7 mitos e verdades sobre a hipnose

Você, provavelmente, já deve ter visto em algum filme ou na TV uma cena em que algum personagem era hipnotizado e ficava totalmente a mercê, em um transe inconsciente, certo? Pois saiba que muito das coisas que vemos e lemos sobre essa técnica não passam de meros mitos.

A hipnose não é truque nem armação. É um método terapêutico seguro e eficaz, que pode auxiliar muitas pessoas na busca do autoconhecimento e no tratamento de traumas. Para você ficar sem dúvidas e esclarecer os equívocos, conheça sete mitos e verdades sobre hipnose.

1. A pessoa hipnotizada fará tudo que o hipnólogo comandar

Isso é mito. O paciente que está sob hipnose não faz nada contra sua vontade e seu livre arbítrio é mantido. Os princípios de uma pessoa e seus valores são protegidos pelo inconsciente, portanto, durante esse procedimento, nada que você não faria acordado irá acontecer.

2. A pessoa hipnotizada pode revelar todos seus segredos sem querer ao hipnólogo

Isso também é mito. Como falamos no tópico anterior, a mente conserva sua vigilância mesmo durante a hipnose, preservando a integridade das pessoas. Em certos casos, o paciente raramente fala, apenas seu inconsciente é trabalhado silenciosamente.

3. A hipnose e a meditação são coisas diferentes

Isso é verdade! Na meditação, a pessoa treina a mente para relaxar e procura bem-estar, mas não existe um objetivo terapêutico. A hipnose é um tratamento que tem o objetivo de auxiliar o paciente a mudar alguma conduta ou pensamento.

4. O hipnólogo controla a mente dos pacientes

Mito. Lembre-se, o hipnólogo é um facilitador nesse processo. Portanto, para que esse procedimento funcione, tem que existir uma relação de confiança entre ele e o paciente, uma vez que ninguém é hipnotizado sem permissão.

O hipnólogo cria uma ponte entre a mente consciente e o inconsciente, o que dá espaço para que o paciente acesse um determinado estado de consciência e possa desfrutar do seu próprio potencial.

5. Uma pessoa pode não voltar de um transe

Mais um mito, uma vez que não é possível ficar preso em um transe. Se por um acaso o paciente estiver vivenciando uma experiência ruim durante a hipnose ou estiver em um transe muito profundo, em algum tempo este transe naturalmente se transforma em sono fisiológico, e a pessoa acorda normalmente.

6. A pessoa fica totalmente inconsciente em um transe

Novamente um mito. Durante a hipnose, é preciso acessar as informações do inconsciente, como as memórias, por exemplo, para chegar ao ponto vital do problema que se quer tratar. Entretanto, o paciente precisa manter o estado consciente para participar do processo de cura. No estado do transe, o consciente e o inconsciente estão apenas dissociados, porém trabalhando em conjunto.

7. A hipnose não consegue ativar uma supermemória

Isso é verdade. Muitas pessoas acreditam que, através da hipnose, vão conseguir lembrar de algum detalhe exato de algo que vivenciaram.

De fato, a hipnose consegue ajudar pacientes a relembrar fatos e potencializar a memória, entretanto, essas lembranças acessadas costumam ser marcantes, que se encontram bloqueadas por algum motivo. Se algo foi esquecido completamente, não tem como trazer a lembrança dele de volta.

Entender os mitos e verdades sobre hipnose desmistifica esse método e mostra como as pessoas, com a ajuda de um bom profissional, podem utilizar essa ferramenta em seu tratamento para conseguir atingir seus objetivos e ter uma vida melhor.

Você acreditava em algum mito sobre a hipnose? Conte para a gente nos comentários o que mais te surpreendeu nesse post!

4 vantagens da psicanálise contemporânea na prática clínica

Desde seu surgimento por meio dos estudos e teorias de Sigmund Freud, a Psicanálise busca formas de compreender as causas para o sofrimento humano. Durante esse período, grandes transformações sociais trouxeram novos desafios. Porém, ao invés de serem vistas como dificuldades do psicanalista, essas mudanças mostram que a abordagem psicanalítica contemporânea continua capaz de prover as respostas a essas necessidades .

De que formas esses desafios se mostram, na verdade, uma oportunidade para a prática da Psicanálise Contemporânea? Que vantagens a abordagem psicanalítica apresenta? Como ela atende às demandas decorrentes dessas transformações sociais?

1. Resposta às novas formas de sofrimento

As comparações entre a sociedade moderna e aquela da época de Freud mostram uma diferença gritante entre os papéis exercidos por homens e mulheres.

Atualmente existem muitas novas doenças ou muitas novas formas de sofrer, impensadas à época da criação da Psicanálise. O culto excessivo à imagem, as depressões, os resultados da imposição de um sistema consumista sobre a psique, o surgimento de toxicomanias e distúrbios alimentares, o nível das perversões…

Somam-se a esses o fato de termos, hoje, uma sociedade com uma grande dificuldade de estabelecer e manter vínculos, o que em si já é um problema e que tende a agravar os incômodos descritos anteriormente.

