Choking Game, A Estúpida Brincadeira Que Mata!

Choking Game é o nome dado aos jogos de asfixia praticados por muitos jovens e crianças.

A prática é extremamente perigosa e pode levar à morte!

A tradução do termo do inglês para o português é “jogo de estrangulamento”.

Esse tipo de brincadeira é comum nos Estado Unidos e consiste em enforcar-se com um cinto, corda ou barbante para causar uma hipóxia, ou baixa oxigenação no cérebro. Nessas condições, a pessoa passa por uma sensação de euforia.

O grande problema dessa prática é que o enforcamento momentâneo faz com que o sangue e o oxigênio do cérebro sejam interrompidos, o que pode causar danos ao cérebro e até levar a óbito.

Os pais devem ficar atentos a algumas características dos jovens praticantes desse tipo de jogo para que a devida orientação seja dada.


As crianças que participam do “jogo da asfixia” podem apresentar: marcas ou hematomas no pescoço; olhos vermelhos; desorientação, dores de cabeça fortes e frequentes; irritabilidade e hostilidade e sangramento sob a pele da face e das pálpebras.

Veja mais sobre o assunto, abaixo no vídeo Choking Game ~ Wake Up! (video em inglês)

9 Passos Para Você Odiar Menos A Si Mesmo

Eu sei o que você está pensando. Você viu o título e disse para si mesmo:

“Quem esse cara pensa que é? Me odeio? Será que ele sabe o quão bonito eu sou? Alguma vez ele me viu reclamando do meu novo corte de cabelo? Será que ele sabe que eu treinei uma vez para a meia maratona e realmente corri parte dela? Sou totalmente apaixonado por mim mesmo. Que porra que ele sabe sobre mim?”

Olha, admito, seu cabelo é bastante impressionante. Mas vamos cair na real. Sejamos realmente honestos com nós mesmos: todos cultivamos um pouco de auto-aversão dentro de nós ao longo do tempo.

Certo, talvez um monte de auto-aversão, dependendo do grau de trauma que você sofreu e de quantos episódios de Teletubbies você foi submetido a ver quando criança.

Mas aqui está a boa notícia, a auto-aversão é apenas parte da condição humana. Não há nada inerentemente “errado” com você por não gostar ou sentir vergonha de certos aspectos desagradáveis de si mesmo.


Todo mundo sente isso. Mesmo Oprah deve se odiar em algum momento, eu tenho certeza. E não sou exceção, é claro. Apesar de tudo, estou escrevendo um texto para um site – devo odiar algum canto profundo e escuro de mim mesmo.

Todos nós temos sonhos que já não conseguimos viver, que até já deixaram de encarnar nossos ideais, atos que gostaríamos ou não de ter praticado e diversas coisas em que gostaríamos de ser diferentes do que somos. Isso é normal. E todos nós devemos lidar com essas partes de nós mesmos que não são como queríamos.

Alguns de nós lidamos com isso através da negação – andando sonâmbulos pela vida, não tomando nunca quaisquer decisões difíceis, seguindo os outros e evitando todas as tarefas ou confrontos difíceis.

Alguns de nós lidamos com isso nos entorpecendo com sexo, substâncias, obsessões ou distrações. Outros tentam compensar tentando salvar o mundo, realizando uma utopia e talvez iniciando outra guerra mundial no processo.

O objetivo aqui não é se livrar da auto-aversão. A única maneira de fazer isso seria remover a nossa consciência e/ou tornar-se um psicopata. E nós não queremos isso.

Eu também não recomendo reprimir a sua auto-aversão, ou então você pode acabar entrando com uma arma em uma boate e atirando em inocentes.

Não, a solução é minimizar a nossa auto-aversão: primeiro tornando-se consciente dela; e, em seguida, aprendendo a moldá-la e controlá-la. O objetivo aqui é o de controlarmos nossas decepções com nós mesmos, de uma forma que elas não acabem nos controlando.

É por isso que esse artigo é chamado “Como se odiar menos”, e não “Como parar de se odiar para sempre e ser sempre um Deus perfeito como um floco de neve único e especial.”

Não há floco de neve perfeito porra nenhuma. Eu vivi em Boston, eu vi um monte de flocos de neve. Nenhum deles é perfeito. E mesmo se fossem, eu tenho certeza de que você não seria um deles.

