Mentira Patológica Ou Mitomania

A mentira, por si só, é nociva e aponta algum tipo de desvio, por menor que seja sua intensidade. A mitomania, diferente da simples mentira, faz com que o sujeito construa histórias estruturadas e com isso passe a viver suas respectivas alterações de realidade, passando a envolver as pessoas em sua volta, inclusive aqueles que relata amar intensamente.

A origem que desencadeia esse quadro está presente na realidade interna, ou vazio marcante, desconhecido, inconsciente, do portador desse quadro. Habitualmente as elaborações construídas direcionam-se a pontos específicos, como por exemplo, a vida dupla em diferentes relacionamentos, mesmo quando há uma interação, preexistente, saudável e completa. Entretanto, casos mais graves podem alcançar uma generalização para outras áreas.

O mecanismo do mitômano envolve, além da própria ilusão, o envolvimento de pessoas que participam de suas fabulações, nesses elementos de devaneio, alcançando quase a ordem delirante, já que modifica os fatos da realidade, porém, o senso de julgamento permanece parcialmente íntegro, contrário aos traços presentes na Árvore dos Transtornos Psicóticos.

A finalidade é única, exclusivamente pessoal, e para seu êxito há uma desmedida em termos de consequências e de impacto aos outros, independentemente do sentimento que nutra. Supostamente, então, o mitômano crê que dessa forma preenche o vazio que toma conta de sua identidade. Outra fantasia que nutre com isso.

A gravidade da doença, contudo, não se faz pré-requisito para que seja identificada como desviantes pelo outro. O paciente é carente e demonstra isso, fazendo-se solícito, atencioso e sempre à disposição de suprir aquilo que é necessário a alguém. Ao mesmo tempo, demonstra que precisa ser especial e sempre presente diante das atenções dos outros.

Essas características, muitas vezes, vêm a confundir as percepções frente à dinâmica dos relacionamentos. O discurso argumentativo é forte e a contra posição, ou replica, quando observado, torna-se difícil, já que sempre existe um complemento perfeito para aquilo que é visto e até vivenciado.

“Para Philippe Jeammet, professor titular de Psiquiatria da Criança e do Adolescente da Universidade de Paris, os casos evidenciam comportamentos mitômanos que não têm nada de verdadeiramente novo, a não ser a divulgação pela mídia de que foi objeto, isso, antes mesmo que se descobrisse que os fatos alegados não ocorreram. “A maioria das mitomanias é bem construída e se alimenta de histórias verossímeis”, explica Jeammet. “Assim, é lógico que as pessoas próximas se deixem atrair para o jogo, pois não podemos de todo modo começar a suspeitar que todos são mitômanos”, conclui.”

O que se observa, é que a inclinação usual para o mitômano, desencadeando a produção dessa construção fantasiosa, visa encontrar em alguém, sujeito nem sempre definido, a aceitação e a aprovação. É como se esse vazio, mesmo que desconhecido, provocasse uma culpa por algo inadequado ou errôneo que em algum momento foi feito e, a partir de dado instante da vida, emerge como um monstro e assombra a rotina do ser.

Uma forma de alterar a relação com o tempo e o espaço, fazendo com que a pessoa permanecesse a maior parte do tempo em seu passado, fixada em dado evento e assim passasse a oscilar entre aquilo que aconteceu com aquilo que de fato vive, porém, confundindo as condições, a época e as pessoas.

O tratamento envolve a administração de fármacos e a inclusão em processos psicoterápicos intensos, além do envolvimento e da participação das pessoas afins que acompanham a escalada realizada pelo indivíduo.

(Autor: Clécio Carlos Gomes)

A Criança Que Morde

Geralmente a criança morde quando está enfrentando alguma dificuldade e utiliza a mordida como uma forma de expressar seus sentimentos. Em situações de perdas, medos, dificuldades, a criança morde para sinalizar que algo não está bem com ela.

