Por que Lacan disse que “a relação sexual não existe”?

Todos os leitores familiarizados com os escritos e as transcrições das aulas do Seminário de Jacques Lacan sabem que a concisão não era um aspecto valorizado pelo grande analista francês. Lacan adorava dar voltas e voltas em torno de um tema, como se estivesse demonstrando em seu próprio discurso a incapacidade da linguagem de dar conta do real.

Apesar disso, o autor também era mestre em propor fórmulas, isto é, enunciados curtos, esquemáticos, que resumiam um conjunto de proposições e raciocínios. Algumas delas acabavam servindo como uma espécie de lamparina no interior de seu quase sempre obscuro castelo teórico. É esse o caso, por exemplo, de “o inconsciente é estruturado como uma linguagem” e “o sintoma é o significante de um significado recalcado da consciência do sujeito”, enunciados que funcionam como ótimas chaves de leitura para a primeira fase de seu ensino.

No entanto, algumas de suas fórmulas se apresentam como uma espécie de charada ou provocação, estimulando o leitor a continuar se aprofundando na esperança de que em algum momento ele irá explicá-las – o que geralmente não acontece. Esse é, por exemplo, o caso dos enunciados “a mulher não existe” e “o sujeito é aquilo que um significante representa para outro significante”, os quais já foram comentados aqui. A afirmação de que “a relação sexual não existe”, que me proponho a esclarecer agora, também me parece se encaixar nesse caso.

Não há encaixe

Primeiramente é preciso dizer que na frase original que Lacan proferiu em francês (“Il n’y a pas de rapport sexuel”), traduzida por alguns autores como “Não há relação sexual”, o analista francês utiliza a palavra rapport. Apesar de ser tradicionalmente traduzido em português por “relação”, na língua francesa esse termo possui uma conotação mais específica que nos ajuda a entender o que Lacan queria dizer com essa curiosa afirmação. De fato, a palavra rapport designa uma relação de complementariedade, de encaixe, onde os elementos são mutuamente proporcionais. Trata-se do tipo de relação que existe, por exemplo, entre um plugue de um aparelho doméstico e uma tomada. Nesse sentido, quando Lacan diz que “não há relação sexual”, o que ele está dizendo é que entre os seres humanos, no campo do amor, não existe relações de encaixe perfeito. Em outras palavras, ninguém é o plugue ou a tomada de ninguém!

Neste momento você pode estar pensando: “Puxa, mas é só isso? Achei que essa frase do Lacan guardasse um significado mais profundo. É óbvio que não há encaixe perfeito numa relação entre seres humanos! Qualquer pessoa que já tenha estado num relacionamento amoroso sabe disso”. Você está certo, caro leitor. Trata-se de uma constatação evidente. Mas, então, por que cargas d’água Lacan sentiu necessidade de enunciar essa fórmula já que se trata de algo tão óbvio? Ora, por que apesar de evidente e facilmente detectável, nós insistimos o tempo todo em tapar o sol com a peneira! Sim: a inexistência da relação sexual significa que não existe, não existirá e nunca existiu um conhecimento, um saber, um manual que seja capaz de nos ensinar o que fazer para termos relações amorosas harmônicas e plenamente satisfatórias para ambos os parceiros. Dito de outro modo, a natureza não nos presentou com a fórmula do amor. Em vez disso, ela nos deu a linguagem.

No entanto, é possível verificar no senso comum e até mesmo na ciência diversas tentativas de descobrir esse saber que irá proporcionar o encaixe perfeito entre os parceiros amorosos. Não acredita? Então faça o teste: abra agora mesmo o Google e coloque na barra de busca: “como ter um casamento feliz”. Se todos nós estivéssemos plenamente convencidos de que a relação sexual não existe, a única resposta que você talvez encontraria para essa demanda seria: “Vá se virar!”. Em vez disso, você irá se deparar com uma série de sites em que psicólogos, filósofos, médicos, padres, pastores, astrólogos etc. dizem quais são os 5, 10, 15, 20, não-sei-quantos passos para estabelecer uma relação de encaixe perfeito com seu parceiro amoroso. Em outras palavras, o que essas pessoas estão dizendo é que a relação sexual existe, sim, e elas sabem a fórmula!

A singularidade do desejo

Dizer que a relação sexual não existe significa dizer que o nosso comportamento afetivo-sexual não está submetido a ciclos biológicos pré-definidos, como acontece com a imensa maioria dos outros animais. No caso dos seres humanos, a inexistência de um instinto sexual faz com que a nossa maneira de desejar, de amar e de gozar seja construída de forma absolutamente singular. Nesse sentido, o encontro sexual entre duas pessoas significa um encontro entre dois mundos distintos, que não foram forjados para se complementarem. Utilizando o exemplo do plugue e da tomada como analogia, é como se eles tivessem sido elaborados de modo completamente independente, de sorte que o encaixe entre se torna impossível.

