Não Tem Nada Mais Intimidador Do Que Um Olhar

Escutando Tom Jobim cantando “Esse seu olhar”, me deu uma emoção muito grande ao imaginar os olhares à minha volta. Como é bom sentir que um olhar diz tantas coisas e nos traz emoções.

Não tem nada mais intimidador do que um olhar.

Um olhar pode ter várias traduções, pode nos encantar ou nos intimidar. Um olhar pode te vestir e te despir, pode te encantar e te arrancar lágrimas.

Um olhar quando se encontra com o outro, se cala para dizer verdades que as palavras não tem coragem.

Tem olhares que nos olham escondido, nos procuram no meio das pessoas, acham um pretexto de nos dizer em silêncio sentimentos secretos e desejos velados. Um olhar expressa sentimentos da alma.

Quando somos mais novos, os detalhes dos romances ficam à deriva, porque vemos o outro através de atitudes explícitas.

Começamos a traduzir olhares quando descobrimos que é preciso abstrair as pessoas, e que seus segredos estão nos detalhes discretos dos gestos.

Tem olhares que insistem em nos paquerar. Tem olhares que nos beijam com carinho sem a intenção de algo mais. Tem olhares que nos intimidam, enquanto outros nos procuram na multidão, mesmo quando fingimos não perceber.

Um olhar traduz o que a alma está sentindo e expressa a essência. O olhar é a coisa mais linda entre os amantes; é a decisão de uma situação; e é o único que denuncia, sem fingimento, um gostar verdadeiro, uma magoa doída.

O olhar não se perde em fingimentos e nem olha à toa. Um olhar mostra sem inibição quereres e desprazeres.

O olhar severo do meu pai sempre me intimidava, mas todas as vezes que os olhos dele se cruzavam com os meus, eu estava certa que também havia carinho, então era necessário apenas me silenciar e esperar pelo abraço. Além de severo, meu pai tem um olhar baixo quando está preocupado e quando está triste, sua pálpebra caída pela idade o denuncia.

Olhares…

Temos olhares e olhares… Tem olhares que não se mostram e não se decifram ficam ali mesmo parados, cerrados ou agitados, sem muitas expressões e explicações. São tímidos, retraídos, calados e suas mudezes incomodam e deixam muitas pessoas em dúvidas ou sem paciência.

Gosto de olhares que sorriem, de olhos que olham dentro dos meus e me acaricia sem qualquer palavra. Amo quando alguém explicitamente através do olhar me diz segredos que nunca os revelarei.

Um olhar vale mais do que palavras que muitas vezes traem nossos sentimentos. Um olhar não engana quando é íntimo e não seduz sem intenção de cumplicidade.

Escutando Jobim, pensando no meu pai, não tem olhar que resista as lágrimas de saudade. Te amo muito, pai! Mãe, o seu olhar silencioso me fala todas as vezes o quanto a senhora me ama. Amo vocês dois.

A DESCONHECIDA DÁDIVA DE SER EGOÍSTA

Em 2017, desejo que você seja mais egoísta!

Você pode até achar estranho este meu desejo, pode me julgar e criticar por isso, mas sabe por quer? Se você buscar em qualquer fonte da internet a definição de egoísta encontrará algo parecido com isso: Um sujeito egoísta é aquele que se coloca no centro do seu universo; é uma pessoa que prioriza a si mesmo em relação aos outros.

Pense bem, isso não é uma dádiva? Acompanha aí …

Veja bem, é de extrema importância ajudarmos uns aos outros, prestarmos auxílio a quem precisa … doar-se ao outro é essencial.

No entanto, ao deixar de priorizar a sua vida, os seus desejos, os seus planos para doar-se ao outro … você inicia um ciclo de autosabotagem que provavelmente te levará ao fracasso em seus empreendimentos e à frustração!

E quer saber? Gente frustrada não ajuda ninguém! Então, se você é uma pessoa que está sempre a priorizar os sonhos dos outros, os desejos dos outros, abrindo mão dos seus … eu desejo que você comece a experimentar a dádiva de ser egoísta!

Desejo que comece a se colocar no centro do seu mundo … desejo que aprenda a dizer não para os outros e sim para você …. desejo que boicote a sua autossabotagem e comece a colocar a realização dos seus planos no início de sua lista de afazeres. Se não … este será mais um ano de muitos planos e poucas realizações.