A mordida não deve ser considerada “normal” é uma reação exagerada dentro de uma fase do desenvolvimento infantil.

É comum que aconteça nas escolas de educação infantil crianças com aproximadamente dois anos de idade apresentarem este comportamento.

Nessa idade a criança encontra-se na fase oral do desenvolvimento da personalidade.

Geralmente os adultos correm e atendem a criança que foi mordida. Ela sentiu dor, chorou e deve ser cuidada e confortada. A criança que mordeu não pode ser deixada de lado, ela precisa ver que seu ato machucou e provocou dor no amiguinho. Aproveitar o momento em que está assustada pelo seu ato agressivo e demonstrar que isso não foi aprovado, mas que poderão ajudá-la dando-lhe atenção e que ela não vai mais precisar fazer isto, mas jamais tratá-la com agressividade.

A falta de atividades lúdicas, de cuidados e atenção por parte dos adultos deixa as crianças ociosas e carentes e podem ser, por vezes a causa das mordidas constantes, tanto na escola como em outros momentos da vida social.

A mordida é sempre uma situação que exige bom senso por parte de todos os envolvidos, tanto os pais da criança que mordeu como os pais da criança que foi mordida. É importante que os adultos conduzam essa situação aproveitando para ensinar regras de convivência, de respeito e limites.

Cabe aos adultos, pais e professores a tarefa de mediar as relações entre as crianças, a fim de amenizar os sentimentos negativos da situação evitando que esse comportamento se repita.

Na maioria das vezes o desejo da criança ao morder um amiguinho não é machucá-lo, mas obter algum brinquedo. As mordidas acontecem nas mais diferentes situações, e a criança vai testando os efeitos de seus atos.

Por exemplo, se ao morder, os adultos atendem seus desejos; se as outras crianças cedem a disputa pelo brinquedo ela aprende que esse meio é eficaz.

Esse é mais um dos momentos do desenvolvimento infantil que exige pais presentes impondo limites.

A Saúde Mental Na Maternidade

Eu conseguiria mensurar quantos emails eu recebo com pedidos de “socorro” diante das mais variadas angústias da maternidade, mas para ser sincera isso me assustaria. No universo em que a mulher deve ser forte e dar conta de tudo para ser admirada – em 2017 ainda estamos nessa marcha – não há saúde mental que dê conta.

O meu foco no desenvolvimento das crianças me faria contar pra você que a saúde mental da mãe é fundamental para o desenvolvimento saudável da própria criança. Durante a gravidez as ligações são físicas: hormônios de todos os tipos sendo compartilhados, a criança se alimentando do que a mãe se alimenta e do que ela vive em seu universo psíquico. Sabe o cortisol, o tal “hormônio do stress”? O bebê está absorvendo-o também. Sabe a nicotina, o álcool, a tristeza, a angústia? Pense no bebê, sem aparato nenhum, se acostumando com todos esses componentes químicos.

E aí, nesse quadro, adivinha pra onde a culpa se voltou? Para a mãe, claro! Ela tem que ser esse invólucro perfeito e desprovido de reações para que seu bebê seja completamente saudável. Como se as mulheres já não sofressem pressões demais. Esquecemos do papel do homem, do pai, para além do provedor. Aquele engajado, assumindo sua responsabilidade e garantindo na medida do possível uma condição tranquila e confortável para as tantas mudanças acontecendo no corpo e na mente da sua parceira.

Aliás, esquecemos de educar os homens para que eles soubessem que esse papel lhes cabe. Os tais “desejos” da gravidez são só um pequeníssimo mimo e cuidado necessário para que a mulher se sinta amparada e amada. Há muito mais. Esquecemos também que os homens também estão perdidos nesse “novo” papel que sabem que devem assumir. Aceito aqui que estejam perdidos quanto ao novo papel, mas acho difícil digerir que hoje ainda não saibam do seu papel real. Assumindo que o saibam e não se façam de desentendidos, como é que tudo isso acontece? Quem está lhes contando todas essas novidades? Hoje despontam blogs e homens dividindo suas experiências nesse novo mundo. Mas e seus empregos? E as regras do status social? Será que ele está amparado?

