ACHA QUE PENSA DEMAIS? HÁ MUITA GENTE A PENSAR ASSIM

É bem provável que se reveja nesta frase simples: a vertigem dos dias enche-nos a cabeça com ideias teimosas.

E não são precisos especialistas para compreender as implicações que isto pode ter para a vida pessoal e social de cada um. Ideias, preocupações ou pensamentos repetitivos, qualquer argumento serve para nos tirar o sono.

Megan Mann, colaboradora do Elite Daily, refletiu sobre o assunto e partilhou, na primeira pessoa, o prejuízo de “pensar demais”.

Estas considerações são sempre subjetivas mas são também uma boa base para refletir sobre o modo como muitos de nós lidam com problemas que, em bom rigor, toda a gente tem. A diferença está, como quase sempre, no modo como lidamos com o que nos passa pela cabeça.

É relativamente fácil julgar que a vida nos reservou os maiores problemas. Há quem não se leve a si e à vida a sério, mas nem tanto ao mar nem tanto à terra.

Os “ses” facilmente ganham um peso desfasado da real importância das coisas. Isto porque é fácil cair na tentação de pensar pela cabeça dos outros. Um problema que pode deixar de o ser.

Como? Megan Mann responde com mais uma pergunta.

Falar ou não falar?

Falar, quase sempre. Assumir como certo o pensamento do outro pode tornar-se num erro fatal para as relações interpessoais, a todos os níveis.

É certo que cada um de nós tem a sua versão da verdade que determina as nossas decisões (ou preocupações), mas quantas vezes somos surpreendidos por aquilo que o outro pensa ou sente, de tão diferente do que imaginávamos?

Uma conversa esclarecedora pode representar para si um ato de coragem, mas provavelmente será surpreendido por um desfecho contrário à sua teimosia.

Ou simplesmente, ouça a sua própria voz enquanto desabafa as suas inquietações. Concretizar os pensamentos em sons pode ajudar a colocar os problemas em perspetiva.

Quando os pensamentos provocam insônias

É durante o sono que damos tempo ao cérebro para se reorganizar. Levar os problemas para a almofada é meio caminho andado para garantir uma noite em claro. E talvez o pior seja manter-se às voltas na cama ao ponto de se irritar com o facto de ver as horas passar sem que o sono chegue.

Acenda a luz e leia umas quantas páginas de um livro, tente preencher o pensamento com outras imagens. Os problemas não vão desaparecer, mas talvez os consiga arrumar na gaveta do dia seguinte.

As consequências de uma cabeça às voltas

É comum assumir que os problemas são só nossos. É um erro. São raros os que conseguem a proeza de impedir que o que sentimos tenha reflexo direto ou indireto na relação com os outros, seja em casa, na esfera de amizades ou no trabalho.

As nossas preocupações refletem-se no outro de uma forma inconsciente, facilmente abalam as relações. E se o lastro da amizade e do amor não for suficientemente forte, facilmente entramos numa espiral negativa de onde pode ser difícil sair.

Mas o que fazer com uma cabeça que não para? Há alternativas? Muitos especialistas sugerem a meditação, alterações positivas dos hábitos de vida, nomeadamente o exercício físico e a alimentação saudável.

Mas não é preciso complicar. Todas as pessoas têm mecanismos de escape, seja uma ação, uma pessoa ou um lugar. Concentre-se em descobrir qual é o seu, é tempo bem perdido. E desabafe com um amigo, brinque com os seus filhos, leia um livro, oiça um disco que o anime. Por falar nisso, dançou este fim de semana?

VIAJAR SOZINHA: BENEFÍCIOS, DICAS E CIDADES RECOMENDADAS

É muito comum se pensar em grupos ou amigos na hora de planejar uma viagem. Nada mais natural, afinal é sempre bom estarmos perto de quem gostamos.

Isso faz com que a possibilidade de viajar sozinho seja quase que automaticamente ignorada. A experiência de viajar sozinho(a), além de engrandecedora, garantirá diversos benefícios para nossa vida.

Atualmente, quase não há quem não trabalhe ou estude muito. A sociedade evoluiu e as demandas mudaram.

