Arte e psicanálise: desejo, amor e morte

UM homem – UMA Mulher: Desejo e a/morte.

Trabalho apresentado na Reunião Laconoamericana de Psicanálise de Buenos Aires 2013.

um homem uma mulher 1966Cineastas, poetas, roteiristas, dramaturgos, atores, diretores, músicos, artistas! Todos esses nos ensinam! A arte nos ensina, da DOR, fazer arte! Muitas vezes, de forma poética eles trazem um discurso sobre o desejo, amor, como também a morte. Ousam definir um abismo intransponível que separa o homem da mulher.

São sempre vivos em nossos consultórios. Como alguns filmes são eternos, não importa, se cronologicamente já se passaram quarenta e sete anos, no discurso do analisante, o filme é atual.

Um homem, uma Mulher é um filme francês, de 1966, dirigido por Claude Lelouch. E muito esse filme tem a ensinar, dizer e a tornar claro a teoria. Por quê? Me diz esse analisante em várias sessões e de todas as formas:

“o filme é lindo! É lindo porque o amor é aquilo ali! Nada mais que aquilo! Há uma impossibilidade de nós homens chegarmos até uma mulher! As mulheres são muito complicadas, cultivam os mortos, cultivam o passado e se esquecem de viver!”

Nas sessões que seguem o analisante vai contando a história do filme e se vê na tela projetiva do cinema. Diz, que ele se parece com o piloto de corrida Jean – Louis Duroc (Jean – Louis Trintignant), porque assim como o personagem do filme, é um viúvo que todos dias leva o filho para escola. E na reunião de pais, conheceu uma mulher, mãe de uma criança, colega de escola do filho. Assim começam as semelhanças e os entrelaçamentos da vida desse analisante com os protagonistas do filme de Claude Lelouch. O filme é um clássico, está na qualificação daqueles, que podemos chamar de obra de arte: situa a relação sexual como impossível, preocupado em mostrar o que falta à completude desejada, porém jamais obtida pelos sujeitos. Ganhador do Oscar em 1967, venceu nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor roteiro original. Indicado nas categorias de melhor atriz (Anouk Aimée) e melhor diretor. Vencedor do Festival de Cannes em 1966 (França) e do Globo de Ouro em 1967 (EUA) nas categorias de melhor filme estrangeiro e melhor atriz de cinema – drama (Anouk Aimée). Indicado nas categorias de melhor diretor de cinema, melhor trilha sonora e melhor canção para cinema. Em 1968, BAFTA, no Reino Unido, venceu na categoria de melhor atriz estrangeira e foi indicado na categoria de melhor filme de qualquer origem. Claude Lelouch, argumentista, produtor e realizador de cinema francês que com maestria e delicadeza dirige e o produz esse filme, se eterniza por todas as gerações. Tem algo de interessante no cinema, que de certa forma captura o espectador, pois ele ousa definir e se impor

como uma linguagem privilegiada para a veiculação de um saber sobre o amor e o sexo. Seja pela duração média de um filme, cujo tempo imprime um ritmo preciso que exige que, tal como uma fantasia onírica, uma história seja contada com rapidez do princípio ao fim; seja pela estrutura envolvente da narrativa cinematográfica, com seu poderoso apelo simultâneo à imagem, à palavra, à música e a tantos outros recurso cênicos; (JORGE, 2012, p. 175)

Foi nesse ritmo que o diretor Lelouch utilizou a cor para localizar os espectadores no tempo, há quem escreva, que por falta de dinheiro na época, o diretor intercala cenas coloridas, com cenas em preto e branco. Efeito esse que em psicanálise, permite ter uma outra leitura e analisar: o colorido representa as lembranças, vivas! Presentes! Enquanto que as cenas em preto e branco, são as cenas cotidianas. O jogo de cores, faz efeito analítico. Pois diversas vezes escutamos em nossos consultórios:

“o passado está vivo! Enquanto minha vida na cena cotidiana…em preto e branco se apresenta.”