Então, vamos começar com isso. Seguem nove passos para se odiar menos e aprender a gerir a sua auto-aversão e garantir que você não se transformará em um maníaco-depressivo ou, pior ainda, um maluco que fica perambulando por aí com placas que dizem “Deus odeia gays”.

PASSO 1: APRENDA A DIZER “NÃO”

Quanto mais você odeia a si mesmo, mais você tentará agradar e impressionar as pessoas ao seu redor.

Afinal de contas, se você secretamente acredita que é um pedaço de cocô, então você vai supervalorizar o que as outras pessoas pensam de você e irá inconscientemente dedicar todos os seus esforços para manipulá-las a pensar que você não é a pessoa horrível que secretamente acredita que é.

A palavra “sim” tem recebido muita badalação ultimamente, mas eu quero trazer de volta o poder de dizer “não”.

Dizer não é bastante impressionante quando você sabe quando e como dizê-lo.

Dizer não ao convite para fazer um monte de merda sem sentido que você acha que não é importante na sua vida.

Dizer não para as pessoas que ultrapassam os limites e fazem exigências injustas sobre seu tempo ou atenção.

Dizer não para tornar claro aos outros onde você está e o que você vai/não vai tolerar em seus relacionamentos.

“Não” é incrível.

Dizer esses “nãos” é difícil, é claro. Porque a capacidade de dizer um não saudável requer um certo grau de auto-estima e auto-cuidado.

Mas dizer não para as pessoas e coisas que prejudicam sua vida ao invés de melhorá-la é, muitas vezes, o primeiro passo para aprender a amar e a cuidar de si mesmo.


Ah, e é claro, você aprende a dizer não a si mesmo também, para se disciplinar e se manter em dia, para se lembrar de que você, de fato, não sabe tudo, e nem mesmo sabe o que diabos está dizendo ou fazendo na metade do seu tempo.

Essa é uma habilidade tão subestimada, e parece estar perdida nessa era de “me dê um pouco de tudo”.

Ah, e enquanto estamos dizendo não para nós mesmos…

PASSO 2: PARE DE SE MASTURBAR TODO O MALDITO TEMPO

Não, eu não quero me intrometer em sua vida íntima. Embora, se você estiver fazendo isso, tipo 15 vezes por dia, talvez você quisesse reduzir isso um pouco também.

O que quero dizer é a masturbação num sentido figurado – todos aqueles hábitos superficiais, auto-prazeres que se tornam habituais.

Quer se trate de comer onze sobremesas, ou ficar até às quatro da manhã tentando se classificar na League of Legends, ou mentir para seus amigos e dizer que você pegou aquela loira quente no último sábado, quando na verdade só ficou tão bêbado que dormiu em posição fetal no banco traseiro de seu carro.

Estas são todas pequenas auto-indulgências insignificantes. E é difícil renunciar a elas nesses dias, e é difícil fazer isso nos dias de hoje, pois essas coisas fazem você se sentir bem – por um pouco de tempo. Mas a sua insignificância irá te consumir.

Há um capítulo muito estranho no livro Pense e Enriqueça de Napoleon Hill, no qual ele fala sobre como Thomas Edison se recusou a fazer sexo ou coisas relacionadas e foi assim que ele surgiu com 10.000 patentes de invenções.

Não sei, isso não fez muito sentido, mas a ideia era de utilizar essa energia para direcioná-la a empreendimentos úteis e produtivos.


Eu não vou tão longe assim, gosto de trocar o óleo de vez em quando como qualquer um. Mas acho que a verdadeira lição aqui é aprender como auto-regulamentar as suas auto-indulgências.

Novamente, tudo resulta em saber quando dizer não a si mesmo. Negar essas indulgências é a cereja do bolo para sua vida. Não o próprio bolo.

PASSO 3: EXPONHA O ÓDIO

Normalmente, as coisas que você mais odeia sobre si mesmo são as coisas que você esconde do resto do mundo. São as coisas que você acha que vão levar as pessoas a te rejeitar, te machucar, apontar e rir de você.

Esses receios são infundados, muitas vezes. Porque frequentemente as coisas que odiamos em nós mesmos são as mesmas coisas que todo mundo odeia em si mesmo.

É como um jogo de poker, onde todo mundo acha que têm a pior mão e tem medo de jogar, porque estão convencidos de que vão perder. Eu sei que todo mundo esconde suas cartas porque estão confusos.