Todos esses quadros, bastante recentes e ligados diretamente ao pensamento capitalista, fazem com que as angústias que causam o sofrimento nesses períodos distintos se manifestem com uma diversidade ampliada.

Porém, a raiz desses problemas é a mesma, o que consiste em uma vantagem ao psicanalista.

2. Contribuição de linhas psicoterapêuticas distintas

Ao longo do tempo surgiram também outras linhas terapêuticas, com o potencial de agregar perspectivas diferentes à análise do paciente e complementar a abordagem psicanalítica com outras visões.

Portanto, a inclusão das terapias alternativas no atendimento clínico do psicanalista, além de garantir uma visão mais abrangente do problema, permite sua abordagem através de ferramentas distintas. Essa ampliação de possibilidades pode tornar o resultado e a solução dos problemas mais eficaz.

3. Promoção de uma transformação profunda

Os conflitos que podem levar ao desequilíbrio de ordem emocional podem ocorrer com todas as pessoas, e em diferentes fases da vida. Para solucioná-los, existem diversas alternativas e abordagens.

Dentre essas possibilidades, a psicanálise se apresenta como um método assertivo e gradativo capaz de promover uma transformação duradoura e profunda.

Com uma visão integrada, o psicanalista é capaz de propor a intervenção mais eficaz para cada caso especifico. Psicanálise, terapias alternativas ou até mesmo a utilização de medicamentos são aliados para a promoção da saúde e do bem estar do paciente.

Com a intervenção adequada, a autoestima é fortalecida e o amadurecimento emocional se torna possível, a causa do incômodo ou desequilíbrio é solucionada. A pessoa se torna mais preparada para enfrentar os novos conflitos de forma madura e serena.

4. Olhar individualizado

As características da sociedade consumista acostumou as pessoas a procurarem atender suas demandas de consumo do modo mais rápido possível. Velocidade é um critério de valor e escolha.

Porém, quando se trata de questões relacionadas à saúde e bem estar, existe a percepção de que o atendimento profissional impessoal e rápido, ao contrário de produzir bons resultados, dificulta a solução dos problemas e a obtenção do resultado desejado.

Mais uma vez, a Psicanálise se destaca como uma alternativa que garante um olhar individualizado ao paciente. Neste caso, o processo terapêutico não é ajustado a um tempo específico.

Um dos principais pilares desta abordagem é justamente o fato de que o tempo cronológico deve se ajustar às necessidades do paciente, e não o contrário.

Embora o próprio Fred defendesse a ideia de que modificações psíquicas só ocorrem muito lentamente e que não há como promover a libertação do indivíduo com um prazo de validade tão limitado, a abordagem psicanalítica contemporânea entende que cada individuo é único.

Por isso, atualmente, entende-se que o tempo de tratamento é relativo, de acordo com cada paciente. Para alguns, o processo pode ser longo. Para outros,  a mudança desejada pode ocorrer em pouco tempo.

O mais importante é que essa intervenção tenha o tempo e as ações necessárias para auxiliar as pessoas em seu processo de mudanças estruturais. São elas que garantem que o paciente obtenha a capacidade de assumir seus desejos e as rédeas de seu destino.

Entenda o que é a Psicanálise Integrativa e como ela funciona

Existem diversos tipos de abordagem dentro da psicanálise tradicional, da qual Freud foi o grande idealizador. Porém, o seu legado foi sendo estudado, aprimorado e até mesmo modificado ao longo do tempo por seus diversos discípulos — como Lacan. Assim surgiu uma das novas correntes da psicanálise: a psicanálise integrativa.

A psicanálise integrativa é uma abordagem menos limitada que a originalmente proposta e mais condizente com a realidade atual na busca pelo autoconhecimento. Neste post, apresentamos e tiramos as principais dúvidas sobre o tema. Acompanhe:

O que é a psicanálise integrativa?

A psicanálise integrativa é uma metodologia que estende o leque de possibilidades da base psicanalítica iniciada pela escola freudiana. Com o propósito de compreender o cliente de forma holística, ela integra elementos complementares à análise, que possibilitam o autoconhecimento de maneira mais eficaz e eficiente.

A análise dos sonhos e a associação livre, idealizados por Freud, ainda fazem parte do tratamento. Algumas das técnicas que podem ser empregadas por essa proposta de forma complementar, incluem:

  • acupuntura;
  • cromoterapia;
  • florais;
  • hipnose;
  • neurolinguística;
  • numerologia;
  • regressão;
  • entre outros.

O grande objetivo da psicanálise é identificar os pontos de conflito que representam impasses ou dificuldades na vida das pessoas.

Cada psicanalista integrativo tem a sua própria abordagem, podendo se especializar em algumas das técnicas citadas. Porém, além da habilidade do profissional, a escolha das ferramentas a serem utilizadas no tratamento também dizem respeito ao momento do cliente e ao que ele busca com a psicanálise integrativa.

Quando surgiu a psicanálise integrativa?