E aí temos a mulher. A grávida. A mãe. Além de santa, tem que ser fitness, tem que ser gostosa, tem que estar bem vestida, tem que trabalhar e ter uma ótima carreira, tem que educar bem, tem que levar pra passear, tem que garantir uma boa escola e tem que ser parceira na hora de assumir a responsabilidade financeira da casa (quando tem um parceiro). Naturalizamos essas demandas.

Antes de podermos tatear o assunto de “sermos pais e mães melhores” é preciso entendermos que o contexto no qual vivemos não é, ainda, tão colaborativo para essas mudanças. Há uma série de estruturas que precisamos ir vencendo para que sejamos percebidos em nossas vulnerabilidades. A vulnerabilidade de querer ser a melhor pessoa na vida do seu filho e ainda ter tantas “amarras” dos modelos nos quais você foi educado e as “amarras” de não ter o suporte necessário.

Como você se sente quando seu filho fica doente e você precisa faltar no trabalho? Como você se sentiu depois da licença maternidade? Na hora de voltar pro mercado de trabalho? Na reunião da escola? E pro pai deve ser tão difícil quanto no trabalho se ele quiser assumir seu papel real, já que o exigido dele é que ele seja o provedor, apenas.

E aí ainda o tal do Pais que Educam vem dizer para você sobre o desenvolvimento do meu filho e suas necessidades? Veja bem, Pamela, você só pode estar delirante.

Calma, eu me explico. Eu quero é que a gente perceba a nossa humanidade, nossas necessidades e limitações. Eu quero te trazer aqui comigo para pensar nesse caos – produtivo/espaço de criação – das novas possibilidades em que vivemos. Se não abrirmos os olhos para essas expectativas e demandas, acabamos nos sufocando e não procurando ajuda.

É preciso ter um olhar mais atento com a maternidade e paternidade. Há um homem e/ou uma mulher por trás dos cuidados de toda criança. E como eles estão? Quais são suas lutas, suas dificuldades? Quais são as redes de amparo que te sustentam?

Meu desejo é que possamos assumir o que é direito nosso!

Relacionamentos Verdadeiros São Para Os Fortes!

É fácil sair na noite, se encantar e se entregar para uma pessoa diferente por semana (quando não por dia)!
É simples se encontrar com alguém de vez em quando, sair para jantar ou fazer um programa especial, falar apenas sobre coisas legais, mostrar o melhor de si, e, depois, voltar para a sua casa, os seus problemas e a sua vida, com todos os desdobramentos que ela tem…

É descomplicado “curtir a vida adoidado”, não se envolver verdadeiramente com ninguém, não criar vínculos, ser “do mundo”… Ou, até mesmo, dar “uma escapadinha”, uma “puladinha de cerca”, uma “arejada na relação” (!)… E, por ser fácil, simples e descomplicado, QUALQUER UM consegue!

O complexo, o difícil, o que exige jogo de cintura, inteligência emocional, planejamento e dedicação, é ter um relacionamento verdadeiro.

Dormir e acordar com a mesma pessoa, todos os dias, ano após ano, enfrentando contas para pagar, problemas no trabalho, crises existenciais, filhos doentes, mudança de entendimentos, de estilos de vida e de aspirações… Isso, sim, é para os fortes!

E uma das grandes verdades no que diz respeito a relacionamentos amorosos, é que “o amor, somente, não basta!” Quem dera ele desse conta do recado, resolvesse todos os contratempos, todos os desafios e desgostos que surgem ao longo da jornada de um casal…

Na adolescência (geralmente), ou na fase inicial da “paixão”, quando percebemos que amamos – e somos amados – “de verdade”, que o sentimento é profundo, sincero e correspondido, achamos que pronto, estamos resolvidos na vida! Tiramos a sorte grande! Acabou-se a procura, as angústias, os conflitos. Só que não…

Cada pessoa, além de única e indecifrável até para ela mesma, é um ser em constante evolução e transformação. Todos vamos nos descobrindo e nos melhorando ao longo da vida. Não permanecemos sempre os mesmos, não tem jeito.

