NÃO DESPERDICE SEU TEMPO TENTANDO MUDAR ESSAS 6 COISAS!

Como a maioria das pessoas em seus vinte e poucos anos de idade, eu fiz minha parte na busca de alma, enquanto tentava me tornar um adulto plenamente funcional. Uma das questões mais difíceis que tive de superar em minha jornada foi perceber quando agir e tentar mudar as coisas, mesmo quando a batalha não é minha.

Há alguns meses, tive uma experiência especialmente forte que abriu meus olhos, envolvendo uma pessoa da qual estava perto. Ela tinha tanta negatividade e amargura, que desgastou todos os meus esforços para brilhar e ser diferente.

O momento de clareza veio quando todas as minhas intenções foram torcidas e transformadas em algo completamente oposto. Foi aí que percebi que as pessoas veem as coisas como o reflexo de quem são. Não importa o quanto você tenta ajudá-las, é inútil até que elas se tornem dispostas a mudar sua perspectiva.

Não me interpretem mal. Sendo persistente e trabalhando duro para atingir nossos objetivos e mudar as coisas que podemos, ainda é uma maneira muito eficaz para alcançar qualquer coisa.

No entanto, precisamos ser sábios o suficiente e saber quando aceitar certas coisas do jeito que são. Aqui está uma lista de 6 coisas:

1.Nem todo mundo vai gostar de você

Não importa quão duro isso possa parecer, é a verdade. Tentar fazer com que todos gostem de você só vai torná-lo invisível, pois você vai bloquear suas cores verdadeiras tentando usar a máscara perfeita para a situação. Permitir que as pessoas vejam e conheçam o seu verdadeiro “eu”, irá levá-lo a amigos, parceiros e colegas de trabalho certos para você. Portanto, você não precisa da aprovação do mundo inteiro.

2.Culpa não mudará nada

Sentir-nos culpados por alguns erros que cometemos não mudará nada, apenas nos impedirá de avançar. Em vez disso, devemos aceitar, reconhecer nossos erros e aprender com eles, já que eles existem para nos ajudar a crescer.

3.Você não pode mudar ninguém

Qualquer esforço para mudar uma pessoa que não está disposta a desistir de seu comportamento destrutivo ou crenças só será contraproducente, uma vez que seus mecanismos de defesa vão criar uma parede tão grande que nenhuma de nossas palavras gentis poderão quebrar. A única maneira de ajudar alguém é deixá-lo ser, e perceber que tem seu próprio caminho, e que vai lidar com suas questões em seu próprio tempo e termos.

4.Você não é imortal

A maioria de nós coloca o nosso trabalho em primeiro lugar, e no ciclo vicioso de sempre alcançar mais, esquecemos de descansar, cuidar da nossa saúde, e desfrutar do tempo gasto com os nossos entes queridos. Achamos que temos todo o tempo do mundo. Devemos realmente perceber que não vamos ficar neste planeta para sempre. Quanto mais cedo chegarmos a um acordo com esta verdade, mais cedo pararemos de trabalhar nossos corpos até a exaustão e começaremos a apreciar a vida que estamos vivendo, cuidando de nossa saúde mental, física e espiritual.

5.Você só está competindo consigo mesmo

Comparar o seu próprio sucesso, riqueza e aparência com o dos outros só fará você perder-se no processo. Você é único, e como tal, não deve e não pode competir com qualquer outra pessoa, além de seu eu anterior. Você não deve se preocupar com a vida das outras pessoas, deve se preocupar em estar melhor do que ontem.

6.Você é responsável pela maneira como se sente

Nada que alguém diz ou faz pode ter qualquer impacto sobre nós, a menos que deixemos. Não podemos controlar os pensamentos ou ações de outras pessoas, mas podemos escolher como isso nos afetará. Aprender a não deixar que as reações dos outros afetem o modo como se sente, te ajudará a economizar energia para investir em seu desenvolvimento pessoal.

(Autor: Ana Erkic)
(Fonte: lifehack.org)

DESCULPE, MINHA MÃE. MAS SER SOZINHO PARA MIM É UMA CONQUISTA E NÃO UM FRACASSO

Ô, minha mãe! Senta aqui um pouquinho, faz um esforço. É só ouvir um minuto ou dois.