Precisamos estar cada vez mais envolvidos com o trabalho e sempre atualizando o conhecimento. Ou seja, o cansaço da correria do dia a dia é inevitável, tão logo, viajar é preciso.

Assim, a primeira coisa que vem à mente na hora de planejar as férias é o fato de poder viajar. Não há quem não goste de viajar, até porque esta prática definitivamente faz bem. Mas, quase sempre, seja por medo ou receio, acabamos insistindo em organizar viagens em grupos ou com amigos.

O ideal seria que todos nós tivéssemos a chance de viajar sozinhos ao menos uma vez por ano. Por quê? Alguns motivos simples e convincentes são:

Você ganha confiança
Ao viajar sozinho(a) você precisa lidar com desafios muitas vezes inesperados. Normalmente, todos são vencidos facilmente através de nossas próprias decisões. A confiança diante das situações aumenta.

Liberdade e flexibilidade
Viajar sozinho é poder organizar o horário da forma que quiser. É poder planejar uma visita a um local sem necessidade de aprovação dos outros. É a possibilidade de escolher o que e quando se quer conhecer. Exemplo clássico? Você não precisa esperar 30 minutos a mais para sair só porque alguém ainda está terminando de tomar banho.

Fazer amizades
Quando viajamos em grupos ou com amigos, dificilmente estamos abertos a conhecer novas pessoas. É um círculo fechado. Quando viajamos sozinhos estamos propensos a falar e conversar com outras pessoas. Conhecemos e fazemos novos amigos.

Você não está sozinho
Viajar sozinho não é enfrentar a solidão, mas sim o contrário disso. Basta, por exemplo, ver os albergues, repletos de viajantes “solitários” que fazem amizade entre si. Quase sempre os melhores programas saem daí.

Você pode fazer o que quiser
É simples assim. Você pode comer um famoso sorvete italiano sem a necessidade de “porquês” ou sem perguntar se alguém concorda. A liberdade de escolha é uma das maiores vantagens de se viajar sozinho.

Você vence seus medos
Quando viajamos sozinhos, além de ganharmos confiança, superamos nossos medos. Aprendemos a não ter medo da escuridão, do mar, de altura. Basta viajar e conhecer os lugares. Aos poucos os medos vão sendo tomados por uma satisfatória sensação de conquista.

Você economiza
Quando estamos sozinhos temos uma propensão menor ao gasto. Isso acontece porque se evitam os clássicos cafezinhos a cada esquina. Você também não tem necessidade de acompanhar cada programa que o grupo ou os amigos decidam fazer. Muitas vezes, preparamos a viagem na mente de um jeito, mas na realidade gastamos o dobro quando estamos acompanhados.

Você se conhece
Viajar sozinho é também viajar de encontro à própria alma. Quando viajamos sozinhos nos deparamos com o que somos verdadeiramente. Tomamos decisões reais do nosso âmago, conhecemos nossos verdadeiros gostos e atitudes.

Cidades recomendadas para viajar sozinho

Tendo então tomado a decisão de aproveitar os benefícios de viajar sozinho, há milhares de lugares maravilhosos que podemos conhecer. Algumas dicas boas são:

1. Nova York – Estados Unidos
Moderna e cosmopolita, a cidade americana propicia tudo o que uma pessoa precisa para ter contato com o mundo contemporâneo. Embora agitada, é capaz de garantir dias e noites de diversão e descanso.

2. Dublin – Irlanda
A Irlanda recebe a todos de braços abertos. Quem viaja sozinho para Dublin tem a oportunidade de conhecer a fundo a densidade da cultura local. Seus tesouros naturais surpreenderão.

3. Copenhague – Dinamarca
Refinamento visual e magistral arquitetura de edifícios, Copenhague é uma viagem que proporcionará diversão para todo momento para qualquer mochileiro.

4. Hokkaido – Japão
Conhecer o Japão é entrar em contato com um mundo maravilhoso à parte. Sede dos jogos olímpicos de inverno de 1972, Hokkaido fascina e facilitará o contato com o seu eu interior.