E o amor, nesse contexto, tem que se reconstruir junto com cada um dos envolvidos e com o relacionamento em si, dia após dia. Ele precisa se atualizar, se reinventar, se redescobrir. E esse é um trabalho sem fim…

Aprender a sobreviver sem o frio na barriga, a ansiedade pelo encontro, as borboletas no estômago e os pés nas nuvens que existiam lá no começo…

Aprender a resistir a TPMs, maus-humores (e maus-hálitos) matinais; à falta de grana (ou de vontade) para sair, viajar, mudar os ares; à falta de tempo e ao cansaço do dia-a-dia; às mudanças de sonhos, projetos de vida e ambições que podem surgir…

Sem contar a reviravolta completa na rotina, no tempo, nos planos e na energia que a chegada dos filhos – para quem os tem – certamente traz no pacote…

Relacionamentos verdadeiros – aqueles que não existem apenas para se ter uma “imagem social”, que dispensam válvulas de escape e “escoros”, e que não traduzem apenas conformismo e acomodação de seres descontentes – são, definitivamente, para os fortes!

Mas saber que se tem alguém para te abraçar no fim daquele dia difícil, para te acalentar quando aquele projeto não deu certo e para te fazer rir de si mesmo quando se fez uma besteira…

Alguém que te conhece suficientemente para respeitar suas particularidades, aceitar suas imperfeições e compreender suas incertezas…

Alguém que sempre vai estar ao seu lado, que se preocupa realmente em te cuidar, que compra os teus devaneios e se empenha, sinceramente, para te ver feliz…

Alguém que, enfim, te ama por tudo – e apesar de tudo – o que você é, de fato, sem máscaras, sem estimulantes, o tempo todo, e apesar do tempo…

Isso, definitivamente, não tem preço, não tem definição e faz tudo valer a pena!
Sinceramente, na minha opinião, só não quer um relacionamento verdadeiro quem ainda não o experimentou…

Qual Arquétipo De Jung Melhor Descreve Você?

Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica. Jung propôs e desenvolveu os conceitos da personalidade extrovertida e introvertida, arquétipos e o inconsciente coletivo.

Seu trabalho tem sido influente na psiquiatria, psicologia e no estudo da religião, literatura e áreas afins.

O conceito central da psicologia analítica é a individuação – o processo psicológico de integração dos opostos, incluindo o consciente com o inconsciente, mantendo a sua autonomia relativa. Jung considerou a individuação como o processo central do desenvolvimento humano.

Ele acreditava que há arquétipos inconscientes que afetam profundamente o nosso comportamento. Encontramos esses arquétipos em mitos, contos de fadas e até mesmo dentro de nós mesmos! Faça o teste e descubra qual é o seu arquétipo: explorador ou herói? Talvez até rebelde?

Entenda qual é o papel da psicanálise

A Psicologia, assim como muitas outras profissões, possui diversas áreas de atuação e, entre elas, está a Psicologia Clínica. Nessa área específica, trabalha-se três grandes linhas de pensamento para compreensão do homem: a Comportamental, Humanista e a Psicanálise.

Hoje vamos falar sobre a Psicanálise! Você sabe qual o papel seu papel na busca pela saúde mental? Conhece sua origem, conceitos e seu objetos de estudo? Acompanhe esse post e entenda como essa ciência pode ajudar na compreensão e desenvolvimento do equilíbrio nas pessoas!

O que é a Psicanálise?

A psicanálise é uma ciência que, através da investigação da mente, busca caminhos para compreensão e superação dos distúrbios nervosos, fobias e traumas. Para isso, ela tem como princípio básico a relação entre os comportamentos/sentimentos e desejos inconscientes.