Então a fórmula “a relação sexual não existe” significa que nós nunca seremos felizes no amor? Sim, se por felicidade entendermos um estado de harmonia e completude na relação com o outro. Não estando submetido a um ciclo biológico padronizado, nosso desejo obedece a coordenadas próprias, singulares, ou seja, necessariamente incapazes de se encaixarem com perfeição nas coordenadas do desejo do outro, que é tão singular quanto o nosso. Por outro lado, se por felicidade entendermos a capacidade de nos sentirmos reais, espontâneos e criativos, a inexistência da relação sexual pode ser, inclusive, uma condição para a felicidade. A impossibilidade do encaixe abre espaço para a invenção, para a surpresa, para a construção de fórmulas provisórias, contingentes, singulares de amar, destituídas de idealizações e permanentemente abertas ao acaso. Como disse o poeta carioca,

“O nosso amor a gente inventa

Pra se distrair

E quando acaba a gente pensa

Que ele nunca existiu”

Self-handicapping: prejudicar-se para salvar a autoimagem

Poucas coisas na vida são tão valiosas para nós quanto nossa autoimagem (sim, de acordo com o Novo Acordo Ortográfico, “autoimagem” se escreve assim mesmo, tudo junto). Para manter nossa autoimagem intacta e ilibada a gente é capaz de qualquer negócio, desde sacrificar nosso bem-estar (e de outras pessoas) até, em casos extremos, comprometer nossa própria sobrevivência.

Os norte-americanos, com sua mania de dar nome para tudo, detectaram com muita precisão o mecanismo por meio do qual nós agimos de modo autodestrutivo para conservar nossa autoimagem. Eles chamam isso de self-handicapping, que poderíamos traduzir mal e porcamente por “autodesvantagem” ou “autoprejuízo”.

Pois bem, o self-handicapping acontece quando inconscientemente (ou quase conscientemente, às vezes) criamos para nós mesmos obstáculos para a execução de uma determinada tarefa ou alegamos que determinados fatores externos são barreiras intransponíveis (a famosa “desculpa”). Por exemplo, João está participando de um concurso público e, dentro de duas semanas, deverá fazer a prova escrita. Contudo, devido ao medo enorme de não ter um bom desempenho, inconscientemente ele passa a se expor a determinados fatores ambientais (por exemplo, mudanças bruscas de temperatura, poeira, comida mal conservada etc.) e, pronto: João acaba ficando doente, inviabilizando seu comparecimento ao local da prova.

À primeira vista a gente poderia pensar que isso não faz o menor sentido, pois ninguém jamais ficaria doente voluntariamente. Um olhar mais profundo, contudo, nos mostra que, no caso de João, a doença era o menor de seus males. O pior mesmo seria encarar o concurso! Veja: por um lado, ele está se prejudicando na medida em que está perdendo a oportunidade de conseguir um novo emprego. No entanto, ao mesmo tempo, João está preservando sua autoimagem posto que, ao deixar de fazer a prova, estará evitando a exposição da autoimagem ao risco de um mau desempenho. Além disso, ao ficar enfermo, poderá alegar para si mesmo e para as outras pessoas que não foi ele quem não quis fazer a prova por estar temeroso de falhar, mas sim que a doença o impediu.

Há outras situações em que não somos nós que criamos os obstáculos, mas utilizamos aspectos do ambiente como supostos empecilhos. Por exemplo, para não lidar com o risco de falhar em uma relação sexual e evitar ter que dizer para si mesmo que não teve a coragem de se expor a esse risco, o jovem José pode dizer a sua namorada que não devem transar, pois não possuem um lugar apropriado para tal. Nesse caso, o rapaz está utilizando uma circunstância que, em si mesma, não representa necessariamente um obstáculo para a relação sexual como um meio de evitar reconhecer para si mesmo que não está suficientemente seguro de sua potência. Agindo assim, mantém sua autoimagem intacta.

Você deve ter percebido que ambos os casos giram em torno da autoconfiança, ou melhor, da falta dela. Isso não significa que o indivíduo autoconfiante não sinta medo ou ansiedade. É impossível viver sem experimentar esses afetos. Contudo, o sentimento de que é potente e de que, mesmo após um erro, será capaz de olhar para si mesmo com alegria, é maior do que o medo ou a ansiedade. O autoconfiante não sufoca o medo e a insegurança. Não! É que na batalha dos afetos, a autoconfiança se mostra mais potente do que o medo. Como disse o filósofo holandês Spinoza, um afeto só pode ser vencido por outro afeto maior e não pela razão. Por isso, não adianta apelar para o bom senso e dizer para o indivíduo inseguro que ele não precisa temer, que “o não ele já tem”, que ele é capaz. É preciso que a autoconfiança seja um afeto, ou seja, uma experiência efetiva.

É por isso que a psicanálise funciona! Funciona porque não é constituída de conselhos por parte do analista, mas sim por uma experiência relacional efetiva e afetiva. Se o indivíduo adquire autoconfiança após um tratamento psicanalítico, isso ocorre não porque o analista o convenceu pela via dos argumentos de que ele é capaz, mas porque o indivíduo pode vivenciar sua própria potência nos encontros com o terapeuta.