Tenha a bondade. Eu sei que é duro, sei como é difícil guardar aí consigo as suas opiniões e seus conselhos tão definitivos e importantes, mas você precisa escutar.

Não, eu não sou triste porque vivo só. Tal e qual todo mundo, sinto tristeza de quando em vez, mas nunca é porque não me casei de novo.

Ser sozinho, para mim, deixou de ser um fracasso há muito tempo e virou uma conquista preciosa. Um prêmio pelo trabalho duro de olhar a mim mesmo com respeito e com apreço.

Foi fácil, não. Não quando a gente cresce ouvindo que quem não casa é “encalhado”, “solteirão”, “fica para titio” e essas maldades próprias da crueldade familiar. Perversões bem intencionadas.

Você me desculpe a ingratidão, mas essas “lições” caseiras só me fizeram mal. Demorou, mas eu consegui: juntei todas elas, joguei no lixo e senti uma alegria tão grade, minha mãe!

Você não imagina a minha felicidade quando me dei conta de que não preciso agradar a você e aos outros mas só a mim mesmo. Não sabe o tamanho do meu alívio quando percebi que já não me afetava mais o seu olhar de piedade pelo filho que “não deu certo com ninguém”.

É claro que você não tem culpa, mãe! O mundo a fez aceitar o inaceitável, que toda gente tem de “ter alguém” a qualquer custo, inclusive o da infelicidade conjugal, das brigas na frente dos filhos, da reclusão, da submissão e da angústia por uso continuado. Mas eu não. Eu tô fora.

Agradeço a preocupação mas me permito me ocupar de outras coisas, inclusive “envenenar” as minhas primas e sobrinhas e parentes e a quem mais interessar possa contra a sua ladainha familiar bem intencionada do “encontre um moço bom, case e tenha filhos”.

Isso não funciona pra todo mundo, mãe! Deixe as meninas serem felizes como quiserem. Deixe o povo escolher o que é melhor a si mesmo!

Agorinha ainda, minha mãe, uma multidão de machões com o cérebro de um mexilhão agarra à força mulheres sem companhia masculina tentando cumprir a recomendação de suas mamães.

Desprovidos de discernimento, eles acreditaram que ninguém nasceu para ser sozinho e não se conformam que moças estejam sós porque querem ou porque as opções andam sofríveis. Logo, avançam contra elas com sangue nos olhos e uma faca nos dentes, como zagueiros desferindo carrinhos por trás, decididos a ganhá-las de qualquer jeito e exibi-las mais tarde, como troféus, no almoço da família.

Deus me livre! Honestamente, prefiro ser o “caso perdido” da ótica materna tradicional.

Compreendo que toda mãe deseje a felicidade de seus filhos. Mas felicidade é tarefa pessoal e intransferível. Cada um constrói a sua. E a minha passa longe da sua concepção do assunto.

Estou só, minha mãe, porque errei e acertei o suficiente para deixar e ser deixado por alguém. Porque respeito o outro tanto quanto a mim mesmo. Porque sou livre para trabalhar e fazer escolhas. Livre para errar e acertar. Livre para me arrepender e corrigir. Livre para novas tentativas. Livre até para, quem sabe, caminhar de novo ao lado de alguém tão livre quanto eu.

CONQUISTE UM CANTINHO ZEN NA SUA CASA E REDECORE A SUA ALMA

Empurrar as tralhas para o lado, dando, doando ou vendendo o que não usa mais já é, por si só, um ato de desapego. Me diz prá que guardar coisas que já estão há mais de um ano lá..sem qualquer serventia?

Desocupar ambiente físico é desobstruir espaço mental, o que, por consequência, conduz a uma psique com menos negatividade e um pensar mais leve.

Mude o cenário arquitetônico do seu lar! Remova os móveis daquele quarto inutilizado. Forre almofadas com cores, ou fique no cru mesmo e jogue-as no chão. Faça futons, são ótimos para sentar com as pernas cruzadas.

Tire os quadros da parede e pinte-a de outra cor. Doe os que não fazem mais sentido para sua vida. Outras pessoas podem adorar o presente.