As cenas coloridas do filme, são as cenas, que Anne (Anouk Aimée) fala para Jean – Louis (Jean-Louis Trintignant) a respeito do seu esposo. Sim, Anne, conta a sua história para Jean – Louis, pois ambos, antes de se envolverem sexualmente, tornaram-se amigos. Como? um homem uma mulher 1986 O piloto de corridas Jean-Louis Duroc e Anne Gauthier, dois viúvos recentes, encontram-se por acaso quando visitam seus respectivos filhos num colégio interno, e isso se repete todos os finais de semana. Um dia, Anne perde o trem e Jean-Louis oferece-lhe uma carona de volta a Paris, eles acabam por se tornar amigos e depois aparentemente enamorados, mas…. as lembranças do cônjuge falecido ainda são muito fortes para Anne. O que a psicanálise pode nos dizer sobre isso? Não sou roteirista, logo, não tenho roteiro fixo e nada sei. Mas já li em algum lugar da psicanálise, que para uma história de amor acontecer…..é porque duas fantasias se cruzaram! Só isso, nada mais que isso! Até porque, o amor é uma grande fantasia! Duas fantasias se cruzam em determinado momento, e aquilo, que é do sujeito, ele transfere para o Outro. Podemos dizer que isso é amor! O amor, está na capacidade que o sujeito tem de DAR….de dar o DOM, que é do sujeito e nada mais que isto, porque o Outro é sempre uma invenção. O objeto amado é criado, inventado, muitas vezes transformado por quem ama. Por isso que amar, é também muitas vezes morrer. Ir junto com quem se ama, não é ilusório ou impossível. Quantos mortos ainda estão vivos se fazendo presente em suas vidas. Assim acontece com Jean – Louis e Anne, ambos viúvos, Jean Louis, piloto de corridas, viúvo, pois sua esposa suicida-se por acreditar que em um dos seus acidentes de corrida, ele não teria recuperação e assim, a mesma não suportaria, viver sem Jean – Louis. Anne por sua vez viúva, vivendo o luto pela morte do marido, fala dele como se este ainda vivo estivesse. E em uma das cenas descreve a sua admiração:

“ele é dublê de filme, ator, ele me levou ao Brasil e me apresentou o Samba, sem em eu nunca ter ido ao Brasil. Ele se dizia o Francês mais brasileiro que existia, assim como Vinícius de Moraes se dizia o branco mais preto do Brasil.”

Para amar, é preciso antes de mais nada admirar, e não especificamente o Outro, mas o seu mundo. Sim, nos enamorados pelo mundo que o Outro pode nos oferecer. Percebemos a ligação entre Anne e seu esposo falecido: ela roteirista, ele ator, dublê – há uma parceria entre mundos. E nessa cena colorida do filme em que Anne descreve para Jean Louis a sua admiração pelo seu marido, como trilha sonora temos o nosso poeta Vinicius de Moraes juntamente com Baden Powell, em uma das suas parcerias mais lindas, poéticas e viva para descrever uma mulher….

Senão é como amar uma mulher só linda. E daí? Uma mulher tem que ter. Qualquer coisa além de beleza. Qualquer coisa de triste. Qualquer coisa que chora. Qualquer coisa que sente saudade. Um molejo de amor machucado. Uma beleza que vem da tristeza. De se saber mulher. Feita apenas para amar. Para sofrer pelo seu amor. E pra ser só perdão.

(MORAIS, Vinicius & POWELL, Baden. Samba da Benção, 1966.)