As primeiras raízes da psicanálise integrativa, que buscavam associar diversas práticas terapêuticas, datam de mais de 70 anos atrás. Há cerca de 25 anos, essa prática começa a ser mais estruturada, delimitada e reconhecida.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa foi fundada em 1997 pela psicanalista integrativa Fátima Moura. Nesses 20 anos de atuação, a sociedade promoveu diversos encontros, discussões e também priorizou a divulgação dessa técnica em todo o território brasileiro.

Quais os benefícios da psicanálise integrativa?

Ao oferecer um tratamento tradicional somado a abordagens complementares, a psicanálise integrativa nos proporciona 2 principais benefícios. São eles:

  • a diminuição do tempo de análise;
  • e um modelo de tratamento que permite o entendimento de toda a complexidade do indivíduo.

A psicanálise é comumente conhecida por proporcionar uma “terapia eterna” a seus clientes. Com a utilização de técnicas complementares, diminui-se o campo de resistência, possibilitando a abordagem direta do inconsciente. É importante ter em mente que ainda se trata de uma abordagem que estimula o autoconhecimento e, por isso, levará um tempo até que o tratamento possa ser finalizado.

A psicanálise tradicional tem como objetivo tratar os distúrbios do inconsciente, mostrando-se, muitas vezes, limitada. A adoção de técnicas alternativas ainda busca estimular o autoconhecimento, mas de forma mais completa por oferecer um tratamento mais holístico.

numerologia pode auxiliar o terapeuta a identificar características intrínsecas àquele cliente: uma pessoa pode ser mais ansiosa e inquieta ou dramática e individualista por natureza. Tal conhecimento possibilitará ao psicanalista uma prescrição mais precisa de florais, por exemplo.

acupuntura, por sua vez, pode atuar no alívio de dores crônicas ou de tensões musculares, muitas vezes associadas à ansiedade e ao estresse.

Freud e a psicanálise: veja como surgiu essa vertente da psicologia

Freud e a psicanálise são substantivos intrinsecamente ligados. Não apenas porque foi ele quem inventou esse método terapêutico, mas porque ambos têm grande peso histórico, sendo verdadeiros símbolos do tratamento psíquico e de bases para explicações do comportamento humano.

Devido a essa importância, resolvemos abordar neste artigo um pouco do surgimento da psicanálise até os dias de hoje. Boa leitura!

O início da psicanálise

Sigmund Freud (1856-1939) foi um médico neurologista nascido na região da Morávia. Judeu, embora sua família não fosse muito ligada aos costumes da religião, este profissional da saúde cravou seu pé na história por ter criado a psicanálise. Uma frase curta como essa, porém, pode passar a ideia esse surgimento foi espontâneo, mas não o foi.

Por volta de 1897, Freud dedicava-se ferozmente a descobrir a causa e a cura para distúrbios histéricos de suas pacientes (a maioria eram mulheres burguesas). Utilizou métodos distintos para isso, entre eles massagens e eletroterapia. Sem resultados positivos, começou a utilizar a hipnose – nessa época trabalhava ao lado do médico austríaco Josef Breuer -, mas, sem o sucesso esperado, rumou à catarse que originou o método de associação livre, que seria uma das principais ferramentas da psicanálise.

Nos anos seguintes, aprimorou sua percepção em relação à psique humana criando conceitos de trauma, e as teorias do sonho e do inconsciente, além da teoria  do Complexo de Édipo. Nascia a Psicanálise.

As primeiras repercussões de Freud e a psicanálise

Entre os anos de 1901 e 1905, Freud dedicou-se a publicar relatos de seus casos clínicos. E se suas teorias já chamavam atenção da comunidade médica internacional – seja recebendo críticas ou reconhecimento -, agora profissionais de saúde de vários países tornaram-se seus seguidores. Assim, foi fundada a Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras, um círculo para discussão das ideias do médico. No grupo estavam nomes como Paul Federn, Otto Rank, Fritz Wittels, Isidor Sadger.

Entre seus seguidores, contudo, o que se tornaria mais famoso seria seu assistente Carl Gustav Jung (1875-1961). Primeiro não-judeu a estudar a psicanálise por Freud, Jung esteve em companhia de seu mestre entre 1907 e 1912, quando a relação dos dois não suportou desvios interpretativos e dissolveu-se. Depois disso, o império austro-húngaro se desfez e Berlim tornou-se a casa da Freud e, consequentemente, do círculo psicanalítico.

Na década de 1920, Freud publicaria três obras essenciais: “Mais-além do Princípio de Prazer” (1920), “Psicologia das Massas e Análise do Eu” (1921), “O eu e o isso” (1923). Os anos que se seguiram sedimentaram, além da sedimentação da teoria psicanalítica, várias disputas de seus seguidores. Uma delas seria Anna Freud, sua filha.

A psicanálise pós-freudiana

Assim como qualquer ciência, a psicanálise evoluiu nas mãos de profissionais predecessores de seu criador. A primeira delas foi Anna Freud (1895-1982), filha de Freud e nêmeses de Melaine Klein (1882-1960). Ambas defendiam posições antagônicas sobre psicanálise em crianças. Outros grandes nomes que não só influenciaram, mas contribuíram para sua disseminação no mundo, principalmente Europa e América Latina, como Wilfred Ruprecht Bion (1897-1979) e Erich Fromm (1900-1980).