A origem da crença no “pensamento positivo”

A crença de que pelo nosso mero pensar seremos capazes de fazer a realidade “conspirar” a nosso favor não é nova na história da humanidade. Outrora associada ao favor de deuses e outras entidades sobrenaturais, atualmente essa crença assume uma roupagem pseudocientífica em livros como “O Segredo”.

De acordo com os gurus do “pensamento positivo” todos nós temos a capacidade de alterar a realidade em nosso benefício, sem precisar necessariamente agir sobre ela. Até gente que se diz cristã e que supostamente têm fé num Deus da graça que não exige sacrifícios de nenhuma natureza embarcam nessa espécie de fé na própria fé.

Um psicanalista contemporâneo de Freud chamado Sándor Ferenczi tem uma explicação muito interessante para essa história de “Mentaliza que dá certo.”. Segundo ele, todos nós já passamos por um estágio do desenvolvimento psíquico em que acreditávamos piamente que tínhamos a capacidade de modificar a realidade apenas com nossos pensamentos. Ferenczi chamou essa fase de “período dos pensamentos e palavras mágicas”. Tal estágio ocorre no momento em que estamos começando a aprender a falar. Trata-se de um momento epifânico para a criança, pois ela percebe que não precisa mais chorar ou gestos para ser atendido pelo ambiente em suas necessidades. Basta emitir determinados sons de uma determinada maneira. É mais econômico!

Por outro lado, ao mesmo tempo em que aprendemos a falar, vamos aprendendo também a pensar com palavras, de modo que ao experimentarmos uma determinada necessidade passamos a articular mentalmente as palavras ou “quase-palavras” que precisaremos emitir para sermos atendidos. No entanto, o ambiente, especialmente aquele composto por pessoas cuidadosas, acolhedoras e empáticas, raramente precisa esperar que o bebê fale ou balbucie para que suas necessidades sejam atendidas. O ambiente suficientemente bom, como diria Winnicott, meio que “adivinha” prontamente as necessidades do bebê. Conclusão: a criança inevitavelmente passa a acreditar que foram os seus pensamentos que levaram o ambiente a atendê-la. Ferenczi chamou essa crença de “ilusão de onipotência”.

Nesse sentido, a tese do “pensamento positivo” seria, portanto, a expressão coletiva (ainda que racionalizada ou com uma roupagem religiosa) de uma regressão a esse estágio do desenvolvimento psíquico. Como Ferenczi mostra no artigo “O desenvolvimento do sentido de realidade e seus estágios“, que está no volume II das suas Obras Completas, o desenvolvimento do bebê prossegue na direção do reconhecimento da realidade externa como uma dimensão autônoma em relação aos seus pensamentos. Em outras palavras, nós gradativamente vamos nos dando conta de que não basta “mentalizar” para que as coisas aconteçam. É necessário falar, agir e, não raro, resignar-se e ter paciência, pois nem sempre será possível alcançar o que desejamos.

Dependendo do ambiente no qual foram criadas, certas crianças demorarão mais ou menos para reconhecerem essa independência do mundo externo. Assim, aquelas pessoas que foram muito “mimadas” na infância, ou seja, que não precisaram se esforçar muito para terem suas necessidades atendidas e, portanto, tiveram mais resistência para abandonar a crença na força de seus pensamentos, podem se tornar excessivamente otimistas, indolentes e não terem muito discernimento acerca da quantidade de esforço necessário para alcançarem seus objetivos. Por outro lado, aquelas que foram educadas num ambiente excessivamente duro ou hostil podem desenvolver um pessimismo crônico e tornarem-se céticos, desconfiados e sem esperança em relação ao mundo e à sua própria potência. Ambos os casos caracterizam quadros de imaturidade emocional.

Mas voltando diretamente ao tema do “pensamento positivo”, podemos caracterizá-lo à luz da interpretação proposta por Ferenczi como uma recusa infantil à aceitação da realidade como autônoma e uma regressão à ilusão de onipotência própria do bebê. O recrudescimento dessa crença na atualidade pode ser atribuído, talvez, a uma dificuldade generalizada de lidar com uma realidade tão mutante e não raro caótica que caracteriza o mundo contemporâneo.

Antes de encerrar este artigo quero deixar claro que não estou advogando em favor de uma atitude pretensamente fria e objetiva diante da vida, até porque tal postura é impossível de ser adotada integralmente (a não ser por sociopatas, provavelmente). Parece-me óbvio que uma postura de confiança na nossa própria capacidade e de “torcida” por nós mesmos é saudável e, inclusive, nos ajuda a alcançar nossas metas. Afinal, é plausível supor que uma pessoa autoconfiante e que acredita verdadeiramente que é capaz de obter o emprego desejado terá muito mais probabilidade de ser aprovado num processo seletivo do que alguém que participa do mesmo processo com um medo enorme de não ser selecionado. No primeiro caso temos uma pessoa com BOM ÂNIMO e AUTOCONFIANÇA; não se trata de “pensamento positivo”. O indivíduo não está depositando sua fé numa suposta conspiração do universo a seu favor, mas sim em suas próprias competências.

COMO VOCÊ ENSINA SEUS FILHOS A MEDITAR?