jacques lacanSim, uma mulher é não – toda. Há uma porção da mulher que não pode ser tocada pelo homem, permanecendo sempre virgem, intocada. O homem pode até possuir uma mulher falicamente, mas, não – toda! O não – todo é o que a há especifica enquanto mulher – impede que ela seja toda possuída. É o que Lacan (foto) introduziu em seu seminário livro 20: mais, ainda é uma seminário que fala do amor, bem como da sexualidade feminina. As afirmativas polêmicas de Lacan da década de setenta: A mulher não existe e não há relação sexual, Melman (2004) muito claramente nos afirmou: Para um homem, a imagem de uma mulher é o suporte desse objeto pequeno a, quer dizer, objeto de sua fantasia. Ou seja, mais uma vez é a parte do corpo da mulher, aqui parte imaginária, que vai ser o suporte do desejo. O que significa portanto, dizer que a relação sexual se estabelece não entre dois parceiros, que vão reciprocamente gozar de seus corpos, mas entre dois objetos que não são os mesmos para um e nem para o outro. As cenas passam, e entre tantas idas e vindas de Deauville – Paris; os amigos trocam suas confidências, os fins de semanas passam a ser divertidos com (ou sem) seus respectivos filhos. Eis que da amizade, surge o desejo de um homem para uma mulher; e vice-versa. Mas também com o desejo, eis que chega a inquietude e confusão. O desejo é, enquanto tal, irrepreensível e inominável; só há desejo se houver falta. Desejar é manter-se vivo, e talvez seja mais importante desejar do que realizar o desejo. É algo meio “louco” e repetitivo, mas na verdade o desejo almeja sua preservação, ele é desejo de desejo e, assim mantêm distância de sua própria realização. (Jorge, 2012) Nessa esfera do desejo, Anne, quando Jean Louis vence a corrida de carros, o passa um telegrama com os seguintes significantes: “Parabéns! Amo você. Anne”, o mesmo por sua vez, ao receber a mensagem, deixa todas as comemorações e seus amigos numa mesa de bar, enfrenta a noite e uma longa estrada para encontrar sua amada – amiga em Paris. Mas, não há nada de simples no desejo. Ao passo que Anne envia para Jean- Louis um telegrama, a relação é paradoxal. Algo constante entre “o feminino e o masculino: o amor próprio ao campo do feminino barra o gozo sexual inerente ao campo do masculino. Nessa tensão entre ambos, se situa o desejo e a castração”. (Jorge, 2012, p.172) E no ato sexual, as cenas em preto branco entre Anne e Jean-Louis, intercalam com cenas coloridas, recordações vivas que Anne possui do esposo falecido. Jean – Louis estranha o comportamento da parceira, pergunta o motivo e então ela responde: “Por causa do meu marido”; Jean – Louis pontua: “mas ele está morto.” Anne apenas diz que não, mesmo sem palavras…. freudPara Anne, o marido morto, ainda estava vivo. Eram recordações ainda não sepultadas, questões da própria Anne que naquele momento, Jean – Louis não poderia dar conta. Freud em 1910 em Um tipo de escolha de objeto feita pelo homem (Contribuições à Psicologia do Amor I); apontou como primeira condição para o amor a seguinte questão:

A primeira dessas condições para o amor pode ser designada como realmente específica; tão logo é encontrada, deve-se aguardar a presença das outras características desse tipo. É possível chamá-la de condição de um “terceiro prejudicado”; consiste em que o interessado nunca toma por objeto amoroso uma mulher que esteja livre, isto é, solteira ou sozinha, mas apenas uma mulher sobre a qual outro homem possa ter direitos, como noivo, marido ou namorado. Tal condição mostra-se inexorável, em alguns casos, que uma mulher poder ser ignorada ou mesmo desprezada, enquanto não pertence a ninguém, e logo se tornar objeto de paixão, ao estabelecer relação de um daqueles tipos com outro homem. (FREUD [1910] 2013; p.336)