Para dar um clima suave abuse das velas, alguns seixos de rio, e vasos com bambu, lembrando que a luz indireta dá um ar bem mais aconchegante. Aquelas cascatinhas de água feitas em artesanato não devem ser tão caras e podem ser muito úteis para os momentos de introspecção.

Faça uma playlist de músicas para relaxar.

Escolha um horário em que o movimento da casa está mais desacelerado e SE desacelere.. Pare..respire..silencie..medite. Busque-se. A meditação é o caminho e a cura da ansiedade, da angústia, e reduz substancialmente o pensamento acelerado. É a fórmula mais barata para se conectar com a sua própria verdade.

Quando estiver respirando calmamente e bem relaxado pergunte então o que precisa saber. Na hora certa, e ao seu tempo, virão todas as respostas.

Portanto, perceba o quanto é importante primeiro você fazer o movimento de abrir um espaço na sua vida, na sua casa, e segundo, presentear esse espaço para sua alma se expandir.

É no silêncio de um cantinho só seu que a tranquilidade vai acontecer. Mas veja, não se ocupe demais com a decoração externa. Se ela for no estilo moderno, contemporâneo, hippie chique, clássico ou rústico, vintage, minimalista ou não, isso não faz muita diferença.

Mudar do lado de fora serve apenas como relembrança de que o que precisa mesmo ser redecorado é você por dentro. O novo cantinho zen é apenas uma moldura do seu universo, que vai ajudar a inspirar você a fazer mais intervalos para dar uma pausa na sua louca rotina.

QUAL TIPO DE INTROVERTIDO VOCÊ É? SOCIÁVEL, PENSADOR, ANSIOSO OU CONTIDO?

Ser introvertido é um traço de personalidade muitas vezes mal entendido. Hoje, é assunto de diversos livros, blogs e revistas on-line.

Como muitas pessoas não cientistas começaram a falar sobre a introversão, o psicólogo Jonathan Cheek começou a notar que o jeito como muitos introvertidos definiam seus traços eram diferentes de como ele e a maioria dos acadêmicos usavam.

De acordo com Cheek, quando examinamos pessoas na rua, várias delas se descrevem introvertidas e quietas, pensativas ou introspectivas. No entanto, nenhum desses traços são partes da definição de introversão de acordo com a literatura científica.

A Psicologia da Personalidade define introversão pelo que ela não é: extroversão. Se extrovertidos são pessoas assertivas e entusiasmadas que se dão bem em ambientes sociais, então os introvertidos são o oposto.

Entretanto, Cheek descobriu através de sua pesquisa que, quanto mais ele entrevistava as pessoas que se autoproclamavam introvertidas, mais percebia que aquilo não era tão simples.

Cheek acredita que existam 4 tipos diferentes de introversão: sociável, pensadora, ansiosa ou contida.

Os introvertidos sociáveis são os que mais se encaixam na definição de “oposto do extrovertido”. Eles escolhem ficar em grupos pequenos ou até mesmo nenhum. Preferem ficar em casa com um livro ou estar num grupo de amigos próximos. Isso é diferente da timidez em que a ansiedade social não é o principal motivo da preferência por ficar sozinho.

Os introvertidos pensadores refletem muito sobre si mesmos, são introspectivos e pensativos. Não evitam situações sociais, mas Cheek diz que são capazes de “se perderem num mundo interno de fantasias”. “Mas não de um jeito neurótico, e sim de uma forma imaginária e criativa.”

Os introvertidos ansiosos podem procurar solidão por se sentirem estranhos e por terem uma “crise de consciência” ao redor de outras pessoas. Isso acontece porque não são muito confiantes em suas habilidades sociais. Muitas vezes, sua ansiedade não diminui mesmo quando estão sozinhos.

Outra palavra para descrever os introvertidos que se contêm é “reservados”. Os introvertidos contidos parecem operar num ritmo ligeiramente mais lento, preferem pensar antes de falar ou agir. Também podem demorar um pouco para irem embora de algum lugar. Não conseguem, por exemplo, acordar e imediatamente já entrar em ação.