No meio da rua o menino chorando por muito tempo, mas a mãe reage de forma diferente, ou puxa para continuar caminhando, e desafia-lo, nem compra o que ele quer. Simplesmente  o chama pelo nome. O menino não está em linha reta e faz com que ela faça um algumas respirações.

Pois não é a primeira vez, e, juntos, eles tinham experimentado a magia de acalmar os nervos e ar inspiradora peito soprar muito lentamente. Você gostaria de aprender algumas dessas técnicas?

Sofia Godio Baez, instrutor de yoga e respiração da Fundação Arte de Viver há mais de 9 anos ministrou cursos para crianças, adolescentes e adultos. Ele explica os passos básicos de meditação na infância.

Até que idade é aconselhável ensinar as crianças a meditar?

A partir de 5 anos você pode começar a instruí-los nestas técnicas. É melhor que eles são guiados pela experiência, como com áudio ou vídeo pode ser distraído quando eles são muito pequenos.

Os exercícios ensinados variar de acordo com a idade. Tenha em mente que uma criança não meditar como um adulto, por exemplo, talvez um menino quando medita move-se e fica de olhos abertos. Então, primeiro você precisa entender isso e não quer se comportar como mais velhos, porque eles chegam ao momento de relaxamento contrário.

Que horas são úteis para usar estas técnicas centramento?

Em tempos de conflito emocional. Quando os meninos agarrá-los birra ou nervos, vergonha ou medo, quando essa emoção negativa surge, o primeiro passo é fechar os olhos e olhar para o que parte do corpo é que a emoção, onde se manifesta.

Por exemplo: “Estou com raiva porque eu lutei com o meu irmão”, “Onde você se sente” “na barriga”, “O que você sente em seu ventre”, “Eu me sinto um fogo, eu sinto as mãos apertadas, etc. “.

Que já é como a meditação, porque na realidade o que fazemos quando meditamos é esvaziar um pouco demais turbulência emocional.

Em um adulto o alarido é diferente, os meninos primeira é conseguir a consciência do que é o que está acontecendo para mim e quando percebemos, então podemos fazer algo sobre isso.

Este exercício pode fazer uma criança de 5 anos ao adulto. Os meninos são muito mais conectados e, na verdade, o que eles fazem é mais avançado do que o que fazemos grande, é tão avançada que é até simples.

Será que as técnicas de meditação e respiração ajudar os meninos se concentrar mais em estudar e ler?

Um menino que medita e realiza este tipo de atividade é mais consciente do que acontece, você tem mais poder sobre suas próprias emoções negativas. E também tem ferramentas para zombam quando alguém, por exemplo, de modo que não puxa seu eixo.

Quando a criança algo de bom acontece, você perde a concentração e está angustiado. Em seguida, a emoção começa a dominar e afeta tudo o que fazemos: estudo, prestando atenção na aula, ficar junto com os irmãos, etc.

Se você não consegue lidar com o que está acontecendo com você, você não será capaz de fazer qualquer coisa de forma eficiente, ou centralmente (em qualquer idade). A coisa fantástica para aprender estas técnicas e praticá-los de tão jovem é que eles assimilam instantaneamente e nunca esquecê-los.

Você pode explicar algumas técnicas de meditação simples?

A Saudação ao Sol (Surya Namaskar ou) é uma sequência de ioga muito boa que além de ter todos os benefícios da yoga, também gasta energia e todos os músculos do corpo funciona. Em seguida, a criança fica cansada e quando o corpo está cansado, a mente pode ser ainda e assistir.

O que acontece muitas vezes é que as crianças não se cansam o suficiente, então toda essa energia extra é transformada em raiva, violência, comer demais ou não comer. Após a saudação ao sol, pode ficar na cama em um quarto silencioso e que para eles é uma meditação, se você também quer que você pode colocá-los música tranquila de fundo.

Um exercício de respiração. Ele é dito para tomar uma respiração profunda, para encher a barriga de ar e depois pagar para fora lentamente (geralmente não dizer “inspirar e expirar”, porque são palavras que não entendem quando eles são crianças).

Que o exercício é recomendado para fazê-lo várias vezes até se chegar a relaxar. Embora seja uma prática que é feita ao longo da vida, seja feita a partir de pequeno, é naturalizado. O objetivo é aprender a ver onde a emoção é e como ele se manifesta no corpo.

Podemos realmente criar uma sociedade completamente diferente se nós damos essas ferramentas para as crianças: uma sociedade mais compassiva, para pensar do outro e não está olhando para tirar proveito. Ele pode fornecer técnicas para os valores humanos intrínsecos pode florescer uma vez que eles são pequenos.

TEM MEDO DE VIAJAR DE AVIÃO? CONFIRA DICAS PARA VENCER O MEDO

O avião é o meio de transporte mais seguro do mundo. Mas o medo de altura está entre os mais comuns entre as pessoas, por isso, nem mesmo a segurança e taxa pequena de acidentes traz sossego aos que seguram firme na cadeira quando a aeronave vai ganhando altitude.