Isso quer dizer que a psicanálise busca analisar o que há no subconsciente, para compreender e propor caminhos para a solução dos distúrbios, através do acesso a instintos, impulsos e anseios, considerados fontes da energia para a execução de ações e sentimentos.

Como surgiu a Psicanálise?

Essa ciência teve início na década de 1890, com os estudos do médico neurologista Sigmund Freud. Ele buscava um tratamento efetivo para seus pacientes acometidos por sintomas neuróticos. Ele acreditava que esses desequilíbrios tinham origem na falta de aceitação cultural gerando, assim, a repressão dos desejos inconscientes e fantasias de ordem sexual.

O objeto de estudo da psicanálise é o inconsciente: ele é a fonte de energias, desejos reprimidos e velhas lembranças. Através da análise por associação livre, a pai da psicanálise estudava criteriosamente até mesmo os sonhos próprios e os dos seus pacientes.

Desde do surgimento da teoria de Freud, a psicanálise desenvolveu-se em maneiras e caminhos diferentes. Por isso, atualmente, há diversas escolas dessa mesma ciência.

Psicologia x Psicanálise x Psiquiatria: qual a diferença?

Muitas pessoas têm dificuldade de entender as diferenças básicas entre a psicologia, a psicanálise e a psiquiatria. Contudo, essa confusão é normal, afinal as três áreas, embora distintas, trabalham para o alívio do sofrimento mental.

Conheça os objetivos de cada área e entenda suas diferenças de abordagem e tratamento.

Psicologia

Trata-se do estudo das relações humanas e seus comportamentos. Nos cursos de Psicologia, os alunos têm uma formação holística, tanto das principais teorias e abordagens terapêuticas, quanto de questões fisiológicas do corpo humano.

Psiquiatria

É uma área da Medicina que atua nos transtornos mentais através da administração de remédios específicos. Nesse caso, para se exercer a profissão, é necessário passar pelo curso de medicina e, mais adiante, por uma especialização ou residência em psiquiatria. Estuda-se, na universidade, linhas de psicoterapia como a psicanálise.

Psicanálise

É um terapia que tem como princípio fundamental a análise do inconsciente humano. A psicanálise pode ser praticada tanto por psicólogos, psiquiatras ou por outros tipos de profissionais que tenham passado pelo curso preparatório em uma das Sociedades Brasileiras de Psicanálise.

Saúde mental: qual o papel da psicanálise?

Nos centros e hospitais psiquiátricos, cada vez mais cresce a procura por psicanalistas clínicos. Isso porque o seu trabalho é primordialmente compreender o diagnóstico do paciente e orientá-los na melhor maneira de tratamento. Neste caso, a contribuição e colaboração do paciente é de extrema importância para o sucesso terapia e cura dos transtornos.

Enquanto os psiquiatras, que já atuam na área da saúde mental a mais tempo, tratam somente os sintomas decorrentes dos distúrbios e transtornos. A psicanálise atua de maneira mais efetiva, através de vários recursos terapêuticos, buscando sanar a raiz do problema para se alcançar a cura.

Curso de psicanálise: tudo o que você precisa saber

Embora o curso superior de Psicologia contemple algumas disciplinas que são voltadas para o estudo da Psicanálise, não é necessário ter uma formação superior específica para atuar como psicanalista e, além disso, não é objetivo do curso de Psicologia formar profissionais em Psicanálise. Dessa forma, para se tornar um profissional da área psicanalítica é preciso procurar órgãos específicos e fazer um curso voltado propriamente para essa área.

Você tem interesse em conhecer a teoria Freudiana e o curso de Psicanálise? Então continue a leitura!

Cursos livres voltados para a prática da Psicanálise

Os cursos oferecidos para quem pretende ingressar no mercado de trabalho com conhecimento teórico e prático em Psicanálise se enquadram na categoria de cursos livres e são oferecidos tanto na modalidade online quanto na presencial.

Em alguns casos os cursos são vistos como especialização, mas o certo é que não se trata de uma especialidade de nenhuma formação acadêmica e devem ser encarados como cursos de formação profissional.

Além da formação teórica e da prática clínica, o estudante precisa passar pelo processo de análise individual e supervisão clínica antes de clinicar.

Reconhecimento dos cursos

Como se trata de um estudo autônomo, nenhum curso de Psicanálise é reconhecido pelo MEC. Contudo, a profissão de psicanalista é livre e reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Quem pode fazer o curso de Psicanálise

Qualquer pessoa, independentemente da área de formação, e que esteja disposta a estudar e a entrar em contato com a abordagem psicanalítica, pode fazer o curso de formação em Psicanálise. Além disso é preciso passar pelo processo de análise didática, no qual o interessado será analisado individualmente por um psicanalista experiente; afinal, não é possível uma pessoa trabalhar os traumas dos outros sem antes ter trabalhado os próprios traumas.

A empatia com a dor e o sofrimento humano, oriundos, em grande escala, da ansiedade, das fobias e dos traumas, e a vontade de conhecer a teoria e as técnicas aplicadas na busca da solução dos problemas da psique são alguns requisitos que podem nortear a busca por um curso de Psicanálise.

Duração média de um curso de Psicanálise e instituições que oferecem o curso

Para garantir a qualidade da formação em Psicanálise é importante procurar por uma das sociedades psicanalíticas, pois a abordagem didática corresponde ao profundo conhecimento histórico, teórico e clínico da Psicanálise.

O tempo de formação corresponde, em média, a 360 horas ou dois anos, mas é possível encontrar cursos com duração maior.

É preciso que o estudante passe por um processo de análise individual de pelo menos 80 horas.

Conteúdo do curso de Psicanálise

Além do conhecimento da história e da teoria de Freud e do aprendizado da prática de análise clinica, algumas escolas aderiram à Psicanálise Integrativa — como é o caso da Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa — para aumentar a eficácia da abordagem, e outras técnicas são ensinadas para serem utilizadas durante o tratamento dos pacientes, tais como: Hipnose, Programação Neurolinguística, Regressão de Memória, Cromoterapia, Acupuntura, Renascimento e Florais.

A orientação é pesquisar sempre pelo curso de Psicanálise que trará maior garantia de aprendizado e de qualidade. Conhecer toda a estrutura envolvida na oferta de um curso de Psicanálise e a instituição que o está oferecendo, bem como conversar com egressos, é uma forma de aumentar a confiança e saber se a instituição possui credibilidade.

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Cursos on-line: 4 opções para mudar sua carreira

Seguir estudando, seja buscando aperfeiçoamento ou um novo caminho, é sempre uma possibilidade de crescimento e amadurecimento pessoal e profissional. Uma excelente forma de estudar, hoje em dia, é investir em cursos on-line de seu interesse.

Dentre uma gama imensa de opções, é possível encontrar excelentes cursos on-line, principalmente para psicólogos e psicanalistas, que certamente vão ampliar seu campo de trabalho e sua compreensão sobre as pessoas, e ainda dispor do melhor momento e local para assistir suas aulas.

As sugestões que separamos abaixo estão focadas em abordagens psicanalíticas integrativas para o diagnóstico e o tratamento das questões apresentadas. Eles apresentam uma nova forma de relação com as pessoas e seus problemas, além de permitir um reconhecimento profissional que vai repercutir, naturalmente, na sua remuneração.

Curso on-line de Psicanálise Integrativa

terapia integrativa se utiliza de várias técnicas de abordagem do inconsciente, além da análise dos sonhos e associação livre, conceitos de Freud, ela admite técnicas complementares, como a cromoterapia, regressão de memória, neurolinguística, hipnose, acupuntura, renascimento, florais e outras. Isso possibilita um acesso mais rápido ao inconsciente, tornando a terapia mais eficaz em menor tempo.

A Psicanálise Integrativa  visa melhorar a condição de vida do paciente e, para isso, busca combinar essas diferentes abordagens de maneira coerente, fazendo com que uma técnica auxilie a outra na busca pelo tratamento mais adequado. Não há exclusão de métodos, e sim integração de diversas técnicas.

Cursos livres com ênfase em Freud, Lacan e Jung

Para quem busca aprofundar os conhecimentos acerca dos paradigmas fundadores da psicanálise, a sugestão é se ater a um autor de cada vez. Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise e seus dois discípulos tão distintos entre si, Carl Jung e Jacques Lacan. Através destes estudos, os autores fundamentais da teoria psicanalítica e suas estruturas de pensamento farão parte da sua bagagem intelectual e lhe renderão muitos benefícios.

Curso on-line de Técnicas de Regressão

A técnica de regressão visa potencializar o conjunto de abordagens terapêuticas. Ao conduzir o paciente é possível acessar conteúdos traumáticos reprimidos no inconsciente e, com isso, adequar um tratamento para lidar tanto com os sintomas, quanto com as suas causas. A hipnose e a regressão são técnicas que estão ligadas mutuamente.

A hipnose auxilia o tratamento de fobias, ansiedades, controla o desencadeamento do pânico, é eficiente nos transtornos psíquicos — alimentares, sexuais ou dependência química. Ela melhora aspectos emocionais que repercutem em pacientes depressivos e, é altamente indicada para o tratamento de dores, sem a necessidade do uso de medicamentos.

4 dicas para iniciar os estudos de psicanálise

Você tem vontade de se tornar psicanalista? Existem inúmeras formas de iniciar os estudos de psicanálise, e o verdadeiro desafio está em escolher o caminho ideal para você.

Neste post vamos tratar do ensino da psicanálise na atualidade. No final, daremos 4 dicas para começar a sua carreira na psicanálise com o pé direito! Confira!

Psicologia vs. psicanálise e a formação do psicanalista

Antes de iniciar os estudos de psicanálise, é necessário compreender algumas diferenças entre a atividade do psicanalista e o exercício de outras profissões vistas como similares, como a do psicólogo.

Para começar, o psicólogo tem o seu ofício regulamentado por conselhos regionais e federais de psicologia, que estabelecem diretrizes éticas e guiam a prática da psicologia. A formação em psicologia habilita o profissional a exercer uma série de atividades, entre elas o atendimento clínico.

Por outro lado, a psicanálise não é totalmente regulamentada, apesar de a profissão ser reconhecida pelo Ministério do Trabalho.

Atualmente, no Brasil, os estudos de psicanálise ficam a cargo de instituições autônomas. Por isso, há maior flexibilidade no ensino, e cada instituição estabelece suas próprias regras.

A formação do psicanalista pode seguir diferentes caminhos, a depender da instituição e da linha de estudo escolhidas. Algumas instituições aceitam alunos com qualquer formação superior, enquanto outras só aceitam ensinar psicanálise para psicólogos e médicos.

Um consenso entre cursos e profissionais é a necessidade de análise individual e supervisão da prática clínica, além dos ensinamentos teóricos previstos.

Como iniciar os estudos de psicanálise

Agora que você já compreendeu um pouco melhor o contexto atual do ensino da psicanálise, aqui vão algumas dicas para ajudar a encontrar o melhor caminho:

1. Descubra com qual linha da psicanálise você se identifica

Antes de escolher um curso específico, procure saber se você se identifica mais com a psicanálise freudiana ou se são as ideias de Lacan ou Jung que mais combinam com os seus valores e pensamentos.

Essa decisão é fundamental para compreender quais serão os seus objetivos quando iniciar os estudos!

2. Leia os clássicos

Uma boa forma de iniciar os estudos de psicanálise é fazer uma leitura dos grandes clássicos, como os já mencionados Freud, Jung e Lacan. Assim, você conseguirá compreender os primórdios da psicanálise e quais foram os pontos que geraram cisão e conflito entre Freud e seus discípulos.

Temos dois posts bastante completos sobre livros que não podem faltar na sua estante: dicas de livros para psicanalistas e livros de psicanálise.

3. Amplie os seus horizontes

Procure blogs e sites sobre psicanálise, confronte diferentes pontos de vista, assista a filmes e séries sobre o tema, enfim amplie os seus horizontes!

Conhecer mais sobre a psicanálise, o seu exercício e as diferentes nuances que envolvem esse tipo de terapia vão enriquecer muito a sua bagagem de estudos e atuação profissional.

4. Escolha um bom curso

Existem inúmeras opções para iniciar os estudos de psicanálise, com cursos presenciais e a distância, e a melhor forma de escolher um deles é conhecendo suas propostas e a instituição que os oferece.

Busque instituições reconhecidas, que disponibilizem uma formação condizente com os seus objetivos profissionais e sua identificação teórica.

Como escolher um curso para formação em psicanálise?

Vivemos numa epidemia de casos de depressão. Temas como a ansiedade e a saúde mental nunca foram tão discutidos. Devido a esses fatores, tem crescido muito no Brasil a oferta de cursos em psicanálise.

Muitos desses cursos são baratos e acessíveis e prometem uma formação rápida do psicanalista. Mas será que é possível confiar em todos esses cursos? Como é possível escolher um curso para a formação em psicanálise?

Tentando responder a essas questões, selecionamos algumas dicas exclusivas para ajudá-lo na sua escolha. Confira!

Verifique a qualidade dos professores

Toda boa formação começa com professores qualificados. Aqueles que passaram por um rigoroso treinamento psicanalítico e têm anos de atuação na área.

Então, o primeiro requisito para ficar atento é a qualidade dos professores. Escolha os cursos com os professores mais qualificados e mais experientes. Eles serão a pedra fundamental da sua aprendizagem.

2. Escolha um curso amplo e diversificado

A psicanálise, assim como outras áreas do conhecimento humano, possui várias vertentes, formas diferentes de se encarar o mesmo trauma psicológico. Para pessoas de fora do ramo, isso pode parecer confuso. Mas essa diversidade é essencial a uma boa prática psicanalítica.

Com um curso amplo e diversificado, você tem acesso a mais ideias e mais formas de pensar. Sua visão de mundo aumenta. Além disso, você fica com melhores condições de escolher qual linha você mais se identifica dentro da psicanálise.

Então, na hora de escolher, não hesite: escolha um curso amplo e diversificado.

3. Procure um curso que tenha uma sólida formação teórica

Independente da linha que você for seguir, é essencial que o curso da sua escolha ofereça uma formação teórica sólida.

A psicanálise é complexa e exige tempo e dedicação para ser entendida. Ela só será devidamente aprendida com uma formação que exija do aluno empenho e muita leitura das obras clássicas da área.

Então, fuja de cursos que tentam encurtar a teoria ou a apresente de forma muito simplista. Complexidade, nesse caso, é um fator positivo.

4. Procure um curso que ofereça a análise pessoal

A boa prática da psicanálise começa com a análise pessoal. Todo psicanalista de qualidade, além de realizar a análise dos seus pacientes, também é analisado por outro psicanalista.

Então, um bom curso é aquele que ofereça essa análise. Que ensine não só a fazê-la, mas que procure realizá-la no aluno.

5. Procure um curso que forneça supervisão de casos clínicos

Além de uma formação teórica forte e de análise pessoal, é essencial também que o curso forneça a supervisão dos casos clínicos.

Aprender a lidar com a saúde mental e psíquica das pessoas não é brincadeira. É um aprendizado sério. Por isso, é essencial que o aluno seja supervisionado nos seus estágios clínicos.

Essa supervisão feita por uma pessoa experiente é crucial para que aluno adquira a confiança e experiência necessárias para profissão. Esse feedback é parte crucial do processo de aprendizagem.