(Autora: Amanda Magliaro Prieto)
(Fonte: eusemfronteiras.com.br)

O MELHOR LUGAR PARA ESTAR É DENTRO DO SENTIMENTO DE ALGUÉM

O melhor lugar para estar é dentro de um abraço, de um beijo e de um olhar. É estar de mãos dadas com o compromisso de ser feliz.

Nos perdemos em contradições e vivemos de esperanças , muitas vezes. Inventamos possibilidades que não existem e esquecemos que apenas um abraço tem o poder de nos curar de qualquer mal.

Não existe um lugar melhor para estar do que dentro do sentimento de alguém. Não tem felicidade maior do que pertencer, nem que seja por um segundo, a alguém. É simplesmente encantador quando nos sentimos importantes para alguém. É isso…

Como é maravilhoso ter amigos de verdade, que podemos nos esconder dentro deles com nossos problemas que precisam de atenção e cuidado. Como é mágico o abraço de mãe quando o medo, as tristezas, as decepções nos surpreendem. Como é bom um beijo espontâneo de alguém que nos diz: estou aqui e quero você bem. Como é bom aquele olhar da irmã que nos alerta que precisamos deixar o que nos entristece e tentar algo diferente.

Dentro dos gestos estão os confortos que nos inspiram a viver melhor.

Não suportaria viver sem um abraço, sem um beijo, sem um toque… Há quem suporte, mas porque ainda não descobriu que um carinho sempre cai bem. Não há quem resista a um charme, a uma palavra amiga, a um jeito meigo e natural de ser.

É preciso que os gesto brotem da naturalidade de se doarem, porque se for forçado não vai ter o poder medicinal de curar e perdoar.

O melhor lugar para se estar também é no colo da mãe, nos braços do pai, no aconchego dos irmãos, lá escondem segredos que acalmam e nos fazem sorrir mais uma vez. O melhor achado é descobrir que um abraço nos ganha por completo além de nos aquecer.

Alguns lugares podem nos trazer sorrisos e confortos. Ter uma casa confortável, fazer a viagem dos sonhos, comprar ou investir em algo que tanto deseja, não significa que seja o melhor momento da vida. Pode ser… Mas um abraço pode ser a melhor sensação do que conquistas pessoais e materiais.

Aquele dia que nada vai bem, que acordamos do avesso, que nada dá certo e nos sentimos impotentes, esse é o momento em que um abraço é a certeza de alívio. Não tem nada melhor do que voltar para casa, abrir a porta e dar de cara com o abraço de quem amamos. Nada é mais aconchegante do que encontrar nos sentimentos de alguém.

Nada melhor do que um abraço para aquecer a alma, acalantar nosso desassossego e nos confortar em silêncio. No silêncio dos gestos estão as curas para os problemas, os desencantos e as aflições. Além do abraço, o melhor lugar para estar é em paz, porque quando acalmamos nosso íntimo, descobrimos que viver pode ser absurdamente feliz.

VOCÊ SE ACEITA COMO É?

“Curioso Paradoxo: Só quando me aceito como sou, posso então mudar” -Carl Rogers-

Muitas pessoas procuram terapia para mudar alguma coisa em sua vida, seja um relacionamento, uma postura diferente perante a alguma situação, um comportamento indesejável…

É comum as pessoas terem pressa pela mudança, buscando solucionar o problema pela forma mais racional possível. O interessante é que no processo da psicoterapia a pessoa vai se dando conta que antes de olhar para fora com ansiedade, é preciso entrar em contato consigo mesma, olhar para suas dificuldades e reconhecer seus desejos, aceitando-os.

Só depois desse autorreconhecimento é possível se libertar de algumas crenças e experienciar as mudanças desejadas, que não serão instantâneas. A aceitação de si mesmo traz a preparação necessária para o processo da mudança.

Porém, muitos de nós estamos acostumados desde cedo a fazer o movimento contrário, a não nos aceitarmos, nos corrigindo o tempo inteiro. Ouvimos na infância o não repetidas vezes, não pode isso, não pode aquilo.