Quero que você continue a contribuir com altruísmo às pessoas a sua volta … mas com egoísmo suficiente para se colocar no primeiro lugar na fila da felicidade!

O egoísmo é uma dádiva que, para brilhar, talvez você precise aprender.

POR QUE A CULPA É SEMPRE DA AMANTE E NÃO DO CARA?

m uma tarde de sexta-feira, uma mulher encontra seu marido com outra na cama.

Magoada e enfurecida, sua primeira reação é agredir a amante, cortar os cabelos dela e exibi-la nua pelas ruas. História de filme? Antes fosse. O caso é real e aconteceu na última semana em Cubatão (SP), reverberando nas mídias sociais e no noticiário nacional.

Leia mais: Considerações sobre a traição

A história tem diversos lados: do marido, da esposa traída, da amante e do resto do mundo que resolveu opinar sobre ela. E, nesse bafafá todo, ficamos com a pergunta: por que culpabilizamos tanto a amante sendo que o homem não foi obrigado a trair?

O Damo e a Vagabunda

“Pivô da separação”, “mulher sem moral”, “destruidora de lares”, “vagabunda” e tantas outras expressões são usadas para descrever uma mulher que se relaciona com um homem comprometido.

Leia mais: Casais, como sobreviver à infidelidade?

Esses termos são oriundos de um imaginário coletivo enraizado no patriarcado – e, nesse imaginário, a amante, maligna e sem moral, com todo o seu poder seduziu o pobre homem comprometido, que diante de tamanha tentação, foi incapaz de recusar a oferta de amor.

Parece até caso de feitiçaria, né? O homem é o coitado e a amante a pecaminosa. Mas, será que é mesmo assim? Será que nós mulheres temos esse poder de sedução irresistível capaz de corromper qualquer um?

A Vagabunda

A amante é sempre a grande bandida e vilã da história que merece queimar nos mármores do inferno. Mas, pensando bem, será que ela sabia que o cara era comprometido? Será que ele não tirou a aliança e contou um conto da carochinha? Pensem nisso.

Ao mesmo tempo, temos amigas que saem com homens casados/namorando e não se importam. Segundo elas, quem namora é eles e quem está se arriscando são eles e não elas. Egoísta? Pode até ser, mas elas dizem estar de consciência limpa.

Já outras amigas vão pela “Lei de Ouro” – não faça com os outros o que não quer que façam com você. Nesse caso, a sororidade e a empatia reinam: “não vou sair com um cara que namora/é casado, pois não quero que outras saiam com o meu quando eu tiver um”, ou “já fui traída, sei a dor que é e não quero que ninguém sinta igual”.

O Damo

Coitadinho do moço, estava lá indefeso e foi atacado! Será mesmo? Até onde sabemos ainda não foi inventada a Amortentia, poção do amor mais poderosa que existe na série Harry Potter, e o canto da sereia está no fundo do mar.

O homem é maior de idade e vacinado, ou seja, ele sabe o que está fazendo. Em rápida pesquisa com mais de 20 caras que namoram/são casados/em relacionamento fechado e já traíram suas cônjuges, muitos deles foram atrás de uma outra mulher por motivos tão diversos quanto insatisfação no relacionamento, aposta com os amigos e até para sentirem que não tinham perdido o “molejo”. Nenhum deles atestou que “foi enfeitiçado” pela amante, mas sim que deu mole para a mina que chegou neles.

Essa história de homem que não pode resistir à uma mulher remete a sociedade patriarcal em que vivemos: se o homem nega uma mulher, ele é frouxo e sua masculinidade é comprometida, de modo que seria melhor manter a honra do que a fidelidade.

O homem, na verdade, tem mais responsabilidade em uma situação de traição. Uma vez que foi ele que se comprometeu em um relacionamento e jurou fidelidade para sua namorada ou esposa. Já dizia o ditado popular: quando um não quer, dois não fazem.

A Mulher Traída

Já a mulher traída tem raiva e com razão, pois acreditou em alguém e foi magoada. O problema é que, quando estamos apaixonadas, é muito mais fácil colocar a culpa no terceiro elemento: perceber o erro do amado é reconhecer que ele não é o que sempre pensamos e usamos a amante para, muitas vezes, justificar inconscientemente a atitude do marido/namorado. Além disso, crescemos em uma sociedade que nos ensinou a sempre culpar a “vagabunda” (estranho que o Ricardão é sempre o garanhão da história, mas isso é papo para outro dia).