A ironia aqui é que o amor muitas vezes é encontrar alguém que você acha sexy e que aceita e até mesmo curte esses aspectos mais profundos e obscuros de você, enquanto você aceita e até mesmo curte os aspectos mais profundos e obscuros dessa pessoa.

O que estou dizendo é que você tem que compartilhar essa merda, a fim de curá-la, filho.

Expor os piores aspectos de nós mesmos, admitindo-os e compartilhando-os, nos traz confiança e intimidade. Isso, claro, supondo que você esteja disposto e/ou tem capacidade de perdoar as pessoas e/ou a si mesmo.

PASSO 4: PERDOE AS PESSOAS, INCLUINDO VOCÊ

Perdoar é algo que tem muita popularidade, mas em culturas do estilo punitiva, como a nossa, não sentimos como se muitas pessoas na verdade, você sabe, praticassem o perdão.

Perdoar significa perceber algo de ruim e ainda assim amar a pessoa (ou a você mesmo), apesar disso.

Como se faz isso, exatamente? Reconhecendo as boas intenções por trás da ignorância, da maldade e das ações indesejáveis.

Por exemplo, a maioria das pessoas não faz merda porque é ruim: faz porque não sabe fazer algo melhor ou erroneamente crê que tem justificativas aceitáveis. Muitas vezes ajuda lembrar das próprias falhas e ignorância quando se perdoa alguém.


E é por isso que lidar com sua própria auto-aversão é tão importante – quanto menos você for capaz de admitir e aceitar as partes de si mesmo de que não gosta, menos você será capaz de perdoar e deixar de lado os erros dos outros, E mais babaca e detestável você será.

PASSO 5: TIRE UMA SONECA

Sério, você parece cansado.

PASSO 6: PERMITA-SE FALHAR

Seu amor-próprio não tem a ver com a forma como você se sente sobre seus sucessos: o seu amor-próprio tem a ver como você se sente sobre seus fracassos.

Uma pessoa que ama e cuida de si mesma não tem uma enorme necessidade de fazer tudo certo ou perfeito ou corrigir tudo obsessivamente na primeira vez em que erra.

Pelo contrário, essas pessoas estão muito mais dispostas a aceitarem a imperfeição e sua confusão de modo a entenderem de onde o verdadeiro crescimento e progresso vem.


PASSO 7: REALIZAR SEUS SONHOS NÃO BASTA

Perceba que realizar seus mais loucos sonhos (tornar-se rico, dominar sua área profissional, encontrar o amor da sua vida) não vai te trazer todo o sentido e plenitude que você imagina.

Evite ter uma crise existencial e um colapso perguntando-se qual o sentido da sua vida e dedique-se simplesmente a tornar a vida dos outros mais fácil e a proporcionar prazeres simples a você mesmo (salvo muita masturbação, é claro).

PASSO 8: TANTO OS ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO SEU DISCURSO INTERNO SÃO UMA MERDA, PORTANTO PARE COM ISSO

Interromper esse processo de me deixar seduzir pela minha narrativa interna sobre quem sou e sobre o que está acontecendo comigo foi algo que mudou minha vida.

Percebi que se todas as coisas ruins e depreciativas que eu me dizia sobre mim mesmo não eram verdade, então também todas as coisas maravilhosas e auto-elogiosas que eu me dizia sobre mim mesmo também não eram.


Em primeiro lugar, você não sabe o que é a verdade sobre você ou como os outros lhe vêem. O fato é que sua mente é confusa e não é confiável nesses assuntos.

Supor-se especial cria um monte de expectativas irrealistas, e expectativas irrealistas criam uma carga extra de auto-aversão.

PASSO 9: OUÇA UMA CRIANÇA

Pegue o êxito ou o fracasso mais importante de sua vida e pergunte a uma criança de quatro anos de idade o que ela pensa sobre isso.

Provavelmente ela vai rir e pedir para você fingir que é um cavalo, subir nas árvores e brincar com ela. E essa resposta será totalmente adequada e correta.

Porque esteja você descobrindo a cura do câncer ou entrando no bar assim que ele abre para retomar a sua espiral descendente de alcoolismo, você ainda é humano, e você ainda tem a capacidade de se conectar e ter empatia, divertindo-se com a vida dada a você.