Mas foi nas mãos do francês Jacques Lacan (1901-1981) que a psicanálise teve sua maior remodelação. Sua maior contribuição foi a de retornar a conceitos freudianos e utilizar da linguística colocando o campo de ação da psicanálise na fala.

E então, o que achou deste breve panorama da história de Freud e da psicanálise? Essa é uma história longa e que ainda está sendo escrita. E você, que tal contar-nos o que sabe sobre Freud e a psicanálise? Deixe um comentário abaixo e vamos continuar essa conversa.

4 habilidades importantes para quem quer ser psicanalista

A imagem de um senhor barbudo com um bloco de anotações e escutando seu paciente deitado no divã ilustrou por muito tempo a psicanálise e o trabalho de um psicanalista. Mas não é mais assim. Hoje em dia, é muito mais acessível ser um paciente ou um profissional dessa área.

Mas o que é preciso para ser um psicanalista? Acreditamos que, além de formação adequada, o interessado em se tornar um psicanalista deve possuir ou desenvolver predicados importantes. Veja quais são as 5 principais características para ser um bom psicanalista nos dias atuais.

Ter paciência

O processo psicanalítico não é urgente, e cada paciente tem seu tempo para entrar efetivamente em análise. O psicanalista, por sua vez, deve ter paciência para lidar com a evolução de todos os seus pacientes sem tentar acelerar conclusões, pois muitas vezes o próprio paciente não está pronto para compreender. Acelerar esse processo por meio de intervenções pode prejudicar todo o processo e até mesmo afastar o paciente.

Empatia com os problemas alheios, mas com limite

Um psicanalista geralmente não intervém na fala do paciente dando conselhos ou sugestões diretas, o que não significa que ele não se importa, pelo contrário. É importante que o futuro psicanalista tenha empatia com as questões levadas à clínica pelo paciente, mas não faça dele seu problema e tente resolvê-lo por meio de sua percepção própria do mundo.

Ter sensibilidade com o outro, sem julgá-lo

Em um consultório, o analista terá a oportunidade de se deparar com pacientes muito diferentes, que tratarão questões distintas e de pesos também diferentes. Para que a escuta do psicanalista não seja comprometida, ou seja, sua capacidade de identificar atos falhos ou pontos importantes para a continuidade da análise, é essencial que ele esteja despido de qualquer tipo de julgamento. Não deve, portanto, categorizar os casos ouvidos em consultório sob padrões morais e costumes estipulados pela sociedade. A análise trabalha com o que sujeito pensa, não com o que coletivo supõe.

Ser um analisante

Conhecer a si mesmo, suas angústias, traumas e pulsões por meio da análise deve ser um desejo de todos aqueles que procuram ser um psicanalista. Isso acontece porque parte da formação do psicanalista é se tornar um analisante, ou seja, passará pelo tratamento com um paciente. Após a formação e o início da prática como profissional, este irá ter o psicanalista também como supervisor, que acompanhará os casos do novo profissional.

Neste artigo, você conferiu as importantes características para ser um psicanalista. Agora, gostaríamos que compartilhasse sua opinião conosco: o que você acha que é fundamental para qualquer psicanalista? Deixe-nos um comentário!

O que faz um psicanalista?

Foi no final do século XIX que o então jovem médico Sigmund Freud começou sua pesquisa sobre a psique humana — que resultaria, anos mais tarde, na criação da psicanálise. Hoje, o desdobramento de suas ideias é considerado um campo clínico utilizado tanto para o tratamento psíquico quanto como instrumento para explicar nossa sociedade e o ser humano, sendo visitado constantemente pela filosofia, letras, comunicação e antropologia.

Entretanto, mesmo com toda sua abrangência e popularidade, é comum que as pessoas se questionem sobre o que faz um psicanalista. Quais são suas funções e o que é preciso para se tornar esse tipo de profissional? No post de hoje, responderemos a essas dúvidas Confira!

O que faz um psicanalista?

O ser humano sofre. Seja em menor ou maior grau, todas as pessoas têm problemas psíquicos e emocionais, como ansiedade, depressão ou problemas de relacionamentos com a família ou parceiro. Ou mesmos distúrbios mentais que são, em alguns casos, invisíveis ao próprio sujeito — como é o caso da psicopatia.

Nesse amplo contexto, o psicanalista é o profissional capaz de observar e analisar os processos mentais inconscientes de uma pessoa e, por meio disso, estimular o paciente a lidar com conflitos internos. Esse estímulo é realizado pelo profissional através de questões feita ao paciente, com o objetivo de entender a si mesmo, seu comportamento, suas pulsões e, por fim, viver melhor consigo mesmo e em sociedade.

Como é o trabalho de um psicanalista?

O principal instrumento para o trabalho do psicanalista é fala. Ao ouvir o paciente, ele poderá interpretar e — quando for o caso — questionar as mensagens conscientes e, principalmente, as inconscientes, e conduzir o tratamento por meio delas. Essa técnica foi estipulada por Freud e tem o nome de associação livre de ideias.