A mulher traída, normalmente, acredita que, se aquela outra mulher, específica, não tivesse aparecido na vida do seu marido/namorado, ele não a teria traído e eles viveriam felizes para sempre. Aí nos esquecemos de que a traição tem diversas raízes, como a insatisfação do traidor com o relacionamento e a amante em questão foi a válvula de escape encontrada. Novamente, a culpa é do homem: se o relacionamento está ruim, por que não terminar antes de trair?
Por fim, agredir física ou verbalmente a amante não retira o fato de que quem traiu foi o companheiro e muitas vezes a moça nem sabia do estado civil do dito cujo – e se sabia, foi errado.

Mas… a culpa é realmente toda dela?

ESTAR SÓ TAMBÉM TRATA-SE DE AMOR

Às vezes, esquecem que estar solteiro pode ser opcional. Às vezes, parece que estar com alguém é o objetivo principal, a todo custo. Para mim, a companhia é uma consequência e estar sozinho pode ser uma das melhores maneiras de aprender a amar.

Porque estar sozinho é querer-se. É ter amadurecido o suficiente para perceber que não cabe a qualquer um fazer parte dos seus dias, dos seus sonhos e das suas intimidades.

Não é sobre egoísmo, trata-se sobre entender que algumas pessoas não merecem tudo o que se pode oferecer a elas. É sobre afastar-se sem culpa de quem não cumpre o simples papel de amar.

Então, é sobre amor. É saber abrir a porta apenas para quem vai entrar e cuidar da casa junto, com o mesmo esmero, e não para morar com o ladrão. Porque entrar em um relacionamento apenas por medo da solidão é fugir de si mesmo, como uma tentativa de procurar no outro aquilo que não conseguiu encontrar dentro de si e, ainda, colocar a responsabilidade da sua felicidade nas mãos de outra pessoa.

Também não é sobre apegar-se à solidão, mas sobre instruir-se a ser sozinho. Significa aprender a comemorar as próprias vitórias e a curar as próprias feridas, saber curtir-se e acariciar-se quando for necessário. É a delícia de perder-se em si mesmo.

Ou seja, se trata sobre conhecer as abundantes formas de ver o mesmo quadro e compreender que, acima de tudo, somos essa metamorfose ambulante de pensamentos, crenças e sentimentos. É sobre autoconhecimento.

Então, não é sobre abandono, porque às vezes se está rodeado de pessoas e ainda assim, é possível sentir a solidão. Também não é sobre liberdade, porque às vezes você pode estar no lugar mais lindo do mundo, sem contas a prestar para ninguém e, ainda assim, sentir-se sufocado.

Porque estar só nem sempre é sentir-se só, nem tampouco significa sentir liberdade.

Demorei em entender que liberdade não tem nada a ver com estado civil. Significa, simplesmente, estar em paz com as escolhas que são feitas. Da mesma maneira, solidão não tem a ver com estar só ou acompanhado, mas sim sobre apreciar as companhias e as ausências.

Enfim, não se trata sobre desamor, pelo contrário, é sobre colocar o amor acima de tudo. O amor-próprio em primeiro lugar, o amor acima da carência e do apego, o amor na vida, nos dias mais alegres e até nos dias mais murchos.

Então, é sobre felicidade. É sobre poder ser feliz sozinho, no silêncio e no barulho, na companhia de uma multidão e no deserto do seu quarto, nos dias de intenso calor e do nostálgico inverno. É sobre encontrar o sorriso que acalma, dentro de si mesmo.

Finalmente, estar sozinho não se trata de mostrar ao mundo que não é preciso de ninguém, se trata de aprender a amar e ser feliz sozinho, para que ao chegar a pessoa certa (se chegar), seja possível ser feliz com ela e não por ela.

E que não haja mal algum, caso essa pessoa não apareça.

(Autor: Francisco Galarreta)
(Fonte: antesdasobremesa.wordpress.com)

QUAL É A RAIZ DO NOSSO DESCONTENTAMENTO CONSTANTE?