E as crianças de quatro anos têm uma incrível capacidade para lembrá-lo disso.

Acho que onde estou chegando com todos esses passos é no desenvolvimento de uma prática saudável de humildade.

Sim, humildade. Quantas vezes não ouvimos essa palavra sendo dita ultimamente?

Porque o denominador comum de todos os auto-ódios é o sentimento descomunal de importância – ou você pensa que tudo sobre a sua vida é a pior coisa do mundo, ou você pensa que tudo o que faz deve ser a melhor coisa do mundo, a fim de compensar.


E nenhuma dessas opções é verdadeira.

Uma menina de quatro anos de idade percebe isso. É por isso que ela pedirá para fingir ser uma árvore.

Porém, em vez disso, você está tentando explicar a ela como você está resolvendo o aquecimento global na parte de trás de um guardanapo de papel. Mas apenas se cale por um minuto e seja uma árvore.

Eu Não Sei Sentir Saudade

Minha mãe sempre diz que cada pessoa no mundo possui uma super habilidade. Às vezes uma extremamente inútil, mas ainda super. Não existe alguém sem talento. Existem apenas pessoas que ainda não descobriram suas super habilidades.

A variedade de super habilidades é enorme. Vai desde gênios da matemática, até pessoas que comem cachorros quentes numa velocidade sobre-humana.

Todo mundo é bom em alguma coisa.

Eu diria que a minha super habilidade é a de entortar o meu dedão esquerdo. Juro, vai até o pulso. É incrivelmente inútil. Mas incrivelmente divertida também.

Não existe nenhuma forma de transformar a minha super habilidade em algo rentável – o que é uma pena – mas tenho orgulho em dizer que já animei muita festinha mequetrefe com ela.


Mas sabe, de todas as super habilidades do mundo, a que eu mais gostaria de dominar é a de sentir saudade.
Eu não sei sentir saudade. Nem um pouco. Confesso.

Deve existir um jeito certo de sentir saudade. Deve existir um jeito menos doloroso. Um jeito menos vergonhoso. Um jeito menos desastroso. Um jeito menos eu. Mas eu ainda não descobri qual.

Eu não sei sentir saudade por que me entrego a ela. A saudade chega e eu nem resisto. Eu nem tento lutar. Eu não quero nem vencer. Eu me jogo no chão e me deixo levar por ela. E você sabe como a saudade é, né? Ela nunca nos leva a lugares onde realmente deveríamos ir.

A saudade só leva aos piores lugares. Aos bares mais solitários, as casas mais deprimentes, as cidades mais tristes, as camas mais erradas, as pessoas mais vazias.


A saudade não é uma boa guia. Ela apaga a luz da vida e te obriga a andar tateando no escuro dos seus próprios dias.

A saudade é pedra no sapato. É farpa no dedo. É afta na boca. Ela não te deixa esquecer dela nem por um segundo.

A saudade é trem bala. É paquiderme desgovernado. É carro sem freio. Impossível de deter. Impossível de controlar. Impossível de domar.

A saudade é parente chato que chega sem avisar. Ela incomoda, é inconveniente, e parece que não vai embora nunca.

A saudade é bolada na cara. É quina no dedinho. É cigarro na pele. Ela dói. E bastante.

A saudade é o muito justamente quando não há forças nem pra aguentar o nada.


Eu não sei sentir saudade. Faltei essa aula. Pulei essa página. Não ouvi essa explicação.

Talvez um dia eu aprenda, mas é mais provável que não. Desconfio que saudade não seja treino ou estudo.

Talvez saudade seja dom. Ou você tem ou não tem. E eu definitivamente não tenho.

Eu queria não me importar. Queria não me atingir. Queria não sentir. Mas o que fazer quando você é uma pessoa que sente demais?

Peguei o papel, a caneta e escrevi:

Por onde você estiver, volta.
Mesmo que por um breve momento.
Mas vê se volta.
Senta aqui do meu lado, segura na minha mão e sente comigo essa saudade de você.

5 Dicas Para Controlar A Ansiedade

Mais de seis em cada dez brasileiros se sentem ansiosos.

A ciência comprova que algumas atitudes ajudam a diminuir as chances de sofrer com isso.

1. Parar de se comparar com os outros

Metade das pessoas que usam as redes sociais com muita frequência sente que o hábito interfere negativamente no próprio comportamento, segundo um estudo inglês.