Se você está entre os que tem medo de voar, separamos algumas dicas importantes para deixar (ou amenizar) os efeitos sobre as viagens.

1. Chegue cedo ao aeroporto

 E tenha tempo suficiente para comer algo e passar pelo check-in. A pressa pode aumentar o nervosismo. Aproveite a antecedência e reserve um assento na frente do avião, onde há menos ruído e turbulência.

2. Atenha-se aos fatos e às estatísticas

A psicóloga Andrea Sebben conta que medo de voar é disparado por pensamentos catastróficos, sem relação com a realidade. Para afastar a ideia de que o piloto vai enfartar em pleno voo ou de que uma das turbinas vai simplesmente cair no momento da decolagem, lembre-se: a probabilidade de você estar em um acidente de avião com mortes é de uma em 8,47 milhões. Ou seja, é mais difícil do que você ganhar na Mega-Sena acumulada fazendo apenas dez jogos (uma em 7 milhões).

3. Distraia-se

Ouça música, faça palavras cruzadas, leia um livro. Foi assim que um dos pacientes da psicóloga Andrea esqueceu completamente do medo de voar por 1h30, durante um voo Porto Alegre-São Paulo.

O paciente em questão não se orgulha de ter comprado O Doce Veneno do Escorpião, da ex-garota de programa Bruna Surfistinha, na área de embarque, mas admite que as peripécias sexuais da moça lhe tiraram a atenção das turbulências. Fica a dica.

4. Tome um remedinho

Andrea diz que os tranquilizantes são bem-vindos nessas horas. O administrador de empresas Roberto Monteiro, por exemplo, só os toma em voos com mais de duas horas de duração: “Os voos curtos não são mais tranquilos, mas, quando eu tomo, durmo e perco o desembarque.

É por isso que fazer uma ponte Rio-São Paulo pode ser mais tenso do que uma ida à Europa”, diz Monteiro. Ele ressalva, entretanto, que é preciso consultar um médico e não sair se automedicando por aí. “Passei num psiquiatra e me consultei antes de tomar”, diz.

5. Faça amizade com seu vizinho de poltrona

Conversar durante o voo pode aliviar a tensão e render bons contatos, mas certifique-se de não ser inconveniente. O bate-papo pode até despertar outros sentimentos, que não o medo, como na canção de Belchior: “Foi por medo de avião/que eu segurei pela primeira vez na tua mão…”

 6. Procure ajuda profissional

Se o medo interferir demais ou até atrapalhar sua vida pessoal, é porque ele já virou fobia. O melhor nesses casos é pedir ajuda profissional. A psicóloga Elvira Gross, autora de Avião: Viaje sem Medo e dona do site Polaris afirma que não é preciso mais que dois meses e meio (ou dez sessões) de terapia para obter resultados em um tratamento contra a fobia de voar.

Seus grupos de trabalho, de até seis pessoas, aprendem técnicas de relaxamento e de controle da ansiedade, sabatinam um piloto de avião, visitam uma aeronave real para aprender como ela funciona e como é feita sua manutenção e, perto da alta, pilotam um simulador de voo e fazem até uma viagem (com um avião de verdade, claro) juntos.

CATÁSTROFE NA RELAÇÕES: QUANDO PETER PAN E WENDY CASAM

As Síndromes de Peter Pan e de Wendy são muito mais comuns do que você imagina. E uma pessoa Peter Pan casar com uma Wendy é comum também, mas acaba se tornando uma relação catastrófica!

Já falo a razão da catástrofe.

Antes vamos ver o que é a Síndrome de Peter Pan e Síndrome de Wendy.

A síndrome de Peter Pan não é uma doença, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Ela acomete mais os homens, porém não é exclusividade do sexo masculino. Toda a pessoa que recusa aceitar as responsabilidades da vida adulta é um Peter Pan.

Vou listar os sintomas para ver se você se identifica, ou identifica alguém conhecido.

1. Costuma ser simpático e amigável.

2. Tem medo do fracasso, do abandono e da solidão.

3. Não consegue firmar compromissos afetivos duradouros.

4. Culpa sempre o outro pelos acontecimentos.

5. Não suporta críticas.

6. Normalmente é frio, apesar de ser sedutor.

7. Tem muita preocupação com a aparência.

8. Não é comprometido.

9. Exige altas doses de afeto e quer prazer com frequência.

10. Tem dificuldade em lidar com rotinas.

Já na Síndrome de Wendy a pessoa sente necessidade de atender e satisfazer a necessidade do outro para sentir-se mais amada. Normalmente assume o papel de ser mãe do companheiro ou companheira.

Vamos aos sintomas e espero que você não se identifique:

1. Cuida mais do outro do que de si mesmo.

2. Se doa tanto que pode adoecer, se abandonando.

3. Perfeccionista ao extremo, sente profunda culpa se o erro atinge o outro.

4. Assume culpas que não são suas e vive pedindo desculpas.

5. É dependente da aceitação do outro.

6. Possui alta carência afetiva.

7. Deixa o seu prazer, muitas vezes, para que o outro tenha momentos de prazer.

8. Não estabelece limites com facilidade.

9. Alimenta sempre a esperança da mudança do outro.

10. Gosta de ter controle sobre a vida do outro.

E porque falei que é uma relação catastrófica?