Seja pelo ritmo de vida ocidental, pelos padrões da modernidade, ou por qualquer outro motivo que componha a correria de nosso dia a dia, as pessoas estão se tornando, cada vez mais, descontentes com sua própria existência, e o pior, sem perceber.

Algo incomoda, algo está errado, mas não se sabe direito o porquê. Isso se deve a vida que vivemos no modo automático. Com o advento do capitalismo e industrialização, passamos a funcionar como máquinas, simplesmente realizando tarefas e deixando de lado aspectos humanos de nosso ser.

Tendências

Em meio a essa loucura, hábitos nada saudáveis vem tornando a rotina em um mar de desprazeres.

Um claro exemplo é o consumo excessivo de alimentos industrializados e o descaso com seu processo de produção.

Cada vez menos pessoas conhecem ou dão valor à composição daquilo que estão ingerindo. As consequências disso são rapidamente manifestadas no corpo.

O número de pessoas obesas e com problemas de saúde é crescente e é um dos maiores motivos de descontentamento pessoal.O imediatismo do dia a dia também compromete fortemente as relações sociais.

A convivência em grupo tem deixado de lado algumas pequenas regras básicas em prol do funcionamento desta máquina humana que nos tornamos.

As pessoas se tratam mal, ignoram cumprimentos, saudações, ou nem mesmo as fazem. Além disso, muitas aceitam o destrato passivamente, por medo ou indisposição de reação. Nada mais influente do que isto, na produção de mais desconfortos e tristezas.

A autoestima tende a ir lá para baixo. Se nos deixarmos levar por todo esse mecanismo de desânimo que temos de conviver, a vida se torna um fardo e nunca um prazer.

A reação

Não se pode jogar a toalha! Os males da vida são necessários para a experiência. Temos que passar por traumas, tristezas e dramas para tirar deles aprendizados. O importante é não se entregar.

Diante de tais situações o essencial é ter a consciência firme a avaliar tudo aquilo que se passa. A saída deste estado automático o qual descrevemos e estamos acostumados é o primeiro passo para eliminar o constante descontentamento.

Se algo incomoda, se a rotina está um peso, aí estão motivos suficientes para mudar. Sem medo, devemos sair da zona de conforto e buscar aquilo que nos faz bem.

Via nossa página parceira: Eu Sem Fronteiras
Autora: Júlia Zayas

ONDE NASCE O SEU ÓDIO?

Vivemos um tempo em que se está muito em voga nos noticiários e em diversas reflexões nas redes sociais a questão do ódio, da agressividade, da intolerância.

Não é incomum nos impressionarmos com a crueldade de um determinado ataque terrorista, ou sentirmos medo de sair na rua pelo risco constante de sermos assaltados ou simplesmente agredidos por nossos posicionamentos. Tudo isso somado a uma mídia que vende – com muita facilidade – a violência em seus noticiários. Onde nasce todo esse ódio?

Talvez, para alguém com a mente aberta, seja fácil admitir que o ódio não está somente presente nas pessoas que cometem as atrocidades noticiadas. Ele pode estar presente muito próximo a nós, inclusive em nós mesmos.

Não é difícil ver discussões no transporte público, por algum desentendimento (ou mal entendido) qualquer. Também tem se tornado mais corriqueiras as práticas de violência coletiva, os chamados linchamentos, em nome de uma suposta justiça sendo feita.

Vemos ainda pessoas recebendo agressões físicas ou verbais, gratuitas, simplesmente por sua orientação sexual ou seu modo de se vestir.

Se uma pessoa esbarra em mim no corredor do ônibus, logo me sinto agredido, mesmo que não tenha me machucado.

Posso não tomar nenhuma atitude, mas sinto aquele ódio nascer e agrido a pessoa em meus pensamentos. Ou, se aquele familiar me perturba, falando comigo de forma insistente e inconveniente, logo nasce aquela vontade de atacá-lo. E até chego a agredir, física ou verbalmente.

Assim, olhando “para fora” ou “para dentro”, percebo o ódio e a intolerância para com as escolhas do outro. Entretanto, a raiva é algo que pode fazer muito bem. É muito necessária para que tomemos decisões e coloquemos nossos limites para os outros.

Mas nesse texto falo do ódio e da intolerância, que ultrapassam o limite do meu bem estar, e avançam, sem razão alguma, na busca da destruição do outro.

Se um funcionário de uma loja me ofende ao receber uma reclamação minha, é muito natural eu sentir raiva. Minha reclamação não era uma ofensa pessoal e ele parte para esse caminho.

A raiva surge para eu colocar um limite. Eu posso dizer que vou denunciá-lo, posso me calar e deixá-lo falando sozinho, ou posso reclamar dele para o seu superior. Porém, se me sinto profundamente ofendido e procuro xingá-lo também ou até agredi-lo fisicamente, estou tomado pelo ódio, pela intolerância.

Digo, com meus atos, duas coisas: 1) Ninguém deveria ultrapassar meus limites, logo, tenho o direito de revidar como quiser; 2) Eu jamais ultrapassaria o limite de ninguém.

Ora, será que ninguém deveria ultrapassar meus limites? Quantas vezes eu não ultrapassei os limites de alguém, sem nem perceber, ou até mesmo percebendo e não me importando?

Nos reportamos, assim, à outra frase. Dizer que jamais ultrapassaria o limite de alguém é mentira. É algo impossível. Ao longo da vida e do amadurecimento isso já ocorreu e continuará acontecendo, mesmo que sem querer e pedindo desculpas posteriormente.

Admitir isso, que somos falhos, que podemos ferir, maltratar, magoar, mesmo sem querer, é algo duro demais para muita gente. Prefiro então negar. Todavia, quando nego minhas fraquezas, nego também a do outro. Elas me são insuportáveis. Se eu não posso, ninguém pode. Aí nasce o ódio…

Se eu não posso admitir que é natural, e que eu mesmo poderia sim ter desejos homossexuais, nunca poderei aceitar serenamente que outras pessoas o sejam.

Se eu não posso assumir que sinto inveja do celular de certas pessoas e que, se me sentisse à vontade, praticaria eu mesmo um furto, nunca poderei querer algo para um pequeno delinquente a não ser sua morte. Aí eu digo que “bandido bom é bandido morto”. Logo eu, que nunca admiti e nem olhei para meu “lado bandido”.

Dessa forma, projetando no outro e no mundo o que não suporto em mim, vou agredindo, destruindo, ferindo. E, pior, achando que estou sendo justo, correto.

O ódio nasce no que não quero ver. E perde força quando vejo e admito. Quando percebo minhas fraquezas. Quando as acolho como se abraçasse alguém muito querido…

Sinta-se convidado(a) a se perceber, sem medo, e ver: afinal, onde é que nasce o seu ódio?

“ABRAÇADORA” PROFISSIONAL COBRA R$ 250 PARA ABRAÇAR HOMENS CARENTES

Apesar de não se considerar uma pessoa carinhosa, a norte-americana Janet Trevino, 37, está ganhando a vida distribuindo abraços.

Uma “abraçadora” profissional, ela cobra cerca de R$ 250 por hora para abraçar e dar carinho para homens carentes.

Moradora de San Antonio, nos EUA, Janet começou a trabalhar em agosto como abraçadora para completar a renda. Porém, por causa da alta demanda, ela se tornou profissional por volta de setembro.

Atualmente, ela passa de 13 a 20 horas abraçando homens que têm dos 40 aos 70 anos. Nesta “brincadeira“, ela junta por volta de R$ 5 mil por semana, de acordo com o tabloide “Daily Mail”.

Janet, que tem um companheiro chamado Carlos, disse, em entrevista à publicação, que sempre foi naturalmente apoiadora das pessoas que estavam a sua volta e que chegou a pensar, aos 20 e poucos anos, em virar missionária. “Acredito que as pessoas realmente precisam de mensagens de esperança e eu gostaria de espalhar isso”.

A moça descobriu a profissão, que inclui dormir de conchinha e outras posições que não envolvem relações sexuais, ao participar de um workshop sobre sexualidade.
Janet é uma “abraçadora” profissional; ela descobriu atividade em workshop de sexualidade
imagem: Reprodução/Daily Mail

Assim que entrou em contato com a atividade, se inscreveu em cursos livres para aprender como fazer seus clientes se sentirem seguros e amados. “Assim que comecei, percebi que sou muito boa no que faço”, falou Janet, que tem um estúdio dentro de sua própria casa.

“Meus clientes costumam ser veteranos de guerra, já que moro em uma cidade militar, mas atendo todos os tipos de pessoas”, contou.

O serviço é praticamente feito “sob medida”. Isto porque, antes de atender o cliente, Janet costuma conversar com ele por telefone para descobrir o que ele realmente precisa. “Não é como ir fazer uma massagem”, explicou. “Preciso fazê-los entenderem o que exatamente é o meu trabalho para que eu também esteja segura”.

Quando ele chega ao estúdio, Janet conversa novamente com ele para que não haja nada desconfortável para ambos e pergunta como ele gosta de experimentar o toque humano. “É sobre consentimento e laços”, afirmou.

Fonte: estilo.uol.com.br

A DIFERENÇA ENTRE SENTIR SAUDADE E SENTIR FALTA

Sempre disse que existe uma diferença grande entre sentir saudade e sentir falta.

Você sente saudade da sua infância, a nostalgia de coisas que te lembram momentos bons.

Sente saudade de um amigo, de programas de TV e do sabor daquele sorvete que vendia perto da sua casa.

Saudade daquela música que te lembra um passeio, uma viagem.

E até então eu sentia saudade de muitas coisas. Mas experimentar o “sentir falta” é uma experiência que esmaga muito mais que a saudade.

Perder alguém próximo é uma experiência que consome aos poucos. Perdi meu avô, assim como você pode ter perdido alguém muito próximo de você. A falta de alguém é muito mais do que a saudade. A falta do cheiro, da voz, e até do som do caminhar apertam o coração.

Quantas vezes aconteceu algo e eu quis contar pra ele? Quantas vezes sonhei com o barulho das chaves em seu bolso? Quantas vezes ainda vou me pegar pensando no seu cantarolar? E ao ver que são detalhes que ficam somente na memória, fecho os olhos e tento experimentar os momentos de forma mais real possível.

O luto é diferente, é a sensação da pessoa ainda estar ali e de repente você se dar conta que não está.

Não é algo que você sente o tempo todo, mas que quando sente tira o ar. É a sensação de que nenhum tempo do mundo foi suficiente. A ausência se faz presente em todo lugar.

São nos detalhes que você se perde e é na saudade que você repousa. São nas lembranças que você se conforta. É nessa saudade que você leva para sempre, que te lembra que os momentos bons não se apagam com o tempo.

São os momentos bons que ficam, no final de tudo. E por isso você deve aproveitar cada pessoa e cada momento, que são únicos, porque são eles que nos acompanham. São eles que nos fazem quem somos, e levamos um pedaço de cada pessoa por nossas vidas.

Somos feitos de pedaços, e cada pedaço leva um nome e um momento único. Que sejamos mais doces, para que nossa marca no outro seja assim, nada além de bom.

É COVARDIA DESPERTAR O AMOR SEM INTENÇÃO DE FICAR

É covardia dizer palavras bonitas e depois agir feito criança que não sabe o que quer e o que diz. É covardia dizer que pretende ficar quando, na verdade, irá partir a qualquer momento.

Quantas histórias já ouvi de enganos e daquela dor terrível de recomeçar. Quantos corações partidos que deixam de acreditar no amor e, quando alguém aparece, já é descartado, com medo de doer novamente.

É covardia conquistar, ser gentil, só para inflar o ego e parecer o Don Juan. Ter prazer em saber que alguém “morre” de amores pela gente é dessas coisas bizarras da vida que eu nunca vou entender.

Não entendo o gosto de “pisar” o outro, dos joguinhos e de fazer promessas, quando as atitudes demonstram o contrário. Quando o príncipe vai logo virando sapo.

Covardia é quem chega de mansinho, vai logo ocupando um espaço em nosso coração, doma os nossos medos e, todas as vezes em que pensamos em dar um passo para trás, esse alguém segura a nossa mão e nos faz darmos um passo à frente. Então, esse alguém vai embora, sem ao menos dizer adeus, sem ao menos dizer o porquê do sumiço.

Covardia é despertar sentimentos, oferecer abraços, filmes no sábado à noite, no Netflix, quando, na verdade, irá inventar uma desculpa qualquer para nos deixar em casa sozinhos, pensando no que fizemos de errado.

Enquanto o outro curte a vida, você tenta entender onde falhou; enquanto o outro descobre outros risos, outros beijos, outros enganos, você se acha problema.

Bonito mesmo é quem fica, até quando não merecemos; quem entende as nossas pausas e os nossos medos; quem sabe dos nossos segredos e, mesmo assim, decide não partir.

Bonito é quem não promete, mas prova, todos os dias, o quanto gosta da nossa companhia. Quem não mente, não engana e não se alegra com a dor do outro.

Bonito é quem desperta o amor e fica, quem conquista e cultiva, quem não apenas planta como rega, cuida, protege, como quem deseja não perder aquilo que cativou.

ÀS VEZES NÃO QUERER TER FILHOS É UM ATO DE ALTRUÍSMO

Quando comecei a escrever, me deparei com um texto que muito me agradou. Um texto que questionava se as mulheres queriam realmente criar um filho ou ter um bebê.

O texto fez um tremendo sucesso, sendo aplaudido por muitos e rendeu também alguns comentários grosseiros como todo texto importante gera.

A agressividade decorre, em minha opinião, do vislumbre de fantasmas internos que preferimos ocultar de nós mesmos.

Quando alguém diz algo com que concordamos, mas não queremos concordar, normalmente reações agressivas explodem. Na verdade estamos brigando com a gente mesmo e o outro é apenas um canal para a nossa raiva contida.

As pessoas costumam rotular de egoístas as mulheres que não querem ter filhos. Mas talvez realmente egoísta seja a mulher que não quer ter um filho, mas mesmo assim o tem.

Infelizmente nem todas as mulheres nascem com a vocação para serem mães. Quando entrei em contato com este tema pela primeira vez fiquei um pouco chocada pois na minha cabeça ter filhos era fundamental para todas as mulheres. Me pareceu estranho uma mulher não ter nascido para ser mãe.

Mas acontece e ninguém deveria se sentir obrigado a ter filhos por nenhuma razão que fosse o verdadeiro desejo de ser mãe e a real intenção de se comprometer com a educação do filho.

Sei que colocarei o dedo na ferida, mas infelizmente vemos muitas mulheres sem instinto maternal e desprendimento lutando para serem mães.

Mulheres que trabalham 14 horas por dia e que se colocam em primeiro, segundo e terceiro lugar querendo ser mães. Por quê? Para cumprir um preceito social? Para dizer que conquistou tudo que é importante para uma vida próspera?

Filhos não são bonecas com quem brincamos quando queremos. Filhos são seres humanos extremamente dependentes e exigentes que vão desejar o melhor dos nossos sentimentos, o melhor do nosso tempo e energia.

Criar bem um filho não se resume a pagar a mensalidade de uma boa escola e encher a criança de presentes caros. Criar bem um filho não se resume a decorar um quarto lindo para ele e levá-lo para a Disney nas férias de julho.

Filhos precisam da companhia das mães. Filhos querem ouvir histórias antes de dormir. Filhos querem ser abraçados e beijados. Filhos querem contar o que aconteceu na escola e pedem ajuda para fazer os deveres. Filhos não querem ser filhos apenas nas férias, feriados prolongados e meia hora por dia, entre a chegada do trabalho e os cuidados com a beleza.

Não digo que uma mulher não possa conciliar uma carreira com maternidade. Claro que pode. Pode e deve. Mas mulheres muito voltadas para as sua carreiras, viciadas em trabalho, que vivem viajando a negócios e fazendo horas extra deveriam pensar calmamente se nasceram mesmo para serem mães.

Quem deseja uma vida livre de horários, quem deseja fazer amor no meio da sala e tirar férias em qualquer época do ano, quem não se comove com o universo infantil e não se vê assistindo a teatrinho de escola, deveria ser sincero consigo mesmo e dizer “Não nasci para ser mãe”. A mulher não pode sentir que está desperdiçando a sua vida ao cuidar do filho.

Se ela assim o sente, além de sofrer muito, fará a criança sofrer também. Crianças criadas com pouco afeto e paciência tendem a não conhecer limites e têm mais dificuldade para estabelecer vínculos afetivos fortes.

É muito triste ver tantas crianças vivendo de migalhas afetivas, aproveitando as sobras de tempo que a mãe oferece. Se o tempo é escasso mas carinhoso, ainda vai. E quando a mãe chega sempre tensa e nervosa , louca para se esfoliar e se hidratar e a criança aparece cheia de demandas? Ser mãe não é carreira nem emprego. É vocação e missão.