Um dos motivos é que elas acreditam que a timeline do vizinho é sempre mais azul. Como os usuários tendem a postar fotos de viagens, jantares, festas e outras cenas felizes, a impressão de ter ficado para trás no sofá de casa é grande. Mas a verdade é que, de perto, todo mundo é normal.

2. Reassumir o controle

A mesma pesquisa inglesa indicou que seis em cada dez participantes se dizem incapazes de ignorar o smartphone, o computador ou o tablet. Eles só conseguem dar um tempo se tomarem uma atitude drástica: desligar os aparelhos. Mas aí, a vontade de saber se estão perdendo algo aumenta – e a tendência é de voltarem ao mundo on-line.

A sensação de impotência é natural, dizem os pesquisadores. Quem é predisposto a ter ansiedade vê a tecnologia como um fator de pressão. O sentimento é de estar mais sobrecarregado e inseguro com tanta informação na cabeça.


Para sair dessa, a orientação é assumir o controle da situação e estabelecer limites, mesmo que pequenos. Por exemplo, deixando de acessar e-mails da empresa depois de sair do trabalho.

3. Cuidar das relações

Outro gatilho de ansiedade apontado pelo estudo é que participar ativamente das redes sociais pode fazer com que você desenvolva uma personalidade combativa, prejudicando relações pessoais e de trabalho. E esses contratempos geram mais ansiedade.

Veja se você não entrou no piloto automático do ataque a opiniões diferentes ou tente não comprar cada briga on-line.


4. Ouvir música

Cientistas da universidade McGill, no Canadá, relataram que ouvir música aumenta em 9% a produção de dopamina, relacionada ao prazer.

O crescimento é comparado a outras experiências que ativam o centro de recompensa do cérebro, como a comida e o dinheiro.

5. Meditar por 1 minuto

A meditação Mindfulness, que quer dizer “atenção plena”, é uma prática budista que o mundo ocidental transformou em tratamento de saúde.

Adotada por psicólogos e psiquiatras, ela não só relaxa como treina o foco para o presente, efeito bem-vindo para ansiosos.


O forte dela é a simplicidade. Um dos exercícios é ficar sentado por um ou dois minutos numa posição confortável – não precisa contorcer as pernas como um praticante avançado de ioga – e prestar atenção apenas na sua respiração. Dá para fazer na cadeira do escritório. Com o tempo, a ideia é que o cérebro aprenda a lidar com o stress e a viver no hoje em vez do amanhã.

Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, encontraram indícios de que práticas meditativas por 30 minutos ao dia, principalmente a Mindfulness, têm efeito semelhante ao de remédios usados para tratar ansiedade e depressão leve e moderada. Eles chegaram a essa conclusão depois de revisar 47 estudos clínicos envolvendo 3.515 pessoas.

PESSOAS INTELIGENTES RIEM DE SI MESMAS, PESSOAS IGNORANTES RIEM DOS OUTROS

Pessoas inteligentes são mais felizes, simplesmente porque quem se sente bem não perturba nem se intromete na vida alheia sem ser chamado.

Não se trata, aqui, daquela inteligência enciclopédica, atrelada à memorização de informações teóricas, mas da capacidade de se equilibrar diante do que não dá certo, aceitando as próprias limitações, entendendo-se como alguém que erra porque é um ser humano.

Muitos se comprazem em ridicularizar os outros, menosprezando quem não se adequa ao que pensam ser o certo a se seguir, pois, em vez de tentar enxergar o outro com empatia, querem que o mundo gire de acordo com as próprias vontades. Essas pessoas não conseguem aceitar nada que não esteja caminhando de acordo com seus desejos, que não correspondam ao que esperam de todos.

Temem, sobretudo, o enfrentamento de si mesmos, a possibilidade de estarem errados em algum aspecto de suas vidas, incapazes que são de estender seu olhar além do próprio umbigo.

Dessa forma, rechaçam e diminuem tudo e todos que confrontam as suas verdades, ainda que se trate de mentiras e ilusões egoístas. Não sabem e não podem perder em nada, pois se julgam melhores do que qualquer um.


Quem ri dos outros como fuga à aceitação do que não entende afunda-se mais e mais na própria ignorância, visto que se fecha ao novo, à reflexão, às mudanças que são essenciais ao nosso melhoramento como pessoa, como ser humano.