Os encontros acontecem no consultório do psicanalista, geralmente uma sala arejada, sóbria — para evitar distrações — e com dois locais para o paciente: uma cadeira para sentar-se de frente para o psicanalista e um divã, para deitar-se e ficar de costa. Ambos são utilizados em momentos distintos do tratamento indicado ao paciente pelo profissional.

O que é preciso para se tornar um psicanalista?

Para se tornar um psicanalista a formação é livre, apenas é necessário que o interessado faça um curso na área.

Não é raro que um psicanalista seja também um psicólogo ou psiquiatra. No entanto, é importante frisar que esses três profissionais têm formações e permissões distintas — o psiquiatra, por exemplo, é o único com autorização para prescrever ansiolíticos —, embora o propósito seja o mesmo: a cura de psicopatologias e o tratamento psíquico.

Esperamos que todas as suas dúvidas sobre o que faz um psicanalista tenham sido solucionadas com este texto. Mas, se tiver outros questionamentos ou quiser compartilhar sua experiência sobre o desejo de se tornar um psicanalista, deixe seu comentário e entre para a conversa!

Sigmund Freud: conheça o pai da psicanálise

A psicanálise é hoje uma das principais vertentes teóricas que baliza práticas de análise e terapia em todo o mundo. No entanto, isso não teria sido possível sem a insistência de Sigmund Freud em demonstrar a dinâmica do inconsciente em uma época em que se acreditava que explicações fisiológicas dariam conta de explicar todos os fenômenos psíquicos, revolucionando, dessa maneira, os estudos da mente humana.

Conheça nesse post um pouco mais sobre a história do pai da psicanálise!

Biografia

Sigmund Freud nasceu em 6 de maio de 1856, na cidade de Freiberg, na Áustria — atualmente cidade de Pribor, República Tcheca — e mudou-se ainda criança com seus pais para Viena. Estudou Medicina na universidade de mesmo nome da cidade, graduando-se no ano de 1881. De origem judaica, Freud deixou seu país em 1938 — um ano antes de sua morte — e radicou-se em Londres por conta do anexo da Áustria pelos nazistas.

Primeiros estudos

Médico neurologista, Freud especializou-se em tratamentos para pessoas com transtornos mentais.

Em suas pesquisas iniciais de Freud, dois outros médicos foram referências muito importantes: Jean-Martin Charcot (1825-1893), renomado médico francês especialista em enfermidades mentais, com quem estudou, e Josef Robert Breuer (1842-1925), outro médico parceiro na produção acadêmica.

Na experiência com Charcot, Freud se aprofundou nos estudos sobre o método hipnótico, que utilizava muito nos seus primeiros anos de clínica, e com Breuer realizou suas primeiras pesquisas na área e publicou seus primeiros estudos.

Com base em vários casos clínicos que tratava, Freud descobriu que algumas alterações físicas, paralisias, alterações na visão e na fala, algumas alucinações e mudanças de humor — problemas até então inexplicáveis — tinham causas psíquicas e não fisiológicas.

A cura pela palavra

Em seus primeiros anos de trabalho, Freud baseou-se na hipnose como método para determinar a origem e o tratamento desses transtornos até então inexplicáveis. Essa prática consistia em conduzir o paciente a um estado inconsciente, levando-o a recordar a experiência que deu início ao processo traumático. Descarregando as emoções, os pacientes conseguiam livrar-se dos traumas.

Tempos mais tarde, Freud substituiu o procedimento catártico pelo da investigação do curso espontâneo dos pensamentos, passando a trabalhar com o método da associação livre, muito utilizado em vários tipos de terapia até os dias de hoje.

Assim, Freud começou a desenvolver o método psicanalítico que tinha como base sua experiência com a interpretação dos sonhos e associação livre na clínica. Por meio dessas técnicas, o médico pesquisador descobria que a tomada de consciência de sentimentos reprimidos fazia com que os sintomas desaparecessem.

Resistências

Mas o reconhecimento e a fama não foram fáceis para o pai da psicanálise. Freud enfrentou muita resistência por parte de seus colegas médicos, que se recusavam a compreender a psicanálise como ciência.

As postulações do médico eram muito chocantes para a sociedade do final do século XIX e início do século XX. Reconhecer a estrutura mental humana para além de seus componentes físicos não era algo bem aceito pelos seus pares na época. Por mexer com valores morais muito arraigados para a sociedade da época, a teoria de Freud era algo escandaloso.

Estrutura psíquica e desenvolvimento humano

Com base em seus estudos, Freud propôs um modelo de estrutura psíquica a partir de três instâncias fundamentais: id (o inconsciente), ego (a consciência) e o superego (a moral e os valores da sociedade).

O médico também formulou uma teoria do desenvolvimento humano do ponto de vista psíquico, estabelecendo várias etapas do desenvolvimento por meio das quais o ser humano estrutura o seu aparelho psíquico.