5. Terra Nova e Labrador – Canadá
Região remota do Canadá, Terra Nova e Labrador é uma experiência sui generis. Uma viagem repleta de belezas literalmente frias, mas que aquecem a alma.

6. Barcelona – Espanha
A Espanha é um país lindo, e a cidade de Barcelona parece ter sido minimamente projetada para encantar. O idioma fácil e a elegância das construções fará da viagem inesquecível.

7. Setúbal – Portugal
Em Setúbal você fará uma viagem tranquila e relaxante, pois a cidade tem uma população de pouco menos de 800.000 pessoas. Explore a vida urbana e desfrute de suas belezas naturais, onde a floresta encontra o mar. Não deixe de ir à Praia do Portinho da Arrábida, uma das “Sete Maravilhas Naturais de Portugal” na categoria Praias e Falésias.

8. Dubrovnik – Croácia
Pode parecer ousado, mas Dubrovnik é uma das cidades mais bonitas do mundo. Sua formação é costeira e repleta de construções centenárias, um deslumbre para os olhos.

9. Melbourne – Austrália


Um encontro com um dos mais belos desertos da terra. Especificamente entre Cairns e Melbourne você terá a visão mais bonita e a experiência mais impressionante. Toda a vastidão do cenário nos lembra da grandiosidade de nosso ser.

10. Creta – Grécia
Conhecer a Grécia é conhecer a história da humanidade. Creta é uma região com estrutura completa para qualquer viajante ou mochileiro. Se for, não se arrependerá e pode ter certeza que vai querer voltar várias vezes.

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA – A CARTA DA AMANTE

O tempo passa para todos, de repente você se enxerga no espelho não mais como adolescente sonhador, mas como adulto conformado, seguindo a constante tarefa de existir. Existir obviamente não possui o mesmo significado.

Você sonha ainda, é claro, mas com os pés no chão.

Não corre o mesmo risco de antigamente, onde o prazo para consertar os erros cometidos era muito maior e o perdão mais fácil conquistado.

Quando vira adulto, as prioridades mudam. Encontra-se atolado de obrigações e incorporado a rótulos da sociedade. Rótulos esses que o transformam em robô com alma danificada.

Passa a seguir um roteiro único, estudar, trabalhar, casar, procriar e transar de vez em quando. Passa a vida tentando acertar, ser incluído, em que, nem interessa tanto, mas que seja algo importante.

Então você começa a agradar. A quem ama, por vontade; a quem tolera, por educação; a quem não gosta, por interesse. Mas vai criando dependência.

As pessoas se apoiam tanto em você, e você nelas, que a missão passa a ser não magoá-las nunca. Não haveria nada de errado com esta função, a não ser por um motivo óbvio: muitas vezes só se consegue isso à custa da sua própria felicidade. Passa a existir somente para o outro. Anula seus sentimentos e vontades, não magoa ninguém.

Mas sai ferido.

Isso nem incomoda muito, porque essa ferida já cicatrizou, e mesmo se abrir novamente, não vai doer tanto, é muito fácil conviver com ela. Já está acostumado com essa vidinha “mais ou menos”, cheia de paz, mas sem nenhum sentimento. A questão é quando o destino resolve te sacanear. Porque você esbarra com alguém que te desviará desse roteiro correto, que seguia tranquilamente.

Ah, o amor, ou pior, a paixão!

O que acontece quando depois de adulto, você se descobre amando feito adolescente, alguém que não é a sua namorada de quatro anos?


Perde essa paz, ganha suspiros e uma nova vontade de viver. Não apenas existir, mas sentir. A ferida se abre de tal forma que se espalha por todo o corpo, atingindo em cheio o coração. O problema, é que você já concluiu seu próprio roteiro. Por alguns desvios, se achou no fim de sua história. É inadmissível outra pessoa chegar e mudar tudo isso.

Você, com a vida correta, que sempre lutou pra conseguir. Que absurdo, não? Seu coração ferve, sua mente flutua, ao mesmo tempo seu mundo desmorona. Você terá que reconstruir tudo de novo.

O pavor cega, o remorso atinge.

