COMO VOCÊ ENSINA SEUS FILHOS A MEDITAR?

No meio da rua o menino chorando por muito tempo, mas a mãe reage de forma diferente, ou puxa para continuar caminhando, e desafia-lo, nem compra o que ele quer. Simplesmente  o chama pelo nome. O menino não está em linha reta e faz com que ela faça um algumas respirações.

Pois não é a primeira vez, e, juntos, eles tinham experimentado a magia de acalmar os nervos e ar inspiradora peito soprar muito lentamente. Você gostaria de aprender algumas dessas técnicas?

Sofia Godio Baez, instrutor de yoga e respiração da Fundação Arte de Viver há mais de 9 anos ministrou cursos para crianças, adolescentes e adultos. Ele explica os passos básicos de meditação na infância.

Até que idade é aconselhável ensinar as crianças a meditar?

A partir de 5 anos você pode começar a instruí-los nestas técnicas. É melhor que eles são guiados pela experiência, como com áudio ou vídeo pode ser distraído quando eles são muito pequenos.

Os exercícios ensinados variar de acordo com a idade. Tenha em mente que uma criança não meditar como um adulto, por exemplo, talvez um menino quando medita move-se e fica de olhos abertos. Então, primeiro você precisa entender isso e não quer se comportar como mais velhos, porque eles chegam ao momento de relaxamento contrário.

Que horas são úteis para usar estas técnicas centramento?

Em tempos de conflito emocional. Quando os meninos agarrá-los birra ou nervos, vergonha ou medo, quando essa emoção negativa surge, o primeiro passo é fechar os olhos e olhar para o que parte do corpo é que a emoção, onde se manifesta.

Por exemplo: “Estou com raiva porque eu lutei com o meu irmão”, “Onde você se sente” “na barriga”, “O que você sente em seu ventre”, “Eu me sinto um fogo, eu sinto as mãos apertadas, etc. “.

Que já é como a meditação, porque na realidade o que fazemos quando meditamos é esvaziar um pouco demais turbulência emocional.

Em um adulto o alarido é diferente, os meninos primeira é conseguir a consciência do que é o que está acontecendo para mim e quando percebemos, então podemos fazer algo sobre isso.

Este exercício pode fazer uma criança de 5 anos ao adulto. Os meninos são muito mais conectados e, na verdade, o que eles fazem é mais avançado do que o que fazemos grande, é tão avançada que é até simples.

Será que as técnicas de meditação e respiração ajudar os meninos se concentrar mais em estudar e ler?

Um menino que medita e realiza este tipo de atividade é mais consciente do que acontece, você tem mais poder sobre suas próprias emoções negativas. E também tem ferramentas para zombam quando alguém, por exemplo, de modo que não puxa seu eixo.

Quando a criança algo de bom acontece, você perde a concentração e está angustiado. Em seguida, a emoção começa a dominar e afeta tudo o que fazemos: estudo, prestando atenção na aula, ficar junto com os irmãos, etc.

Se você não consegue lidar com o que está acontecendo com você, você não será capaz de fazer qualquer coisa de forma eficiente, ou centralmente (em qualquer idade). A coisa fantástica para aprender estas técnicas e praticá-los de tão jovem é que eles assimilam instantaneamente e nunca esquecê-los.

Você pode explicar algumas técnicas de meditação simples?

A Saudação ao Sol (Surya Namaskar ou) é uma sequência de ioga muito boa que além de ter todos os benefícios da yoga, também gasta energia e todos os músculos do corpo funciona. Em seguida, a criança fica cansada e quando o corpo está cansado, a mente pode ser ainda e assistir.

O que acontece muitas vezes é que as crianças não se cansam o suficiente, então toda essa energia extra é transformada em raiva, violência, comer demais ou não comer. Após a saudação ao sol, pode ficar na cama em um quarto silencioso e que para eles é uma meditação, se você também quer que você pode colocá-los música tranquila de fundo.

Um exercício de respiração. Ele é dito para tomar uma respiração profunda, para encher a barriga de ar e depois pagar para fora lentamente (geralmente não dizer “inspirar e expirar”, porque são palavras que não entendem quando eles são crianças).