Freud escreveu livros que até hoje são utilizados como base na psicanálise. Dentre os mais famosos estão “Estudos sobre a Histeria”, “Totem e Tabu” , “Id e Ego” e “A interpretação dos sonhos”.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a história de Sigmund Freud? Comente abaixo o que mais você conhece sobre a vida desse grande pensador!

Quais são os fundamentos da psicanálise lacaniana?

Embora a psicanálise lacaniana seja um tema muito recorrente em assuntos relacionados às áreas da psiquiatria e psicologia — inclusive por parte de muitos leigos —, poucas pessoas sabem ao certo quais são os verdadeiros fundamentos que norteiam seus conceitos.

Em função disso, reunimos neste post uma introdução a alguns dos pontos centrais de sua biografia e de sua vasta obra, a fim de te ajudar a entender um pouco mais sobre a contribuição da teoria de Lacan para a psicanálise. Acompanhe nosso artigo e saiba mais sobre a teoria lacaniana e seus fundamentos.

Uma breve biografia de Lacan

Jacques Lacan nasceu na cidade de Paris, em 13 de abril de 1901, e desenvolveu sua própria teoria psicanalítica sob influência das obras de Freud, seu principal mestre. Depois de finalizar os seus estudos na área de medicina, Lacan se dirigiu para a área da psiquiatria e concluiu seu doutorado em 1932. Uma vez formado, o autor passou a integrar a Sociedade Psicanalítica de Paris.

No entanto, foi após o fim da Segunda Guerra Mundial que a sua obra ganhou maior importância. O seu contato com a psicanálise se deu por trajetos pouco usuais, inclusive por meio do surrealismo. Opondo-se aos pós-freudianos, que promoviam a Psicologia do Ego, Lacan propunha um retorno a Freud em novos termos.

Seus temas tinham um aspecto claramente inovador na concepção da cura psicanalítica — o que gerou, inclusive, uma cisão com a Sociedade Psicanalítica de Paris e outras instâncias internacionais. O seu ensinofoi predominantemente oral, dando-se, sobretudo, por meio de seminários e conferências.

Lacan também é controverso no que tange à homossexualidade. O autor a situou como uma perversão, mas foi o primeiro a aceitar gays para sessões de análise, bem como a autorizá-los a tornarem-se efetivamente psicanalistas, acolhendo-os sem ressalvas e não procurando transformá-los em heterossexuais.

O lacanismo seguiu ganhando espaço em todo o mundo, dialogando com os pensamentos filosóficos de autores como Kant, Hegel e Heidegger, bem como influenciando o trabalho de diversos filósofos contemporâneos, como Derrida e Alain Badiou. Lacan faleceu em 9 de setembro de 1981, já com a sua obra reconhecida em todo o mundo.

Lacan e Freud

Lacan e Freud foram claramente dois gênios, mas que apresentavam diferenças substanciais entre si. Para Freud, as descobertas da psicanálise em relação à mentalidade da pessoa incluem o inconsciente, a sexualidade, os sonhos e a vida interna. Lacan, por sua vez, reformulou as bases da teoria freudiana, sobretudo por meio da interação entre filosofia e psicanálise.

Apesar de conferir uma nova roupagem e outros conceitos ao que Freud propunha, Lacan não se distancia do seu mestre, já que o que ele mesmo propunha era “um retorno a Freud”, sem, no entanto, deixar de considerar as diferenças significativas entre eles. A clínica lacaniana, em linhas gerais, tende a ser mais desprendida da roupagem rígida da época de Freud.

Além das diferenças teóricas em relação a seus pares, o que caracterizava a proposta lacaniana no retorno a Freud era uma atitude que não se preocupava em permanecer na ortodoxia freudiana, mas sim em identificar e aplicar o que há de mais subversivo e coerente na obra de seu mestre.

Conceitos da psicanálise lacaniana

Entre os principais conceitos desenvolvidos pela psicanálise lacaniana estão: simbólico, imaginário, real, alienação e sujeito do inconsciente.

Simbólicos, imaginário e real

Embora as noções de simbólico, real e imaginário estejam interligadas, trata-se de três conceitos diferentes.

Simbólico

Na psicanálise de Lacan, a linguagem está essencialmente localizada no imaginário, sendo que este consiste na relação entre o sujeito e o outro. É por meio do sistema simbólico da linguagem que o sujeito vai definir a si mesmo.

O simbólico relaciona elementos conscientes e inconscientes do sujeito, de modo que é por meio da linguagem que o subconsciente se manifesta. A linguagem é o simbólico, pois o sujeito é determinado, a despeito da sua vontade, pelo sistema de representação baseado nos significantes, por meio da linguagem.

Imaginário

O imaginário, por sua vez, consiste em um sistema de registro psíquico, ou seja, corresponde ao ego do sujeito. Um indivíduo, segundo Lacan, procura no outro uma identificação, uma espécie de preenchimento. A existência do outro, entretanto, não tem por finalidade sustentar a imagem que o ego deseja.

A dimensão do imaginário é estruturada a partir do registro de referências e é atravessado pelo conjunto de posições representado pela dimensão do simbólico.