O não e o limite são importantes para nos ajustarmos a sociedade e aprendermos a lidar com a frustração, entretanto, se não somos também reconhecidos pelos nossos acertos e pela nossa essência, a crítica em excesso pode interferir na nossa auto estima e a possibilidade de internalizar um sentido forte de inadequação.

Como isso influencia a minha vida hoje?

Crescer se achando inadequado em demasia nos faz querer parecer um pessoa diferente do que somos, sempre alertas sobre a imagem que estamos passando e excessivamente preocupados com a opinião dos outros.

É uma busca inconsciente e incessante para ser valorizado e aceito pelo outro, sendo que, muitas vezes, ainda nem nos aceitamos como somos, não paramos primeiro para nos entender com um cuidado generoso.

Isso traz vulnerabilidade e insegurança, dependendo demais do retorno do outro para saber se estamos indo bem ou não. Quando transferimos essa responsabilidade para o meio, colocamos o rumo da nossa vida em algo longe de nós.

A impressão das pessoas, sem dúvida, é importante para nossa construção psíquica, mas, quando há o desequilíbrio, a confusão e ansiedade nos tira do caminho coerente com aquilo que nos faz feliz. Começamos a viver uma vida estranha para nós mesmos.

Como faço para me aceitar melhor?

É fundamental fazer o caminho do autoconhecimento, olhar com atenção e coragem tanto para os aspectos desejáveis quanto para os indesejáveis.

Aceitar não significa a princípio gostar, mas considerar e respeitar o que se é, reconhecendo que o hoje é resultado de todas as experiências vividas, sejam elas boas ou ruins. É uma oportunidade para se perdoar, para refazer os laços consigo mesmo, e isso consequentemente, leva a uma postura mais próxima e atenta aos próprios anseios, ao invés da busca incessante pela valorização do outro como uma forma de compensar a falta de amor e aceitação por si mesmo.

É preciso resistir a reação de excluir algo em nós que não nos agrada e integrar todas as nossas diferentes partes.

Muitas vezes precisamos de ajuda nessa caminhada e a psicoterapia, sem dúvida, pode ajudar muito nesse processo. É um desafio que vale a pena, pois é altamente libertador. Só a partir disso podemos verdadeiramente redirecionar nossa vida, ajustar as velas e seguir mais confiantes e inteiros, escolhendo navegar na direção de uma vida mais feliz.

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos” -Carl G. Jung-

(Autora: Marcela Pimenta Pavan)
(Fonte: acaminhodamudanca.wordpress.com)

BALCÃO DE RECLAMAÇÕES

Por que é que a gente reclama tanto?

Bem, dirão alguns muitos estudiosos, a insatisfação é inerente aos seres humanos. Verdade. Uma daquelas verdades absolutas, não há o que discordar, portanto.

Mas vamos além, vamos fazer uma reflexão um pouco mais profunda. Se somos eternos insatisfeitos, isso não deveria ser bom? Falo no sentido de evoluir em todos os sentidos. Afinal, se eu ou você estivermos insatisfeitos com algo que criamos, isso deve ser positivo no sentido de consertarmos, melhorarmos, quem sabe até, em casos mais extremos, refazermos o que foi feito.

Evidentemente que muitos insatisfeitos fazem exatamente isso. Transformam o objeto de suas criações e o melhoram. Mas e o resto? E aqueles que estão insatisfeitos e nada fazem? Sabe de quem estou falando? Isso, acertou, dos que usam a vida como um balcão de reclamações. Cá entre nós, todo mundo é, em alguma medida, assim, não?

Mas não podemos ser injustos. Sabemos que muitos de nós tentam, ao menos, fazer isso cada vez menos. Todos deveríamos reclamar menos e agir mais.

Essa insatisfação ruim, digamos assim, essa que estou falando que nos paralisa ao invés de nos movimentar, anda tentando se alastrar. Parece uma epidemia de involução.

É claro que é disso que se trata. Vamos fazer um exercício: Olhe para seu passado e nem precisa ir muito longe. Já que estamos no começo do ano, que tal dar uma espiada no seu ano de 2016? Como você se comportou nesse sentido aí que estou propondo nesse texto: Você reclamou e agiu ou só reclamou e apontou o dedo aos supostos culpados?