Que o exercício é recomendado para fazê-lo várias vezes até se chegar a relaxar. Embora seja uma prática que é feita ao longo da vida, seja feita a partir de pequeno, é naturalizado. O objetivo é aprender a ver onde a emoção é e como ele se manifesta no corpo.

Podemos realmente criar uma sociedade completamente diferente se nós damos essas ferramentas para as crianças: uma sociedade mais compassiva, para pensar do outro e não está olhando para tirar proveito. Ele pode fornecer técnicas para os valores humanos intrínsecos pode florescer uma vez que eles são pequenos.

TEM MEDO DE VIAJAR DE AVIÃO? CONFIRA DICAS PARA VENCER O MEDO

O avião é o meio de transporte mais seguro do mundo. Mas o medo de altura está entre os mais comuns entre as pessoas, por isso, nem mesmo a segurança e taxa pequena de acidentes traz sossego aos que seguram firme na cadeira quando a aeronave vai ganhando altitude.

Se você está entre os que tem medo de voar, separamos algumas dicas importantes para deixar (ou amenizar) os efeitos sobre as viagens.

1. Chegue cedo ao aeroporto

 E tenha tempo suficiente para comer algo e passar pelo check-in. A pressa pode aumentar o nervosismo. Aproveite a antecedência e reserve um assento na frente do avião, onde há menos ruído e turbulência.

2. Atenha-se aos fatos e às estatísticas

A psicóloga Andrea Sebben conta que medo de voar é disparado por pensamentos catastróficos, sem relação com a realidade. Para afastar a ideia de que o piloto vai enfartar em pleno voo ou de que uma das turbinas vai simplesmente cair no momento da decolagem, lembre-se: a probabilidade de você estar em um acidente de avião com mortes é de uma em 8,47 milhões. Ou seja, é mais difícil do que você ganhar na Mega-Sena acumulada fazendo apenas dez jogos (uma em 7 milhões).

3. Distraia-se

Ouça música, faça palavras cruzadas, leia um livro. Foi assim que um dos pacientes da psicóloga Andrea esqueceu completamente do medo de voar por 1h30, durante um voo Porto Alegre-São Paulo.

O paciente em questão não se orgulha de ter comprado O Doce Veneno do Escorpião, da ex-garota de programa Bruna Surfistinha, na área de embarque, mas admite que as peripécias sexuais da moça lhe tiraram a atenção das turbulências. Fica a dica.

4. Tome um remedinho

Andrea diz que os tranquilizantes são bem-vindos nessas horas. O administrador de empresas Roberto Monteiro, por exemplo, só os toma em voos com mais de duas horas de duração: “Os voos curtos não são mais tranquilos, mas, quando eu tomo, durmo e perco o desembarque.

É por isso que fazer uma ponte Rio-São Paulo pode ser mais tenso do que uma ida à Europa”, diz Monteiro. Ele ressalva, entretanto, que é preciso consultar um médico e não sair se automedicando por aí. “Passei num psiquiatra e me consultei antes de tomar”, diz.

5. Faça amizade com seu vizinho de poltrona

Conversar durante o voo pode aliviar a tensão e render bons contatos, mas certifique-se de não ser inconveniente. O bate-papo pode até despertar outros sentimentos, que não o medo, como na canção de Belchior: “Foi por medo de avião/que eu segurei pela primeira vez na tua mão…”

 6. Procure ajuda profissional

Se o medo interferir demais ou até atrapalhar sua vida pessoal, é porque ele já virou fobia. O melhor nesses casos é pedir ajuda profissional. A psicóloga Elvira Gross, autora de Avião: Viaje sem Medo e dona do site Polaris afirma que não é preciso mais que dois meses e meio (ou dez sessões) de terapia para obter resultados em um tratamento contra a fobia de voar.

Seus grupos de trabalho, de até seis pessoas, aprendem técnicas de relaxamento e de controle da ansiedade, sabatinam um piloto de avião, visitam uma aeronave real para aprender como ela funciona e como é feita sua manutenção e, perto da alta, pilotam um simulador de voo e fazem até uma viagem (com um avião de verdade, claro) juntos.