Real

O real implica no registro psíquico, o qual não corresponde à ideia de realidade, uma vez que o real é impossível. Ele representa tudo o que o sujeito é incapaz de processar no plano simbólico e, portanto, segue impenetrável dentro daquele.

A dimensão do real independe da dimensão material, da mesma forma que o desejo. Esse eixo pode ser melhor estudado a partir da noção de nó barromeano.

Nó barromeano

O nó barromeano implica na integração dos três eixos: simbólico, real e imaginário. Os três encontram-se agrupados de tal forma que cada um tem articulação com os demais e são interdependentes, de modo que se caracterizam pela desestruturação de dois desses eixos caso o terceiro venha a ser desfeito.

Trocando em miúdos, não há formação de pares: ou eles existem em conjunto ou não existem. A estrutura barromeana consiste em uma espécie de ponto médio entre os três eixos, sendo que todos possuem relevância equivalente.

Alienação na psicanálise lacaniana

Na psicanálise lacaniana, o sujeito é visto como produto do discurso do outro, sendo que esse discurso rodeia a criança antes mesmo que ela nasça e dá forma a seus desejos e suas fantasias.

O discurso dos pais, por sua vez, expressa o quanto a criança é desejada, de forma que o sujeito é causado pelo desejo do outro, ou seja, o sujeito está alienado no desejo do outro. O conceito de alienação se subdivide em dois outros conceitos: o de ser (sujeito) e do desejo (outro).

Imaginemos um soldado ferido em batalha, cuja perna fora dilacerada e precisa ser amputada para que ele não morra. Ao optar por manter o membro (o ser), o soldado optará pela morte, mas se optar pela amputação e por sua vida (o sentido) terá de viver com a falta da perna e todas as suas implicações.

Ao admitir que o sentido só existe por meio do que foi decepado, estamos dizendo que o ser humano encontra-se dividido em relação a si mesmo, e essa é a definição do inconsciente do sujeito.

Sujeito do inconsciente

A linguagem é definida na psicanálise lacaniana como uma estrutura que antecede o sujeito no meio onde ele se desenvolve. Essa concepção de linguagem está ligada à influência de Freud e Saussure.

A psicanálise lacaniana defende que o sujeito é constituído pela linguagem, assim como seu inconsciente, de modo que, sem a linguagem, o inconsciente seria um vazio. De acordo com Lacan, a constituição do indivíduo surge da sua relação com o outro.

O que faz um psicanalista? Conheça suas áreas de atuação

Desenvolvida há mais de 100 anos pelo pai da psicanálise, Sigmund Freud, essa ciência é tão atual quanto eficaz, principalmente na sociedade moderna.

Pressões da vida profissional, familiar e social, relações superficiais e mal administradas, sedentarismo e estresse são fatores que contribuem para uma baixa qualidade de vida. As pessoas continuam em busca do emprego ideal, do companheiro ideal e do estilo de vida que sempre sonharam. Se a busca não retorna resultado, alguns problemas devem ser tratados.

Mas, sob essa ótica, o que faz um psicanalista? Além de tratar e corrigir problemas, o trabalho do psicanalista consiste em prevenir que os ambientes profissional e pessoal interfiram um no outro, proporcionando equilíbrio e qualidade de vida.

E é dentro desse cenário que iremos detalhar a formação e a atuação desse profissional essencial no atingimento dos nossos objetivos.

Formação

Os cursos de formação em psicanálise, sejam on-line ou presenciais, são caracterizados como cursos livres, sem a necessidade de graduação específica. Embora o curso de psicologia contemple algumas disciplinas voltadas ao estudo dessa ciência, não é requisito essencial.

A formação profissional em psicanálise requer teoria e prática clínica, e o candidato deve se submeter a uma detalhada análise individual e supervisão clínica.

Pela seriedade das instituições e pelos resultados obtidos, a profissão é reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Área de atuação

O profissional terá um grande leque de serviços a oferecer. Com atuação abrangente, o curso abre possibilidades de atuar com indivíduos, grupos e instituições.

As atribuições começam pela análise primária, orientação, tratamento e acompanhamento dos pacientes, abrindo oportunidades de atuar em instituições, interpretando e elucidando conflitos e questões diversas, promovendo o desenvolvimento de relações saudáveis.

Outras áreas derivadas da análise contemplam o tratamento de traumas, ansiedade, obsessões e compulsões utilizando-se das teorias e das técnicas disponíveis.

Formas de atuação

O tratamento da dor e do sofrimento humano de maneira corretiva vem sendo uma das grandes demandas para o psicanalista. Problemas decorrentes do passado continuam a interferir no presente, e a dor causada por esses problemas impede que a própria pessoa encontre soluções. Dessa forma, o que o psicanalista faz é encontrar as causas e tratá-las.

Mas a prevenção pode representar excelente oportunidade. O mundo corporativo persegue excelente performance aliada à qualidade de vida, e, para obtê-las, é preciso mudar hábitos e comportamentos, lidar melhor com as situações de pressão e ansiedade, administrar conflitos, melhorar relacionamentos interpessoais e promover o autoconhecimento.