Uma ex professora de Psicologia, uma psicanalista de mão cheia, certa vez ensinou aos alunos algo que hoje em dia todo mundo sabe, ou deveria saber: Quando a gente aponta um dedo, há três apontados para nós.

Foi mesmo uma aula foi cruel. Sei lá, a carapuça serviu como uma luva… ah, você me entendeu.

Brincadeiras à parte, voltando à sua reflexão, ou melhor, nossa, seja sincero (a), como você agiu?

A pergunta é necessária porque se você reclamou mais e agiu menos, sabe o que deverá fazer para que em dezembro de 2017 não passe pelo mesmo “perrengue existencial”. Agora, se você agiu mais do que reclamou, repita a dose esse ano e, parabéns, você está no caminho certo.

Não é esse nosso maior objetivo na vida? De acertar? Descartemos aquela bobagem de certo ou errado em relação à sociedade, todo mundo aqui tem bom senso para seguir regras de convívio. Nós sabemos muito bem quando uma coisa ou atitude é certa ou errada para nós, para nosso íntimo, para nossa alma.

E não podemos deixar de correr atrás do certo nesse sentido, buscar o que nos faz bem, buscar o que nos alivia a dor e, por que não dizer, buscar o que fará com que as angústias sejam diminuídas, senão, eliminadas.

Não dá mais para ficar sentando no sofá da sala se lamuriando ou culpando esse ou aquele pelas suas frustrações. Sim, sabemos, muitas vezes a culpa não é nossa mesmo, aliás, não usemos mais a palavra culpa, vamos dar preferência à palavra e ao conceito de responsabilidade e não culpa.

Temos que aceitar que muitas vezes as conspirações cósmicas não permitem que a gente consiga aquilo que quer. Mas há uma coisa que aprendi nesses tantos anos de uma vida bastante intensa, frase que cunhei quando escrevi meu segundo livro, há onze anos – “A felicidade não está na conquista, ela está na busca”.

É quando estamos buscando nossos objetivos que nos sentimos plenamente felizes. Sendo assim, ficar estagnado reclamando ajuda em que mesmo?

LISTA DE PRIORIDADES: SUMIR, VIAJAR SEM DESTINO, CAIR NO MUNDO!

O desejo de sumir por aí sem destino, quase nada na mala e nada na cabeça, pode ser tomado como algo praticamente natural e parte da vida de quase todos que conhecemos. Queremos mais, precisamos de algo maior, desejamos conhecer o que vai além dos nossos quintais.

“Fernweh” é uma palavra alemã cujo significado não encontra correspondência em um vocábulo específico da língua portuguesa e que traduz um desejo de fugir, viajando por aí.

Trata-se daquela vontade de sumir de tudo e de todos que muitas vezes nos acomete, quando nossa paciência se esgota, quando o tédio se instala, quando nada mais parece ter sentido à nossa volta, quando nosso mundo cai e não conseguimos visualizar alguma saída.

Os homens, desde sempre, encontram-se suscetíveis de se encontrarem desgostosos com o mundo, descontentes consigo mesmos, enredados em vidas com as quais não se identifica, limitados pelas obrigações que a vida impõe, perdidos em meio ao cotidiano robótico e frio de horas que se arrastam.

O desejo de fuga, então, torna-se inevitável, o que direciona cada um de nós a determinada válvula de escape, seja ela benéfica, inofensiva, ou até mesmo perigosa.

Certas pessoas se voltam às artes, à música, outras escrevem, lêem, assistem a filmes, algumas recorrem a drogas, ou seja, cada um se vira ao seu modo e cada um colhe as consequências pelo que escolheu.

Ah, mas o desejo de sair por aí sem destino, mochila nas costas, mapa nas mãos e nada na cabeça pode ser tomado como algo quase natural e parte da vida de quase todos que conhecemos.

O ser humano é capaz de pensar, de forma ilimitada, de sentir o mundo sob variadas sensações, de projetar o futuro, fazer planos, sonhar o que quiser. Ao mesmo tempo em que a realidade tenta nos limitar, nossos pensamentos nos tornam cada vez mais inconformados com o que é estanque, com o que se repete sempre da mesma forma.

