pediatra e educadores podem ser agentes relevantes na prevenção do alcoolismo precoce, segundo o guia.

SEU CACHORRO ESTÁ CHORANDO MUITO? VEJA O QUE PODE SER

Quem tem um cachorro em casa sabe que ele pode passar boa parte do tempo chorando muito, especialmente quando ainda é filhote.

Nestes casos, o “enigma” é simples: ele está sentindo falta da mãe e do irmão e está intimidado com um ambiente e pessoas desconhecidas.

Certifique-se de que a cama do animal é bem aquecida, não se esqueça dos afagos e, se for o caso, consulte o veterinário para conferir a dieta e as condições gerais. Com estas providências, em pouco tempo o cãozinho estará adaptado à nova família.

Mas os cuidados básicos são necessários tanto para adultos, quanto para filhotes: os animais se ressentem da exposição ao frio, chuva, calor excessivo e vento; o abrigo deve ser adequado para não permitir estes incômodos. Filhotes e raças pequenas devem ser mantidos dentro da casa.

No entanto, um cachorro chorando pode indicar problemas físicos e emocionais – entre eles, a solidão durante boa parte do dia. é preciso estar atento: o sinal pode ser apenas “manha”: ele quer atenção e brincadeiras, mas precisa aprender que existem horários para todas as atividades.

Nestes casos, é preciso resistir à tentação de correr em auxílio sempre que ouvir o cachorro chorando. Evite contato com o animal até que ele pare de chorar; não se aproxime e principalmente não o acaricie. Esta atitude o fará compreender que não é o choro que atrai o dono, mas o bom comportamento. Encontre formas de premiá-lo sempre que o cão apresentar condutas positivas.

Ficar ligado à conduta do cachorro é muito importante para garantir a saúde e qualidade de vida, prevenindo contra problemas mais sérios. O cachorro pode estar simplesmente entediado por passar a maior parte do tempo em um ambiente confinado. Vale lembrar que, depois dos reforços das vacinas, o cãozinho já pode começar a passear, programa que o deixa muito feliz.

Cuidado com os maus tratos: muitas crianças pequenas desenvolvem o costume de “torturar” cachorros. Enfiam os dedos nos olhos e nas orelhas, carregam o animal de forma inadequada, dão sustos. O problema não está na criança, que, bem orientada, abandona estas condutas.

Um fato importante: apesar de alguns cachorros ficarem com os olhos marejados de lágrimas, isto pouco tem a ver com o ato de chorar. São apenas as glândulas lacrimais cumprindo a sua função: lubrificar a região dos olhos.


O choro dos cachorros, na realidade, é seco, e se caracteriza pela vocalização, que emite sons (em alguns casos, os animais uivam) para externar tristeza, fome, dor ou algum tipo de incômodo. Muitos acessórios vendidos em pet shops não são nada confortáveis para eles, pro exemplo.

Em muitas situações, os animais se mostram apáticos, recusando brincadeiras e petiscos. Eles podem estar apenas sinalizando que não gostaram de ficar sozinhos no apartamento, mas, em geral, este é um sintoma de problemas mais sérios.

Seja como for, é necessário conhecer as características da raça e, com o tempo, também a personalidade do cachorro. Muitas raças foram desenvolvidas em climas frios – por isto, em dias quentes, é possível encontrar o animal deitado diretamente sobre o piso frio. Outras raças são mais dengosas, o que não significa que eles não estejam prontos para qualquer atividade divertida em questão de segundos.


Antes de adotar um cachorro, é necessário avaliar sobre a real disponibilidade de horários para passar um período em companhia do novo membro da família. Quem passa o dia fora de casa e, ao chegar, precisa enfrentar a dupla jornada de trabalho (faxina, cozinha, etc.) deve considerar a aquisição de um animal de estimação mais independente.

O problema, em relação à solidão, não é apenas do cachorro. Ele pode desenvolver atitudes destrutivas, como morder tapetes e almofadas, tornar-se agressivo e antissocial com humanos e outros cães e, em alguns casos, desenvolver um quadro de depressão.

Com a caderneta de vacinação em dia e uma avaliação veterinária regular, os cães choram apenas porque não possuem muitas formas de expressão. Da mesma forma que os bebês pequenos, eles choram para chamar atenção ou demonstrar desagrado.

Alguns cães entediados emitem ruídos pelo focinho semelhantes a suspiros. Outra característica representativa do tédio e ficar dando voltas em círculos.


Em alguns momentos, eles querem apenas companhia: muitos animais choram quando fazem festa para a família ou quando querem brincar. A simples aproximação dos donos (algumas raças se apegam a apenas um membro da família) é suficiente para dar início a uma “sinfonia” de latidos, uivos e choramingos.

Certos cachorros apenas emitem sons e enfiam o focinho no chão – nestas ocasiões, eles se parecem com crianças emburradas, que não querem participar da brincadeira por estarem insatisfeitas.

O remédio para corrigir a situação é simples, “não requer prática, nem tampouco habilidade”: brinque e passeie regularmente com o seu cachorro. Afinal, o principal motivo para adotar um animal de estimação é conquistar mais um companheiro para a vida.

Em alguns casos, nós tentamos brincar com o cachorro, mas ele presta atenção às atividades propostas. Se ele continuar chorando e exibindo comportamentos anormais, ofereça inicialmente água limpa (que deve estar disponível 24 horas por dia).

Se ele se recusar, ofereça ração; se ele virar o focinho, pode ser sinal de uma indisposição estomacal. Providencie um punhado de grama – é o suficiente para que ele consiga vomitar e retomar a disposição.


Caso o problema persista, é preciso levá-lo ao veterinário. Problemas de saúde também podem estar sendo sinalizados pelo choro. Uma infecção urinária, por exemplo, causa desconforto no momento da micção; logo em seguida surge o pranto, que pode continuar enquanto o cachorro lambe os genitais.

É preciso ficar atento ao comportamento geral do cachorro. Um animal doente apresenta outros sintomas, tais como letargia, alterações de apetite, otite (ela vem acompanhar por muitos balanços de cabeça), desinteresse por atividades até pouco tempo bastante atrativas, alterações nas fezes, vômitos frequentes e fraqueza acendem o sinal de alerta: cuide bem da saúde do seu animal e terá um amigo fiel por muitos anos.