Sem o autoconhecimento, aspectos como autoconfiança, autoestima e autorrealização ficarão comprometidos.

Para melhor êxito, algumas instituições de ensino da psicanálise agregaram técnicas especiais para o profissional, tais como o curso de Regressão de Memória, curso de Hipnose Clínica e Acupuntura, que vêm se mostrando eficazes no tratamento das condições especiais dos pacientes.

O trabalho autônomo exige um consultório de atendimento, seja a indivíduos ou empresas. É interessante se planejar e pesquisar sobre as possibilidades de atuação dentro da sua cidade ou região, para que, após se formar, seu caminho esteja bem desenhado.

Grandes nomes como Sigmund FreudCharles Brenner ou Jacques Lacan o precedem na jornada pela profissão de psicanalista. Com credenciais como essas, basta escolher uma boa instituição, se dedicar aos estudos e expandir os horizontes da sua vida profissional.

Afinal, o que faz um psicanalista bem-sucedido é sua grande contribuição para a sociedade.

Conseguiu entender o que faz um psicanalista? Então compartilhe este artigo nas redes sociais para que outras pessoas tenham acesso a este conteúdo!

Como Carl Jung e a psicologia analítica podem mudar sua abordagem

Carl Jung é o pai da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana ou complexa. Essa teoria é muito importante para a compreensão do inconsciente e da personalidade humana.

Mas você ainda não sabe como a psicologia analítica pode mudar sua abordagem? Então continue a leitura!

Vida e obra de Carl Jung

Nascido em Kresswil, Suíça, em 26 de julho de 1875, Carl Gustav Jung formou-se em Medicina, em 1900, passando a trabalhar no hospital psiquiátrico Burgholzi, em Zurique. Em 1903, publicou “Psicologia e Patologia dos Fenômenos ditos Ocultos” e posteriormente, mais três trabalhos que tratavam sobre a relação entre complexos afetivos e sintomas das psicoses.

No ano de 1907, conheceu Sigmund Freud e, a partir daí, eles desenvolveram muitos trabalhos juntos. Porém, em 1912, por conta de divergências, tiveram atritos e se distanciaram. Após o rompimento, Freud continuou estudando a psicanálise, enquanto Carl Jung criou a psicologia analítica.

Jung também era estudioso da alquimia, mitologia e da história das religiões. Isso foi importante para a construção da sua teoria.

A abordagem da psicologia analítica

O analista é um ouvinte e observador, que se atenta a tudo o que o paciente fala. Procura deixá-lo à vontade, mas faz pequenas interrupções no seu discurso, de modo a orientá-lo para que ele mantenha o foco e reflita sobre as próprias palavras e pensamentos.

O profissional se coloca como um indivíduo suscetível a passar pelos mesmos problemas do outro, com a diferença de que ele foi treinado para ajudar as pessoas a enfrentarem isso. Dessa forma, o analista e o paciente mantém uma relação de troca de aprendizado.

Ferramentas usadas na psicologia analítica

Além do discurso verbal, a psicologia utiliza outras ferramentas, como manifestações artísticas variadas e a amplificação, que possibilita a associação de mitologia aos relatos do paciente.

Outra ferramenta usada é a caixa de areia: uma caixa, contendo areia e diversas miniaturas, é colocada para que o sujeito manuseie e crie a cena que quiser. Também utiliza a imaginação ativa, que consiste em usar o potencial imaginativo do paciente para integrar conteúdos internos ainda não conscientes.

Carl Jung e os principais arquétipos da personalidade

Para Carl Gustav Jung, todas as pessoas possuem uma herança biológica e outra psicológica, que definem o comportamento. Ele afirma que existem estruturas universais provenientes do inconsciente coletivo, os arquétipos. São eles:

Ego

Emerge do inconsciente e, juntamente com ele, forma o centro da consciência. O ego faz com que o indivíduo planeje as ações antecipadamente e o protege do que ameaça a sua consciência.

Persona

A forma como o indivíduo se apresenta para o mundo: vestimenta, comportamento, vocabulário.

Sombra

É o centro do inconsciente pessoal. É tudo o que a consciência reprime, como desejos que são considerados incompatíveis com a persona do indivíduo e com padrões sociais.

Anima ou Animus

Representa a estrutura inconsciente do sexo oposto, presente em cada indivíduo. Para o homem é anima e, para a mulher, animus. As maiores influências desse arquétipo são os pais.

Self

O centro do ser e tudo o que diz respeito ao inconsciente e consciente, que se completam. Significa a totalidade do ser e a reconciliação de polaridades. O desenvolvimento do self é consequência de um longo processo de compreensão de si mesmo.

As ideias de Carl Jung influenciaram toda a cultura ocidental. Após a sua morte, muitos estudiosos ampliaram a teoria, os chamados pós-junguianos. A psicologia analítica transforma a prática do psicanalista, independente da abordagem que ele possui. Atualmente, é uma das mais importantes teorias que analisam o desenvolvimento humano.