Queremos mais, precisamos de algo maior, desejamos conhecer o que vai além dos nossos quintais. É algo que pulsa dentro de nós.

Na verdade, usar do escapismo com frequência, como se fosse uma necessidade constante ausentar-se do que se encontra ali em frente, pode ser um aviso de que é hora de mudar. Mudar de emprego, mudar de amigos, de ambientes, de roupas, de pensamentos, mudar de vida.

Pode ser a nossa essência querendo desatar as amarras com que a sufocamos dentro de nós. Um pedido de socorro que só a gente é capaz de ouvir.

Nem sempre somos nós mesmos que provocamos os desagrados que pontuam nossa jornada, pois quem caminha conosco também pode ser a causa de alguns dissabores que enfrentamos, porém, sempre será necessário refletirmos sobre o que estamos fazendo de nossas vidas, a quem queremos agradar, o que de fato queremos alcançar e a que custo.

Porque, caso o problema esteja tão somente dentro de nós, mesmo que estejamos em casa, mesmo na praia, na neve, em Paris, ele nos acompanhará.

Viajar é uma delícia, pois renova nossos olhares, nossos sentidos, nosso amanhecer, alargando nossos horizontes e oxigenando nossos pensamentos e, muitas vezes, olhar as coisas a uma distância segura pode acabar nos trazendo de volta ao que já tínhamos com mais segurança e verdade.

Mas, se o que incomoda estiver dentro de nós, somente o enfrentamento doloroso de nossa vida poderá nos levar às mudanças urgentes e necessárias. E sem gastar dinheiro.

A VITIMIZAÇÃO À SERVIÇO DA AUTOESTIMA

Há uma nova modinha comportamental em curso: O Coitadismo. Até políticos estão fazendo uso. É uma estrada sem volta, afinal, o coitadismo funciona desde que o mundo é mundo. Só entrou na moda agora, mas é bem antigo.

Ser coitadinho chega quase a ser bem visto pelos humanos. Tudo bem que alguns humanos enxergam mal, se é que me fiz entender.

Essa gente apelativa, que tem medo da vida, que não se prepara para qualquer tipo de perda, enfim, os fracos, sempre conseguem algo como recompensa pelo seu sofrimento.

Antes que algum mala de plantão me ofenda, não estou falando dos que realmente sofrem por algo concreto, estou falando sobre os que se pintam de sofredores. Você deve saber a diferença, deve conhecer uma porção de gente assim.

Eles sempre fazem de tudo para chamar a atenção. Mas de uns tempos pra cá, graças à tecnologia, surgiu uma porção de plataformas para que eles tentem chamar ainda mais a atenção. As redes sociais são ferramentas poderosas, afinal, dá pra se medir instantaneamente se a vitimização está funcionando.

De acordo com os “likes” e comentários de apoio moral, pode se ter uma ideia de quantas pessoas foram atingidas e se solidarizaram com aquele seu sofrimento para inglês ver. Sim, muitos desses sofrimentos, provável que a esmagadora maioria, cria essas situações para chamar atenção.

É fácil chegar a essa conclusão, basta aprofundar a percepção um pouco além de um pires, basta analisar as pessoas e não apenas a suposta dor exposta. Quem age assim normalmente é carente, tem problemas sérios de autoestima e espera que os comentários dos seus posts levantem algo que é sua responsabilidade. Calma, eu explico.

Autoestima é algo pessoal e intransferível. Quem tem que fazer força para levantá-la quando está baixa é a própria pessoa e não os outros. Deixa eu ver como é que vou explicar isso melhor: Quando permitimos que elogios, apoios externos, levantem a nossa autoestima o efeito dura pouco. Quase como uma espuma de cerveja. A curto prazo pode parecer bom, a médio é uma porcaria.

Até porque, convenhamos, ainda que fosse no meio da rua e diante de um desconhecido, quando vemos uma pessoa chorando, logo tentamos imaginar sua dor e, por vezes, tentamos nos solidarizar oferecendo alguma ajuda. Imagine se for um amigo, ainda que virtual. É óbvio que nossa primeira reação é tentar levantar o astral da pessoa.