São aqueles que tiram sarro de quem defende o partido oponente, que fazem piadas desagradáveis com a sexualidade diferente da sua, que riem por trás de quem se veste humildemente ou usa um linguajar simples.


Quem usa a inteligência em seu favor percebe-se, primeiramente, como alguém falível, imperfeito, alguém que faz escolhas erradas, que paga micos, que nunca conseguirá agradar a todo mundo.

Percebe-se como alguém que também é risível. Por isso mesmo, consegue rir de si mesmo, mantendo-se firme no propósito de ser feliz do seu jeito, porque é seu jeito que o torna único e especial.

O Que Cabe No Ombro Amigo

O ombro amigo é o lugar onde podemos relaxar a alma do existir diário, onde podemos despir as armaduras, liberar as lágrimas e as gargalhadas descomedidas. É onde podemos ser rosto com olheiras, roupa velha de usar em casa, onde podemos ser nós mesmos- daquele jeito que às vezes não conseguimos ser nem quando estamos sozinhos.

O ombro amigo é como uma praia de nudismo para a alma.

O ombro amigo é o lugar onde tudo é de graça, nada é ensaiado, nada é cobrado. No ombro amigo, não se troca palavras sábias por sorrisos, um favor por outro, uma ajuda por compromissos. No ombro amigo às vezes as trocas não são justas, não existe balança tentando equalizar o que foi dado e que o que foi recebido. O ombro amigo é uma feira de trocas livre, às vezes trocamos uma camiseta velha por um vaso de porcelana chinês. No ombro amigo a gente dá o que pode e recebe o que o outro pode dar. Injusto assim, mas se os dois lados saem felizes e satisfeitos é isso que importa.

O ombro amigo não tem sempre mãos estendidas, olhares piedosos, sorrisos doces, mãos na cabeça, palavras de consolo. O ombro amigo às vezes nos deixa cair, nos vê ali no chão, feridos, pequenos, indefesos e apenas nos dá espaço e liberdade para que nós mesmos limpemos o sangue dos próprios joelhos, as lágrimas do rosto e levantemos sozinhos, com o coração cheio de novas brincadeiras.


O ombro amigo não nos fortalece, ele nos ensina a ser forte. O ombro amigo não é muleta, é espaço para voos e quedas.

O ombro amigo é onde podemos compartilhar nossas fraquezas, vergonhas, medos, não esperando receber conselhos sábios, mas rindo juntos do que nos faz feios e pequenos. O ombro amigo pode ser enorme e pode ser pequenininho, assim como nós.

O ombro amigo não quer nos ensinar nada, não fala muito de verdades do mundo, é mais ouvido do que língua. É mais troca de experiências do que palpites e juízos. É mais coração do que cérebro.


O ombro amigo não compete, não exige, não cria obrigações, não espera formalidades, não espera fidelidade ou prioridade. O ombro amigo deixa ser. O ombro amigo nem sempre está por perto, às vezes não tem tempo, às vezes mora longe, às vezes precisa abrigar-se em outros ombros amigos, mas isso não importa, porque quando está presente ele sempre é aquele velho ombro amigo de sempre. Familiar, confortável e bom.

O ombro amigo é onde podemos descalçar os sapatos e enfim respirar aliviando o peito de tudo que temos que ser no mundo, mas não somos por dentro.

Geração Que Tudo Idealiza E Nada Realiza

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve por todos esses anos a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz.

Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior.

Entendemos que as bicicletas podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thrru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.

Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.


Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.

Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem.

Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social. Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar.


Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.

Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.

 

A Arte Da Escuta

Existe um ditado que diz que Deus nos deu duas orelhas e uma boca para nos advertir que devemos ouvir mais do que falar; mas não é o que a maioria das pessoas pratica.

Infelizmente, essa habilidade tão valiosa não é levada a sério.

Rubem Alves brinca que existe tanto curso de falatória e nenhum de “escutatória”. Realmente poderíamos aprender a escutar melhor.

Na psicologia nós distinguimos o ouvir do escutar. O primeiro é mais superficial, diz respeito aos sentidos da audição e o segundo quer dizer que você, necessariamente, precisa prestar atenção, sentir, perceber e entender, ou seja, fazer uma interpretação do que ouviu.