CATÁSTROFE NA RELAÇÕES: QUANDO PETER PAN E WENDY CASAM

As Síndromes de Peter Pan e de Wendy são muito mais comuns do que você imagina. E uma pessoa Peter Pan casar com uma Wendy é comum também, mas acaba se tornando uma relação catastrófica!

Já falo a razão da catástrofe.

Antes vamos ver o que é a Síndrome de Peter Pan e Síndrome de Wendy.

A síndrome de Peter Pan não é uma doença, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Ela acomete mais os homens, porém não é exclusividade do sexo masculino. Toda a pessoa que recusa aceitar as responsabilidades da vida adulta é um Peter Pan.

Vou listar os sintomas para ver se você se identifica, ou identifica alguém conhecido.

1. Costuma ser simpático e amigável.

2. Tem medo do fracasso, do abandono e da solidão.

3. Não consegue firmar compromissos afetivos duradouros.

4. Culpa sempre o outro pelos acontecimentos.

5. Não suporta críticas.

6. Normalmente é frio, apesar de ser sedutor.

7. Tem muita preocupação com a aparência.

8. Não é comprometido.

9. Exige altas doses de afeto e quer prazer com frequência.

10. Tem dificuldade em lidar com rotinas.

Já na Síndrome de Wendy a pessoa sente necessidade de atender e satisfazer a necessidade do outro para sentir-se mais amada. Normalmente assume o papel de ser mãe do companheiro ou companheira.

Vamos aos sintomas e espero que você não se identifique:

1. Cuida mais do outro do que de si mesmo.

2. Se doa tanto que pode adoecer, se abandonando.

3. Perfeccionista ao extremo, sente profunda culpa se o erro atinge o outro.

4. Assume culpas que não são suas e vive pedindo desculpas.

5. É dependente da aceitação do outro.

6. Possui alta carência afetiva.

7. Deixa o seu prazer, muitas vezes, para que o outro tenha momentos de prazer.

8. Não estabelece limites com facilidade.

9. Alimenta sempre a esperança da mudança do outro.

10. Gosta de ter controle sobre a vida do outro.

E porque falei que é uma relação catastrófica?

A relação Peter Pan e Wendy é complexa, pois o nível de frustração é alto para os dois, pois Peter Pan é um poço sem fundo de necessidade de prazer e Wendy é um poço de carência afetiva.

Normalmente a pessoa Wendy adoece, pois vai rebaixando muito sua autoestima, acaba vivendo refém do medo de perder o outro, por vezes se fragiliza tanto emocionalmente que precisa de ajuda, precisa “ser cuidada”, forçando a pessoa Peter Pan a exercitar algo que não consegue, principalmente por muito tempo.

Como Peter Pan precisa de muito afeto, de muita doação, acaba exaurindo o outro com o passar do tempo. E quando Peter Pan é convencido a ter filhos, aí normalmente a Wendy acaba assumindo tudo e fica ainda mais difícil ter energia e saúde para suportar toda a rotina.

Wendy normalmente quer ter filhos, pois tem a expectativa que Peter irá crescer com isso. O que é claro, não acontece. A não ser que Peter se trate e que eles façam terapia de casal.

Ao longo destes 32 anos de atuação em psicologia clínica e organizacional acompanhei muitos casos de Peter, de Wendy e muitos casais Peter e Wendy. E, se puder dar um conselho agora para você, é: se você se identificou, busque mudanças, pois é muito mais saudável.

Relações saudáveis são aquelas onde cada um mantem sua individualidade e o casal forma uma identidade de casal, onde o respeito pelos limites um do outro, a cumplicidade, a empatia, a valorização, a gentileza, o amor, o saber perdoar, se fazem presentes.

Relações saudáveis são aquelas onde os dois crescem, somam, amadurecem, aprendem, compartilham. Como sempre digo, relações sem via de mão dupla, não são relações. Vínculos afetivos saudáveis são os que os espaços são preservados, onde a comunicação clara é exercitada, onde o interesse é mútuo…

Se você conhece alguém com estes sintomas, compartilhe o artigo, você pode estar ajudando na mudança da vida de alguém querido, para muito melhor.

