Aniversário do Freud

Sigmund Freud nasceu em 6 de maio de 1856, na região da Morávia, atualmente parte da República Tcheca, mas àquela época parte do Império Austríaco. Hoje comemoramos 160 anos de seu nascimento.
Freud não é apenas o pai da psicanálise, mas o fundador de uma forma completamente singular e inédita de produzir ciência e conhecimento. Ele reinventou o que se sabia sobre o ser humano, instaurando uma ruptura com toda a tradição do pensamento ocidental, a partir de uma obra em que o pensamento racional, consciente e cartesiano perde lugar exclusivo e de valor prioritário. Seus estudos sobre a vida inconsciente realizados ao longo de toda sua vasta obra, são hoje referência obrigatória para a ciência e para a filosofia contemporânea. Sua influência no pensamento ocidental não cessa de ampliar seu alcance, dialogando com e influenciando as mais variadas áreas do saber, como a filosofia, as artes, a literatua, a teoria política e as neurociências.
 
 
Filho de Jacob Freud e de sua terceira esposa, Amália Freud, Sigmund teve nove irmãos, dois do primeiro casamento do pai e sete do casamento entre seu pai e sua mãe. Era o filho mais velho de oito irmãos e era sabidamente adorado pela mãe, que o chamada de “meu Sigi de ouro”
 
Em 1860, Jacob Freud, comerciante de lã, mudou-se com a família para Viena, cidade onde Sigmund Freud residiria até perto do fim da vida, quando teria de se exilar em Londres, fugindo da perseguição nazista. De família pobre, formou-se em medicina em 1882. Divido a problemas financeiros, decidiu ingressar imediatamente na clínica médica em vez de se dedicar à pesquisa, uma de suas grandes paixões. à medida que se estabelecia como médico, pôde pensar em propor casamento para Martha Bernays. Casaram-se em 1886 e tiveram seis filhos: Mathilde, Martin, Oliver, Ernest, Shopie e Anna.
Embora o pai tenha lhe transmitido os valores do judaismo, Freud nunca seguiu as tradições e os costumes religiosos; ao mesmo tempo, nunca deixou de se considerar um homem judeu.Em algumas ocasiões, atribuiu à sua origem judaica o fato de resistir aos inúmeros ataques que a psicanálise sofreu desde o início (Freud aproximava a hostilidade sofrida pelo povo judeu ao longo da história às criticas virulentas e repetidas que a clínica e a teoria psicanalítica receberam)  A psicanálise surgiu afirmando que o inconsciente e a sexualidade eram campos inexplorados da alma humana, onde repousava todo o potencial para a ciência ainda adormecida. Freud assumia, assim,  seu propósito de remar contra a maré.
Médico neurologista de formação, foi contra a própria medicina que Freud produziu sua primeira ruptura epistêmica. Isto é: logo percebeu que as pacientes histéricas, afligidas por sintomas físicos sem causa aparente, eram, não raro, tratadas com indiferença médica e negligência no ambiente hospitalar. A histeria pediam, portanto, uma nova inteligibilidade, uma nova ciência.

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