Jean – Louis, seria o preterido em um determinado momento após despedir-se de Anne, ficou a pensar: “Não entendo nada de psicologia feminina. O marido de Anne deve ter sido um grande homem, talvez se fosse vivo…virasse um velho idiota, mas virou um grande cara e sempre será um cara formidável”… devaneia pensando nas mil e umas possibilidades. Quando na verdade podemos imaginar, que nesse momento, entram em cena as questões de Jean – Louis; pois….o amor parece que é afirmado diante da possibilidade do desaparecimento. É a aspiração de um mais além da morte, à perpetuação da vida além da morte. “Trata-se, nesse caso de afirmar o simbólico em toda a sua potência e, com isso, produzir um anteparo para o real”. (Jorge, 2012, p.174). E esse real, que naquele momento Anne não poderia viver com Jean – Louis, porque, Lacan vai um pouco além quando pontuou que não há relação sexual, pois não é o corpo da mulher enquanto tal que interessa a um homem, mas esse objeto pequeno a, objeto de sua fantasia que lhe empresta. E para uma mulher, da mesma maneira, é um objeto preciso do corpo do homem que lhe interessam e é exatamente por isso que, na relação sexual, cada um dos dois parceiros tem o sentimento de que sua existência enquanto tal, enquanto sujeito, não é reconhecida, que não é isso que interessa ao outro. Acrescentou Melman (2004), na verdade, apenas o re- afirmando: é a fantasia que sustenta uma relação sexual. Caso essa fantasia seja inexistente, serão apenas dois corpos estirados em cima de uma cama. Acredito: na verdade não fazemos amor com corpos….. mas sim, com idéias e são por esses mundos e idéias que as pessoas se enamoram e fazem amor. Talvez seja por isso, que não raro, a morte sobrevenha de forma natural após a perda do amor: “sem o amor, Tânatos toma conta de todo território que antes pertencia a Eros”. (Jorge, 2012, p. 172) Mas entre a pulsão de morte e a pulsão de vida, embora Freud, em Os Instintos e seus Destinos ([1915]2010) defina que a pulsão morte é responsável pela tendência ao retorno a um estado anterior, e a vida tende a retornar à morte. Em nossa prática clínica escutamos: quem é da vida? É também da morte. E qual a relação entre AMOR E MORTE? Ainda preciso perguntar a vocês? Quem ama….um dia morre….embora ressuscite em novos amores, mas amar…é dar o que não se tem a alguém que não o é. Amar é a capacidade de dar…de dar o DOM, que DOM? Um DOM, um dó que antecede uma escala simples, sem nenhum sustenido ou bemol, podemos pensar numa pauta, antecedida por uma clave de sol; significante este, que aponta para um vida. Ainda que toquemos seguidamente esta simples escala: dó – ré – mi – fá – sol –lá – si viciosamente há que se terminar no dó. E dó? Dó de quem? Dó do que? Dó de que escala? E o M que está a posterior do D – O + M = DOM. M de morte ou de Melancolia? No século XX, Sigmund Freud retoma a palavra melancolia para garantir–lhe um espaço no campo da sua invenção: a psicanálise. Segundo Peres (2012) invenção que bordeja arte e ciência, lamento e criação, capaz de acolher as “dores da alma”, gravadas na singularidade das marcas que definem a fortuna de cada ser humano. vinicius-por-david-zinggEssa fortuna consequentemente, gera um tormento de difícil tradução, pois não se alcança o enigma de nossa existência, que se trama na vicissitude das perdas e seus respectivos lutos. Mas lutos precisam ser vividos, é preciso sangrar, é preciso sentir dor, porque até para fazer samba, Vinícius de Moraes já nos fez sua chamada:

Porque o samba é a tristeza que balança E a tristeza tem sempre uma esperança A tristeza tem sempre uma esperança De um dia não ser mais triste não Falado Feito essa gente que anda por aí Brincando com a vida Cuidado, companheiro! A vida é pra valer E não se engane não, tem uma só Duas mesmo que é bom Ninguém vai me dizer que tem Sem provar muito bem provado Com certidão passada em cartório do céu E assinado embaixo: Deus E com firma reconhecida! A vida não é brincadeira, amigo A vida é arte do encontro Embora haja tanto desencontro pela vida Há sempre uma mulher à sua espera Com os olhos cheios de carinho E as mãos cheias de perdão Ponha um pouco de amor na sua vida Como no seu samba Cantado Ponha um pouco de amor numa cadência E vai ver que ninguém no mundo vence A beleza que tem um samba, não Porque o samba nasceu lá na Bahia E se hoje ele é branco na poesia Se hoje ele é branco na poesia Ele é negro demais no coração Falado Eu, por exemplo, o capitão do mato Vinicius de Moraes Poeta e diplomata O branco mais preto do Brasil Na linha direta de Xangô, saravá! A bênção, Senhora A maior ialorixá da Bahia Terra de Caymmi e João Gilberto A bênção, Pixinguinha Tu que choraste na flauta Todas as minhas mágoas de amor A bênção, Sinhô, a benção, Cartola A bênção, Ismael Silva Sua bênção, Heitor dos Prazeres A bênção, Nelson Cavaquinho A bênção, Geraldo Pereira A bênção, meu bom Cyro Monteiro Você, sobrinho de Nonô A bênção, Noel, sua bênção, Ary A bênção, todos os grandes Sambistas do Brasil Branco, preto, mulato Lindo como a pele macia de Oxum A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim Parceiro e amigo querido Que já viajaste tantas canções comigo E ainda há tantas por viajar A bênção, Carlinhos Lyra Parceiro cem por cento Você que une a ação ao sentimento E ao pensamento A bênção, a bênção, Baden Powell Amigo novo, parceiro novo Que fizeste este samba comigo A bênção, amigo A bênção, maestro Moacir Santos Não és um só, és tantos como O meu Brasil de todos os santos Inclusive meu São Sebastião Saravá! A bênção, que eu vou partir Eu vou ter que dizer adeus