VIAJAR AJUDA A TROCAR DE EMPREGO E ATÉ DE NAMORADO, DIZ PESQUISA

Fazer uma viagem pela primeira vez aumenta confiança, torna as pessoas mais bem-sucedidas e corajosas, para mudar de emprego e até de parceiro. É o que revela a nova pesquisa de um buscador de hospedagens.

O levantamento, que entrevistou mais de 15 mil pessoas de 20 países, incluindo o Brasil, prova que viajar para lugares novos e buscar experiências fora da zona de conforto inspira mudanças na vida.

74% dos entrevistados brasileiros disseram que ter a coragem de viver uma nova experiência de viagem aumentou muito a sua confiança, taxa bem acima da média global que é de 65%.

22% dos entrevistados afirmaram que uma experiência de primeira viagem os levaram a mudar de emprego ou de carreira, 18% mudaram de relacionamento e 42%, para um lugar completamente novo.

Os entrevistados também disseram que a confiança gerada pela primeira viagem pode abrir portas para outras oportunidades, como conhecer pessoas (63%), cozinhar e provar mais comidas (53%), aprender nova língua (52%).

Brasileiros acreditam que experiências de viagem tendem a ser mais interessantes do que aqueles que não tiveram essa oportunidade (71%), enquanto a média global é 61%, e que tendem a ser mais bem-sucedidos na vida e na carreira (45%).

A experiência de primeira viagem pode ser uma ocasião tão importante na vida que os participantes brasileiros a consideram mais memorável do que seu primeiro dia de aula (70%) e do que o primeiro encontro (51%).

Quase metade dos viajantes em todo o mundo (45%) planeja ser mais aventureiro em 2017 e 56% querem viajar para mais lugares o mais longe de casa possível.

VIAJAR É O MELHOR DOS VÍCIOS

Algumas coisas na vida viciam de verdade. A maioria dos vícios são prejudiciais. Quem não sabe os perigos do fumo, do álcool, das drogas ilícitas?

Ou então do jogo, do sexo em excesso, da gula… Mas existe pelo menos um vício bom. Melhor, ótimo: viajar.

Parece bobagem, mas não é. Até que se viaje a primeira vez, pode ser que este não seja um desejo muito latente.

Sei que muitas pessoas gostam de ficar em casa, nem têm curiosidade de conhecer o mundo, se contentam com o que já viram.

Mas o que quero dizer é que depois da primeira viagem — seja para fora do país, para outro estado ou cidade, não importa — é difícil parar. A sensação é tão boa que a gente só pensa em repetir a dose. Estou exagerando?

Segundo resultado de uma pesquisa global encomendada por um site de viagens, viajar para lugares novos e buscar experiências fora da zona de conforto é tão bom que inspira mudanças na vida.

Para 74% dos brasileiros, viajar torna as pessoas mais interessantes, ajuda a “abrir a cabeça”, conhecer e respeitar outros costumes, ouvir outras histórias… Ajuda, também, a aprender a lidar com imprevistos, muito comuns nestas jornadas.

Fazer uma viagem aumenta positivamente a confiança, amplia os horizontes e torna as pessoas mais bem-sucedidas na vida, de acordo com a pesquisa. Sobre a primeira viagem, os entrevistados relataram que foi uma ocasião mais memorável na vida do que seu primeiro dia de aula (70%) e seu primeiro encontro (51%).

E, voltando à questão do vício, a pesquisa constatou que é realmente difícil parar. Tanto que 84% dos brasileiros, após a primeira experiência, afirmaram que pretendem não só viajar para outros novos lugares como já estão focados neste objetivo.

Eu confesso: sou completamente viciada. E volto de cada viagem já pensando na próxima.

QUANDO ACABA O ASSUNTO…

Silêncio. Talvez não haja uma atitude humana mais angustiante quanto essa nos dias de hoje.

Na era da informação, em que precisamos ser felizes, bem resolvidos, comunicativos e etc, a ausência de som é um verdadeiro enigma cotidiano a abalar muitos de nós.

Quantos já não nos inquietamos com a presença silenciosa de alguém ou com a demora na resposta de uma mensagem visualizada no celular?