Dois exemplos podem nos ajudar a entender essa diferença: imagina que você esteja passando em frente a uma oficia mecânica e ouve um barulho de motor de carro. Você simplesmente ouviu o ruído e seguiu sua caminhada. Já o mecânico escutou o barulho. Por estar empenhado em consertar o carro, por entender os diferentes tipos de ruídos no motor e por estar focado nesta escuta, ele conseguirá interpretar o que ouviu.


Outro exemplo, quando estamos numa palestra ou ouvindo um rádio ou televisão e não estamos concentrados, conseguimos ouvir o palestrante ou a música ou o noticiário na TV, mas não temos a mínima ideia do que se trata.

O problema maior é quando isto acontece nas conversas. Às vezes nos preocupamos tanto com o que vamos falar, que desconsideramos o que a outra pessoa disse.

Para escutar precisamos treinar nossos ouvidos e nossa mente. Acredite, é mais difícil do que parece.

Exige observação, paciência, persistência, foco, interesse pela pessoa que fala, pelo assunto, disponibilidade emocional, tempo, empatia. Exige escutar as pausas e os silêncios. Interpretar o tom, as brincadeiras, as analogias, as expressões faciais e os movimentos corporais. Exige pensar sobre a intenção da conversa. Entender que cada palavra dita é uma escolha. Exige ter uma postura de receptividade. Requer mais sensibilidade do que imaginamos.

Exige ter abertura para absorver ideias novas sem julgamentos e críticas morais. Nestes tempos em que todos têm opiniões rígidas para tudo, somado à crença de que se fulano pensa diferente de mim é um idiota / ignorante / analfabeto político/ ingênuo / maluco ou seja lá o adjetivo que for, é cada vez mas difícil encontrar alguém disposto a escutar, sobretudo se o conteúdo da fala vai contra suas ideias.

Daí é que existem pais e mães que nunca escutaram seus filhos e vice versa. Casais que não fazem a mínima ideia do que cada um pensa sobre a vida ou sobre a própria relação. Amizades que só funcionam na base da utilidade, do pertencimento a um grupo X. E por aí vai…

Este contexto em que cada um fala o que quer e o interlocutor também ouve o que quer, é perfeito para as conversas de áudio do WhatsApp, por exemplo. Você pode estar ouvindo seu amigo falar de uma coisa horrível sem envolvimento afetivo. Você pode estar cozinhando um jantar maravilhoso enquanto ele está se abrindo pelo aplicativo com você, sem ao menos ter uma garantia de quando você poderá responder para ele.

É triste, mas as pessoas estão se acostumando a não serem escutadas. Como defesa, querem falar mais, falar em excesso. Nem que seja nas redes sociais para desconhecidos, nem que seja para brigar com amigos, nem que seja para fazer inimigos.


A frase mais linda que já li sobre a escuta é de Rubem Alves: “O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: ‘Se eu fosse você’. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.”

Escutar é mesmo uma arte, a arte do amor. Portanto, se na sua vida você tem uma pessoa que realmente te escuta, seja imensamente grato(a)! Sinta-se especial! Não é todo mundo que tem esse privilégio.

Nós, Os Que Sentimos Ter Nascido Na Época Errada

De repente a gente sente um desajuste, um desconsolo, uma tristeza de não ter nascido em outro tempo, outra época, outro canto da história. Acontece durante um filme, uma leitura, uma lembrança, uma conversa. O sentimento chega e senta com a gente um pouquinho, mexe com os nossos sonhos, provoca nossas vontades como quem diz “ahh… se você estivesse lá naquele tempo…”

Num dia é gostoso como cochilo em hora boa, no outro é chato como um motor barulhento rasgando o lençol da noite. Ora é uma vontade de ter nascido em algum lugar do passado, um tempo menos corrido, menos sofrido, ora é uma impressão de que chegamos mais cedo, de que somos de um canto no futuro em que as limitações já não existem, as doenças tiveram fim, os carros ganharam asas, o teletransporte é real, a miséria desapareceu e os miseráveis foram acolhidos e se tornaram trabalhadores como todos os outros, honestos, aplicados, bem-sucedidos.

Nós, os que sentimos ter nascido em época errada, olhamos casas antigas, geminadas, e pensamos sobre como elas eram no passado. Que famílias viveram ali? Que sonhos tiveram? Que conversas nasciam e cresciam em seu dia depois do outro, que ternuras enfeitavam suas noites, que cheiros marcavam suas manhãs, que saudades preenchiam suas tardes? De pensar nessa gente, sentimos por elas um carinho de conterrâneo, um afeto tribal de quem habita o mesmo tempo.