Para mim, no ano do seu centenário, eis aqui neste trabalho, uma homenagem ao Bacharel em letras, em direito, diplomata, ao branco mais negro do Brasil, ao nosso eterno poeta, quem mais nos ensinou sobre o amor, e a vida. A esse homem, que casou nove vezes e amou muito, a esse homem que entendeu da alma feminina como ninguém. E é o próprio Vinícius de Moraes que em outra canção chamada de “Pra que chorar” nos deixou um legado:

Pra que chorar Se o sol já vai raiar Se o dia vai amanhecer Pra que sofrer Se a lua vai nascer É só o sol se pôr Pra que chorar Se existe amor A questão é só de dar A questão é só de dor Quem não chorou Quem não se lastimou Não pode nunca mais dizer Pra que chorar Pra que sofrer Se há sempre um novo amor Em cada novo amanhecer

um homem uma mulher filmeSerá que depois da voz do poeta, ainda preciso dizer mais alguma coisa? Desejam saber o fim do filme? Para mim, a versão do filme de 1966 é uma obra de arte, e obras de artes no cinema, não estão preocupadas com “final feliz” e sim, em mostrar o que falta à completude desejada; talvez por isso fique a cargo do espectador a dúvida se Anne e Jean – Louis terminam ou não juntos….ainda que Jean Louis vá ao encontro de Anne na estação de metrô em Paris….o filme…acaba…e naquele ano de 1966, não temos como saber se ficaram ou não juntos. Vinte anos depois o mesmo diretor e os mesmo atores reaparecem em cena para contar a história de “Um homem e uma mulher, 20 anos depois” – em 1986, talvez o filme não mais estivesse no estilo das obras de artes. Mas….isso fica para posteriores escritas, por hoje, fico com a obra de arte, com Vinicius de Morais me dizendo que….se a questão é só de dar e dor….há sempre um novo amor…em cada amanhecer!

Referências:
FREUD, Sigmund. Os Institutos e seus Destinos (1915). In: Obras completas, volume 12: Introdução ao Narcisismo: ensaios sobre a metapsicologia e outros textos (1914 – 1916)/ Sigmund Freud; tradução e notas de Paulo César de Souza – 1ª ed. - São Paulo: Companhia das, 2010, p.51 – 81.
FREUD, Sigmund. Um tipo especial de escolha de objeto feita pelo homem. (Contribuições à Psicologia do Amor I) (1910). In: Obras completas, volume 9: observações sobre um caso de neurose obsessiva [“o homem dos ratos”], uma recordação de infância de Leonardo da Vinci e outros textos (1909 – 1910)/ Sigmund Freud; tradução e notas de Paulo César de Souza – 1ª ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p.334 – 346.
JORGE, Marco Antonio Coutinho. Amor e Morte. In: JORGE, Marco Antonio Coutinho. Fundamentos da psicanálise de Freud à Lacan, vol. 2: a clínica da fantasia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010, p . 159 – 179.
LACAN, Jacques. Seminário livro 18: de um discurso que não fosse semblante(1971). – Rio de Janeiro: Jorge Zahar, Ed, 2009.
LACAN, Jacques. Seminário livro 20: mais, ainda. (1972 – 1973) 3ed. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2008.
LELOUCH, Claude. Biografia, filmografia. In: http://www.adorocinema.com Acesso em 21 de outubro de 2013.
MELMAN, Charles. Será que podemos dizer, com Lacan, que a mulher é sintoma do homem? Ed. Tempo Freudiano, Rio de Janeiro, RJ. 2004.
MORAES, Vinicius e POWELL, Baden. Samba de Benção, 1966. In: http: // www. viniciusdemoaris.com.br Acesso em 21 de outubro de 2013.
PERES, Urania Tourinho. Uma ferida a sangra-lhe a alma. In: FREUD, Sigmund. Luto e Melancolia. São Paulo: Cosac Nanify, 2011, p. 100 – 137.
Filmes:
Um Homem e uma Mulher, 1966, de Claude Lelouch.
Um Homem e uma Mulher, 20 anos depois, 1986, de Claude Lelouch.

Deixe uma resposta