A relação Peter Pan e Wendy é complexa, pois o nível de frustração é alto para os dois, pois Peter Pan é um poço sem fundo de necessidade de prazer e Wendy é um poço de carência afetiva.

Normalmente a pessoa Wendy adoece, pois vai rebaixando muito sua autoestima, acaba vivendo refém do medo de perder o outro, por vezes se fragiliza tanto emocionalmente que precisa de ajuda, precisa “ser cuidada”, forçando a pessoa Peter Pan a exercitar algo que não consegue, principalmente por muito tempo.

Como Peter Pan precisa de muito afeto, de muita doação, acaba exaurindo o outro com o passar do tempo. E quando Peter Pan é convencido a ter filhos, aí normalmente a Wendy acaba assumindo tudo e fica ainda mais difícil ter energia e saúde para suportar toda a rotina.

Wendy normalmente quer ter filhos, pois tem a expectativa que Peter irá crescer com isso. O que é claro, não acontece. A não ser que Peter se trate e que eles façam terapia de casal.

Ao longo destes 32 anos de atuação em psicologia clínica e organizacional acompanhei muitos casos de Peter, de Wendy e muitos casais Peter e Wendy. E, se puder dar um conselho agora para você, é: se você se identificou, busque mudanças, pois é muito mais saudável.

Relações saudáveis são aquelas onde cada um mantem sua individualidade e o casal forma uma identidade de casal, onde o respeito pelos limites um do outro, a cumplicidade, a empatia, a valorização, a gentileza, o amor, o saber perdoar, se fazem presentes.

Relações saudáveis são aquelas onde os dois crescem, somam, amadurecem, aprendem, compartilham. Como sempre digo, relações sem via de mão dupla, não são relações. Vínculos afetivos saudáveis são os que os espaços são preservados, onde a comunicação clara é exercitada, onde o interesse é mútuo…

Se você conhece alguém com estes sintomas, compartilhe o artigo, você pode estar ajudando na mudança da vida de alguém querido, para muito melhor.

Grande abraço!

NÃO SOU GAY, NÃO SOU BI E NÃO SOU HÉTERO, SOU GENTE

Eu não me dou bem com rótulos, marcas, opiniões formadas, fundamentalismos, conversa de boteco, papo furado, conversa truncada e bofe que se acha, porque eu gosto de ser livre e preciso mais do que coisas baratas, na verdade preciso de essência.

Sou tão livre que me arrisco a expor meus pensamentos, mesmo que esses soam vazios ou vagos pelas pessoas.

Entre a opinião do outro e a minha, eu vou arriscar em mim, porque eu sei o que carrego dentro dos meus sentimentos e do meu coração.

Eu sou uma mona gay! Isto mesmo, sou mulher gay! Não sou bi, não sou homo, não sou hétero, sou gente. Não me importa o que as pessoas à minha volta são, pois para mim elas são gente como eu. Não presto muita atenção se são gays, doutores ou nada, pois prefiro vê-los como gente.

Sou tão gay, tão bi e tão hétero, que esqueci qual é o meu sexo. Sou mulher, porque desde a existência do mundo convencionaram a me chamar “mulher”, eu poderia chamar homem, coisa, tiquinho, mas me deram o nome “mulher”. Está tudo bem eu aceito, mas a minha essência é livre.

Ontem a noite eu li o artigo “Melhor bicha do que bicho – sobre a estupidez homófoba masculina” do meu amigo escritor Gustl Rosenkranz, e naquele momento eu pensei: é isso aí, melhor ser gente do que bicho.

O preconceito acerca da homossexualidade, da raça, da etnia, da religião e do diferente ainda é gritante no mundo. Quantas pessoas morrem massacradas todos os dias devido a tantas resistências e a tantos fundamentalismos.

Mas se somos gente, por que o mundo ainda cisma em tantas desigualdades para nada? Por que o mundo ainda é cruel e maldoso com relação as pessoas que gostam do mesmo sexo ou transitam entre hétero e homo? Se o amor fosse dever de casa, meta para dias melhores, prioridade para a vida, não existiriam tantas repulsas sacanas matando o próximo.

Muitas pessoas podem não entender meus sentimentos, meus pontos de vistas, meu jeito de ver a vida, mas eu vejo amor, vejo tanto amor (sem pieguice), que não vejo o sexo das pessoas, porque para mim o mais importante é a essência, o que elas carregam dentro delas.

A maioria dos meus amigos são gays, entendidos, bichas, botas, mas não são bichos. São pessoas melhores do que muita gente esparramada pelo mundo que prega bondade da boca para fora.

Eles sabem doar amizade verdadeira, amor a qualquer hora e ainda me dão colo. Eles são meu porto-seguro, e se alguém ameaçá-los com piadinhas de mau gosto, rótulos baratos ou vier com preconceitos absurdos, eu não escuto, porque sei dos conflitos que eles vivem numa sociedade ainda retrógrada, machista e cheia de achismos.

Não ser hétero, não ser branco, não ser pink, não ser religioso, não ser isso ou aquilo, não ser alguém dentro dos padrões convencionais ainda é motivo de muita especulação pelo desconhecido.

Realmente não é fácil ser gente diferente, mas é melhor do que ser alguém que não sabe amar incondicionalmente, que julga, que exclui, ou que sacrifica o outro.

Ser gente com nuances diferenciadas, enfrentar uma sociedade cheia de máscaras e falsos pudores, ter coragem de ser ele ou ela de corpo e alma, não é para qualquer um, é para quem tem a capacidade de dizer sim, que se assume sem qualquer preconceito ou vergonha, e sabe amar loucamente sua essência, sua essência.

Melhor ser gente na essência do que gente que não dá conta de si mesmo. Melhor ser gente do que ser imitação de homem ou mulher. Melhor ser bicha, bota, hétero, negro, bi, trans, etc do que alguém que não sabe amar, que não entende o significado de “respeito pelo outro”, e não entende nada sobre viver de fato.

É muito retrógrado em plena modernidade ver um mundo que atira pedras, que discute o sexo dos anjos, e que ainda insiste em preconceitos.

É muito triste deparar com os maus tratos e sarcasmos entre as pessoas, porque no fundo todo mundo é gente e igual. A alma não tem sexo, não tem cor, não tem cheiro e nem faz questão de se mostrar, então pare com esse lance de rotular as pessoas, por favor!

Temos o mesmo sangue que corre nas veias, apenas somos gente com diferentes tonalidades; com jeitos de ver, sentir e viver a vida e ninguém deve tratar o outro como bicho ou estranho, porque existem gostos diferentes e de todos os tipos.

Que ninguém trate o outro como bicho, porque não se enquadra nos padrões criados pela sociedade desde que o mundo é mundo. Todo mundo merece respeito e ser amado como é, e ninguém merece qualquer desrespeito ou indiferença.

Gente com orgulho de ser gente na essência incomoda muito. Já que é para intitular… eu sou mona gay e gente, aliás sou mais gente do que rótulos, marcas e apelidinhos de mau gosto. Só não carrego a bandeira gay, porque já está cravada no meu coração, e meus amigos gays (gente) sabem disso muito bem.

FALTA DE SONO PODE GERAR MUDANÇA NO COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS

O sono é essencial para o desenvolvimento e aprendizagem infantil. Nesse período, a necessidade de noites bem dormidas é maior que a de um adulto, pois é quando acontece a formação do organismo de uma criança.

Segundo a neuropediatra Karina Weinmann, a privação do mesmo causa impacto diretamente no neurodesenvolvimento, gera mudanças de comportamento e afeta o desempenho escolar dos pequenos.

“Durante a infância e a adolescência, o sono ajuda na formação dos tecidos e dos órgãos, entre eles o cérebro. Com isso, há um aumento importante da chance de desenvolver doença mental na fase adulta, há maior episódios de sonambulismo, cansaço, depressão e insegurança emocional”, explica a médica.

De acordo com a neuropediatra, a falta do sono também eleva os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, podendo gerar irritação, agitação e ansiedade. Além disso, o cortisol também pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de diabetes e obesidade.

“Do ponto de vista físico, devemos lembrar que crianças que não dormem apresentam redução na produção do GH, hormônio do crescimento, impactando na estatura e crescimento. Além disso, há queda da imunidade, com risco maior de contrair gripes, resfriados e outras doenças virais”, diz a médica.

A médica também afirma que quando se avalia os efeitos da falta de sono no cérebro, deve ser levado em conta o impacto na memória e na atenção, que segundo a neuropediatra é fundamental para o aprendizado escolar das crianças. “Um sono ruim também afeta o comportamento na escola e em casa, deixando as crianças mais irritadas, agressivas e agitadas”, explica Karina.

A falta de sono na infância está relacionada ao estilo de vida atual, em que os adultos com suas vidas corridas e agitadas, refletem diretamente no desenvolvimento das crianças, afetando o sono.

“Sabemos que hoje a maioria dos pais trabalha fora e chegam em asa na hora em que as crianças deveriam estar dormindo ou pelo menos deveriam começar a rotina do sono. Naturalmente, os pais querem aproveitar os filhos, conversar, brincar, comer e acabam impondo um ritmo impróprio para a criança”, diz a neuropediatra.

Esse problema pode ser solucionado com uma rotina. Confira abaixo as dicas dadas pela neuropediatra que ajudarão as crianças a terem melhores noites de sono:

– A criança precisa de uma rotina na hora de dormir e isso inclui um horário. Crianças devem dormir entre 19h e 20h;

– Coloque o pijama, escove os dentes e coloque a criança na cama ou berço;

– Apague as luzes e aparelhos eletrônicos. Lembre-se que a casa precisa estar no ritmo de “dormir”, não só a criança;

– O quarto deve estar escuro e em uma temperatura agradável;

– Não dê alimentos açucarados e nem com cafeína no mínimo 3 horas antes do horário da criança dormir;

– É importante que a criança esteja bem alimentada, limpa e com roupas confortáveis;

– A cama é o lugar de dormir, portanto nunca a use como espaço para brincar;

– Escolha uma objeto de transição (bonecas, ursinho, naninha, etc.) para fazer companhia na hora de dormir;

– Leia alguma história calma e própria para a hora do sono, sem excitar demais a criança;

– Faça a criança dormir no quarto dela. O simples fato de colocar a criança após ter adormecido pode ser suficiente para despertá-la.