Grande abraço!

NÃO SOU GAY, NÃO SOU BI E NÃO SOU HÉTERO, SOU GENTE

Eu não me dou bem com rótulos, marcas, opiniões formadas, fundamentalismos, conversa de boteco, papo furado, conversa truncada e bofe que se acha, porque eu gosto de ser livre e preciso mais do que coisas baratas, na verdade preciso de essência.

Sou tão livre que me arrisco a expor meus pensamentos, mesmo que esses soam vazios ou vagos pelas pessoas.

Entre a opinião do outro e a minha, eu vou arriscar em mim, porque eu sei o que carrego dentro dos meus sentimentos e do meu coração.

Eu sou uma mona gay! Isto mesmo, sou mulher gay! Não sou bi, não sou homo, não sou hétero, sou gente. Não me importa o que as pessoas à minha volta são, pois para mim elas são gente como eu. Não presto muita atenção se são gays, doutores ou nada, pois prefiro vê-los como gente.

Sou tão gay, tão bi e tão hétero, que esqueci qual é o meu sexo. Sou mulher, porque desde a existência do mundo convencionaram a me chamar “mulher”, eu poderia chamar homem, coisa, tiquinho, mas me deram o nome “mulher”. Está tudo bem eu aceito, mas a minha essência é livre.

Ontem a noite eu li o artigo “Melhor bicha do que bicho – sobre a estupidez homófoba masculina” do meu amigo escritor Gustl Rosenkranz, e naquele momento eu pensei: é isso aí, melhor ser gente do que bicho.

O preconceito acerca da homossexualidade, da raça, da etnia, da religião e do diferente ainda é gritante no mundo. Quantas pessoas morrem massacradas todos os dias devido a tantas resistências e a tantos fundamentalismos.

Mas se somos gente, por que o mundo ainda cisma em tantas desigualdades para nada? Por que o mundo ainda é cruel e maldoso com relação as pessoas que gostam do mesmo sexo ou transitam entre hétero e homo? Se o amor fosse dever de casa, meta para dias melhores, prioridade para a vida, não existiriam tantas repulsas sacanas matando o próximo.

Muitas pessoas podem não entender meus sentimentos, meus pontos de vistas, meu jeito de ver a vida, mas eu vejo amor, vejo tanto amor (sem pieguice), que não vejo o sexo das pessoas, porque para mim o mais importante é a essência, o que elas carregam dentro delas.

A maioria dos meus amigos são gays, entendidos, bichas, botas, mas não são bichos. São pessoas melhores do que muita gente esparramada pelo mundo que prega bondade da boca para fora.

Eles sabem doar amizade verdadeira, amor a qualquer hora e ainda me dão colo. Eles são meu porto-seguro, e se alguém ameaçá-los com piadinhas de mau gosto, rótulos baratos ou vier com preconceitos absurdos, eu não escuto, porque sei dos conflitos que eles vivem numa sociedade ainda retrógrada, machista e cheia de achismos.

Não ser hétero, não ser branco, não ser pink, não ser religioso, não ser isso ou aquilo, não ser alguém dentro dos padrões convencionais ainda é motivo de muita especulação pelo desconhecido.

Realmente não é fácil ser gente diferente, mas é melhor do que ser alguém que não sabe amar incondicionalmente, que julga, que exclui, ou que sacrifica o outro.

Ser gente com nuances diferenciadas, enfrentar uma sociedade cheia de máscaras e falsos pudores, ter coragem de ser ele ou ela de corpo e alma, não é para qualquer um, é para quem tem a capacidade de dizer sim, que se assume sem qualquer preconceito ou vergonha, e sabe amar loucamente sua essência, sua essência.

Melhor ser gente na essência do que gente que não dá conta de si mesmo. Melhor ser gente do que ser imitação de homem ou mulher. Melhor ser bicha, bota, hétero, negro, bi, trans, etc do que alguém que não sabe amar, que não entende o significado de “respeito pelo outro”, e não entende nada sobre viver de fato.