Ô saudade enxerida! Pega a gente no pulo, enquanto olhamos uma fotografia em preto e branco. Os homens de chapéu, as mulheres de sombrinha caminhando sem pressa. Que privilégio têm os que aproveitam seu avós! Os que ouvem as histórias dos mais velhos e as reconhecem com gosto, como se lá também tivessem estado.

Eu sou desse povo com mania de achar que nasceu no tempo errado. Não é só o passado que mexe com a gente, não! Quem sente ter nascido fora de época também tem saudade do futuro, de um tempo que ainda não veio. Assiste a um filme de ficção e pensa “puxa, vida… imagine o que vai ser quando inventarem o teletransporte?”. É assim que é. A gente sonha. Sonha com os dias que não são os nossos.

Sonha porque tem a impressão de pertencer a outro tempo, não a este agora insano, este pega-pra-capar, este mato-sem-cachorro, este baile de máscaras, esta briga sem sentido. A gente sonha porque sente ser de outro lugar. Porque sofre esse desajuste, esse gosto de caqui verde amarrando na boca, essa impressão de que está na época errada.

Chamem a isso como quiserem. Desencanto, insatisfação, desconsolo com os dias que correm, com a falta de modos, a escassez de valores, a truculência surrando a gentileza, a solidariedade esmagada sob os pés da multidão arisca. Não importa. A gente sente que nasceu na hora errada e isso nem sempre se explica.


Mal sabemos nós que não há erro nenhum, que as coisas são assim mesmo. Que não há tempo errado, só há o tempo e ele será sempre um infinito e certeiro agora. Sequer desconfiamos de que o passado remoto ou o futuro distante só existem porque os levamos no coração com carinho, regando sua terra, preservando suas raízes, aparando suas folhas, ajeitando-os de manhã em um cantinho de sol gostoso, à tarde na brisa, à noite no sereno. Mas não tem jeito. Ainda que soubéssemos de tudo, ainda que não houvesse mais do que suspeitar, seguiríamos achando que nosso tempo é outro.

Nós, que sentimos saudade do que não vivemos, sequer desconfiamos de que essas horas seguirão vivas para sempre, a despeito da cronologia e demais convenções. E que daqui a uns anos os nossos filhos, nossos netos e bisnetos e os tantos outros que virão de nós vão olhar uma fotografia antiga, respirar fundo e dizer “no tempo dos meus pais era diferente…”, “meus avós nem sonhavam com uma coisa dessas…”, “quando meus antepassados eram meninos não era desse jeito…”, “que teletransporte, o quê? Era de avião mesmo!”.


Algum dia lá na frente, se Deus quiser, os que virão de nós também vão pensar sobre isso tudo, com o coração cheio de sonhos e os olhos grandes de saudade do que imaginarão nunca ter vivido. E vão sentir como nós esse gostinho de desajuste, de descompasso, de lembrança desconhecida. No desembarque de uma exaustiva viagem de trinta segundos de um lado a outro do mundo, também vão ter a sensação antiga e estranha de que nasceram na época errada. Mal saberão eles. Mal saberão.

Fotógrafa Revela Como É Conviver Com A Depressão Com Imagens Impactantes

A depressão é uma doença que leva a pessoa ao seu lado mais obscuro e doloroso de tristeza. Ela pode gerar dores muito grandes física e emocionalmente. Quando afetado, o ser humano tende a pensar que está sozinho nessa e que ninguém mais sente essas mesmas dores. O que não é verdade.

É o que mostra a fotógrafa argentina Luciana Rodriguez, que, em uma série de autorretratos, tenta mostrar a beleza que se esconde por trás dos aspectos mais entristecedores da vida.

Baseada em Córdoba, na Argentina, a fotógrafa faz uma viagem até o momento em que tudo passa por uma intensidade muito grande de escuridão, a procura de compaixão e empatia da sociedade.

Com essas imagens, de acordo com ela, o público conseguirá enxergar que esses sentimentos são universais e qualquer um pode vir a senti-los. Além disso, Luciana diz que as imagens podem ser como uma espécie de purificação da alma, onde as pessoas desafiam a repressão emocional em que vivem.

Dá uma olhada: