A Criança Que Morde

Geralmente a criança morde quando está enfrentando alguma dificuldade e utiliza a mordida como uma forma de expressar seus sentimentos. Em situações de perdas, medos, dificuldades, a criança morde para sinalizar que algo não está bem com ela.

A mordida não deve ser considerada “normal” é uma reação exagerada dentro de uma fase do desenvolvimento infantil.

É comum que aconteça nas escolas de educação infantil crianças com aproximadamente dois anos de idade apresentarem este comportamento.

Nessa idade a criança encontra-se na fase oral do desenvolvimento da personalidade.

Geralmente os adultos correm e atendem a criança que foi mordida. Ela sentiu dor, chorou e deve ser cuidada e confortada. A criança que mordeu não pode ser deixada de lado, ela precisa ver que seu ato machucou e provocou dor no amiguinho. Aproveitar o momento em que está assustada pelo seu ato agressivo e demonstrar que isso não foi aprovado, mas que poderão ajudá-la dando-lhe atenção e que ela não vai mais precisar fazer isto, mas jamais tratá-la com agressividade.

A falta de atividades lúdicas, de cuidados e atenção por parte dos adultos deixa as crianças ociosas e carentes e podem ser, por vezes a causa das mordidas constantes, tanto na escola como em outros momentos da vida social.

A mordida é sempre uma situação que exige bom senso por parte de todos os envolvidos, tanto os pais da criança que mordeu como os pais da criança que foi mordida. É importante que os adultos conduzam essa situação aproveitando para ensinar regras de convivência, de respeito e limites.

Cabe aos adultos, pais e professores a tarefa de mediar as relações entre as crianças, a fim de amenizar os sentimentos negativos da situação evitando que esse comportamento se repita.

Na maioria das vezes o desejo da criança ao morder um amiguinho não é machucá-lo, mas obter algum brinquedo. As mordidas acontecem nas mais diferentes situações, e a criança vai testando os efeitos de seus atos.

Por exemplo, se ao morder, os adultos atendem seus desejos; se as outras crianças cedem a disputa pelo brinquedo ela aprende que esse meio é eficaz.

Esse é mais um dos momentos do desenvolvimento infantil que exige pais presentes impondo limites.

Qual Arquétipo De Jung Melhor Descreve Você?

Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica. Jung propôs e desenvolveu os conceitos da personalidade extrovertida e introvertida, arquétipos e o inconsciente coletivo.

Seu trabalho tem sido influente na psiquiatria, psicologia e no estudo da religião, literatura e áreas afins.

O conceito central da psicologia analítica é a individuação – o processo psicológico de integração dos opostos, incluindo o consciente com o inconsciente, mantendo a sua autonomia relativa. Jung considerou a individuação como o processo central do desenvolvimento humano.

Ele acreditava que há arquétipos inconscientes que afetam profundamente o nosso comportamento. Encontramos esses arquétipos em mitos, contos de fadas e até mesmo dentro de nós mesmos! Faça o teste e descubra qual é o seu arquétipo: explorador ou herói? Talvez até rebelde?

Entenda qual é o papel da psicanálise

A Psicologia, assim como muitas outras profissões, possui diversas áreas de atuação e, entre elas, está a Psicologia Clínica. Nessa área específica, trabalha-se três grandes linhas de pensamento para compreensão do homem: a Comportamental, Humanista e a Psicanálise.

Hoje vamos falar sobre a Psicanálise! Você sabe qual o papel seu papel na busca pela saúde mental? Conhece sua origem, conceitos e seu objetos de estudo? Acompanhe esse post e entenda como essa ciência pode ajudar na compreensão e desenvolvimento do equilíbrio nas pessoas!

O que é a Psicanálise?

A psicanálise é uma ciência que, através da investigação da mente, busca caminhos para compreensão e superação dos distúrbios nervosos, fobias e traumas. Para isso, ela tem como princípio básico a relação entre os comportamentos/sentimentos e desejos inconscientes.

Isso quer dizer que a psicanálise busca analisar o que há no subconsciente, para compreender e propor caminhos para a solução dos distúrbios, através do acesso a instintos, impulsos e anseios, considerados fontes da energia para a execução de ações e sentimentos.

Como surgiu a Psicanálise?

Essa ciência teve início na década de 1890, com os estudos do médico neurologista Sigmund Freud. Ele buscava um tratamento efetivo para seus pacientes acometidos por sintomas neuróticos. Ele acreditava que esses desequilíbrios tinham origem na falta de aceitação cultural gerando, assim, a repressão dos desejos inconscientes e fantasias de ordem sexual.

O objeto de estudo da psicanálise é o inconsciente: ele é a fonte de energias, desejos reprimidos e velhas lembranças. Através da análise por associação livre, a pai da psicanálise estudava criteriosamente até mesmo os sonhos próprios e os dos seus pacientes.

Desde do surgimento da teoria de Freud, a psicanálise desenvolveu-se em maneiras e caminhos diferentes. Por isso, atualmente, há diversas escolas dessa mesma ciência.

Psicologia x Psicanálise x Psiquiatria: qual a diferença?

Muitas pessoas têm dificuldade de entender as diferenças básicas entre a psicologia, a psicanálise e a psiquiatria. Contudo, essa confusão é normal, afinal as três áreas, embora distintas, trabalham para o alívio do sofrimento mental.

Conheça os objetivos de cada área e entenda suas diferenças de abordagem e tratamento.

Psicologia

Trata-se do estudo das relações humanas e seus comportamentos. Nos cursos de Psicologia, os alunos têm uma formação holística, tanto das principais teorias e abordagens terapêuticas, quanto de questões fisiológicas do corpo humano.

Psiquiatria

É uma área da Medicina que atua nos transtornos mentais através da administração de remédios específicos. Nesse caso, para se exercer a profissão, é necessário passar pelo curso de medicina e, mais adiante, por uma especialização ou residência em psiquiatria. Estuda-se, na universidade, linhas de psicoterapia como a psicanálise.

Psicanálise

É um terapia que tem como princípio fundamental a análise do inconsciente humano. A psicanálise pode ser praticada tanto por psicólogos, psiquiatras ou por outros tipos de profissionais que tenham passado pelo curso preparatório em uma das Sociedades Brasileiras de Psicanálise.

Saúde mental: qual o papel da psicanálise?

Nos centros e hospitais psiquiátricos, cada vez mais cresce a procura por psicanalistas clínicos. Isso porque o seu trabalho é primordialmente compreender o diagnóstico do paciente e orientá-los na melhor maneira de tratamento. Neste caso, a contribuição e colaboração do paciente é de extrema importância para o sucesso terapia e cura dos transtornos.

Enquanto os psiquiatras, que já atuam na área da saúde mental a mais tempo, tratam somente os sintomas decorrentes dos distúrbios e transtornos. A psicanálise atua de maneira mais efetiva, através de vários recursos terapêuticos, buscando sanar a raiz do problema para se alcançar a cura.

Como escolher um curso para formação em psicanálise?

Vivemos numa epidemia de casos de depressão. Temas como a ansiedade e a saúde mental nunca foram tão discutidos. Devido a esses fatores, tem crescido muito no Brasil a oferta de cursos em psicanálise.

Muitos desses cursos são baratos e acessíveis e prometem uma formação rápida do psicanalista. Mas será que é possível confiar em todos esses cursos? Como é possível escolher um curso para a formação em psicanálise?

Tentando responder a essas questões, selecionamos algumas dicas exclusivas para ajudá-lo na sua escolha. Confira!

Verifique a qualidade dos professores

Toda boa formação começa com professores qualificados. Aqueles que passaram por um rigoroso treinamento psicanalítico e têm anos de atuação na área.

Então, o primeiro requisito para ficar atento é a qualidade dos professores. Escolha os cursos com os professores mais qualificados e mais experientes. Eles serão a pedra fundamental da sua aprendizagem.

2. Escolha um curso amplo e diversificado

A psicanálise, assim como outras áreas do conhecimento humano, possui várias vertentes, formas diferentes de se encarar o mesmo trauma psicológico. Para pessoas de fora do ramo, isso pode parecer confuso. Mas essa diversidade é essencial a uma boa prática psicanalítica.

Com um curso amplo e diversificado, você tem acesso a mais ideias e mais formas de pensar. Sua visão de mundo aumenta. Além disso, você fica com melhores condições de escolher qual linha você mais se identifica dentro da psicanálise.

Então, na hora de escolher, não hesite: escolha um curso amplo e diversificado.

3. Procure um curso que tenha uma sólida formação teórica

Independente da linha que você for seguir, é essencial que o curso da sua escolha ofereça uma formação teórica sólida.

A psicanálise é complexa e exige tempo e dedicação para ser entendida. Ela só será devidamente aprendida com uma formação que exija do aluno empenho e muita leitura das obras clássicas da área.

Então, fuja de cursos que tentam encurtar a teoria ou a apresente de forma muito simplista. Complexidade, nesse caso, é um fator positivo.

4. Procure um curso que ofereça a análise pessoal

A boa prática da psicanálise começa com a análise pessoal. Todo psicanalista de qualidade, além de realizar a análise dos seus pacientes, também é analisado por outro psicanalista.

Então, um bom curso é aquele que ofereça essa análise. Que ensine não só a fazê-la, mas que procure realizá-la no aluno.

5. Procure um curso que forneça supervisão de casos clínicos

Além de uma formação teórica forte e de análise pessoal, é essencial também que o curso forneça a supervisão dos casos clínicos.

Aprender a lidar com a saúde mental e psíquica das pessoas não é brincadeira. É um aprendizado sério. Por isso, é essencial que o aluno seja supervisionado nos seus estágios clínicos.

Essa supervisão feita por uma pessoa experiente é crucial para que aluno adquira a confiança e experiência necessárias para profissão. Esse feedback é parte crucial do processo de aprendizagem.