Muito da nossa vida cotidiana se baseia na comunicação verbal. Conseguimos suprir necessidades materiais e emocionais através da fala. Esta também é o meio pelo qual damos e recebemos informações, nos mostramos ou fingimos ser alguém, dentre outras possibilidades.

É troca. Trocar com o meio não só é saudável, é fundamental para a sobrevivência e a evolução da existência humana. Entretanto, de alguma forma, o desejo de se interar com os outros e de imprimir velocidade à vida, retira a naturalidade diante de um dos aspectos absolutamente fundamentais da comunicação: o silêncio.

Tudo na natureza apresenta momentos de expansão e outros de retração. Antes de chegar a ventania de uma frente fria, sempre existe um dia de ar mais parado. Antes da chegada das ondas em uma praia o mar sempre recua. Antes de iniciarmos um dia ativo necessitamos de uma noite de calma e descanso. Da mesma forma ocorre com a comunicação verbal humana.

Existem momentos de fala absoluta. Novidades acontecem, duvidas surgem, medos aparecem, desejo de troca surgem… enfim, diversos são os motivos que nos fazem querer falar.

Faz bem colocar para fora o que pede para sair, tanto que a expressão do cliente é um elemento fundamental na Psicologia Clínica. Mas existe uma hora em que não há mais novidade, não pulsa uma dúvida, não há desejo de troca, e a pessoa silencia.

Momento em que a necessidade é de sentir, de curtir alguma coisa em silêncio, seja uma música ou mesmo um mergulho em si mesmo e nos próprios sentimentos. Muitas vezes não há nada relevante implícito naquela pausa, é apenas um momento de intervalo e de interiorização, que pode ser curto ou longo. O silêncio, assim como a fala, faz parte da interação humana.

Porém, essa pausa gera normalmente angústias. Quando vejo a outra pessoa em silêncio, acabo projetando diversos receios e questões minhas sobre ela. Pensamentos como “será que fulano parou de falar por não me suportar?”, “ele deve estar se achando muito, não quer nem papo comigo”, “olha como ele sofre, coitadinho, nem tem assunto…”, e outros do tipo “caramba, preciso falar algo, ou ele vai me achar sem graça”, “ah, que saco, não quero falar, mas preciso falar pra ser simpática com ele”, são possíveis de ocorrer.

Buscamos encontrar uma causa para o silêncio do outro ou queremos romper de qualquer forma com ele, por achar essa pausa desagradável ou indesejável. Muitos de nós crescemos sem entender ou sentir o valor do silêncio, e achamos se tratar de algo quase prejudicial. Quando na verdade, é tão necessário quanto a noite é importante para completar o dia.

Fala excessiva, sem momentos de pausa, pode sinalizar ansiedade forte, desejo grande de fugir da própria realidade existencial. Silêncio excessivo, sem momentos de fala, pode sinalizar desejo de fugir do mundo e das pessoas, o que também não é saudável, pois precisamos interagir para suprir necessidades.

Quando acaba o assunto… é hora de curtir uma outra forma de interação. A interação silenciosa, que quando não é angustiante para nenhuma das partes, possibilita muitas vezes uma conexão indescritível com a outra pessoa. Sim, difícil descrever, pois não passa por um assunto em comum ou uma concordância de ideias, ou por uma piadinha.

Mas se trata de uma aceitação plena do outro, de seus momentos de expansão e de retração. Fica implícito: “Aceito e gosto de seus assuntos, mas também gosto do seu silêncio. Te respeito, te aceito e te gosto em sua totalidade.”

Quando acaba o assunto é hora de respirar. É hora de permanecer e se aceitar. É hora de conhecer o outro. É hora de se conhecer.

4 COISAS PARA DEIXAR DE FAZER HOJE

Muitas são as formas que nos torturamos todos os dias. Motivos pessoais nos levam a agir e pensar de forma que nos faz mal. Porém, há uma lista de coisas que você deve deixar de fazer hoje, para que seja mais feliz e realizado em sua vida:

Pensar demais

Passamos horas e horas pensando em coisas que nos incomodam e que nos preocupam. É só parar e pensar, em quantas discussões você voltou para casa pensando em coisas que poderia ter falado, remoendo a situação várias vezes em sua mente.