A HORA DE SAIR DA CASA DOS PAIS

Não existe idade certa ou errada para este grande acontecimento. Para quem cresce em cidades pequenas é muito comum sair da casa dos pais ainda no ensino fundamental, em busca de escolas melhores nas redondezas.

Para outros, esse momento chega ao passar no vestibular, neste caso a saída é muito mais frequente se a faculdade escolhida for também em outra cidade.

Há quem saia de casa devido à propostas de trabalho em outros lugares, há quem saia direto para o casamento – ou para morar junto com o(a) parceiro(a) – há ainda os que tomam a iniciativa por quererem um espaço próprio, com mais autonomia e liberdade.

Nem toda saída é pacífica, existem aquelas pessoas que saem por rebeldia, por fuga ou por brigas, gerando um trauma emocional em toda família. Independente dos motivos que te levaram a sair da casa dos seus pais, esta decisão carrega um mix de sentimentos: coragem, determinação e desapego X insegurança, medo e solidão.

Você pode sentir alívio por não vivenciar possíveis problemas familiares e, ao mesmo tempo, falta de toda aquela confusão. Pode sentir que a partir da data de saída terá o controle total da sua vida e, mais na frente, constatar que ainda vai depender dos seus pais por muitos anos, seja por questões financeiras ou emocionais.

Não importa se foi na adolescência ou na vida adulta, sair do seu lar de origem é uma das maiores oportunidade de amadurecimento que existe nessa vida.

É uma chance de você se conhecer melhor, fazer regras próprias, organizar seu tempo e sua rotina sem tantas interferências externas. É uma oportunidade de você aprender a se virar: seja passando por uma doença sozinho(a), seja por ter esquecido de pagar a conta de luz ou por passar apertos na cozinha.

Sair de casa também é uma chance de você melhorar o relacionamento com seus pais, irmãos ou outros membros da família. Primeiro porque não haverá o desgaste do cotidiano, aquelas pequenas coisinhas que irritam e desgastam a convivência.

Segundo, porque você vai sentir muita falta dos momentos em família e, portanto, irá valorizar mais quando eles acontecerem. Terceiro, porque quando sentimos saudade temos uma tendência de priorizarmos as lembranças felizes e isso vai gerando uma onda de gentilezas e reciprocidades.

Para que ainda não saiu, saiba que o apoio da família e a convicção de que, se algo errado acontecer, você será recebido novamente de braços abertos, é o maior incentivo para esta decisão.

Como dizem por aí, passarinho aprende a voar quando sabe que tem um ninho para pousar. Então, antes de velejar mar adentro, cuide muito bem do seu porto seguro, afinal, ele pode ser o único lugar para se abrigar em uma tempestade.

FAÇA DO SEU CORPO CASA DE SENTIMENTOS BONS

Quando você está cheio de sentimentos e pessoas ruins ao seu redor, você só pode refletir sentimentos ruins. É como um espelho, que reflete aquilo que colocamos na frente.

Não tem como você ter sentimentos de alegria se tudo que te preenche é tristeza. Nem como você ser feliz se são pessoas tristes e negativas que te fazem companhia.

Por isso se pergunte o que tem te preenchido e o que tem feito parte do dia a dia. E se pergunte o quanto essas coisas te definem.

Querendo ou não, você é resultado das suas escolhas, ocupações e companhias. Então o que você tem permitido te definir? O que você tem mantido por perto?

Faça do seu corpo casa de sentimentos bons. Claro que não é fácil abrir mão de pessoas que te fazem mal. Mas é uma escolha que você faz por você mesmo. É te escolher. Preferir ser feliz a abrir mão de alguém. É saber que você vale mais do que um relacionamento, seja amor ou amizade, que só sabem te sufocar.

E evite tudo aquilo que te faz mal. Não são só pessoas. São objetos que te lembram momentos ruins, ocupações que são uma tortura, podendo ser um trabalho ou até mesmo um hobbie que você se obriga a ter sem ao menos gostar.

Por mais obrigação que você acha que tenha, na verdade, você não é obrigado a nada. Quem tem te obrigado a fazer o que você não quer, se não é sua mente? Por mais que as pessoas te cobrem, você é sua própria prisão. Então liberte-se! E viva uma vida leve.

Antes chegar lá no final e ver que tudo valeu a pena do que ter um fardo. Sua mente e seu corpo agradecem por você ser capaz de tomar atitudes por você mesmo, e deixar para trás tudo que não te faz bem. Não tem problema nenhum em se dar o devido valor e se amar.

Se esvazie de tudo que é ruim, pra se preencher de coisas boas. É esvaziando-se que se preenche.