É evidente que temos que ser solidários, é claro que temos que ajudar o próximo, é inteligente fazer uso da empatia, todo mundo sabe os conceitos óbvios e não é preciso falar disso. Usemos o bom senso, por favor.

Estou falando que tem gente que abusa disso maquiando ou supervalorizando o suposto sofrimento. Mais ou menos como se usassem uma máscara para esconder a verdade, no caso, a carência. Oras, o que há de errado em ser carente? Nada, desde que se faça algo para tentar eliminá-la. E não é o coitadismo que vai ajudar. Ah, mas não vai mesmo!

As pessoas não gostam dos coitadinhos. Sequer os respeitam, pelo contrário, agir assim só desperta piedade, pena. Cá entre nós, nada mais desprezível do que sentir pena de alguém. Pior, nada mais deprimente do que despertar esse sentimento nos outros.

Por isso a conta não fecha, a fórmula não faz o menor sentido. Como podem fazer uso do coitadismo para levantar a autoestima se isso só vai despertar os piores sentimentos nos outros?

Fica pesado quando colocado desse modo, não é? Eu sei, gosto da terapia de choque e nada choca mais as pessoas que mostrar-lhes um espelho. Ainda vou retomar o tema… Espelho.

Não Tem Nada Mais Intimidador Do Que Um Olhar

Escutando Tom Jobim cantando “Esse seu olhar”, me deu uma emoção muito grande ao imaginar os olhares à minha volta. Como é bom sentir que um olhar diz tantas coisas e nos traz emoções.

Não tem nada mais intimidador do que um olhar.

Um olhar pode ter várias traduções, pode nos encantar ou nos intimidar. Um olhar pode te vestir e te despir, pode te encantar e te arrancar lágrimas.

Um olhar quando se encontra com o outro, se cala para dizer verdades que as palavras não tem coragem.

Tem olhares que nos olham escondido, nos procuram no meio das pessoas, acham um pretexto de nos dizer em silêncio sentimentos secretos e desejos velados. Um olhar expressa sentimentos da alma.

Quando somos mais novos, os detalhes dos romances ficam à deriva, porque vemos o outro através de atitudes explícitas.

Começamos a traduzir olhares quando descobrimos que é preciso abstrair as pessoas, e que seus segredos estão nos detalhes discretos dos gestos.

Tem olhares que insistem em nos paquerar. Tem olhares que nos beijam com carinho sem a intenção de algo mais. Tem olhares que nos intimidam, enquanto outros nos procuram na multidão, mesmo quando fingimos não perceber.

Um olhar traduz o que a alma está sentindo e expressa a essência. O olhar é a coisa mais linda entre os amantes; é a decisão de uma situação; e é o único que denuncia, sem fingimento, um gostar verdadeiro, uma magoa doída.

O olhar não se perde em fingimentos e nem olha à toa. Um olhar mostra sem inibição quereres e desprazeres.

O olhar severo do meu pai sempre me intimidava, mas todas as vezes que os olhos dele se cruzavam com os meus, eu estava certa que também havia carinho, então era necessário apenas me silenciar e esperar pelo abraço. Além de severo, meu pai tem um olhar baixo quando está preocupado e quando está triste, sua pálpebra caída pela idade o denuncia.

Olhares…

Temos olhares e olhares… Tem olhares que não se mostram e não se decifram ficam ali mesmo parados, cerrados ou agitados, sem muitas expressões e explicações. São tímidos, retraídos, calados e suas mudezes incomodam e deixam muitas pessoas em dúvidas ou sem paciência.

Gosto de olhares que sorriem, de olhos que olham dentro dos meus e me acaricia sem qualquer palavra. Amo quando alguém explicitamente através do olhar me diz segredos que nunca os revelarei.

Um olhar vale mais do que palavras que muitas vezes traem nossos sentimentos. Um olhar não engana quando é íntimo e não seduz sem intenção de cumplicidade.

Escutando Jobim, pensando no meu pai, não tem olhar que resista as lágrimas de saudade. Te amo muito, pai! Mãe, o seu olhar silencioso me fala todas as vezes o quanto a senhora me ama. Amo vocês dois.