É muito retrógrado em plena modernidade ver um mundo que atira pedras, que discute o sexo dos anjos, e que ainda insiste em preconceitos.

É muito triste deparar com os maus tratos e sarcasmos entre as pessoas, porque no fundo todo mundo é gente e igual. A alma não tem sexo, não tem cor, não tem cheiro e nem faz questão de se mostrar, então pare com esse lance de rotular as pessoas, por favor!

Temos o mesmo sangue que corre nas veias, apenas somos gente com diferentes tonalidades; com jeitos de ver, sentir e viver a vida e ninguém deve tratar o outro como bicho ou estranho, porque existem gostos diferentes e de todos os tipos.

Que ninguém trate o outro como bicho, porque não se enquadra nos padrões criados pela sociedade desde que o mundo é mundo. Todo mundo merece respeito e ser amado como é, e ninguém merece qualquer desrespeito ou indiferença.

Gente com orgulho de ser gente na essência incomoda muito. Já que é para intitular… eu sou mona gay e gente, aliás sou mais gente do que rótulos, marcas e apelidinhos de mau gosto. Só não carrego a bandeira gay, porque já está cravada no meu coração, e meus amigos gays (gente) sabem disso muito bem.

FALTA DE SONO PODE GERAR MUDANÇA NO COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS

O sono é essencial para o desenvolvimento e aprendizagem infantil. Nesse período, a necessidade de noites bem dormidas é maior que a de um adulto, pois é quando acontece a formação do organismo de uma criança.

Segundo a neuropediatra Karina Weinmann, a privação do mesmo causa impacto diretamente no neurodesenvolvimento, gera mudanças de comportamento e afeta o desempenho escolar dos pequenos.

“Durante a infância e a adolescência, o sono ajuda na formação dos tecidos e dos órgãos, entre eles o cérebro. Com isso, há um aumento importante da chance de desenvolver doença mental na fase adulta, há maior episódios de sonambulismo, cansaço, depressão e insegurança emocional”, explica a médica.

De acordo com a neuropediatra, a falta do sono também eleva os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, podendo gerar irritação, agitação e ansiedade. Além disso, o cortisol também pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de diabetes e obesidade.

“Do ponto de vista físico, devemos lembrar que crianças que não dormem apresentam redução na produção do GH, hormônio do crescimento, impactando na estatura e crescimento. Além disso, há queda da imunidade, com risco maior de contrair gripes, resfriados e outras doenças virais”, diz a médica.

A médica também afirma que quando se avalia os efeitos da falta de sono no cérebro, deve ser levado em conta o impacto na memória e na atenção, que segundo a neuropediatra é fundamental para o aprendizado escolar das crianças. “Um sono ruim também afeta o comportamento na escola e em casa, deixando as crianças mais irritadas, agressivas e agitadas”, explica Karina.

A falta de sono na infância está relacionada ao estilo de vida atual, em que os adultos com suas vidas corridas e agitadas, refletem diretamente no desenvolvimento das crianças, afetando o sono.

“Sabemos que hoje a maioria dos pais trabalha fora e chegam em asa na hora em que as crianças deveriam estar dormindo ou pelo menos deveriam começar a rotina do sono. Naturalmente, os pais querem aproveitar os filhos, conversar, brincar, comer e acabam impondo um ritmo impróprio para a criança”, diz a neuropediatra.

Esse problema pode ser solucionado com uma rotina. Confira abaixo as dicas dadas pela neuropediatra que ajudarão as crianças a terem melhores noites de sono:

– A criança precisa de uma rotina na hora de dormir e isso inclui um horário. Crianças devem dormir entre 19h e 20h;

– Coloque o pijama, escove os dentes e coloque a criança na cama ou berço;

– Apague as luzes e aparelhos eletrônicos. Lembre-se que a casa precisa estar no ritmo de “dormir”, não só a criança;

– O quarto deve estar escuro e em uma temperatura agradável;

– Não dê alimentos açucarados e nem com cafeína no mínimo 3 horas antes do horário da criança dormir;

– É importante que a criança esteja bem alimentada, limpa e com roupas confortáveis;

– A cama é o lugar de dormir, portanto nunca a use como espaço para brincar;

– Escolha uma objeto de transição (bonecas, ursinho, naninha, etc.) para fazer companhia na hora de dormir;

– Leia alguma história calma e própria para a hora do sono, sem excitar demais a criança;

– Faça a criança dormir no quarto dela. O simples fato de colocar a criança após ter adormecido pode ser suficiente para despertá-la.