Mas sabe aquele ditado, de tomar veneno e esperar que o outro morra? Pensar demais é isso. É remoer, sofrer de antecipação ou por coisas que já passaram, sendo que você não pode nem mudar o que aconteceu, nem prever o que já de acontecer.

Quando você perceber que o tempo passa na mesma velocidade se você esperar com calma e sem pensar demais, você perceberá que deve deixar de pensar demais hoje.

Ter medo da mudança

Muitos têm medo de mudar por puro comodismo. Como você está agora, o que você já tem, te impedem de tentar mudar pontos na sua vida, que podem ser muito bons.

Seja mudar um hábito, mudar de trabalho e até mesmo de opinião.

Mas é sempre melhor se arrepender por ter tentado, e sempre ter a chance de recomeçar, do que ter sempre em mente aquele “e se? ”.

Tentar agradar a todos

Qual seria a graça de deixar de ser você mesmo para agradar os outros? Você nunca vai conseguir agradar a todos. Mas vai agradar a muitos do jeito que você é.

E quer maior prazer que isso? Assumir quem você realmente é, e ter as pessoas perto porque elas realmente gostam de você, e não porque você precisou ficar se controlando e omitindo sua personalidade para agradar alguém.

Viver no passado

O passado é isso mesmo: passou, ficou pra trás, e deve permanecer lá. Não te acrescenta em nada remoer coisas que já aconteceram e você não vai conseguir mudar.

Vale sim aprender com os erros do passado, mas para que seu futuro seja melhor. É preciso maturidade para aprender o que você deve ou não fazer para ser mais feliz, mas não remoer isso.

NÃO TERCEIRIZE AS RESPONSABILIDADES QUE LHE CORRESPONDEM

Quantas vezes você já se pegou terceirizando os resultados de suas próprias escolhas? Se algo deu errado é Deus te castigando, se algo deu certo é graças a Deus e ao Anjo de Guarda que te ajudou.

E você, onde fica na equação? E seu livre arbítrio para semear com ampla liberdade e, obrigatoriamente, colher?

Delegar a terceiros o resultado de nossas ações nos torna frágeis perante nós mesmos. A falta de confiança em si para assumir posicionamentos, mesmo quando estes vão contra o que a maioria pensa ou acha, pode ser uma âncora em nossa vida.

Você já parou para refletir sobre situações que se repetem em sua vida e geram o mesmo resultado? Por exemplo, sempre que vai ao supermercado a fila do caixa que você está demora, por qualquer razão.

No entanto, você já analisou os tipos de pensamentos que têm antes de ir ao supermercado e a emoção que estes pensamentos geram dentro de ti?

Veja friamente seu comportamento, sua emoção e seus pensamentos antes de realizar uma atividade corriqueira e que normalmente acaba por te irritar.

É amigo(a), o mundo é um grande espelho. E com certeza o que você reflete para o meio retornará para si. E é neste ponto que terceirizamos nossa responsabilidade. A Lei de Murphy que o diga!

Tem um ditado que diz “gentileza gera gentileza”. Essa é a mais pura verdade! Quando você se abre para compreender a si mesmo, o mundo retribui com mais amabilidade e naturalidade.

Não significa que as pessoas mudaram, que Deus está mais bonzinho ou que seu Anjo de Guarda resolveu te ajudar. Foi você quem mudou consigo mesmo, passou a respeitar-se e assumir as rédeas de sua vida, aproprie-se das responsabilidades de tudo o que faz, pensa e diz.


Portanto, faça uma autorreflexão e veja como andam seus pensamentos e sentimentos, analise a razão pela qual situações e pessoas te incomodam, por que algumas coisinhas estão empacadas na sua vida… coloque-se dentro da equação e atribua sua parcela de responsabilidade em tudo na sua vida.

NA MEDIDA DAS NECESSIDADES

Terias a coragem de manter em tua vida só o essencial e deixar que o universo proviesse com o quanto e o que realmente precisas?

Não falo de ter pouco, tampouco de escassez, mas, ao contrário, de fluxo do essencial conectado com a abundância.

E abundância não é o que sobra, não é o exagero.

É o simples, o ordinário. O extraordinário é sempre demais.

Quando temos demasiado confundimos e atropelamos o fluido, tal como o rio que, quando transborda, se despeja e se espalha para qualquer lado e lugar perdendo a essência do leito e encharcando as terras.

Assim somos nós, nos inundamos de desejos, exigências, ânsias, imposições e conveniências, sem mesmo nos consultar se esses de fato são para nós, se nos servem.

Se não fôssemos os inventores das nossas ausências (sim, pois criamos as necessidades e mesmo assim nos falta tudo o tempo todo), e se tivéssemos a coragem, e, sobretudo, a paciência do tempo certo, daríamos a oportunidade ao universo para que ELE nos suprisse com o imprescindível, o fundamental e relevante.

 

Viver o essencial é aceitar o que há e o que é, e que ainda haverá uma peça única a se encaixar em nosso ser, na exata medida da nossa necessidade.

QUERER O BEM DO OUTRO É O JEITO MAIS BONITO DE VIVER BEM CONSIGO MESMO

A coisa mais bonita que mora na gente é um desejo vago e sincero de que o outro fique bem. Do nada, olhamos um desconhecido na rua, caminhando com pressa, de manhã cedinho para o trabalho, a expressão preocupada, e a ele dirigimos um voto silencioso, assim em pensamento, de que o dia seja bom, que seu chefe não o aborreça, seus clientes não o chateiem, que a saúde seja franca e o dinheiro seja largo.

Sem mais, queremos bem a quem nem imagina a nossa existência. Daqui de dentro, lançamos a esse estranho um conselho honesto e antigo em segunda pessoa.

“Faz tudo certo, meu caro. Vai em frente. Força! És boa gente! Cuida bem dos teus, dá teu melhor que tudo se ajeita!”

Ele nunca vai saber que foi objeto primeiro de uma oração humilde e sincera. Nem imagina que seu caminhar apressado despertou em alguém o que o ser humano tem de mais bonito. Essa capacidade perdida de querer bem a toda gente.

De repente, uma ternura tão grande de um tempo passado nos toma pelo braço e acende uma saudade bonita aqui dentro. Lá fora é tardinha, daqui a pouco será noite e a lua é tão bonita que a gente chora sem mais o quê. Chora com a beleza que não é forma, é sentimento. Ai, como é bonito sentir afeto.

Dentro da gente mora tanta coisa! Tanto sonho, tanta lembrança, tanta saudade. Sentimentos de todo jeito, angústias, medos, alegrias, vontades de toda cor, palpites de toda sorte.

Está tudo aqui, morando junto só Deus sabe como, habitando em comunidade um espaço insuspeitado, tudo amontoado como um universo compacto, bruto, esperando a hora do Big Bang.

Quando explode, é ternura pra todo lado, reconstruindo de gentilezas galáxias inteiras. A gente quer mais é que todo mundo se encontre, se respeite e se estime. Deseja com honestidade a alegria de toda gente.

Converso com minha amiga Verônica, que deixou tudo na cidade grande, carreira, amor, família, e mudou sozinha para um vilarejo no litoral da Bahia, trabalhar num hotelzinho, viver com pouco, fazer tudo a pé.

Ela me conta que lá o povo se orienta pela lua e a maré, que conversa com os índios e dança forró com os nativos, descalça. Sinto aqui uma ternura tão grande por ela, um desejo tão fundo de que ela seja feliz, que vou sendo feliz também.

Não tem nada mais bonito que essa capacidade da gente se querer bem. Um dia a gente aprende a cuidá-la com apreço.

Como crianças descobrindo na escola os fenômenos da ciência, compreendendo que o gelo é a água em estado sólido e a fumaça da chaleira é a mesma água em vaporização, ganhando o céu feito um foguete americano, reaprenderemos perplexos que sentir amor é viver em forma de graça. E que a vida é muito, mas muito melhor em estado amoroso.