A HORA DE SAIR DA CASA DOS PAIS

Não existe idade certa ou errada para este grande acontecimento. Para quem cresce em cidades pequenas é muito comum sair da casa dos pais ainda no ensino fundamental, em busca de escolas melhores nas redondezas.

Para outros, esse momento chega ao passar no vestibular, neste caso a saída é muito mais frequente se a faculdade escolhida for também em outra cidade.

Há quem saia de casa devido à propostas de trabalho em outros lugares, há quem saia direto para o casamento – ou para morar junto com o(a) parceiro(a) – há ainda os que tomam a iniciativa por quererem um espaço próprio, com mais autonomia e liberdade.

Nem toda saída é pacífica, existem aquelas pessoas que saem por rebeldia, por fuga ou por brigas, gerando um trauma emocional em toda família. Independente dos motivos que te levaram a sair da casa dos seus pais, esta decisão carrega um mix de sentimentos: coragem, determinação e desapego X insegurança, medo e solidão.

Você pode sentir alívio por não vivenciar possíveis problemas familiares e, ao mesmo tempo, falta de toda aquela confusão. Pode sentir que a partir da data de saída terá o controle total da sua vida e, mais na frente, constatar que ainda vai depender dos seus pais por muitos anos, seja por questões financeiras ou emocionais.

Não importa se foi na adolescência ou na vida adulta, sair do seu lar de origem é uma das maiores oportunidade de amadurecimento que existe nessa vida.

É uma chance de você se conhecer melhor, fazer regras próprias, organizar seu tempo e sua rotina sem tantas interferências externas. É uma oportunidade de você aprender a se virar: seja passando por uma doença sozinho(a), seja por ter esquecido de pagar a conta de luz ou por passar apertos na cozinha.

Sair de casa também é uma chance de você melhorar o relacionamento com seus pais, irmãos ou outros membros da família. Primeiro porque não haverá o desgaste do cotidiano, aquelas pequenas coisinhas que irritam e desgastam a convivência.

Segundo, porque você vai sentir muita falta dos momentos em família e, portanto, irá valorizar mais quando eles acontecerem. Terceiro, porque quando sentimos saudade temos uma tendência de priorizarmos as lembranças felizes e isso vai gerando uma onda de gentilezas e reciprocidades.

Para que ainda não saiu, saiba que o apoio da família e a convicção de que, se algo errado acontecer, você será recebido novamente de braços abertos, é o maior incentivo para esta decisão.

Como dizem por aí, passarinho aprende a voar quando sabe que tem um ninho para pousar. Então, antes de velejar mar adentro, cuide muito bem do seu porto seguro, afinal, ele pode ser o único lugar para se abrigar em uma tempestade.

FAÇA DO SEU CORPO CASA DE SENTIMENTOS BONS

Quando você está cheio de sentimentos e pessoas ruins ao seu redor, você só pode refletir sentimentos ruins. É como um espelho, que reflete aquilo que colocamos na frente.

Não tem como você ter sentimentos de alegria se tudo que te preenche é tristeza. Nem como você ser feliz se são pessoas tristes e negativas que te fazem companhia.

Por isso se pergunte o que tem te preenchido e o que tem feito parte do dia a dia. E se pergunte o quanto essas coisas te definem.

Querendo ou não, você é resultado das suas escolhas, ocupações e companhias. Então o que você tem permitido te definir? O que você tem mantido por perto?

Faça do seu corpo casa de sentimentos bons. Claro que não é fácil abrir mão de pessoas que te fazem mal. Mas é uma escolha que você faz por você mesmo. É te escolher. Preferir ser feliz a abrir mão de alguém. É saber que você vale mais do que um relacionamento, seja amor ou amizade, que só sabem te sufocar.

E evite tudo aquilo que te faz mal. Não são só pessoas. São objetos que te lembram momentos ruins, ocupações que são uma tortura, podendo ser um trabalho ou até mesmo um hobbie que você se obriga a ter sem ao menos gostar.

Por mais obrigação que você acha que tenha, na verdade, você não é obrigado a nada. Quem tem te obrigado a fazer o que você não quer, se não é sua mente? Por mais que as pessoas te cobrem, você é sua própria prisão. Então liberte-se! E viva uma vida leve.

Antes chegar lá no final e ver que tudo valeu a pena do que ter um fardo. Sua mente e seu corpo agradecem por você ser capaz de tomar atitudes por você mesmo, e deixar para trás tudo que não te faz bem. Não tem problema nenhum em se dar o devido valor e se amar.

Se esvazie de tudo que é ruim, pra se preencher de coisas boas. É esvaziando-se que se preenche.

ELA NÃO DEVIA TER SENTADO NA MINHA MESA

Ela não devia ter sentado na minha mesa…

Era intervalo da aula e naquele curso tem uma cantina muito boa (e barata). Vi dois tipos de torta salgada, perguntei qual era a mais gostosa e a dona do café, sempre muito atenciosa, disse que a feita de abóbora era a melhor.

Confiei no gosto dela e comprei. Comprei também um refrigerante de garrafinha. Adoro refrigerantes de garrafinha. Sei lá, lembram a minha infância, parece que até o gosto é melhor…

Sentei e chegou uma colega:

– Posso sentar aqui contigo?

– Claro, senta aí.

Começamos a conversar e logo veio a pergunta, na verdade “as” perguntas:

– Tu és casada? Tens filhos?

Respondi sorrindo: – Não, mas sou tia. Serve?

E ela fez aquela cara de pena, como se eu fosse uma pobre coitada. Quis sondar se sou heterossexual. É que quando se chega solteira na minha idade, muita gente pensa que a gente é lésbica, sabe?

Bom, nada contra as lésbicas, até tenho amizade com algumas, mas não sou uma delas. Sei lá, para mim isso não funcionaria. Não me imagino discutindo a relação todos os dias, nem tendo que aturar qualquer outra mulher além de mim.

Mulher é um bicho muito chato. E digo mais: se eu fosse homem, com certeza seria gay, hahahaha… Então tá, continuando, quando na tentativa de sondar “discretamente”, ela perguntou sobre ex-namorados, falei deles, na verdade dele, namorado mesmo foi um só.

Disse o nome para ela ficar tranquila e ver que pode ser minha amiga (mesmo sendo casada). Bom, achei que ela fosse casada, pois usa aliança. Foi então, que ela resolveu falar um pouco de si.

Disse que “mora junto” faz 15 anos, mas que ele não quer casar, que ele não quer também usar aliança, que ele não quer ter filhos, mas que ela quer muito. Falou que não tem emprego, que ganha uma mesada do pai, que faz um curso de idiomas e aulas de pintura, que não é muito feliz com ele. (Ela não dizia o nome dele, apenas “ele” e mesmo que dissesse eu não poderia escrever aqui, nem o dele nem o dela, rs).

Falou que quer se separar, mas que tem medo de não achar outro. E perguntou por que não me casei. Perguntou como se fosse uma situação definida. Não “por que não casei ainda”, por que não casei (fato consumado).

Eu respondi “que não achei o cara certo, que na verdade nunca procurei direito, que faço mil coisas que me trazem felicidade. Que faço dois cursos à noite, que trabalho igual uma “camela”, que gosto muito de viajar, de escrever e de desenhar, que a caminhada sozinha não é ruim (claro que acompanhada seria melhor) mas não a qualquer custo, entende?” Ela concordou.

Disse que desse ano não passa, que vai largá-lo e mudar para Paris. Rimos muito! Realmente, sou uma péssima influência para as amigas casadas. Ela não devia ter sentado na minha mesa. Fim.